Nunca se falou tanto sobre networking como atualmente. Não há dúvidas que, com a globalização, o advento da Internet e crescente poder da conectividade, a quantidade de relacionamentos vem aumentando e se intensificando. Talvez por isso networking seja realmente a palavra do momento. Muito embora a palavra tenha ganhado mais força recentemente, ela sempre existiu.
O que é networking Networking é uma palavra da língua inglesa que nasce da junção de duas palavras, net (rede) e work (trabalho). Quando unidas e colocadas no gerúndio (ing), que dá o sentido de continuidade, trazem o significado da “atividade de criação desenvolvimento e manutenção de uma rede de relacionamentos”.
Estas atividades são realizadas por meio do aumento e intensificação de contatos pessoais, troca de informações, conselhos, oportunidades profissionais ou de negócios. Diferentemente do que alguns pensam, networking é uma rede de relacionamentos formada não apenas por pessoas do âmbito profissional, mas também por todas as pessoas que, de alguma forma, se relacionam com o indivíduo em diversas esferas sociais: família, amigos, colegas de escola, do trabalho e de outras atividades.
Na hora de criar e desenvolver uma rede de relacionamentos, quantidade é importante, mas qualidade é fundamental. E quando falo de qualidade, falo da qualidade das pessoas com quem nos relacionamos e também da qualidade do relacionamento que temos com elas, algo como a freqüência e a intensidade deste.
Qual a importância dele? Sem dúvida, o networking sempre foi muito importante, pois vivemos em sociedade, e a todo momento precisamos de algo que invariavelmente alguém pode nos ajudar a fazer.
Além do mais, a rede de relacionamentos de um indivíduo é o conjunto de conexões dele com o mundo. É através dela que nos relacionamos com outras pessoas e atingimos muitos de nossos objetivos. Portanto, é importante construirmos e termos nosso networking. Quanto mais qualificadas e atualizadas forem estas conexões, mais facilmente conseguimos informações ou a mobilização de pessoas que poderão nos ajudar a fazer com que nossos objetivos sejam alcançados.
Hoje, no mundo globalizado em que vivemos e com o aumento das formas de comunicação, ter uma boa rede de relacionamentos se faz cada vez mais indispensável.
Como conquistar, manter e ampliar uma boa rede de contatos? Primeiramente, é importante definir o que é uma boa rede de contatos. Aqui falamos de quantidade e qualidade. No entanto, não importa se o assunto seja quantidade ou qualidade, há um ditado muito apropriado para este momento: “Em vez de caçar borboletas, cuide do seu jardim e elas virão até você”. Portanto, construa e mantenha belo e agradável o seu jardim, ou em outras palavras: seja atraente!
Subdivido agora este ponto em três, sendo eles: o que significa ser atraente, por onde circular e, finalmente, como lidar com os contatos adquiridos.
O que significa ser atraente? Ser atraente é algo muito subjetivo e difícil de ser descrito. No entanto, podemos assumir que alguns comportamentos são sempre bem-vistos, e praticá-los pode ajudar a caminhar nesta direção.
Não é atraente quem trai, é mentiroso, falso ou dissimulado. Também não é atraente o orgulhoso, pedante ou arrogante. Tampouco é atraente o chato, inoportuno e grudento. O atraente não só fala, mas sabe ouvir e é paciente. Demonstra interesse no outro ao conversar. Evita julgar. Não fala mal de terceiros, pois se assim o fizer, demonstrará ao seu interlocutor que poderá fazer o mesmo com relação a ele.
Por outro lado, uma bela personalidade sempre é atraente, e sobre isso podemos dizer que tem uma personalidade atraente quem é educado, cortês, elegante, amigável, afável, sociável, gentil e simpático. Evite ser irônico, mas procure ser sempre alegre. A alegria atrai e contagia os outros.
Bons valores também atraem, portanto cultive bons valores, tais como honestidade e integridade. Seja verdadeiro, não minta, busque a paz e cumpra sua palavra.
Ainda, uma outra forma de desenvolver uma personalidade atraente é andar com boas pessoas, que da mesma forma cultivem bons valores, busquem a paz e se envolvam em projetos saudáveis.
