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Momento ímpar brasileiro


O Brasil tem tido as menores taxas de desempregos e segundo economistas, o mercado de trabalho brasileiro se encontra no seu melhor momento nos últimos 15 anos e estamos praticamente a pleno emprego. Mas o que significa “pleno emprego”?

Em Economia, significa que estamos utilizando todos os recursos disponíveis a preços de equilíbrio e, muito embora essa expressão seja bastante utilizada na área econômica, “pleno emprego” em linguagem coloquial tem a ver com todos os trabalhadores e o mercado de trabalho.

Pleno emprego é uma situação em que todos os recursos humanos disponíveis estão sendo utilizados de forma economicamente eficiente, absorvendo a maior quantidade de mão de obra qualificada e não qualificada, que poderia ser utilizada dentro de uma economia em determinado momento.

O restante é o desemprego ficcional, ou seja, a quantidade de desempregados que, em sua maioria, estão em trânsito entre empregos, mas que continuam buscando uma recolocação no mercado de trabalho.

Muitos economistas estimam que o pleno emprego é a quantidade de desemprego ficcional que varia entre 2% e 7% da força de trabalho. Outros dizem que 5% de pessoas desempregadas já caracterizam pleno emprego.

Este número é calculado com base na PEA (População Economicamente Ativa), que compreende o potencial de mão de obra  com que o setor produtivo pode contar, tanto empregados quanto desempregados, mas com potencial para se empregar, trabalhar e produzir.

Nossa PEA hoje gira em torno de 47% da população, ou seja, estamos falando em algo como 91 milhões de brasileiros. Os outros, cerca de 102 milhões, fazem parte da PEI (População Economicamente Inativa), que são as pessoas incapacitadas para o trabalho ou que desistiram de trabalhar, bem como inválidos, estudantes, crianças, pessoas que cuidam de afazeres domésticos e até mesmo os desalentados, que são as pessoas que, muito embora estejam em idade ativa,  já não buscam trabalho.

Mas, então, como anda nossa taxa de desemprego? Muito embora em fevereiro de 2011 ela estivesse em 6,4%, em dezembro de 2010 chegou a apenas 5,3% . Tudo indica que esta taxa continuará girando em torno deste patamar e, a meu ver, tem grandes chances de cair.

Sendo assim, é possível concluir que o Brasil tem hoje aproximadamente 6 milhões de pessoas desempregadas. Pode parecer um número grande ainda, porém podemos considerá-lo pequeno frente ao tamanho do nosso país.

No entanto, com tantos ventos a favor, sem dúvida vivemos um cenário nunca antes vivido na economia brasileira, que, até então, era famosa pela sua alta taxa de desemprego e futuro incerto.

Mas vivemos num momento ímpar. O Brasil é um dos quatro países emergentes do mundo, que formam o bloco hoje em dia conhecido como BRIC: Brasil, Rússia, Índia e China. E ao meu ver é o que mais se destaca e o que vem demonstrando a maior e melhor musculatura econômica dentre todos. Dentre todos aquele que reúne as melhores condições atuais e de futuro para continuar crescendo.

Vou explicar porque, mas antes de falarmos sobre o Brasil, é interessante compreender um pouco mais sobre estes outros três países.

A Índia tem sérios problemas internos. Com mais de um bilhão de habitantes (1.095.351.995 habitantes) a grande maioria é pobre ou miserável e fora dos grandes centros urbanos, o cenário é de pobreza extrema. Além disso, ela está toda subdividida em grupos etnolinguísticos, o que dificulta a fluidez da comunicação interna.

O regime de castas impede a ascensão das classes mais baixas, muito diferentemente do que aconteceu aqui no Brasil com as classes C e D. Quem nasce numa casta ficará nela a vida toda, fazendo com que aqueles que nascem pobres pensem que devem ser pobres pelo resto da vida. Isso complica muito o crescimento deste país, pois muitos deles não têm ambição e se contentam com o que têm. Ou seja, a mudança desta realidade não acontecerá a curto prazo.

Além disso, a Índia é o país com o maior índice de analfabetismo, com 34,9% da população analfabeta (cerca de 350 milhões de habitantes) dentre os quatro do BRIC.

Mesmo com programas de planejamento familiar e de controle da taxa de natalidade, o número de nascimentos continua muito elevado quando comparado com o crescimento econômico capaz de melhorar os padrões de vida da maior parte da população.

Além do fato da Índia ser o segundo país mais populoso do mundo,  estudos apontam que ela irá ultrapassar a China até 2035. No entanto, crescer nestas condições é aumentar ainda mais o problema. Pesquisas indicam que 22% dos miseráveis do mundo estão na Índia. Em resumo, muito embora a Índia seja um país emergente, sua grande miséria rema contra ela e prejudica a aceleração do seu crescimento.

Já a Rússia vem de um longo período de socialismo e, pelo fato de ter ficado tanto tempo fechada para o mundo, também se encontra com grandes problemas, desorganizada internamente e com dificuldades para crescer rapidamente.

Muito embora tenham uma grande extensão territorial, o frio é predominante e chega a ser extremo na maior parte do ano, o que dificulta muito a agricultura. Ainda sofre muito com movimentos de independência por ser uma unificação de povos diferentes e rivais. Tudo isso afasta investidores e dificulta seu crescimento.

A China também sofre com o fato de ter vários grupos etnolinguísticos, que a subdividem internamente. Assim como a Índia, o país encontra dificuldade na fluidez da comunicação interna. Assim como a Rússia, também sofre com movimentos de independência de etnias rivais. No entanto, é um país extremamente populoso e que está mudando seu quadro agora, partindo de um cenário em que a maior parcela da população era muito pobre. Muito embora de grande extensão territorial, necessita importar muita matéria-prima para seu crescimento.

E o Brasil?

