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O impacto da nova Timeline do Facebook

Há cerca de uma semana, escrevi um artigo sobre a influência das mídias sociais e mais especificamente do Facebook em nossas vidas, especialmente durante o horário de trabalho, e falei sobre algumas maneiras de lidar com isso.

E não é que menos de uma semana depois, estamos sendo surpreendidos com um novo e revolucionário lançamento totalmente alinhado com esse tema. O mundo presenciou ontem alguns novos lançamentos do Facebook e, dentre eles, um novo (e que promete ser revolucionário) conceito, a Timeline, quem no nosso bom e velho português significa Linha do Tempo, sobre a qual irei falar mais a frente.

Tudo está sendo empacotado no que eles chamam da versão 8 do Facebook, ou f8, e deverá estar disponível em menos de um mês para todos os usuários.

Mas antes de falar desta que promete ser uma revolução, a Timeline do Facebook, e sobre as outras coisas que o Zuckeberg andou preparando para nós, vou dar alguns passos para trás e me permitir uma breve análise do momento em que a espécie humana se encontra.

Muitas vezes ouço alguém malhando nosso novo momento de vida, em que a Internet vem roubando nossa atenção, tomando nosso tempo e levando para lá boa parte das nossas vidas.

Muitos apedrejam este momento atual, dizendo que estamos criando uma sociedade de alienados, de seres superficiais e não pensantes, afinal, não precisam ir mais pesquisar pela informação como antes em bibliotecas e livros, além de estarmos criando também uma sociedade problemática em relacionamentos, porque agora esses relacionamentos acontecem por meio de uma tela de computador.

Será mesmo?

Pra mim, quem fala mal das novidades no mundo moderno, ou não se adequou bem a elas e tem dificuldades de interação com as novas tecnologias ou porque um costume antigo ou algo muito prezado por estas pessoas corre o risco de desaparecer, e por isso, acaba querendo tirar a importância dessas novidades e deseja minimizá-las. Mas eu compreendo totalmente essas pessoas e não as condeno, afinal a mudança não é algo agradável para ninguém pois nos tira da nossa zona de conforto.

Quem é mais velho comenta que, quando surgiu a calculadora, muitos disseram que os filhos iriam ficar burros, porque não iriam mais saber fazer conta de cabeça. Isso aconteceu? Sem dúvida exercitar o cérebro é importante. Mas alguém duvida que o mundo moderno está fazendo com que exercitemos menos os nossos cérebros? Lógico que não! O fato é que o exercício agora é feito com outras coisas, tal qual na época da calculadora deixamos de fazer contas de cabeça, mas usamos nossos cérebros para outras coisas que aparecem quando você não precisa mais gastar seus neurônios fazendo conta de cabeça. O mesmo acontece com as novidades que a Internet traz.

Eu sinceramente não concordo com a maior parte das coisas que falam sobre a Internet e sobre esse nosso novo momento. Ao contrário, acho que todas essas novidades estão apenas expondo os problemas que antes já existiam, além de, em muitos casos, ajudarem na solução destes problemas.

Eu me lembro, quando era jovem, de quantos colegas de classe que não faziam o trabalho de escola, mas copiavam de outros, de outra turma ou do irmão mais velho que já tinha feito o ano anterior. Ou seja, o jovem de hoje é o mesmo de ontem, com os mesmos vícios e vontades. A diferença é que agora ele consegue fazer isso mais rapidamente com a Internet.

No entanto sempre houve aqueles que realmente se debruçavam no assunto, gastavam tempo e faziam o trabalho. Concordam comigo que o tempo que este bom aluno despendia antes com procuras em bibliotecas (sem contar a locomoção), em livros e índices ficou hoje muito mais otimizado, e ele pode economizar muito este tempo de procura e ir direto ao assunto, investindo seu tempo no que realmente tem valor?

Sem contar que, pela Internet, ele corre muito menos risco de encontrar informação desatualizada. Ou você acha que nas Barsas e Miradores do passado a informação era impecável? De forma alguma! Continham muito mais erros que na Wikipedia de hoje, onde todo mundo vê e corrige o tempo todo e instantaneamente.

E mais, hoje ele não pesquisa num lugar só apenas, mas em vários, e pode comparar o que foi dito entre várias fontes, sendo que dentre estas ele encontra não somente textos, mas às vezes vídeos, apresentações, infográficos e várias outras formas de absorver a informação. Então, para quem realmente está interessado em aprender, será o mundo atual pior? Sem dúvida que não.

Já para quem não quer aprender, copiou do colega ou do irmão mais velho no passado e vai copiar da Internet hoje, nada mudou para este.

E no que diz respeito ao relacionamento humano? Será que a Internet está dificultando ou complicando este ponto? Do meu ponto de vista, também não. E novamente digo, ao contrário, que está ajudando. Quando era criança, tinha alguns amigos que viviam enfiados dentro de casa, grudados na televisão, com sérios problemas de relacionamento. Naquela época, eles não tinham outra forma de se relacionarem, senão na presença das demais pessoas. Hoje percebo que essas pessoas continuam existindo. Preferem ficar reclusas, mas diferentemente de antes, agora se relacionam muito mais por mídias sociais, blogs, MSN, SMS e várias outras formas de comunicação que o mundo moderno trouxe. Já os que gostam de se relacionar, relacionam-se muito bem pelas novas mídias, sem deixar de se relacionar ao vivo e em cores.

Há pouco tempo os pais sequer sabiam o que seus filhos faziam. Agora, pelo menos, Orkuts e Facebooks da vida mostram o que eles gostam, com quem andam e como gastam seu tempo.

Em resumo, as novidades que a Internet anda nos trazendo apenas têm melhorado o que já era bom e explicitando o que não era. Ela age como uma lente de aumento da realidade, deixando mais visível o que já estava lá, pois agora tudo fica muito mais evidente, e por isso causa a impressão de que há mais problemas. Mas a verdade é que esses problemas sempre existiram, sempre estiveram aí, só que antes não eram tão percebidos como hoje. E, sendo evidentes os problemas, ficam mais difíceis de serem ignorados. Havendo a consciência sobre eles, fica mais fácil de serem tratados e solucionados.

E ainda quero fazer um comentário final sobre todas essas novas e várias formas de comunicação às quais a humanidade está exposta hoje. Se olharmos para trás, nos momentos onde a humanidade vivia isolada, em feudos e com pouca comunicação, percebemos a lentidão do progresso e da evolução da raça humana. Já com a intensificação dos relacionamentos e da comunicação, o progresso humano ganhou uma velocidade nunca antes vista. As ideias precisam ser trocadas, comunicadas, vistas e revisitadas.

A comunicação gera troca de experiências e ideias, e isso é fundamental para o desenvolvimento humano. Muitas vezes, somente quando se toma conhecimento da experiência do outro é que você acaba tendo uma nova ideia, compreendendo um assunto que estava mal compreendido e produzindo algo novo. Ao compartilhar esta novidade, outra pessoa terá outra ideia, aumentará seu conhecimento e, da mesma forma, dará um novo passo na vida, e isso continua sucessivamente.

Muitas vezes, pequenas ideias, depois de compartilhadas, tornam-se grandes ideias e ajudam toda a humanidade, algo que não aconteceria se não tivesse sido compartilhada. Ou seja, nós ajudamos os outros a andar e os outros nos ajudam a andar, e é esta troca de informação que faz com que a humanidade caminhe e, quanto mais rápido isso acontecer, mais rápido caminharemos.

E sem dúvida, hoje, a principal ferramenta que permite essa troca de experiências é o Facebook, onde  as pessoas já podem compartilhar o que desejam, acompanhar o que outros escrevem, curtir, recompartilhar, dentre outras coisas. E se tudo isso já é bem legal, a nova versão do Facebook promete turbinar ainda mais esta interação e troca de experiências.