Ao cultivar uma personalidade bonita e atraente, você estimula outras pessoas a se achegarem até você, além de manter aqueles que você já conhece.
Por onde circular? Outro ponto importante é o meio onde você circula. Ele será determinante quanto ao tipo de pessoas que irá conhecer.
Sobre alguns meios, não temos muita gerência, tais como a família, a escola e nosso trabalho. No entanto, além destes, você poderá procurar lugares e situações que proporcionem oportunidades para conhecer novas pessoas, o que ajudará na ampliação da sua rede de relacionamentos. Neste sentido, você poderá se associar a um clube, fazer cursos, interagir com grupos com os quais tenha afinidades, ter hobbies, praticar atividades esportivas, participar de ONGs, envolver-se em trabalhos voluntários ou outras atividades que poderão lhe proporcionar conhecer novas pessoas e, conseqüentemente, fomentar seu networking.
Como lidar com seus contatos? Bem, uma vez sendo alguém agradável e andando em bons meios, você deverá atrair pessoas. Uma vez que isso aconteça, você precisará começar a dedicar tempo e energia para manter sua rede de contatos.
No entanto, é importante perceber que será necessário investir energia e tempo, e que estes recursos são limitados. Quanto maior a quantidade de pessoas com quem nos relacionamos, maior o tempo e a energia que despendemos, caso contrário todos os relacionamentos permanecerão rasos. Assim, é muito importante saber dosar bem a quantidade de pessoas, bem como o foco das atenções. Com tudo isso, percebemos que, para criar, desenvolver e manter uma rede de relacionamentos, é preciso investimento de tempo, energia, constância e paciência.
No entanto, você não conseguirá despender o mesmo tempo e energia com todos. Sendo assim, entendo que seja saudável você categorizar sua rede de contatos. Para isso sugiro que estabeleça seis níveis importantes:
Categoria: amigos ou mais próximos Quem são: são amigos, parentes e amigos mais próximos. Nesta categoria estão seus melhores e principais contatos. Portanto, cuide bem deles. O que fazer: mantenha contato com estas pessoas, seja por e-mail, comunicadores instantâneos, telefone ou em contato pessoal. Demonstre genuíno interesse e preocupação com elas e nunca minta ou aja com falsidade e de modo interesseiro. Coloque-se sempre à disposição para ajudar, quando necessário. Preocupe-se com o bem-estar destas e dedique tempo para se relacionar com elas. Programe passeios, almoços, jantares, happy hours e tenha convívio com elas. Lembre-se sempre das datas que são importantes para elas e, sempre que possível, presenteie. Cuide bem daqueles que estão mais próximos de você. Mesmo que nunca precisar deles, é muito bom saber que tem amigos e será muito bem visto e quisto por aqueles de quem você cuida e com quem você se preocupa.
Categoria: de relacionamento constante Quem são: são aquelas pessoas que, por exemplo, fazem parte do seu trabalho, da sua escola ou mesmo seus vizinhos. O que fazer: quanto a estas, é importante mostrar-se sempre alguém acessível, agradável, alegre e amigo. O amigo não fala mal pelas costas, não participa da radio-peão, é colaborativo e agradável e também demonstra interesse. Dando atenção a estes pontos, você tenderá a ser alguém bem-visto e bem-quisto no seu círculo de relacionamentos constantes.
Categoria: os novos Quem são: são aquelas pessoas a quem você já foi apresentado uma vez e que chegou a ter alguma conversa ou rápido relacionamento, onde teve a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a pessoa, mas o relacionamento não evoluiu para nenhum outro nível por falta de tempo ou oportunidade, mas que reconheceu afinidades e percebeu que vale a pena investir para, quem sabe, tê-los mais próximo de você. O que fazer: esta é a categoria mais importante para o aumento do seu networking. É importante que você perceba a importância de investir tempo e energia nela, pois só assim fará com que sua rede de relacionamento cresça. Com estes, promova um encontro presencial, um almoço, um jantar, um happy hour ou mesmo um passeio. Tenha em mente que estes encontros são uma incógnita e que até poderá se decepcionar com a pessoa. No entanto, melhor ter logo uma decepção e definir para que grupo esta pessoa vai do que ficar investindo tempo e energia com um contato que é apenas uma expectativa, e que depois demonstra ser frustrante. Conhecendo-os melhor depois, você poderá definir em que grupo estes irão constar. Mas lembre-se sempre que, no primeiro grupo, o dos amigos, não cabem muitas pessoas, e muitas vezes, o ato de colocar novos membros lá poderá significar tirar alguns que lá estão ou acabar dedicando menos tempo a todos que lá já se encontram.