Bem, para começar, podemos dizer que o Brasil não sofre com guerras internas, possui um único idioma em toda sua extensão e a maior reserva de água potável do mundo. Além disso, é abundante em riqueza de minérios, sendo um dos maiores exportadores do mundo. Com um clima bom praticamente durante todo o ano e um excelente solo para plantação, é também um dos principais produtores de gêneros alimentícios do mundo. Está praticamente livre de desastres naturais mais severos como terremotos, tsunamis, furacões, tufões ou vulcões.

O Brasil é um país pacífico e não possui inimizade com praticamente nenhuma outra nação. Por ser um país tropical e por ter uma enorme costa marítima, tem muitas praias e uma grande chance de aumentar seu turismo. E, falando em turismo, teremos pela frente o privilégio de sediar uma Copa do Mundo em 2014 e uma Olimpíada em 2016, o que obrigará a melhorar a infraestrutura das principais capitais do país. Nossa economia está estabilizada já há um bom tempo e tem se tornado cada vez mais sólida. Nossa moeda, o real, vem melhorando frente às outras moedas e ficando cada vez mais forte e respeitada.

Além disso, o C6 (EUA, Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Japão), grupo dos maiores investidores do mundo, não entende o alfabeto da Rússia, Índia e China.

Também tivemos o privilégio de ser capa das duas edições mais vendidas da revista The Economist, desde 1840, ambas com matérias sobre o Brasil:

De 14 a 20 de novembro de 2009 De 11 a 17 de novembro de 2009
The Economist - Ninguém é mais quintal de ninguém (O crescimento da América Latina)


Por isso, o Brasil tem atraído cada vez mais capital estrangeiro e aumentado o desejo destes em investir em nosso país, quando comparado com Rússia, Índia e China, resultando em mais indústrias e mais construção civil.

E por falar em construção civíl, nosso mercado imobiliário vem crescendo como nenhum outro no mundo e demonstrou um crescimento de mais de 300% no último ano, tendo sido o que mais cresceu dentre todos do mundo!

E por falar em indústrias, estou sendo surpreendido  – eu pelo menos estou – com o bom governo da nossa primeira Presidente da República do sexo feminino, Dilma Rousseff, que de uma maneira discreta, vem se colocando de forma firme frente aos problemas e fazendo bons acordos políticos ao redor do mundo, como, por exemplo, este último acordo com a China, que trará mais 12 bilhões de dólares de investimento para a construção de uma fábrica de iPad aqui no Brasil.

Por todos estes assuntos, o Brasil tem sido cada vez mais notícia ao redor do mundo e Hollywood até fez um filme (desenho) sobre nós, o Rio.

Por tudo isso eu sinto que nossa economia não irá fraquejar, nem tão pouco a geração de empregos parece que vai diminuir e para mim, o Brasil é o país emergente com maior destaque dentre os do BRIC.

Sem dúvida vivemos num momento ímpar e todos nós, brasileiros, podemos comemorar, pois tudo indica que teremos bons anos pela frente.

Frente a toda esta necessidade de mão de obra, a Curriculum tem a oferecer um excelente serviço tanto às empresas que precisam contratar bem, quanto às pessoas que buscam seus novos empregos.

Temos, neste momento, mais de meio milhão de vagas, 6 milhões de candidatos e mais de 100 mil empresas utilizando nosso sistema e isso nos torna o site com a maior oferta de empregos e também a maior base de candidatos da América Latina.

Tudo isso nos orgulha muito, pois nestes tempos de economia aquecida e mão de obra escassa, nossos serviços se tornam cada vez mais importantes e valiosos para as empresas que vêm buscar candidatos aqui na Curriculum, o que impacta e ajuda diretamente nossos candidatos, que são encontrados e conquistam seus novos empregos.

Hoje a Curriculum comemora 12 anos de vida!

Foram 12 anos de muito aprendizado e conquistas, mas também de momentos difíceis e muita superação.

Como expressar o que aconteceu nestes 12 anos? Muito difícil. Então, achei que ao menos seria interessante fazer um timeline dos principais acontecimentos:

1999 – Em 28 de março de 1999 coloquei o site no ar, depois de ter trabalhando por cerca de 8 meses na ideia que fundamenta a Curriculum: criar a maior vitrine de profissionais do Brasil. Começamos a ser procurados por fundos de investimentos concorrentes entre si.

2000 – No início do ano de 2000, o interesse pela Curriculum atingiu seu auge e, quando quase estava fechando com a Merrill Lynch, acabei aceitando uma contraproposta do Bank of America, que analisou a Curriculum e desejou investir nela, após ter avaliado mais de 1.500 projetos de Internet da América Latina. Partimos para a expansão, e o objetivo era levar o site a todo o mundo, começando com Brasil, Argentina, Chile e México. No entanto, com o estouro da bolha da Internet, nosso investidor nos largou aos 44 minutos do segundo tempo e ficamos sem o aporte. Tendo gastado muito dinheiro, lá estava eu cercado de dívidas e com enormes dificuldades para continuar a empresa.

2001 – Nessa época, quando você dizia que trabalhava com Internet, era como falar um palavrão, e que você era ladrão. Internet tinha virado sinônimo de espertalhões que pegam dinheiro de investidores vendendo sonhos. Não havia chance nenhuma de qualquer ajuda financeira por parte de investidores. Mesmo diante de muitas dificuldades e com plena convicção de que a Curriculum tem um ótimo futuro, criei o Sistema UCN – Unique Curriculum Number – que administra as bases de empresas de forma organizada e única, separadamente da base da Curriculum. Infelizmente, em 11 de setembro caíam as torres nos EUA, o mundo parava e as vendas não aconteciam.