Ontem foi anunciada a nova versão do Facebook, chamada f8. A partir dela, você vai poder dizer de uma maneira mais agradável e fácil o que está lendo, assistindo, comendo, fazendo, ouvindo e qualquer outra coisa do gênero.

Com estas novas ferramentas, o Facebook agrega vários outros serviços já conhecidos por nós, tais como o Twitter, Foursquare, Gowalla, Tunerfish, dentre vários outros aplicativos similares, com a vantagem de que agora você tem todos seus amigos reunidos numa mesma plataforma. Isso certamente fará com que muito mais pessoas, por exemplo, compartilhem o livro que estão lendo e recebam opiniões de outros amigos e conhecidos que já leram o mesmo livro. A mesma coisa se aplica a filmes, músicas, shows, restaurantes, vinhos e vários outros momentos da vida.

Você não gosta de se expor? Tudo bem, não comente nada, mas muito provavelmente vai gostar de saber o que seus amigos estão fazendo, então, a novidade está valendo também pra você.

Já sobre a Timeline, ela não é nada além de uma forma de organizar suas informações no tempo, sejam fotos, posts, artigos, momentos de vida, ainda com a possibilidade de mesclar sua Timeline com a de seus amigos, gerando um grande cadastro de informações organizadas sobre sua vida. No entanto, isso embora simples, é algo realmente grandioso quando pensamos que ocorre numa plataforma onde se encontram quase 15% de todas as pessoas do mundo.

Eu já até vejo muitas pessoas arrumando seus passados na Timeline do Facebook, colocando fotos de quando eram crianças, momentos importantes como a formatura, o casamento, o nascimento dos filhos, a compra do primeiro carro, do primeiro imóvel, as viagens, enfim, muitos irão armazenar suas vidas lá e, nisso, sem dúvida, encontrarão outras pessoas que viveram os mesmos momentos e que poderão compartilhar outras fotos. Afinal, quem já não foi à casa da avó, da mãe, dos tios ou mesmo de amigos, viu fotos antigas e curtiu fazer isso? Pois agora isso será mais fácil acontecer e acontecerá muito mais vezes.

Sem contar que agora, como a Timeline do Facebook, muitos vão poder contar partes das suas vidas no trabalho e em outros lugares para colegas e amigos, de uma forma muito mais rica e interessante.

Mas vejo também muitos relutando em fazer isso. No entanto, depois de um tempo, quando perceberem que todo mundo aderiu à onda, acabarão aderindo também. Nessa hora, até mesmo os mais relutantes também se renderão ao movimento. Isso é sempre assim. Mas sempre haverá aqueles teimosos, que não darão o braço a torcer. Fazer o quê? Azar o deles. O fato é que, nessa hora, teremos realmente muita gente com suas vidas lá no Facebook, e isso será muito interessante.

Por falar em fotos, não sei se você sabia, mas o Facebook já é o maior repositório de fotos do mundo, muito maior do que o Flickr. O Facebook tem algo como 140 bilhões de fotos armazenadas, ou seja, 10 mil vezes mais que a quantidade de fotos da Biblioteca do Congresso nos EUA, tida como o maior acervo de fotos impressas do mundo.

O gráfico abaixo ajuda a compreender melhor isso:

De acordo com o site 1000memories, foram tirados mais de 3,5 trilhões de fotos ao longo dos 200 anos de história da fotografia. Se isso realmente procede, o Facebook armazena mais de 140 bilhões delas, o que significa cerca de 4% de todas as fotos tiradas até hoje no mundo. Uma marca realmente expressiva.

No entanto, agora com a Timeline, tudo indica que esta marca irá crescer ainda mais, e a casa do bilhão vai ficar pequena, pois alguém duvida que todo mundo vai encher seu perfil com fotos que até então não havia colocado?

Mas perceba uma coisa. No início, todo mundo vai colocar as fotos que tem em mãos, aquelas que você lembra, e organizar seu passado. Mas muita coisa passou desapercebida, e você já perdeu o registro de muitas coisas. Porém, perceba que agora, com a Timeline, que irá armazenar tudo o que você faz, todas suas interações, você construirá um histórico da sua vida e poderá, no futuro, olhar para trás e rever o que disse, o que postou, o que curtiu, as fotos que tirou, tudo arrumado na linha do tempo. Sem dúvida será muito interessante olhar para o passado desta forma tão rica.

E além de olhar e analisar seu passado, poderá também olhar e ver o passado da vida de todos os seus amigos e parentes. É como uma enorme agenda multimídia viva. Já imaginou como isso será interessante?

Com toda certeza, esse é um serviço que trará outras derivações, que agora sequer somos capazes de perceber.

A Timeline não é apenas mais um novo serviço do Facebook. É um serviço que certamente irá mudar a nossa realidade e a forma da humanidade se relacionar.

Toda essa forma de se expor pode (e com certeza vai) impactar na hora de conseguir um novo emprego. O novo Facebook será um prato cheio para selecionadores de RH, pois será uma forma de eles conhecerem mais sobre o candidato que se apresenta. Portanto, não se esqueça disso na hora de fazer seus registros. Lembre que expor a sua vida pode trazer benefícios, mas pode divulgar aspectos que talvez fosse melhor que ficassem menos explícitos.

Mas compartilhar o que estou fazendo, acompanhar o que todos os meus amigos estão fazendo, acessar o meu passado, o passado dos meus amigos, interagir com tudo isso, acompanhar as notícias do dia a dia, ufa…

Talvez diga:

– Nossa, tudo isso não é informação demais?

Sim, claro que é! Mas como já dizia a minha avó, o que são umas gotas de água a mais para quem já está inteiro ensopado? Afinal, já não vivemos imersos num mar de informações que mal conseguimos digerir?

Pelo menos, parece que agora todas elas estarão mais organizadas, num Timeline.

Bom proveito.

😉

O uso de rede sociais e do Facebook nas empresas

Muito já se falou sobre este assunto, no entanto, ao que tudo indica, o problema continua. Eu fiz questão de colocar as Redes Sociais e citar o Facebook no título desta matéria, porque mesmo fazendo parte do grupo de mídias sociais, ele vem conquistando uma expressão tão grande que é importante tratarmos dele à parte.

Mas antes de falarmos sobre a utilização das redes sociais nas empresas, vamos entender melhor quais são essas redes, a evolução delas, suas forças e como estão posicionadas hoje.

É importante perceber que, há pouco tempo, as redes mais famosas e mais acessadas eram a dupla Orkut e Messenger. Hoje em dia eles estão dando lugar ao Facebook e ao Twitter. E agora mais recentemente, para complicar ainda mais o cenário, vimos o lançamento do Google Plus, ou Google +.

Eu costumo dizer que o Twitter é como um rádio, que mostra em tempo real o que os seus comentaristas (aqueles que você escolheu seguir) estão dizendo. Quando você escolhe quem seguir, está selecionando a programação que irá passar no seu Twitter e, como em um rádio, as “notícias” ou comentários vão passando, só que em vez de ouvir, você lê.

Voltando a falar da dupla antiga, o Messenger ainda continua forte em muitos lugares, mas a cada ano vem perdendo espaço. Já o Orkut também tem perdido muita força. E já até vimos o Facebook ultrapassar oficialmente o Orkut aqui no Brasil, transformando-se na principal plataforma de mídia social dos brasileiros.

Então, se já tínhamos um problema antes com o Orkut e o Messenger, este problema aumentou ainda mais agora com o Twitter e o Facebook, sendo que este último, diferentemente do Orkut, oferece uma plataforma bastante rica para relacionamento, pois conseguiu reunir toda a rede de amigos que estava no Orkut, as mensagens instantâneas que estavam no Messenger e a sensação de notícia quentinha, como que num rádio, que o Twitter passa.

É por isso que o Facebook está roubando tanto a atenção de todos e ganhando tanto espaço. Ele não só publica em tempo real o que sua rede de amigos está falando ou fazendo, mas permite ainda que outros amigos curtam, comentem e participem ativamente. Esse alto dinamismo cria um ambiente muito atraente, que se transforma numa teia que vai nos enroscando e prendendo muito mais do que gostaríamos.