Categoria: os apenas conhecidos ou mais distantes Quem são: são aquelas pessoas a quem você já foi apresentado ou com já interagiu, mas não teve oportunidade de conhecer melhor e, portanto, não pode ainda fazer parte da categoria “novos”. No entanto, houve alguma afinidade e você deseja manter certo contato para deixar as portas abertas e, quem sabe, voltar a ter um novo contato com esta pessoa, ou ainda mantê-la assim, relativamente conectada para quando precisar de algo. O que fazer: com estas, você deverá entrar em contato com certa periodicidade, seja pessoalmente, através de um telefonema ou mesmo por e-mail. Nestas horas, é importante desejar saber como a pessoa está e demonstrar que você não se esqueceu dela. Mas lembre-se: faça isso sempre de forma saudável, sem falsidade. Com isso, você manterá viva a sua conexão e será lembrado por ela.
Categoria: os ex-mais próximos Quem são: este grupo é composto daquelas pessoas que já foram amigos ou mais próximos um dia, mas que, por qualquer razão, deixaram de ser. O que fazer: este grupo muitas vezes é subdividido entre aqueles que são ex-mais próximos, simplesmente porque a correria do dia-a-dia ou a distância fizeram com estes deixaram de ser mais próximos, ou porque você optou por mantê-los mais distantes. No último caso, somente você saberá dizer que tipo de tratamento desejará ter com estes. No entanto, no caso daqueles que são “ex-mais próximos” simplesmente por distância ou falta de tempo, não dê a este menos do que você dá aos apenas conhecidos ou mais distantes.
Categoria: os indesejados Quem são: provavelmente estarão nesta categoria aqueles com quem você nunca teve nenhuma afinidade e acredita que nunca terá, ou ainda aqueles com quem você já teve, mas agora não tem mais nenhuma afinidade nem deseja promover nenhuma espécie de aproximação. Aqui estão aqueles que você deseja manter distantes. O que fazer: esta categoria também é muito importante, e você deverá ter cuidado, sabendo como agir com quem estiver nela. É importante ter cuidado com esta categoria, pois talvez nela estejam pessoas que podem prejudicá-lo e, por isso, de uma certa forma você precisa cuidar delas. Ainda podem estar aqui aqueles que desejam ter uma maior proximidade com você. Portanto, tenha cuidado para não dar qualquer sinal positivo, nem sem querer, para depois ter de acabar ficando numa situação delicada, despendendo tempo e energia com quem não quer ou acabar sendo indelicado em não dar continuidade num processo que você mesmo iniciou.
Atenções especiais
O que sempre se deve procurar fazer: • Independentemente das pessoas com quem você interaja, lembre-se sempre que você tem seus valores e se respeita. Portanto, nunca minta ou aja com falsidade: mantenha isso como um valor seu.
• Sempre seja honesto em suas palavras e evite ser político no sentido pejorativo da palavra. Omita as opiniões mais feias que porventura você tenha de alguém. Guarde-as para você.
• Nunca seja falso ou aja de modo interesseiro. Sempre que possível, demonstre interesse e preocupação para com as pessoas do seu círculo de amizades. Sempre é muito bem-visto aquele que se preocupa de forma genuína, saudável e se coloca à disposição para ajudar quando necessário.
• Lembre-se das datas que são importantes para seus contatos.
• Quando for transmitir seus votos de felicidades numa data especial, não exagere! Seja agradável, mostre que se lembrou da pessoa e transmita-lhe de forma agradável seus votos de saúde, amor, paz, sucesso e felicidade.