2002 – Foi ano de eleição, e Lula era um forte candidato. Com isso, o risco Brasil foi às alturas, passando à marca dos 1.200 pontos, e o dólar passou dos R$ 4,00. Tempos difíceis. Em meio a tantas dificuldades, voltamos nossas atenções aos candidatos e criamos diversos serviços para melhor atendê-los. Internet ainda era um mico.

2003 – Foi um ano de muitas mudanças no cenário mundial e também no nacional. Com a posse de Lula como presidente do país, o mercado nacional ficou parado, preocupado com o que ia acontecer, mas continuamos a trabalhar cada vez mais para ajudar a recolocação de candidatos no mercado de trabalho. E a Internet continuava totalmente desacreditada. Os negócios aconteciam só no mundo real, no bricks and mortar (tijolo e cimento).

2004 – Ano difícil também, mas aí, no segundo semestre, o Google fez seu IPO e o mundo começa a olhar de novo para a Internet. Fomos abordados por um possível investidor, mas não estávamos preparados para isso. Voltei para o Business Plan e percebi que poderia fazer algo bem diferente.

2005 – Tendo conseguido um fôlego financeiro, criei e lancei o modelo grátis, que fez a Curriculum ser o primeiro site de e-recruitment do mundo a oferecer cadastro de currículo e candidatura a vagas grátis para candidatos e anúncio de vaga e pesquisa de currículos grátis para as empresas.

2006 – Tentando aprender como trabalhar sob o modelo grátis, desenvolvemos ferramentas opcionais para candidatos e empresas melhorarem seus desempenhos no site. Além disso, criamos o Consultor Virtual, serviço gratuito que dá dicas de recolocação profissional para os candidatos. Os números começaram a aparecer.

2007 – Vislumbrando muitos lançamentos e crescimento, mudamos de escritório e lançamentos o Veezux, um administrador de processos seletivos, e depois o Curriculum Busca, o “Google” dos currículos.

2008 – Ano de reestruturação interna e pouca coisa a mostrar ao mercado. Tentativas de mudança, mas que não deram certo. Ano de muita aprendizagem.

2009 – Depois do que aprendemos em 2008, voltamos às origens e retomamos muitas coisas que havíamos deixado cair em 2008. Reiniciamos uma nova reestruturação interna.

2010 – Lançamento do Meu Currículo Online, um serviço que acompanha a tendência de recrutamento online e a força da Internet e das redes sociais como meio de seleção de profissionais. Continuamos a arrumar a casa internamente.

2011 – Agora, com muita alegria e orgulho comemoramos nosso aniversário de 12 anos e em breve teremos muitas novidades a mostrar.

Com toda essa história e experiência, a Curriculum se consolidou como o maior e melhor site de empregos do Brasil.

  • Estamos hoje com mais de 5,9 milhões de currículos cadastrados;
  • Com mais de 100 mil empresas;
  • Foram mais de 3,5 milhões de vagas anunciadas desde 2010;
  • E estamos mantendo uma média de mais de 400 mil anúncios de vagas.

Tais números criam uma dinâmica que nos dá os seguintes números e tempos:

  • Uma busca por candidato a cada 32 segundos;
  • Um currículo visualizado a cada 3 segundos;
  • Um currículo cadastrado a cada 37 segundos;
  • E um profissional informa que foi contratado a cada 2 minutos (este é o número que mais me anima e um dos principais fatores que me motivam a trabalhar).

Além disso, o Sistema UCN, criado em 2001 e que abriga todas as bases de currículos de clientes da Curriculum, ultrapassou a marca de 7,5 milhões de currículos não duplicados.

Por tudo isso, eu e toda a equipe da Curriculum estamos muito felizes e satisfeitos com esses resultados e trabalharemos sempre para continuar ajudando candidatos a se recolocarem no mercado e ajudando as empresas a encontrarem os melhores talentos para a sua equipe.

Curriculum, há 12 anos iluminando talentos.


A ascensão do Marketing Online e a queda da mídia tradicional

Desde o início da década passada, venho dizendo que as mídias tradicionais iriam perder força frente à Internet.

Nesta época esta opinião era contrária a muitas pessoas do meio de comunicação, que diziam que jamais deixaríamos de ler jornais e revistas impressas, assistir à TV tradicional e que a Internet era apenas mais um meio de comunicação.

Sem dúvida, a Internet é mais um meio de comunicação e eu nunca disse que ela iria acabar com as mídias tradicionais, mas, sim, que estas perderiam muita força frente à Internet.

Na segunda metade da década passada percebemos o surgimento e o enorme crescimento das mídias sociais e toda a revolução que causou.

No final de 2009, eu e todo mundo estávamos percebendo que aquela minha suposição do passado já era uma realidade, e a mídia tradicional se encontrava em grande queda de audiência. Com isto concluí que, se as mídias tradicionais estavam perdendo força, o futuro do marketing também está na Internet.

Esta conclusão não tem nada de genial e veio de um raciocínio muito simples: nosso dia tem apenas 24 horas e, uma vez que as pessoas gastam cada vez mais tempo com a Internet, gastam cada vez menos tempo com outras coisas. Se as necessidades básicas como dormir, alimentar-se, transportar-se e trabalhar não sofrem e continuarão consumindo os mesmos tempos, então inevitavelmente vamos ler menos jornais e revistas e ver menos TV. Ou seja, as mídias tradicionais são as atividades que perderão espaço em nosso dia a dia, e por isso estão em declínio.

Foi este o raciocínio que me motivou a criar o MOL – Marketing Online, uma agência de publicidade focada neste novo e poderoso meio: a Internet, área onde acredito que está também o futuro da mídia.

Alguns meses depois de criar o MOL, compreendi que seria importante explicar este conceito através de de um vídeo e confesso que levei muito mais tempo do que imaginava para terminá-lo, mas agora ele está pronto.