No entanto, se você está na sua casa e optou por gastar seu tempo nisso, tudo bem. O problema é quando isso começa a roubar suas horas de trabalho e, pior ainda, é quando isso começa a roubar as horas de trabalho dos seus funcionários.

Se você é gestor em uma empresa onde seus colaboradores trabalham fundamentalmente com computador e Internet e percebe que eles estão perdendo horas de trabalho nas mídias sociais, você tem um problema e precisa se posicionar perante ele.

Como então controlar seus funcionários quanto às redes sociais e principalmente ao Facebook? O que fazer?

Vejamos algumas possíveis soluções:

A mais simples e já adotada por muitas companhias é fechar totalmente o acesso ao Facebook e aos outros sites de relacionamento. Isso é relativamente simples para a maior parte das empresas de médio e grande porte. Basta configurar o bloqueio do acesso aos endereços dessas redes em seus roteadores ou servidores e pronto. Vale lembrar que quem opta por isso deve fechar também sites redirecionadores, que permitem o acesso das redes sociais através deles. A vantagem dessa atitude é que você realmente fará com que seus funcionários não percam tempo valioso com assuntos não relacionados ao trabalho. A desvantagem é que você poderá prejudicar um pouco o clima organizacional com a falta de conversas sobre novidades e sobre o que anda acontecendo por aí, nesta época em que todo mundo fica sabendo e comentando de tudo, na hora dos acontecimentos, o que poderá deixar alguns de seus colaboradores insatisfeitos, podendo também prejudicar um pouco a atratividade da empresa.

Outra solução é deixar que eles acessem livremente esses sites e que se estabeleça na empresa uma cultura de responsabilidade e bom senso na navegação em redes sociais. No entanto é importante deixar claro que isso é muito difícil e o que acontecerá é que alguns até conseguirão administrar bem esta liberdade, mas outros não. Infelizmente bom senso não é “senso comum” e, por isso, corre-se o risco de muitos colaboradores não entenderem os limites desta liberdade e acabarem prejudicando seu desempenho na companhia. A vantagem é que a empresa provavelmente deixará os colaboradores felizes com esta decisão e, ainda, se for uma empresa onde a criatividade seja algo importante, este canal de comunicação aberto ajudará a criar um ambiente mais descontraído, sem tantas regras e limitações, o que poderá ajudar no poder criativo e produtivo de muitos deles. A questão nesse caso é saber os limites do uso e até onde as redes sociais podem ajudar ou atrapalhar no desempenho durante o dia de trabalho de cada cargo específico.

Outra maneira de abordar este problema é abrir o acesso em horários específicos como antes do início da jornada de trabalho, na hora do almoço e após o expediente. Esta também tem sido uma opção utilizada por várias empresas. A vantagem é que desta maneira a empresa consegue fazer com que os colaboradores fiquem focados no trabalho, mas também não se sintam totalmente “isolados do mundo digital”, pois podem acessar seus perfis nos horários permitidos pela empresa. Porém, como tudo tem seu lado bom e seu lado ruim, com este procedimento outras coisas podem acontecer, como por exemplo o excesso de horas extras que podem se acumular por causa do horário de saída tardio ou antecipado. Ou seja, o funcionário chega mais cedo ou sai mais tarde apenas para acessar suas redes sociais, e este período acaba sendo contabilizado como horário de trabalho. Nesse caso, é importante deixar claro a todos os colaboradores que eles serão pagos apenas pelas horas de trabalho e que, caso fiquem na empresa além do necessário para acessar esses sites, esse tempo não contará como horas de trabalho.

Por fim, outra opção é adicionar horários de pausa durante o expediente, compondo com a solução anterior, para aliviar o uso excessivo antes e depois do expediente, liberando o acesso apenas nesses momentos de descontração e relaxamento, algo em torno de 15 minutos por período. O horário da pausa é uma boa saída também para resolver outro problema, que é daqueles que fumam, pois ajuda a oferecer igualdade de período de relaxamento a todos os colaboradores, tanto aos que fumam quanto aos que não fumam, permitindo também o acesso aos sites de relacionamento nestes horários. Dessa forma, os colaboradores focam em suas tarefas e se programam para acessar suas redes sociais apenas nos períodos permitidos.

Esta é uma solução que tem dado certo em algumas empresas, mas é necessário que a gerência tenha muito controle sobre os acessos de cada um dos colaboradores para que eles não “burlem” os períodos permitidos. Uma saída é desenvolver um sistema automático para liberar o acesso apenas durante esses períodos. Nestes casos há de se tomar cuidado também com os navegadores que acessam o serviço nos horários permitidos, mas por permanecerem logados, continuam com estes acessos nos períodos não permitidos. O departamento de TI dessas empresas deverão estar atentos a esse detalhe.

Outra solução é criar uma política de acesso diferenciada por nível hierárquico ou por departamento. Para alguns departamentos, o acesso às redes sociais pode ser muito importante, enquanto para outros pode ser totalmente supérfluo e desnecessário. Imagina-se também que, quanto mais alto o nível hierárquico, maiores as responsabilidades deste colaborador e maior também pode ser sua liberdade de ação, bem como a possibilidade de acesso às notícias. Uma possibilidade é criar uma política que permita o acesso apenas para quem precisa ou para quem saberá usar com responsabilidade. Caso você decida utilizar esta forma, lembre que é muito importante ficar muito claro, para todos, os motivos que darão direito a uns e não darão direito a outros. Evite abrir para alguns colaboradores e fechar para outros do mesmo nível hierárquico ou do mesmo departamento, pois isso poderá gerar um sentimento de exclusão e desagregar o time.

Em resumo, essa nova realidade é um assunto que deve ser tratado com atenção, sabendo de antemão que não haverá um modelo perfeito que agrade totalmente tanto aos funcionários quanto à empresa. Em todos eles há prós e contras. O importante é que os gestores conheçam sua equipe, o estilo da sua empresa e o perfil dos funcionários, de modo a construir uma política alinhada com os dias de hoje e que seja adequada à empresa, equilibrando o clima organizacional, o rendimento dos colaboradores e os interesses da companhia.

Manifesto contra a corrupção no Brasil

O DIA DA REAÇÃO

Data: 7 de setembro (quarta-feira)
Hora: Durante todo o dia, mas principalmente às 13h
Local: Na sua cidade
Onde: Onde você estiver

O que fazer:

1) Use preto

  • Use preto neste dia para demonstrar sua indignação contra a corrupção do Brasil que você já estará participando.
  • Se tiver carro, coloque uma fita preta na antena ou em algum lugar, ou mesmo uma faixa preta para o lado de fora vidro
  • Na sua casa, coloque uma faixa preta do lado de fora da janela

2) Às 13:00 horas, SE MANIFESTE ATIVAMENTE!

  • Onde estiver grite: FORA A IMPUNIDADE!
  • No restaurante, na janela da sua casa e se estiver de carro buzine

3) Redes Sociais

  • Se você tem Twitter, Twitte durante o dia, mas principalmente às 13:00 horas Twitte: Sou contra a corrupção! #foraaimpunidade este é o #diadareação
  • Se você tem Facebook, poste durante o dia assuntos relacionados a este, mas as 13:00 horas, poste: Sou contra a corrupção! #foraaimpunidade este é o #diadareacao e de LIKE em todos os outros que seus amigos postarem.

Vamos virar notícia, nos jornais, no rádio, na televisão, vamos ser trandingtop no twitter e vamos virar notícia no mundo e mostrar que os brasileiros não estão passivos frente à corrupção que acontece em nosso país.

Vamos mostrar nossa indignação e que estamos acordados e que estamos iniciando a marcha contra a corrupção!

Vamos fazer isso pelo nosso Brasil, vamos fazer isso por nós, vamos fazer isso pelos nossos filhos!

Chega de impunidade para os políticos corruptos!!!