O que nunca deve ser feito:
• Não mantenha muitas pessoas na primeira categoria, pois você dificilmente conseguirá dedicar o tempo e a atenção necessária a todas. Caso faça isso, ou não dará a devida atenção a quem merece ou dará pouca atenção a todas elas.
• Algo que também nunca deve ser feito é ser inconveniente ou forçar a barra. Talvez você queira muito manter um relacionamento com alguém, mas será que há reciprocidade? Será que esta pessoa também quer, da mesma forma, manter vivo um relacionamento com você? Por mais decepcionante que seja a realidade, devemos encará-la, e o fato é que tentar forçar a barra de um relacionamento poderá ter efeito oposto ao desejado e fazer com que você entre na lista dos “indesejados” do seu contato. Isso é tudo o que devemos sempre evitar.
• Também não force uma intimidade que não existe. Agindo assim, você só conquistará a antipatia do seu contato e, conseqüentemente, a distância e uma posterior dificuldade de acesso.
• Seja compreensível e saiba que nem sempre estas pessoas estarão prontas para nos receber, para nos ouvir ou para responder prontamente nossos e-mails ou telefonemas. Nestas horas, nunca ache ruim a demora, como se a outra pessoa tivesse a obrigação de fazê-lo rapidamente. Apenas compreenda e respeite.
• Lembre-se que criar e manter um bom networking leva tempo e consome energia, portanto, por vezes você poderá sentir-se incomodado com isso. Nessa hora, administre este sentimento e lembre-se que a responsabilidade pela administração do seu tempo e energia é apenas sua. Nunca expresse isso para seu contato, pois ele não tem nenhuma responsabilidade.
• Quando quiser algo de alguém de seu networking, nunca coloque sua necessidade como uma obrigação para seu contato. Peça com gentileza e coloque também a possibilidade de não ser atendido, afinal, ninguém tem obrigação alguma com você. Nesta hora, mesmo não sendo atendido, agradeça a atenção e procure minimizar a sensação de culpa que você possa ter gerado na outra pessoa, procurando transmitir uma sensação de paz e tranqüilidade para quem não pôde atender à sua solicitação.
Observação final: Por fim, caso esteja se relacionando com alguém notável, importante ou famoso, lembre-se que a quantidade de assédios e pedidos que esta pessoa recebe não deve ser pouca. Nesta hora você poderá ganhar pontos por saber manter-se mais a distância e compreender a situação, respeitando o ser humano que está naquela situação. Às vezes demonstra-se mais consideração por não ser mais um que deseja sugar as energias de outro do que demonstrar interesse. Caso seja esta a situação, poupe seu contato de uma enxurrada de elogios e paparicos. Isso apenas o deixará nivelado com inúmeros outros. No entanto, demonstre de forma discreta que se lembrou dele e que está ali caso ele necessite. Isso trará valor à sua pessoa, e você se destacará de forma saudável aos olhos do seu contato.
Há muito tempo venho analisando o ser humano bem como toda a humanidade, a estrutura social em que este está inserido.
Sinto e percebo o que á de fato dentro das pessoas e acredito que tudo o que vemos de mal à nossa frente, poderia ser diferente, se algumas coisas fundamentais e básicas, fossem alteradas.
Ou seja, acredito muito no projeto “Ser Humano” e digo que não perdi a fé de que tudo isso poderia ser muito melhor e bem diferente.
Uma rápida leitura do mundo hoje mostra claramente que este está totalmente construído sob as bases do egoísmo.
Tudo o que fazemos, desde a infância, nos ensina a sermos cada vez mais egoístas. Os governos são egoístas, o comércio é egoísta e até as religiões de hoje são egoístas.
No entanto eu acredito que o homem não foi criado para ser egoísta mas sim para agir com amor. O amor ao contrário do egoísmo, faz você se preocupar com o seu próximo tanto quanto você se preocupa com sigo mesmo.
Se você é pai saberá compreender o que é o amor. Se estiver numa situação de fome, apenas você e seu filho e encontrar um pouco de comida, para quem dará este escasso alimento? A você? Ou ao seu filho? Sem dúvida dará ao seu filho. Isto é amor. Abnegação de si próprio em prol da pessoa que você ama e se desejar nada em troca. Pois é assim que nós deveríamos agir com o nosso próximo.