A maior parte das informações que constam neste vídeo é de domínio público e está aí na rede. O objetivo dele é mostrar o raciocínio acima, o crescimento e o volume atual de interações das pessoas com a Internet, o tempo que elas estão consumindo e o quanto tudo isso tem impactado nossas vidas, mostrando assim o porquê da constante e inevitável queda das mídias tradicionais.

O vídeo também tenta alertar todos os empresários e profissionais de marketing sobre onde eles deveriam colocar o dinheiro na hora de investir no marketing da sua empresa.

Bem, aí está, finalmente, o vídeo com os conceitos que inspiraram o nascimento do MOL.

A escolha do CEO, uma das mais dificeis decisões do board

Eric Schmidt não será mais o CEO do Google. Vejam a matéria sobre isso em http://blogs.estadao.com.br/link/eric-schmidt-nao-sera-mais-o-ceo-do-google. No lugar dele assumirá o cofundador da empresa, Larry Page.

Engraçado isso, não é mesmo? Ele já fez tanta coisa pelo Google e agora, de repente, sai assim, sem mais nem menos. Por que será?

Sem dúvida esta mudança tem a ver com o crescimento do Facebook, que está começando a dominar a web, luta esta em que o Google não está conseguindo fazer frente. Para liderar um Google mais agressivo, mais competitivo, que novamente vislumbre o que será a web amanhã, ninguém melhor do que o próprio fundador, o criador do conceito, a pessoa que construiu a empresa do nada, aquele que deu a alma à empresa, que encantou os investidores no início, que encantou pessoas para trabalharem ao lado dele por este sonho, que vislumbrou um futuro diferente quando ninguém era capaz de ver nada, algo que fica um tanto difícil de fazer com um executivo que não participou de nada disso à frente dos negócios, mas que chegou só quando tudo já estava criado.

E também, lógico, porque falamos de uma indústria que tem como motores a inovação, a criatividade, a novidade, o novo, o futuro. E não estamos falando de uma indústria ou de um mercado já constituído, consagrado e estável. Pelo contrário, a única coisa que não muda é o fato de estar sempre mudando.

Mas já vimos esse filme algumas vezes. O caso mais marcante é o da Apple. Lembram-se quando o board da Apple tirou o Steve Jobs para colocar um CEO “profissional”? Lembram o que houve com a Apple? Praticamente morreu. Até que Steve Jobs foi chamado novamente, e aí todos sabemos o que houve com a Apple quando ele voltou, e fez a Apple não só voltar a ser o que era antes, mas muito melhor, sendo hoje uma empresa muito mais valiosa do que a Microsoft e o próprio Google.

No entanto, empresas como a Microsoft, por exemplo, que mantiveram na liderança seu fundador, Bill Gates, ou mesmo agora o Facebook, que mantém na liderança seu fundador, Mark Zuckerberg, são sempre extremamente competitivas. No entanto, quando o fundador e líder é preterido antes de a empresa estar muito bem estabilizada e com seus conceitos muito bem definidos – e eu mesmo já vi isso acontecer em outros lugares bem mais próximos – em geral as coisas mudam radicalmente e a empresa não só perde toda a identidade, como definha e caminha para a morte.

No entanto, é fácil compreender o motivo disso. O fundador tem uma relação de paixão com a empresa muito, muito maior do que a preocupação com o bônus do final do ano. O fundador é capaz de se sacrificar pela empresa se necessário e consegue continuar motivado, inspirado e dando tudo de si, pois a empresa se tornou como um filho para ele, e o que um pai mais quer é ver o filho brilhar e ser famoso. Um pai fará tudo por um filho, pois é na glória do filho que reside a felicidade e o orgulho do pai.

Lógico que há pais e pais. Não é todo mundo que tem uma ideia, que vislumbra algo e funda uma empresa  e que depois tem competência para continuar no comando da mesma. No entanto, é fato que muitos têm e, nesta hora, vocês não verão um CEO tradicional como os “profissionais” de mercado, mas verão alguém bem diferente, talvez que use chinelo como o Zuckerberg ou que seja extremamente arrogante como o Steve Jobs. O brilhantismo deles não reside no fato de serem como são, mas no fato de conseguirem criar, pensar fora da caixa, achar soluções em lugares onde nenhum outro conseguiria achar, pois não pensam de acordo com o que foram orientados na escola. Seguem seus instintos, seu coração, confiam em si mesmos e, por isso, pensam diferente da maioria sem se preocupar com o estereótipo padrão de um CEO “profissional”.

No entanto, é lógico que um CEO “profissional” de mercado trará coisas boas para a empresa e conseguirá contribuir com coisas que o fundador não conseguirá fornecer, até mesmo porque este não é o papel dele. Mas isso tem prazo para terminar, pois o CEO “profissional” traz consigo apenas o que aprendeu por aí, na escola ou em outras empresas. E quando acabar de implantar suas novidades, não saberá o que fazer, porque não é criativo, não sabe pensar diferente, fora da caixa, já que é acostumado e aprendeu a pensar sempre dentro da caixa. Seu arcabouço de conhecimentos é finito, e além deste arcabouço nada mais existe. Em geral não tem coragem de arriscar e tudo o que faz é encomendar pesquisas e agir protegido, coberto por elas, para que, caso algo dê errado, tenha como se defender.

Não posso generalizar, mas posso dizer, sim, que este é o perfil da grande maioria.

Já o “louco” do fundador da empresa em geral pensa fora da caixa e em geral acha a resposta dentro dele mesmo. Ele não fez a empresa com o que aprendeu de professores, e a empresa que ele criou não existe como fruto do que aprendeu na escola. O que ele fez nasceu dentro dele quando ninguém via ou sequer tinha ouvido falar disso. Desta mesma fonte, é provável que nasçam muitas outras ideias, projetos, negócios, além de muitas outras saídas, soluções e novidades, desde que este [FB1] seja estimulado corretamente.