Vamos expressar nossa indignação contra:

  • A imunidade parlamentar!
  • A corrupção!
  • A pouca vergonha pública!
  • A proteção de políticos ladrões (ladrões protegendo ladrões)

Estamos instituindo o primeiro DIA DO LUTO NACIONAL, frente à corrupção, neste dia 7 de Setembro, o DIA DA REAÇÃO!

“Se milhões se juntam numa marcha gay, outros milhões numa marcha evangélica, outras centenas numa marcha a favor da maconha, mas que não nos mobilizarmos contra a corrupção?”

Se eles roubam e não sentem vergonha,
EU TAMBÉM NÃO TENHO VERGONHA NA CARA!

Mas atenção e vamos tomar alguns cuidados muito importantes:

  • Não vamos levantar bandeira por partido político algum, essa luta é só NOSSA, do povo. Este movimento é a-político e não religioso, é apenas uma amostra que nós, o povo não iremos ficar calados.
  • Não permita bagunça, briga ou vandalismo pois não vamos utilizar de nenhuma forma de violência, vamos agir em PAZ!
  • Vamos mostrar respeito à nossa à PÁTRIA e vamos agir com sabedoria, mas com firmeza!
  • E se por ventura que se houver neste dia, algum procedimento que fuja a ESSA nossa solicitação, será por parte dos que estão CONTRA NÓS, CONTRA NOSSA LUTA, CONTRA O POVO QUE PEDE SOCORRO!

E vou publicar isso no meu Twitter, no meu Facebook e vou divulgar este e-mail para TODA a minha lista de amigos!

Repetindo, isto não é SPAM! Estamos apenas utilizando os meios de comunicação em massa para que a maior quantidade de pessoas sejam impactadas sobre este movimento PACÍFICO!

Divulgue: Eu aderi ao dia de Reação Nacional contra a corrupção e estou de luto!

FORÇA BRASIL!

Qual a cor do disco e quem é o homem mais sábio do reino?

Era uma vez um reino, governado por um rei muito justo e sábio.

Este rei teve apenas uma única filha e nenhum filho. Quando percebeu que já estava em idade avançada, se deparou com um problema: quem iria sucedê-lo no trono, visto que ele não tivera nenhum filho homem?

Como era um rei muito correto, sensato e que sempre zelou pelo povo e pela qualidade do seu governo, estava muito preocupado com quem seria aquele que iria governar o povo após sua morte e percebeu que não seria outro senão seu genro, aquele que desposasse sua filha.

Conversou sobre este assunto com sua filha, quanto à importância de ela escolher bem seu futuro marido e demonstrando grande preocupação com o futuro do reino e com o povo, perguntou se ela aceitaria uma intervenção dele na escolha do seu futuro marido.

A filha entendeu o problema, conhecia o pai que tinha e sabia que ele iria tentar, da melhor maneira possível, conciliar a felicidade dela com o bem-estar do povo, então concordou.

Dessa forma, o rei convocou seus conselheiros mais sábios e deu-lhes uma tarefa: que desenvolvessem um teste muito difícil, que avaliasse várias particularidades em um homem, de modo que este teste pudesse escolher não só um bom marido para sua filha mas que, principalmente, descobrisse qual era o homem mais sábio do reino, pois caberia a este, como prêmio, a mão da sua filha e o direito de ser o futuro governante do reino.

E assim fizeram os conselheiros e desenvolveram o teste que apontaria não só um bom marido para a princesa mas também, o homem mais sábio do reino.

Espalharam então cartazes por todo o reino, convidando as pessoas a se inscreverem para o concurso que identificaria o homem mais sábio do reino. Praticamente todos os homens solteiros se inscreveram e houve então o teste.

Ocorreu que três homens passaram com igual valor e empataram a disputa. Estavam ali, sem dúvida os três homens mais sábios do reino.

O que fazer agora? A filha do rei não poderia se casar com três homens!

O rei então encomendou outro teste, desta vez um eliminatório, de modo que os três fossem testados, mas que apenas um deles pudesse sair vencedor, descobrindo assim qual dentre os três era o homem mais sábio. E assim foi feito.

Teste pronto, os homens foram convocados para se apresentarem ao palácio real perante a corte e lá estavam os três, lado a lado, diante do rei.

O rei começou a explicar qual seria o novo teste e mostrou a eles cinco discos: três brancos e dois pretos.

Em seguida pediu aos três que permanecessem lado a lado e que não se movessem mais. Pediu que ficassem parados em seus lugares e que sequer olhassem para os lados e informou que qualquer movimento contrário a esta ordem desclassificaria o candidato.

Com os três homens estáticos, colocou todos os cinco discos dentro de um saco fundo e escuro e deu a um de seus conselheiros. O conselheiro deu a volta por trás dos homens, que permaneciam parados e estáticos, e colou um disco às costas de cada deles, sem que cada um soubessem a cor do disco que estava sendo colado em suas costas e que tampouco pudessem ver o que estava sendo colocado nas costas dos outros.

Isso feito, o rei continuou dando orientações e explicou que o objetivo do teste era que eles tentassem descobrir qual a cor do disco que estava às suas costas e que o primeiro que conseguisse descobrir isso, desposaria sua filha, herdeira do trono, tornando-se assim consequentemente o futuro rei.

Explicou então as regras de como isto se daria:

“Qualquer um de vocês poderá se pronunciar, iniciar a disputa e ser o primeiro a tentar a sorte.

Aquele que primeiro desejar tentar a sorte deverá dar um passo para trás, olhar os discos que estão nas costas dos outros candidatos e, apenas com essa informação, deverá escrever num papel a cor do disco que acredita estar em suas costas.

Entregará este papel ao conselheiro, que por sua vez o trará até mim. Verificarei a resposta e anunciarei o veredito. Se ela estiver certa, apresentarei o futuro rei, mas, se ela estiver errada, o candidato está desqualificando.

Caso o primeiro candidato erre e seja desqualificado, o processo continuará e mais um poderá tentar a sorte e se pronunciar da mesma forma. Dará então, assim como o primeiro, um passo para trás, olhará desta vez para as costas do outro concorrente vendo apenas o disco do último candidato. Verá a cor dele e, apenas com esta informação, deverá escrever a cor do disco num papel.

Entregará este papel ao conselheiro, e este o trará até mim. Se a resposta estiver certa, anunciarei o candidato como o novo rei, mas se a resposta estiver errada, o candidato também estará desqualificado.

Caso este candidato também seja desqualificado, caberá então ao último, sem que tenha visto disco algum de nenhum outro candidato e nem mesmo tendo sabido as respostas que seus concorrenes anteriores disseram, dizer a cor do disco que está em suas costas.”

Iniciado o teste, um dos candidatos levantou a mão, desejando ser o primeiro a arriscar a sorte e dizer a cor do disco em suas costas. Permissão dada pelo rei, o candidato deu um passo para trás, viu a cor dos discos nas costas dos seus concorrentes, escreveu no papel a cor do seu disco e entregou o papel ao conselheiro, que então o levou ao rei.

O rei disse:

– Resposta errada, candidato desclassificado!

E o candidato derrotado retirou-se do ambiente.

Restaram então dois homens e um deles se prontificou a tentar a sorte, e a permissão foi dada pelo rei. Da mesma forma que o primeiro, deu um passo para trás e viu o disco que se encontrava nas costas do seu único concorrente, escreveu no papel a cor do seu disco e o entregou ao conselheiro.

Tendo recebido o papel, o rei diz:

– Resposta errada, candidato desclassificado!

E o segundo candidato derrotado retirou-se do recinto.

Restando apenas um homem, a tensão na sala era alta. O rei se dirigiu então a este último participante e disse:

– Meu filho, você é minha esperança de que possamos terminar este desafio de maneira alegre e vitoriosa. Por favor, diga-me: qual a cor do disco que está em suas costas?