No entanto, como agir assim hoje, pensando primeiro em nosso próximo, se o nosso próximo não agirá assim conosco?
Sem dúvida fica muito difícil, é verdade. No entanto se não iniciarmos, isto nunca vai acontecer.
Se nossa sociedade estivesse construída sob os alicerces do amor, tudo seria muito diferente. Creio que o dinheiro até existiria, mas não o amor ao dinheiro. Sim, pois o dinheiro é uma forma justa de se fazer troca, no entanto a ganância em conquistá-lo e o amor ao dinheiro é a raiz muitas coisas prejudiciais e ai, vemos novamente o cheiro do egoísmo presente.
Talvez até ninguém mais passaria fome, pois se todos fossem amorosos, quem deixaria seu próximo passar fome e não lhe estenderia a mão e lhe daria alimento? E este que recebeu tal alimento, se também tivesse o amor em seu coração, conseguiria não retribuir a altura tal gesto tão belo?
Percebe, o amor faria o mundo girar, pois todo aquele que tivesse recebido um ato de amor, desejaria, por amor, retribuir e tudo funcionaria de forma diferente do que estamos vendo acontecer hoje.
No entanto, o amor é o sentimento mais nobre que um ser pode ter, a mais alta das virtudes humanas. Mas antes deste tão nobre sentimento, existem outros que todos nós também precisamos desenvolver tais como: mansidão, brandura, fidelidade, polidez, empatia, compreensão, compaixão, coragem, justiça, generosidade, misericórdia, gratidão, humildade, honestidade, verdade, simplicidade, tolerância, pureza, doçura, perdão, autodomínio, brandura, fé, bondade, benignidade, longanimidade, paz, alegria e por fim o amor.
Mas o que significa cada um destes? E mais do que isso, como desenvolvê-los?
Infelizmente isto acontece por um lado porque qualquer uma destas qualidades em geral esteve atrelada a ensinos religiosos. Portanto, ou você faz parte de uma religião e tem acesso a estes conhecimentos, ou então dificilmente terá acesso à eles, o que significam, ou ainda, porque e como desenvolvê-los.
Por outro lado, no passado, quando estávamos cercados por quase nenhuma tecnologia, havia mais tempo e tais ensinamentos eram passados de pai para filho, a noitinha, em conversas após o jantar ou em outros momentos de interação da família.
No entanto hoje com o avanço da tecnologia e das comunicações, estamos cercados de coisas que roubam a nossa atenção, tais como: televisão, vídeo-cassete, DVD, música, filmes, novelas, Internet, vídeo-games, celulares entre tantas outras coisas e ninguém mais tem tempo ou mesmo vontade de se distanciar destas coisas e sentar e conversar com seus filhos.
Tudo isto fez com que os pais não orientassem seus filhos corretamente, não os instruísse de forma a construírem nestes, qualidades e virtudes. Tais filhos “mal criados” se tornam pais despreparados e menos qualificados, que para piorar, com o avanço da tecnologia e a crescente descrença pela religião, acabaram tendo à sua volta ainda menos orientação e mais distrações e da mesma forma, também não orientaram seus filhos com virtudes e qualidades, pois sequer tinham isto dentro de si, para dar. E recursivamente tais filhos se tornaram pais que da mesma forma, não instruem seus filhos e isto vem acontecendo, geração após geração, culminando hoje uma sociedade de pessoas totalmente desprovidas de qualidades, virtudes e bons valores.
O que fazer frente a isto?