Está aí o Steve Jobs que não me deixa mentir. Afinal, a Apple não se reergueu vendendo computadores, mas vendendo iPods, iPhones, iPads e agora até mesmo computadores novamente. Será que um CEO “profissional” conseguiria fazer iPods, iPhones e iPads? Lógico que não! Somente da mente criativa do fundador é que muitas vezes sai a resposta, a solução para um momento de crise.

Sem dúvida, para quem investe é sempre uma decisão difícil deixar o “louco” do fundador no comando e continuar com a alma da empresa, com o motor principal da empresa, e correr riscos. Assim como também é solução difícil trocar o líder e colocar um CEO “profissional” de mercado, perdendo totalmente o espírito da empresa, mas “diminuindo riscos” e obtendo relatórios mais bonitinhos, maior previsibilidade, apresentações mais benfeitas, além de ter alguém que seja mais capaz de conversar com o board de acionistas.

Tenho percebido que, em geral, a troca do líder da empresa depende muito do perfil dos acionistas. Investidores inseguros que preferem investir em papéis mais seguros e tradicionais, que não gostam muito de adrenalina ou de arriscar, tendem a querer um CEO de mercado mais calmo e “profissional”. Já investidores mais agressivos, que gostam de arriscar mais, tendem a preferir o fundador como CEO.

Mas sem dúvida o melhor dos mundos é que o fundador se torne um CEO mais “profissional”,  que consiga conversar mais com o board e que não perca o tesão que teve na hora da fundação da empresa, na hora em que vislumbrou o futuro, assumiu riscos, atropelou tudo e todos e “não sabendo que era impossível, foi lá e fez” e construiu tudo.

Mas nem sempre isso acontece e, nessa hora, o board de acionistas, que tem nas mãos uma empresa de tecnologia de ponta, terá sempre uma grande dúvida: manter o louco do fundador na liderança, aquele com quem muitas vez sequer se consegue conversar direito, de quem se discorda na grande maioria das vezes, mas deixamos a empresa com o mesmo pique, com o mesmo “driverr” com grande motor de inspiração e competitividade do início? Ou colocar no lugar dele um profissional mais quadradinho, geralmente bem formado por grandes universidades, com pós, mestrado e doutorado, mas que não foi capaz de fazer nada diferente, não vislumbrou nada, ou se vislumbrou, não teve coragem de implementar e até mesmo por isso está disponível no mercado para ser um CEO?

Qual dos dois?

É, dúvida cruel!

Boa sorte!

Mercado aquecido em 2011 e Janeiro, um mês de oportunidades

Mais um ano começou e, como todo começo de ano, o desejo de mudança volta mais forte na vida de todos nós, não é mesmo? Desejo de começar o regime, ir para a academia, ganhar dinheiro, mudar de emprego, e a lista vai crescendo.

A boa notícia é que o desejo de mudar de emprego está muito mais perto de se tornar realidade em 2011!

A economia brasileira nunca esteve tão favorável para o mercado de trabalho! A cada dia, milhares de novas vagas são abertas e, além disso, muitas vagas anunciadas em dezembro do ano passado ainda não foram fechadas.

Isso acontece porque o mercado está aquecido e há muitas vagas em aberto, mas faltam profissionais qualificados para ocupá-las. Por isso, muitas empresas buscam profissionais que já estão no mercado de trabalho e acabam oferecendo melhores salários e benefícios para contratá-lo.

Por tudo isso, esse é o momento certo para buscar emprego tanto para os desempregados como para os que já estão trabalhando e querem novos desafios.

Eu falo um pouco mais sobre esse assunto no programa NBLOGS, da Record News.

Assista, fique ligado nas oportunidades e comece o ano com o pé direito!

:-)

E conte com a Curriculum em 2011 e ao longo da sua carreira.

;-)

Boa sorte e sucesso!

O Silêncio

Pense em alguém poderoso. Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo? Lobos não gritam. Eles têm uma aura de força e poder. Observam em silêncio.
Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio. Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.

Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.

Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis. Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia e continua a trabalhar mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.
Olhe. Sorria. Silencie. Vá em frente.

Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar.  Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso. Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques. Não é verdade.

Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir. Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal. Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça. Você pode escolher o silêncio.

Responda com o silêncio, quando for necessário.  Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais.  Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não ter que responder em alguns momentos. Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas. E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.

Aldo Novak

Sobre o Tiririca

Oi

Nesta segunda feira, onde todos estamos com uma certa ressaca do tema eleições, apenas uma rápida reflexão.

Na minha opinião, eu acho que tivemos um excelente domingo de votação.

Primeiramente pela paz com que tudo acontece e também pela tecnologia e velocidade que nosso país tem no que diz respeito à urna/eleição.

Realmente damos um show neste quesito e o mundo continua nos copiando.
Parabéns Brasil!

Fiquei feliz também em perceber que o brasileiro está ficando cada vez mais civilizado democraticamente e devagarinho, nosso povo parece começar a ganhar consciência política.

Por exemplo, não deu Dilma no primeiro turno, o que nos dá ainda uma esperança neste assunto.

Também não ganhou Netinho e vários outros tão pouco preparados para assumir cargos com de tanta responsabilidade.

Veja abaixo a lista dos mais suspeitos bem como seu respectivo resultado:

No entanto, nesta lista ainda figura o Tiririca, candidato que teve mais 1.3 milhões de votos.

Isto é mais do que teve o Candidato Plínio, e os candidatos Celso Russomano e Paulo Skaf, que concorreram para o governo de São Paulo.

No entanto, será que o Tiririca está errado?

Veja bem, ele enviou sua candidatura e foi aceito, ou seja, ele esta dentro da lei.