Com um sorriso no rosto, o último homem, que não havia visto disco algum, disse:

– Meu rei, não há com o que se preocupar. Sem nenhum sombra de dúvida eu posso lhe dizer a cor do disco que está nas minhas costas. E disse em voz alta e em bom tom qual era a cor do disco que estava às suas costas.

O rei então pronuncia:

– Parabéns, você acertou e demonstrou que está apto a desposar minha filha e ser o novo rei.

O casal se uniu e todos eles foram felizes para sempre.

Pergunta: qual era a cor do disco que estava nas costas do último homem?

Google Plus

Olá pessoal

Compartilhando com vocês uma novidade bem quentinha

O Google lançou hoje o Google Plus, ou Google+

http://plus.google.com

Google Plus ou Google+ é  a rede social do Google que vem com força total para enfrentar o gigante do segmento, o Facebook.

O Google Plus vem com várias novidades bastante interessantes além de um design bem bonito, mas não poderia ser diferente, eles contrataram ninguém menos do que o time de design da Apple para fazer o Google Plus e o pessoal mandou muito bem.

Vieram também com um conceito novo e inovador, que é o de você separar seus contatos em círculos de amizades e ai, compartilhar coisas apenas com estes universos. E são círculos mesmos, você arrasta seu contato para o círculo de amigos ou para o círculo de colegas de trabalho. O Facebook até tem isso, mas não com a intuitividade que o Google Plus trouxe, mas só usando pra entender melhor.

Outra vantagem é que eles pretendem unificar tudo que já é do Google, como Picasa, Vídeos do Youtube, tudo. Isso sem dúvida é também uma força e um grande diferencial frente ao Facebook.

Também, trazem um aplicativo novo chamado Hangout, que tenta fazer um chat e ou vídeo conferência com várias pessoas ao mesmo tempo. Aqui eles estão dando um up-grade no Google talks e batendo de frente com o Messenger e o Skype.

Outra coisa, eles já nasceram também em Português e isso sem dúvida propicia um arrastão para todo mundo que está no ORKUT ir direto para o Google Plus.

Em resumo, eles não vieram para brincar, vieram como gente grande e estão realmente com energia para entrar neste mercado de Redes Sociais.

E por ironia do destino, quem será um dos maiores divulgadores do Google Plus? O próprio Facebook!

😮

É, dá até dó do Facebook que estava à beira do seu IPO que estava estimado que aconteceria na casa dos US$ 100.000 BI e agora com este lançamento, este IPO pode virar água.

É, Internet é isso!

Quem é mais velho de Internet, viu a Netscape aparecer, dominar o mercado e ameaçar a gigante Microsoft e desaparecer na mesma velocidade que cresceu.

Por isso, não duvido que o Facebook possa realmente virar pó da noite para o dia, mas desta vez vai ser mais difícil, pois ele já está bem disseminado e há muitas APIs e aplicativos o que complica um pouco mais, mas sem dúvida, na Internet, tudo é possível.

Aliás, este movimento é muito parecido com o da Microsoft no passado, quando ela deu de ombros para a Internet e nisso, permitiu o nascimento e o crescimento da Netscape mas depois correu atrás do prejuízo e lançou seu próprio navegador, o Internet Explorer e utilizando de toda a sua musculatura, conseguiu vencer o jogo. É exatamente o que aconteceu agora, o Google deu de ombros para as Redes Sociais e o Facebook nasceu, e cresceu da noite para o dia, ficando o gigante que é.

Mas atenção, não é porque isso já aconteceu no passado e porque é Google que vai dar certo!

O Google lançou a pouco tempo o Google Wave e foi um fiasco, quase ninguém ouviu falar e quem entrou não gostou, então há também a chance do Google Plus não pegar e ai, se isso acontecer, o Facebook se consolida como rede social, seu valor cresce ainda mais e ai, revigorado e com fôlego financeiro, ele é quem vai buscar o Google.

É, a briga vai ser de Titãs!

E a nós, cabe curtir e assistir este duelo de um lado, de outro ou mais provavelmente, com um pé em cada lado!

🙂

Em tempo, muito embora o Google Plus já esteja aberto e muitos já entraram, não é toda hora que dá para se cadastrar, pois eles estão realmente overbooked. Então, se pegar a “porta fechada” deixe seu e-mail, e espere o avisado e assista o vídeo de apresentação, lá já terá uma boa noção do que eles fizeram.

Mas se estiver mesmo na fissura de entrar e utilizar o Google Plus, o jeito é voltar várias vezes e continuar tentando, pois numa destas pode dar a sorte de pegar “a porta aberta” e conseguir se cadastrar e entrar.

Ah, na hora do cadastro você vai ter que utilizar uma conta do Gmail, pois ele vai integrar tudo: Gmail, Picasa, Google Calendar, Google Docs… tudo! Se não tiver, tem que criar!

É, mais uma do Google, acho que até por isso o nome é Google +

É isso ai, tá dada a dica

😉

Revenue Share, será que vale a pena?

A Curriculum, o AmigoSecreto e o MOL são constantemente abordados por clientes interessados em fazer ações de marketing baseadas em Revenue Share, que em outras palavras são ações em que o cliente ou parceiro não paga nada pelo trabalho e só paga posteriormente, de acordo com a conversão obtida.

Ou seja, o cliente adquire um serviço a custo zero (vitrines no AmigoSecreto, Banners nos sites ou mesmo disparos de e-mail marketing) sem pagar nada por isso enquanto nós realizamos todo o trabalho e ele só paga em cima dos valores vendidos.

Primeiramente devo dizer que nesta hora que estes se esquecem totalmente que para manter um site no ar há custo, se esquecem que para construir uma base de usuários há custo, que para trazer tráfego para o site há custo, dentre muitas outras coisas que custam e  não é pouco.

Além de que para preparar toda a campanha publicitária deste interessado, há ainda mais custos envolvidos, de colaboradores para arquitetar todo o projeto, de programadores, custo de servidores, de banda de Internet, de monitoramento de carga, de suporte, desgaste da base, impacto nos usuários, futura higienização da base, etc, etc, etc…

Ou seja, além de todos os custos anteriores já existentes, qualquer ação de e-mail marketing traz novos custos pertinentes ao trabalho a ser executado.

Bem, se aceitarmos o Revenue Share, depois de termos arcados com todos os custos, ficamos na torcida para que haja vendas ou conversões para que possamos receber o que nos é devido, pelo serviços prestados.

Mediante isso, entendo que seja importante que alguns pontos sejam bem analisados para que possamos compreender melhor tudo o que está envolvido numa ação de Revenue Share.

Não podemos esquecer que quando algum anúncio ou disparo de email marketing é feito, não somos nada mais, nada menos do que um veículo de mídia, assim como um jornal, uma revista, uma emissora de TV ou uma estação de rádio.

E para deixar ainda mais claro este ponto, proponho a analise abaixo de alguns tópicos pertinentes que precisam ser observados:

1) CONHECENDO MELHOR O MERCADO

Primeiramente é necessário saber se há mercado para ofertar tal produto ou o serviço, ou seja, é preciso compreender se há compradores suficientes, se eles estarão interessados no produto ou serviço oferecido e portanto, se é o momento certo para a venda deste produto ou serviço. Caso contrário, não haverá vendas e todo o trabalho por nós realizado não será devidamente recompensado. Enquanto que, em contra partida o cliente, ganhou exposição, tanto da marca como de seu produto e/ou serviço, sem ter pago nada por isso, nós não seremos remunerados pelo nosso trabalho.

2) ESTUDANDO O PRODUTO

Mas vamos imaginar que o mercado exista…
Mesmo assim é é importante pesquisar também se o produto ou o serviço que está sendo ofertado é bom frente aos da concorrência, se tem qualidade e se a marca tem credibilidade e aceitação. Caso contrário, não haverá vendas e da mesma forma, o cliente, terá ganho exposição, tanto da marca como de seu produto e/ou serviço, sem ter pago nada por isso, nós não seremos remunerados pelo nosso trabalho.