Sem dúvida a solução não é simples, mas precisamos começar a caminhada. Primeiro temos que investir um pouco de tempo e aprender um pouco mais sobre qualidades, virtudes e bons valores humanos. Devemos fazer isso totalmente apartados de qualquer ensino religioso, pois não é necessário aprender isso para agradarmos a Deus, ou algo similar. Devemos aprender isso, pura e simplesmente pelo fato de que isto é bom para nós, para o nosso desenvolvimento pessoal, para nossa paz e alegria e também porque fará bem para todos que estão à nossa volta, sejam estes nossos pais, nossos filhos, irmãos, funcionários, chefes, amigos, etc. Uma vez aprendendo mais sobre assuntos tão gratificantes, deveríamos exercitá-los, pessoalmente e com outros que assim como nós, também se alegram com tais assuntos e comportamento. E por fim, devemos reservar tempo para orientar e transmitir isso aos nossos filhos (hoje ou quando os tivermos).
Desta forma, não só estaremos resgatando valores importantes para nós e mas conseqüentemente estaremos contribuindo para a construção de uma sociedade melhor, e por fim, nós mesmo seremos duplamente beneficiados por tudo isso.
Por tudo isso, estou aqui, neste momento, fazendo o primeiro movimento para a construção destes comportamentos, e desta nova sociedade, aonde de forma totalmente apartada de qualquer religião se procura conhecer e desenvolver qualidades, virtudes e os bons valores humanos.
Este é o primeiro de muitos artigos que espero estar escrevendo aqui neste espaço.
E eu convido a você agora a participar deste movimento, colaborando se puder, disseminando este pensamento mas antes de tudo e principalmente, aprendendo e aprimorando a si próprio, de forma totalmente apartada de qualquer religião.
De forma a começarmos a construir uma nova sociedade, baseada no amor e não no egoísmo, mas para que consigamos compreender o que é o amor, e além disso, o praticamos, vamos antes aprender um pouco mais sobre todas as outras virtudes e qualidades e exercitá-las em nosso dia a dia.
Portanto, bem vindo você que é ateu, judeu, muçulmano, cristão, budista, espírita, hindu ou de qualquer outra crença religião.
Bem vindo ao lugar onde iremos resgatar, aprender e exercitar os assuntos mais importantes para o ser humano e onde é bem vinda a se desenvolver.
Bem vindo a Escola do desenvolvimento das qualidades, virtudes e dos bons valores humanos!
Ficar desempregado já não é fácil. Mas pior ainda é ser abordado por empresas que se aproveitam desta situação para assediar o profissional com promessas mentirosas de um novo emprego, tentando na verdade tirar dinheiro de quem se encontra num momento vulnerável, ansiando por um novo emprego.
Portanto, tome muito cuidado!
Hoje, o melhor meio para divulgar o currículo é a Internet, e vai continuar sendo assim, pois é um meio totalmente prático e interativo, facilitando muito a busca por oportunidades.
Mas o que fazer quando a exposição na Internet traz abordagens inesperadas e até mesmo desagradáveis?
Por exemplo, há empresas que se vendem como assessoria de recolocação profissional e ligam para oferecer uma vaga exatamente com o seu perfil, deixando entender que um novo emprego está batendo à sua porta. O que fazer?
Já parou para pensar o que isso causa na cabeça de quem está desempregado? Nessa hora, será que é certo essa empresa cobrar para oferecer promessas de recolocação profissional?
Por outro lado, é correto, sim, receber por serviços que auxiliam o candidato em seu processo de recolocação profissional, na busca por um novo emprego.
Mas, então, onde está a diferença?
A diferença é que, quando uma consultoria de recursos humanos é contratada por uma empresa para preencher uma vaga, ela tem a missão de selecionar o melhor candidato para a vaga e, para isso, ela iniciará um processo de recrutamento e seleção que deverá localizar os melhores candidatos. Quem paga por este processo é a empresa que contratou a consultoria. Portanto, estas consultorias jamais podem orientar, beneficiar ou favorecer qualquer candidato em especial, pois se assim o fizerem, estarão agindo de forma não lícita para com seu cliente (a empresa) que a contratou.
Já as consultorias de recolocação profissional, que oferecem serviços para auxiliar o candidato na busca de um novo emprego, nunca têm vagas em aberto. Isso porque os clientes desta consultoria não são as empresas que têm vagas, mas sim os candidatos que buscam emprego.
Resumindo: a consultoria de RH que tem vagas não auxilia o candidato a arrumar emprego, pois seus clientes são as empresas. Já as consultorias de recolocação profissional, que auxiliam o candidato a encontrar um emprego, não têm vagas, pois seus clientes são os candidatos.