Depois, ele fez sua campanha com enorme honestidade, afinal, ele disse que sequer sabia o que um Deputado Federal fazia.

Ele não prometeu nada, ele apenas disse: Votem em mim.

Sua campanha foi totalmente ELE, o que ele é.

Ele não inventou, não mentiu, ao meu ver, ele foi totalmente honesto.

Veja, eu não estou entrando no mérito se ele está ou não capacitado para o cargo que agora ocupa, estou apenas dizendo que aparentemente, ele foi honesto e o que fez foi mostrar o que ele é mesmo.

Vejam a entrevista que ele deu à Folha OnLine, na semana passada, quando ainda estava em campanha:

Entrevista da Folha OnLine com o candidato Tiririca


Por que você decidiu se candidatar?
Tiririca – Eu recebi o convite há um ano. Conversei com minha mãe, ela me aconselhou a entrar porque daria pra ajudar as pessoas mais necessitadas. Eu tô entrando de cabeça.

De quem veio o convite?
Do PR.

Como foi?
Por eu ser um cara popular, eles acreditaram muito, como eu também acredito, que tá certo, eu vou ser eleito.

Sabe o que o PR propõe, como se situa na política?
Cara, com sinceridade, ainda não me liguei nisso aí, não. O meu foco é nessa coisa da candidatura, e de correr atrás. E caso vindo a ser eleito, aí a gente vai ver.

Quais são as suas principais propostas?
Como eu sou cara que vem de baixo, e graças a Deus consegui espaço, eu tô trabalhando pelos nordestinos, pelas crianças e pelos desfavorecidos.

Mas tem algum projeto concreto que você queira levar para a Câmara?
De cabeça, assim, não dá pra falar. Mas como tem uma equipe trabalhando por trás, a gente tem os projetos que tão elaborados, tá tudo beleza. Eu quero ajudar muito o lance dos nordestinos.

O que você poderia fazer pelos nordestinos?
Acabar com a discriminação, que é muito grande. Eu sei que o lance da constituição civil, lei trabalhista… A gente tem uma porrada de coisa que… de cabeça assim é complicado pra te falar. Mas tá tudo no papel, e tá beleza. Tenho certeza de que vai dar certo.

Quem financia a sua campanha?
Então… o partido entrou com essa ajuda aí… e eu achei legal.

Você tem ideia de quanto custa a campanha?
Cara, não tá sendo barata.

Mas você não tem ideia?
Não tenho ideia, não.

Na propaganda eleitoral você diz que não sabe o que faz um deputado. É verdade ou é piada?
Como é o Tiririca, é uma piada, né, cara? ‘Também não sei, mas vote em mim que eu vou dizer’. Tipo assim. Eu fiz mais na piada, mais no coisa… porque é esse lance mesmo do Tiririca.

Mas o Francisco sabe o que faz um deputado?
Com certeza, bicho. Entrei nessa, estudei para esse lance, conversei muito com a minha mãe. Eu sei que elabora as leis e faz vários projetos acontecer, né?

O que você conhece sobre a atividade de deputado?
Pra te falar a verdade, não conheço nada. Mas tando lá vou passar a conhecer.

Até agora você não sabe nada sobre a Câmara?
Não, nada.

Quem são os seus assessores?
Nós estamos com, com, com…. a Daniele…. Daniela. Ela faz parte da assessoria, junto com…. Maionese, né? Carla… É uma equipe grande pra caramba.

Mas quem te assessora na parte legislativa?
É pessoal do Manieri.

Quem é o Manieri?
É… A, a, a…. a Dani é que pode te explicar direitinho. Ela que trabalha com ele. Pode te explicar o que é.

Por que seu slogan é ‘pior que tá, não fica?
Eu acho que pior que tá, não vai ficar. Não tem condições. Vamos ver se, com os artistas entrando, vai dar uma mudança. Se Deus quiser, pra melhor.

Esse slogan é um deboche, uma piada?
Não. É a realidade. Pior do que tá não fica.

Você pretende se vestir de Tiririca na Câmara?
Não, de maneira alguma.

Quem é o seu espelho na política?
Pra te falar a verdade, não tenho. Respeito muito o Lula pelo que ele fez pelo nosso país. Ele pegou o país arrasado e melhorou pra caramba.

Fora ele…
Quem ele indicar, eu acredito muito. Vai continuar o trabalho que ele deixou aí.

Então você vota na Dilma.
Com certeza. A gente vai apoiar a Dilma. Ele tá apoiando e a gente vai nessa.

Não teme ser tratado com deboche?
Não, cara. Não temo nada disso. Tô entrando de cabeça, de coração. Tô querendo fazer alguma coisa. Mesmo porque eu sou bem resolvido na minha profissão. Tenho um contrato de quatro anos com a Record. Tenho minha vida feita, graças a Deus. Tem gente que aceita, mas a rejeição é muito pouca.

Se for eleito, vai continuar na TV?
Com certeza, é o meu trabalho. Vou conciliar os dois empregos.

Em quem votou para deputado na última eleição?
Pra te falar a verdade, eu nunca votei. Sempre justifiquei meu voto.

Esta a entrevista foi feita pela Folha OnLine:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/787678-nao-e-piada-e-a-realidade-diz-tiririca-sobre-slogan-de-campanha.shtml

Em resumo…

Qualquer um pode se candidatar, já conseguir ganhar é outra coisa.

O Tiririca foi ele mesmo, foi honesto em tudo o o que disse e se é hoje um Deputado Federal do Brasil, ele está lá porque O POVO O ELEGEU.

Será então que podemos condená-lo?
:-/

A culpa do Tiririca ser hoje um Deputado é do povo e não dele.

Enfim… agora é ficar de olho para ver o que ele faz.