3) ESTUDANDO O PREÇO

Mas vamos imaginar que o mercado exista e que o produto seja bom…
Neste caso é importante pesquisar também se o preço está competitivo frente aos concorrentes. Pois se o preço estiver caro, não haverá vendas e da mesma forma, o cliente, terá ganho exposição, tanto da marca como de seu produto e/ou serviço, sem ter pago nada por isso, nós não seremos remunerados pelo nosso trabalho.

4) FORMAS DE PAGAMENTO

Vamos imaginar então que o mercado exista, que o produto seja bom e que o preço seja justo…
Neste caso há de se verificar se quem vende disponibiliza  formas de pagamento suficientes para permitir que muitos possam adquirir, por cartão (várias bandeiras), boleto, transferências, métodos on-line, dentre outros. Pois se não houver formas de pagamento, não haverá vendas e da mesma forma, o cliente, terá ganho exposição, tanto da marca como de seu produto e/ou serviço, sem ter pago nada por isso e nós não seremos remunerados pelo nosso trabalho.

5) ATENDENDO À DEMANDA

Vamos imaginar então que o mercado exista, que o produto seja bom, que o preço seja justo e que haja várias formas de pagamento…
Neste caso é importante certificar-se também que haja estoque suficiente e condições de logística de entrega para atender toda a demanda esperada. Pois se não houver estoque ou logística eficiente de entrega, não haverá vendas e da mesma forma, o cliente, terá ganho exposição, tanto da marca como de seu produto e/ou serviço, sem ter pago nada por isso e nós não seremos remunerados pelo nosso trabalho.

6) REAÇÃO DA CONCORRÊNCIA

Vamos imaginar então que o mercado exista, que o produto seja bom, que o preço seja justo, que haja várias formas de pagamento e que tenha estoque e capacidade de entrega…
Neste caso, é importante saber se a concorrência não irá se mexer e realizar alguma ação rápida ação de modo a inocular a ação feita, oferecendo por exemplo um preço menor, um prazo maior, um bônus extra ou algum outro benefício e, caso isso ocorra, não haverá vendas e da mesma forma, o cliente, terá ganho exposição, tanto da marca como de seu produto e/ou serviço, sem ter pago nada por isso e nós não seremos remunerados pelo nosso trabalho.

7) ACOMPANHANDO AS VENDAS

E por fim, vamos imaginar que o mercado exista, que o produto seja bom, que o preço seja justo, que haja várias formas de pagamento e que tenha estoque, capacidade de entrega e que a concorrência não reaja…
Neste caso, é importante saber se há formas adequadas de acompanhamento para que as vendas originárias da campanha não se percam ou não se misturem com outras, de modo a não prejudicar o nosso comissionamento pois, caso esta contabilidade não seja bem feita, o resultado será prejudicado e da mesma forma, o cliente, terá ganho exposição, tanto da marca como de seu produto e/ou serviço, sem ter pago nada por isso e nós não seremos remunerados pelo nosso trabalho.

Em outras palavras, numa ação de revenue share nós nos tornamos parte do negócio, nos tornamos quase que sócios do nosso cliente, tendo que conhecer muito bem todos os fatores acima descritos, entrando até mesmo na administração do seu negócio, pois a ação não deixa de ser um investimento em troca de um retorno financeiro, retorno este que só virá se o cliente for bom em todos os aspectos acima apresentados.

Qualquer falha DELE na cadeia de acontecimentos implicará em prejuizo NOSSO.

Ou seja, se o cliente falhar, nós é que pagaremos pela incompetência dele. O cliente fica apenas com os benefícios e com as vantagens, enquanto que nós ficamos com todos os riscos.

Sim, pois a venda é uma cadeia de eventos e de ações e ela é tão produtiva quanto seu elo mais fraco, ou seja, se apenas um dos elo não funcionar, o resultado estará comprometido.

É importante que se perceba também que nós, enquanto mídia, somos responsáveis e capazes de controlar só a divulgação, nada mais. Todo o restante ocorre do outro lado, do lado do nosso cliente, e caso haja qualquer problema do lado de lá, seremos penalizados injustamente numa ação de Revenue Share, pois mesmo cumprindo fielmente a nossa parte, não estaremos recebendo pelo nosso trabalho.

Sem contar também que quando o cliente paga pela ação, ele se empenhará muito mais em obter o capital investido de volta. Se ele não pagar nada, se ele não tiver risco algum, ele se empenhará muito menos e colocará seus esforços e energia em outras frentes.

E quando ouvimos de nosso prospect/cliente que não há riscos, que o retorno é garantido, pois há o mercado, o produto é bom, está com um bom preço, há várias e boas formas de pagamentos, há como atender a demanda, a concorrência não conseguirá reagir frente a ação, que há produtos suficiente para entrega e há formas de verificação exata e confiável de contabilizar as vendas, surge então a pergunta:

Por que então ele desejaria dar para nós toda esta vantagem, todo o lucro dessa ação, pagando mais do que pagaria caso apenas adquirisse uma ação de marketing através da nossa tabela normal de preços?

Afinal, quem tem na mão tanta coisa boa, deseja apenas comprar a mídia e desfrutar deste bom momento, ficando com todos os lucros do seu bom e estruturado negócio.

Assim sendo, entendemos que quem busca Revenue Share, no fundo, não confia plenamente no seu seu conjunto de produto/marketing/vendas e justamente por isso quer encontrar alguém que trabalhe a custo zero, alguém que fique com todo o risco, (que quase sempre tende a ser  prejuízo) deste conjunto que não está bem construído/estruturado.

Sem contar que entendemos também que este dinheiro, que ele economizou, provavelmente será gasto noutra mídia, que não aceitou sua proposta de Revenue Share e ai perguntamos: Será que a Globo aceitaria veícular um comercial em troca do resultado das vendas? Será que a VEJA aceitaria disponilizar uma página em sua revista e receber uma comissão sobre as vendas?

Assim como é facilmente compreendido que eles não farão isso, porque nós deveriamos fazer?

Por tudo isso, compreendemos que Revenue Share será sempre bom apenas para o nosso cliente e nunca para nós, que estaremos fazendo a divulgação, nós, e quando um negócio é bom apenas para uma das partes, ele não é um bom negócio.

Por tudo isso, não fazemos Revenue Share.

Pérolas de Oscar Niemeyer (102 ANOS)

• Meu médico me proibiu de tomar vinho todos os dias. Sorte que ele não falou nada sobre Smirnoff Ice.

• Fui convidado para ver o pessoal do Comédia em Pé. Só não vou porque minha artrite não deixa ficar em pé muito tempo.

• Esse humor do Zorra Total já era antigo quando eu era criança.

• Linda, eu não vou a museus. Eu CRIO museus. Quer ir ver uns museus?

• Sem sono e a fim de sair pro agito. Quem embarca?

• Existem apenas dois segredos para manter a lucidez na minha idade: o primeiro é manter a memória em dia. O segundo eu não me lembro.

• Ganhei um convite para ver o filme da Bruna Surfistinha. Espero que seja MESMO um filme sobre surf. O filme da Bruna Surfistinha é uma apologia ao baixo meretrício e aos mais baixos instintos humanos. Mas pelo menos rolou uns peitinhos.

• Ivete Sangalo me encomendou o primeiro trio elétrico de concreto armado do mundo. O pessoal aqui no escritório já apelidou de “Sangalão”. A proposta era fazer o “Sangalão” de madeira para ficar mais leve. Aí eu disse pra Ivete “Quer de madeira? chama um MARCENEIRO!”.

• Projetar Brasília para os políticos que vocês colocaram lá foi como criar um lindo vaso de flores pra vocês usarem como PINICO.

• Caro Sarney: ser imortal na Academia Brasileira de Letras é mole. Quero ver é tentar ser aqui fora!

• Nunca penso na morte, NUNCA. Vou deixar para pensar nisso quando tiver mais idade

• Perto de mim Justin Bieber ainda é um espermatozoide.