Numa análise de currículo, por exemplo, profissionais com experiência em recolocação e recursos humanos podem ajudar o profissional a melhorar seu currículo. Por exemplo, é comum as pessoas não saberem como dispor as informações num currículo, o que colocar e o que não colocar. Erram no português, na forma de se expressar, deixam de salientar pontos importantes, dizem coisas que não deveriam ser ditas e deixam de salientar as qualidades e pontos importantes de forma correta. É para estas pessoas que este tipo de assessoria presta serviços e recebe por eles.
Da mesma forma, é lícito e correto orientar uma pessoa sobre como se portar numa entrevista de emprego. Que roupa usar, o que falar e o que não falar, o que fazer e o que não fazer. Nesta linha, existe até algo chamado role play, que é uma entrevista de emprego simulada, em que o consultor contratado pelo candidato age como se fosse o selecionador, entrevistando-o como numa seleção real. No final, o consultor faz uma devolutiva para o candidato, informando onde ele acertou, onde errou e o que precisa melhorar.
Mesmo a cobrança por testes psicológicos é algo lícito, pois quem os aplica teve que estudar, formar-se e adquirir o direito de aplicar os testes, e este é o seu trabalho. Então, estes psicólogos têm, sim, o direito de cobrar pelo ato de aplicá-los e interpretá-los. Tudo isso é correto, honesto e ajuda muito os candidatos a se conhecerem melhor e consequentemente a melhorarem seus desempenhos nas entrevistas.
Mas será correto ajudar as pessoas a fazerem seus currículos e a se saírem bem nas entrevistas? Como exemplo, uma grande empresa treinou 120 jovens numa determinada função de TI. Depois, estes jovens foram procurar emprego. Sabe quantos conseguiram? Nenhum! Por quê? Não sabiam “se vender”, ou em outras palavras, não sabiam expor e vender suas qualidades! O nervosismo tomou conta deles, pois se encontravam totalmente despreparados para uma entrevista de emprego. Eram todos altamente capacitados, mas não souberam expor sua própria capacidade.
Tudo isso posto, sabemos bem agora como funciona uma consultoria de RH, ou seja, uma empresa que ajuda o RH a encontrar candidatos, e sabemos também como funciona uma consultoria de recolocação profissional, uma empresa que ajuda os candidatos a encontrar um emprego.
O que não existe são empresas que atuam dos dois lados, ou seja, que estão selecionando para vagas de empresas clientes e que são, portanto, consultorias de RH, mas que ao mesmo tempo cobram do candidato para indicá-lo às vagas. Isso é picaretagem!
Isso é o que distingue uma consultoria boa e ética de uma ruim e picareta: esta última vende a ilusão de que existe uma vaga em aberto e cobra do candidato por serviços com a promessa de que irá recolocá-lo profissionalmente.
No entanto, é isso que vem acontecendo em alguns casos. Portanto, todos aqueles que buscam emprego precisam se precaver e tomar muito cuidado com abordagens deste tipo. Neste momento frágil, com o enorme desejo de se recolocar novamente, quem procura emprego se torna uma presa fácil para empresas picaretas, as quais utilizam promessas e palavras extremamente atraentes para seduzir o profissional.
No entanto, para terminar, e como já foi dito, um candidato em busca de orientação pode, sim, pagar uma consultoria para aprimorar seu processo de recolocação, e isso é lícito e correto, mas é fato que a linha que divide os dois tipos de abordagem é tênue. É muito importante distinguir corretamente o certo do errado, de modo que o candidato não entre numa fria nem deixe de ser competitivo.
Se houver qualquer dúvida, não hesite em entrar em contato com a nossa equipe. A Curriculum está aqui para ajudá-lo.
Fique ligado!
Caso tenha recebido contatos de alguma destas consultorias picaretas e tiver alguma denúncia a fazer, faça em: http://www.curriculum.com.br/denuncias
Outras informações a respeito poderão ser obtidas em: http://vocesa.abril.com.br/informado/aberto/ar_193859.shtml