Quem sabe até não possamos nos surpreender, né?
:-|

Afinal, a esperança é a última que morre
:-(

Abraços

Cuidados nas festas de fim de ano

Abaixo uma matéria que eu escrevi e que saiu no VocêRH:

CUIDADOS NAS FESTAS DE FIM DE ANO: ATITUDES PODEM PREJUDICAR IMAGEM PROFISSIONAL

Executivo alerta para cuidados a serem tomados durante as celebrações do período

São Paulo, dezembro de 2010 – Chegou o mês em que as empresas realizam as famosas festas de confraternização com direito a jantares e coquetéis, além da famosa e tradicional brincadeira do amigo secreto.

Essa extensão do ambiente de trabalho chama a atenção para cuidados essenciais em relação à atitude dos colaboradores e, para quem preza a carreira, é preciso se atentar a alguns detalhes para não comprometer a imagem dentro da companhia.

“Todos sabemos que é hora de brincar e de se confraternizar, então, faça isso. Nada pior do que não aproveitar estes momentos para realmente aliviar as tensões, fazer novas amizades, conhecer melhor outros companheiros de trabalho e se divertir”, orienta Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.

O especialista ainda explica que tudo isso pode ser feito dentro de limites do respeito, da decência e do bom-senso. Muitas vezes não é o que acontece. Há quem perde o controle, passa dos limites e, por conta de um espírito “agora vale tudo”, vai além do que se pode considerar adequado.

“O problema é que estas pessoas acabam importunando colegas de trabalho e chegam até a estragar todo o clima da confraternização, além de ficarem marcados para sempre. No melhor dos casos, vira apenas motivo de piada. No entanto, dependendo do ocorrido, pode gerar situações difíceis de serem contornadas no pós-evento, o que acaba prejudicando o relacionamento do colaborador com a empresa e, consequentemente, a própria carreira” , alerta Abrileri.

Nessas situações, o importante é se preocupar com quatro fatores essenciais:

1)    Bom-senso ao tomar bebidas alcoólicas;

2)    Trajes para a(s) festa(s);

3)    Intimidades exageradas com pessoas do sexo oposto (ou mesmo com pessoas do mesmo sexo);

4)    Presentes para o amigo secreto.

Bebidas alcoólicas. O álcool, quando ingerido em grandes quantidades, pode induzir a pessoa a mostrar comportamentos inadequados. Se ela ficou apenas alegre e brincalhona, menos mal. O problema ocorre quando alguns ficam agressivos, colocam coisas que ficaram guardadas durante o ano todo e acabam sendo inconvenientes, ou buscando intimidades com pessoas do sexo oposto, ou do mesmo sexo.

Traje. Pode ser uma roupa mais informal do que a utilizada nos dias de trabalho. Simplicidade e elegância são sempre bem-vindas. Para as mulheres é aconselhável evitar roupas exageradas que possam chamar muita atenção. Isso pode gerar um clima ruim entre as outras colegas.

Intimidades. A fraca administração pessoal com as bebidas alcoólicas somada aos trajes não adequados podem acabar em intimidades que, em situações de lucidez, não aconteceriam. Caso isso venha a acontecer, o melhor é que aconteça muito discretamente e que ambos saibam lidar bem com a situação posteriormente. O problema é quando as coisas não acontecem com discrição ou quando há arrependimento de uma das partes. Situações como estas podem gerar comentários, marcar as pessoas além do risco de criar um clima insustentável dentro da empresa.

Presente. A brincadeira de amigo secreto é realizada em muitas empresas. São necessários alguns cuidados essenciais na hora de comprar o presente. Mesmo que se tenha contato diário com a pessoa, não é aconselhável presentear com produtos como roupas íntimas, perfumes, flores e artigos religiosos. Isso é geralmente feito apenas uma vez no ano, portanto é interessante caprichar na escolha, evitar exageros e fazer deste momento algo que demonstre consideração e carinho para com a outra pessoa. Essa atitude é vista com bons olhos por todos.

“Não podemos esquecer que qualquer festa de confraternização fim de ano da empresa é uma extensão do ambiente de trabalho e muito embora o clima seja mais descontraído, ainda fazemos parte da empresa” conclui o executivo.

http://bit.ly/festas_final_ano

Exercício de Socialismo

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.

Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.

O professor então disse:

– Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas. Todas as notas serão concedidas com base na média da classe, e portanto serão justas.

Com isso ele quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado sozinho ou que ninguém receberia um “A”, sozinho. Todos teriam sempre a mesma nota, que seria a média da nota da classe.

E todos concordaram.

A primeira prova foi feita e calculando a média final da classe, todos ficaram com um “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos afinal, eles sabiam que iriam tirar notas boas de qualquer forma.

Já aqueles que tinham estudado muito na primeira prova  resolveram que desta vez eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências naturais, acabaram por copiar os hábitos dos preguiçosos.

O resultado da segunda média das provas foi “D”.

Ninguém gostou.

Continuaram o curso com várias reclamações e desentimentos e veio a terceira prova e a média geral foi “E”.

As notas não voltaram mais aos patamares mais altos e as desavenças entre os alunos, buscando por culpados passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe.

De novo a busca por justiça era a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça foi o que passou a imperar naquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala.

E no final, para total surpresa TODOS os alunos repetiram o ano!!!

O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque como acontece na vida real, acabou sendo baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foram os resultados.

“Quando a recompensa é grande”, ele disse, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando se elimina as recompensas pelo mérito, mas a recompensa acontece às custas do outro, beneficiando os que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.”

“É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.

Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar a mais sem receber por isso.

O governo não poderia dar para alguém aquilo que ele tira de outro.

Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, porque ela irá se esforçar?

E quando esta outra metade que trabalha entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a metade que não trabalha, esta desanima.

Então chegamos ao começo do fim de uma nação.