• Odeio praias lotadas aos domingos. Não dá pra surfar direito, é o maior crowd.

• Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião. O de camburão seria mais adequado. Na verdade quem projetou Brasília foi Lúcio Costa. Eu fiz uns prédios e avisei que aquela merda não ia dar certo. Sim, ela é aquele avião que não decola NUNCA. Segundo a Nasa, Brasília é inconfundível vista do espaço.

• Duro admitir, mas atualmente Marcela Temer é o monumento mais comentado de Brasília.

• Todos ficam falando Zé Alencar é isso, Zé Alencar é aquilo. Mas quem fez Pilates e caminhou na praia hoje? EU!

• O frevo foi criado há 104 anos. Ou seja: só tive um ano de sossego desse pessoal pulando de guarda-chuvinha.

• Segredo da Longevidade 48: Não viva cada dia como se fosse o último. Viva como se fosse o primeiro.

• Na minha idade, a melhor coisa de acordar de madrugada para ir ao banheiro é ter acordado.

• Alguns homens melhoram depois dos 40. E eu mesmo só comecei a me sentir mais gato depois dos 90.

• Queria muito encontrar um emprego vitalício. Só pra garantir o futuro, sabe… Andei Comprando apostilas para Concurso do Banco do Brasil. Não quero viver de arquitetura o resto da vida.

• Foi-se o John Herbert, 81 anos. Essa molecada da área artística se acaba rápido demais.

• Só me arrependo de UMA coisa na vida: de não ter cuidado melhor da minha saúde para poder viver mais.

• São Paulo mostrou ao Brasil como se urbanizar com inteligência: basta fazer o exato contrário do que aconteceu lá.

• Fato: o meu Edificio Copan aparece em 50% dos cartões postais de São Paulo. DE NADA.

• A quem interessar possa: eu NÃO estive presente na fundação de São Paulo há 457 anos. Na verdade eu não fui nem convidado.

• Se eu projetasse a casa do Big Brother os participantes iriam brigar pra ver quem saía PRIMEIRO.

• A vida é um BBB e eu quero ser o último a sair.

Fala sério, um figura este Niemeyer, né?
Mas eu ainda passo ele
🙂

Xau

Será que a Apple vai aprender?


Bem, aqui vou eu fazer mais uma das minhas previsões…

Ah, mas ninguém pode dizer que eu não venho acertando, aliás, foram justamente estas previsões que me motivaram a escrever meus primeiros textos e iniciar meu blog, afinal, meus dois primeiros posts foram exatamente sobre isso.

Meu primeiro post foi em 27 de junho de 2007, quando se começava a falar sobre Ajax e Web 2.0. Escrevi um artigo explicando mais sobre estas tecnologias e as tendências que elas trariam. Previ que o Google lançaria um sistema operacional (http://www.marcelo.com.br/o-que-afinal-e-a-web-20).  Muitos me criticaram na época, mas eu acertei:
🙂
http://bit.ly/OS_Google

O segundo artigo foi em 6 de julho do mesmo ano, no auge da febre do Second Life, quando ele era capa de todas as revistas semanais e estava sendo apoiado fortemente por empresas como Del, Sun e IBM, dentre outras que investiram nele. Em meu artigo, eu disse que o Second Life não se sustentava e que não sobreviveria (http://www.marcelo.com.br/a-realidade-do-second-life). Da mesma forma, fui criticado por vários, mas acertei novamente.
🙂

http://info.abril.com.br/professional/redes-sociais/second-life-fecha-as-portas-no-brasil.shtml

Bem, agora vou dar novamente mais um dos meus “pitacos” nesse exercício de futurologia.

Sem dúvida, você deve estar acompanhando como a plataforma dos tablets vem crescendo, certo?

Não sei se você já sabe, mas hoje a Apple detém 85% deste mercado, enquanto os 15% restantes são divididos entre os seus concorrentes, como o Galaxy Tab da Samsung, o Optimus Tab da LG, o PlayBook da RIM, o TouchPad da HP e o Xoom da Motorola.

Muito embora a Apple continue reinando com a maior fatia deste mercado, todos estes seus concorrentes vêm trazendo muitos atrativos que a Apple (leia Sr. Steve Jobs) teimosamente continua sem implementar em seus tablets, tais como a oportunidade de sintonizar TV digital em alta definição, uma conexão USB, a facilidade de subir e baixar arquivos sem a necessidade de um aplicativo próprio, como o iTunes, câmeras com alta definição e um browser que compreende Flash.

Além disso, o Android 3.0 Honeycomb já é um sistema operacional totalmente desenvolvido para tablets, e a maioria dos concorrentes da Apple já o estão utilizando.

Com se tudo isso não bastasse, a Motorola vem agora e lança o Atrix 4G, um dos mais robustos smartphones já vistos e com acessórios que transformam este celular num desktop ou num notebook em segundos. Você conecta seu celular a um LapDock e ele se transforma em um computador. Este pequeno celular da Motorola tem nada menos do que chipset Nvidia Tegra 2 com processador Dual Core de 1 GHz, GPU GeForce, 1 GB de memória RAM, conexão 4G e sistema operacional Android.

http://www.motorola.com/Consumers/US-EN/Consumer-Product-and-Services/Mobile-Phones/Motorola-ATRIX-US-EN

Mas e aí, aonde é que eu estou querendo chegar com tudo isso?

Bem, eu tive meu primeiro computador aos 18 anos (1982) e era um Apple. Naquela época, a Apple era A MARCA para computadores pessoais e o Steve Jobs era O CARA. Bem, aí veio a IBM e lançou o PC, que inicialmente não teve muita popularidade, até que dois movimentos importantes aconteceram. Primeiro, a IBM permitiu que um cara chamado Bill Gates, de uma empresa recém-nascida chamada Microsoft, fizesse um sistema operacional para seus computadores, o DOS. E depois, estes computadores foram largamente produzidos por várias empresas que não eram a IBM, pois a plataforma estava aberta.

Isso criou toda uma indústria de microcomputadores que mudou o mundo, e o Sr. Steve Jobs ficou pra trás, comendo poeira. Ele inventou o microcomputador, mas teimoso como é, negou-se a aceitar as exigências do mercado e permaneceu fechado nas suas ideias. Resultado: a indústria o atropelou e a Apple quase morreu.

Bem, desde o iPod, ele ressuscitou das cinzas e vem crescendo, é fato. A Apple vale hoje muito mais do que a Microsoft e a IBM – US$ 300 bi, US$ 213 bi e US$ 202 bi, respectivamente – e é uma das estrelas do momento.

Mas sinto que se o Sr. Steve Jobs e a Apple não abrirem os olhos para este mercado enorme, que eles mesmos criaram, dos smartphones e tablets, vão novamente ser ultrapassados, comer poeira e correm sério risco de ficarem pra trás, como já ficaram uma vez na história.

Bem, diferentemente dos fatos relacionados ao Second Life e ao sistema operacional do Google, que eu disse que realmente aconteceriam, agora digo que isso só irá acontecer se o Sr. Steve Jobs continuar teimando em não colocar Flash no iPad, nem porta USB,  continuar deixando seu produto preso ao iTunes, além de várias outras coisas que já mencionei acima.

E só pra deixar claro uma coisa, digo isso quando a Apple é eleita a marca mais valiosa do mundo, veja:

 

Então, o que você acha? Será que ele vai se render e ser flexível, ou será que continuará teimando? Eu já tenho a minha opinião, e você?

😉

Bem, façam suas apostas e agora vamos observar e curtir, mas independentemente de quem irá ganhar com toda esta briga, uma coisa é certa, nós ganharemos muito.

🙂

 

Momento ímpar brasileiro


O Brasil tem tido as menores taxas de desempregos e segundo economistas, o mercado de trabalho brasileiro se encontra no seu melhor momento nos últimos 15 anos e estamos praticamente a pleno emprego. Mas o que significa “pleno emprego”?