A conclusão final que chegamos é que é impossível multiplicar riqueza dividindo-a sempre com aqueles que não colaboraram para construí-la.

Redes sociais e a seleção de candidatos

A Internet mudou totalmente a nossa forma de interagir com o mundo. Dentre estas mudanças está a maneira de como as empresas buscam candidatos, bem como a forma dos candidatos buscarem emprego.

Até uns anos atrás, o currículo era o único instrumento que os selecionadores tinham para conhecer melhor os candidatos antes de convocá-los para uma entrevista. Hoje em dia isso já é bem diferente!

Com o crescimento das redes sociais, blogs e microblogs, há muita informação adicional sobre uma pessoa ai, distribuída pela net que podem ser muito úteis na hora de conhecer melhor um candidato a uma vaga de emprego.

No entanto, a febre do uso destes sites de networking, bem como a mídia, tem tornado estes sistemas a panaceia para todo tipo de problema, o que não é bem assim.

É fato que tais serviços vêm sendo cada vez mais utilizados para ajudar selecionadores conhecerem melhor seus candidatos e acabaram se tornando uma ferramenta muito interessante como complemento no processo de seleção. É cada vez mais comum os selecionadores, após lerem o currículo de um candidato ou mesmo durante o processo de entrevistas pessoais, partirem em busca de mais informações nos perfis dos candidatos em alguma das várias redes de relacionamento que existem na Internet, para conhecê-los melhor.

Mas, note, estou falando que as redes sociais são úteis e podem ajudar na etapa de seleção, na hora de conhecer melhor os candidatos que já foram previamente encontrados e não estou falando que elas são ferramentas úteis para encontrar candidatos.

Definitivamente as redes sociais não são o melhor lugar para buscá-los. Existem sites desenvolvidos especialmente para isso e que não só concentram um número muito maior de candidatos dentro de vários perfis como também têm ferramentas de busca especialmente desenvolvidas para encontrá-los.

Por exemplo, em redes sociais, as pessoas não cadastram uma série de informações que são importantes na hora de se buscar um candidato, tais como formação, experiências profissionais, fluência em idiomas, cursos e várias outras coisas que só existem em currículos.

O ponto é, cada ferramenta tem a sua aplicação. Fazendo um comparativo, martelo serve para martelar e alicate para segurar e apertar. Dá até para pregar um prego com um alicate, mas sem dúvida não é a melhor ferramenta para isso. Ou ainda é como querer pescar com um rifle. Você pode até conseguir pegar um ou outro peixe, mas não é a ferramenta ideal para pescar. Muito melhor sair com vara, anzol e iscas.

Lançando mão de outro exemplo, se você é uma empresa de São Paulo e estiver precisando de uma secretária para um diretor, com bons conhecimentos de inglês e espanhol, superior completo e alto nível de organização, você pode até pedir uma indicação numa rede social e talvez até receba algumas indicações. Mas nada será comparável a busca em um site especializado. Por exemplo, na Curriculum, se você fizer esta pesquisa, encontrará, num simples clique, mais de 600 currículos dentro deste perfil. Veja: http://bit.ly/secretaria_exemplo_1

Percebe a brutal diferença entre uma ferramenta e outra, e a força para encontrar candidatos que um site de recrutamento online tem nesta hora?

Ou seja, até dá para achar um ou outro candidato nas redes sociais, mas definitivamente não é a melhor ferramenta para isso! Da mesma forma como sites de currículos não são o melhor lugar para fomentar o relacionamento com amigos. Cada site foi desenvolvido e é estruturado para um propósito, cumpre bem sua própria, não tendo sido desenvolvido para atender outras necessidades.

No entanto, faço duas exceções a esta regra.

A primeira é que as vezes estamos com muita dificuldade de encontrar um certo perfil muito específico. Já procuramos em vários sites de recrutamento online e não encontramos. Nesta hora, talvez você possa até utilizar as redes sociais para auxiliá-lo a encontrar o candidato desejado. No entanto, lembre-se que ao divulgar esta sua vaga, provavelmente terá que lidar com inúmeros currículos fora do perfil desejado, o que irá consumir tempo e poderá lhe deixar em algumas saias justas.

O segundo ponto importante é que, ao desencorajar as empresas a buscarem profissionais em redes sociais, não estou dizendo que isto se aplica aos candidatos. Para candidatos a história é outra. Distribuir o currículo em redes sociais é, sim, uma forma de se divulgar ao mercado quando estiver procurando uma recolocação profissional. A diferença existe porque existem muitos processos acontecendo que não são divulgados. Portanto, ao procurar um emprego, divulgue seu currículo o mais amplamente possível, pois nunca se sabe de onde poderá surgir uma oportunidade de emprego. Lógico que o lugar onde as probabilidades de você encontrar sua recolocação são maiores, são os sites de recolocação profissional online, como a Curriculum, mas nunca se sabe onde é que sua semente (seu currículo) poderá brotar.

Em resumo, as redes sociais vieram para fomentar as redes de relacionamentos e trazem informações que podem auxiliar e complementar o processo de seleção vendo um pouco mais sobre os interesses do candidato, suas atividades e opiniões. Servem também como um apoio em processos mais difíceis, quando não se encontra o perfil desejado e para os candidatos são também uma forma de divulgar seu perfil para o mercado ao buscar uma recolocação profissional. Mas não são a ferramenta ideal para se buscar candidatos, para este fim, existem os sites de Recrutamento Online.

E por fim, fica uma dica valiosa: muito cuidado com seus perfis em redes sociais, pois eles poderão tanto ajudá-lo a conquistar um emprego, como também poderão prejudicá-lo profissionalmente. Queira ou não, o perfil reflete a personalidade e a imagem da pessoa não só para conhecidos, amigos, familiares, mas também para desconhecidos e selecionadores.