Em Economia, significa que estamos utilizando todos os recursos disponíveis a preços de equilíbrio e, muito embora essa expressão seja bastante utilizada na área econômica, “pleno emprego” em linguagem coloquial tem a ver com todos os trabalhadores e o mercado de trabalho.

Pleno emprego é uma situação em que todos os recursos humanos disponíveis estão sendo utilizados de forma economicamente eficiente, absorvendo a maior quantidade de mão de obra qualificada e não qualificada, que poderia ser utilizada dentro de uma economia em determinado momento.

O restante é o desemprego ficcional, ou seja, a quantidade de desempregados que, em sua maioria, estão em trânsito entre empregos, mas que continuam buscando uma recolocação no mercado de trabalho.

Muitos economistas estimam que o pleno emprego é a quantidade de desemprego ficcional que varia entre 2% e 7% da força de trabalho. Outros dizem que 5% de pessoas desempregadas já caracterizam pleno emprego.

Este número é calculado com base na PEA (População Economicamente Ativa), que compreende o potencial de mão de obra  com que o setor produtivo pode contar, tanto empregados quanto desempregados, mas com potencial para se empregar, trabalhar e produzir.

Nossa PEA hoje gira em torno de 47% da população, ou seja, estamos falando em algo como 91 milhões de brasileiros. Os outros, cerca de 102 milhões, fazem parte da PEI (População Economicamente Inativa), que são as pessoas incapacitadas para o trabalho ou que desistiram de trabalhar, bem como inválidos, estudantes, crianças, pessoas que cuidam de afazeres domésticos e até mesmo os desalentados, que são as pessoas que, muito embora estejam em idade ativa,  já não buscam trabalho.

Mas, então, como anda nossa taxa de desemprego? Muito embora em fevereiro de 2011 ela estivesse em 6,4%, em dezembro de 2010 chegou a apenas 5,3% . Tudo indica que esta taxa continuará girando em torno deste patamar e, a meu ver, tem grandes chances de cair.

Sendo assim, é possível concluir que o Brasil tem hoje aproximadamente 6 milhões de pessoas desempregadas. Pode parecer um número grande ainda, porém podemos considerá-lo pequeno frente ao tamanho do nosso país.

No entanto, com tantos ventos a favor, sem dúvida vivemos um cenário nunca antes vivido na economia brasileira, que, até então, era famosa pela sua alta taxa de desemprego e futuro incerto.

Mas vivemos num momento ímpar. O Brasil é um dos quatro países emergentes do mundo, que formam o bloco hoje em dia conhecido como BRIC: Brasil, Rússia, Índia e China. E ao meu ver é o que mais se destaca e o que vem demonstrando a maior e melhor musculatura econômica dentre todos. Dentre todos aquele que reúne as melhores condições atuais e de futuro para continuar crescendo.

Vou explicar porque, mas antes de falarmos sobre o Brasil, é interessante compreender um pouco mais sobre estes outros três países.

A Índia tem sérios problemas internos. Com mais de um bilhão de habitantes (1.095.351.995 habitantes) a grande maioria é pobre ou miserável e fora dos grandes centros urbanos, o cenário é de pobreza extrema. Além disso, ela está toda subdividida em grupos etnolinguísticos, o que dificulta a fluidez da comunicação interna.

O regime de castas impede a ascensão das classes mais baixas, muito diferentemente do que aconteceu aqui no Brasil com as classes C e D. Quem nasce numa casta ficará nela a vida toda, fazendo com que aqueles que nascem pobres pensem que devem ser pobres pelo resto da vida. Isso complica muito o crescimento deste país, pois muitos deles não têm ambição e se contentam com o que têm. Ou seja, a mudança desta realidade não acontecerá a curto prazo.

Além disso, a Índia é o país com o maior índice de analfabetismo, com 34,9% da população analfabeta (cerca de 350 milhões de habitantes) dentre os quatro do BRIC.

Mesmo com programas de planejamento familiar e de controle da taxa de natalidade, o número de nascimentos continua muito elevado quando comparado com o crescimento econômico capaz de melhorar os padrões de vida da maior parte da população.

Além do fato da Índia ser o segundo país mais populoso do mundo,  estudos apontam que ela irá ultrapassar a China até 2035. No entanto, crescer nestas condições é aumentar ainda mais o problema. Pesquisas indicam que 22% dos miseráveis do mundo estão na Índia. Em resumo, muito embora a Índia seja um país emergente, sua grande miséria rema contra ela e prejudica a aceleração do seu crescimento.

Já a Rússia vem de um longo período de socialismo e, pelo fato de ter ficado tanto tempo fechada para o mundo, também se encontra com grandes problemas, desorganizada internamente e com dificuldades para crescer rapidamente.

Muito embora tenham uma grande extensão territorial, o frio é predominante e chega a ser extremo na maior parte do ano, o que dificulta muito a agricultura. Ainda sofre muito com movimentos de independência por ser uma unificação de povos diferentes e rivais. Tudo isso afasta investidores e dificulta seu crescimento.

A China também sofre com o fato de ter vários grupos etnolinguísticos, que a subdividem internamente. Assim como a Índia, o país encontra dificuldade na fluidez da comunicação interna. Assim como a Rússia, também sofre com movimentos de independência de etnias rivais. No entanto, é um país extremamente populoso e que está mudando seu quadro agora, partindo de um cenário em que a maior parcela da população era muito pobre. Muito embora de grande extensão territorial, necessita importar muita matéria-prima para seu crescimento.

E o Brasil?

Bem, para começar, podemos dizer que o Brasil não sofre com guerras internas, possui um único idioma em toda sua extensão e a maior reserva de água potável do mundo. Além disso, é abundante em riqueza de minérios, sendo um dos maiores exportadores do mundo. Com um clima bom praticamente durante todo o ano e um excelente solo para plantação, é também um dos principais produtores de gêneros alimentícios do mundo. Está praticamente livre de desastres naturais mais severos como terremotos, tsunamis, furacões, tufões ou vulcões.

O Brasil é um país pacífico e não possui inimizade com praticamente nenhuma outra nação. Por ser um país tropical e por ter uma enorme costa marítima, tem muitas praias e uma grande chance de aumentar seu turismo. E, falando em turismo, teremos pela frente o privilégio de sediar uma Copa do Mundo em 2014 e uma Olimpíada em 2016, o que obrigará a melhorar a infraestrutura das principais capitais do país. Nossa economia está estabilizada já há um bom tempo e tem se tornado cada vez mais sólida. Nossa moeda, o real, vem melhorando frente às outras moedas e ficando cada vez mais forte e respeitada.

Além disso, o C6 (EUA, Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Japão), grupo dos maiores investidores do mundo, não entende o alfabeto da Rússia, Índia e China.

Também tivemos o privilégio de ser capa das duas edições mais vendidas da revista The Economist, desde 1840, ambas com matérias sobre o Brasil:

De 14 a 20 de novembro de 2009 De 11 a 17 de novembro de 2009
The Economist - Ninguém é mais quintal de ninguém (O crescimento da América Latina)


Por isso, o Brasil tem atraído cada vez mais capital estrangeiro e aumentado o desejo destes em investir em nosso país, quando comparado com Rússia, Índia e China, resultando em mais indústrias e mais construção civil.

E por falar em construção civíl, nosso mercado imobiliário vem crescendo como nenhum outro no mundo e demonstrou um crescimento de mais de 300% no último ano, tendo sido o que mais cresceu dentre todos do mundo!

E por falar em indústrias, estou sendo surpreendido  – eu pelo menos estou – com o bom governo da nossa primeira Presidente da República do sexo feminino, Dilma Rousseff, que de uma maneira discreta, vem se colocando de forma firme frente aos problemas e fazendo bons acordos políticos ao redor do mundo, como, por exemplo, este último acordo com a China, que trará mais 12 bilhões de dólares de investimento para a construção de uma fábrica de iPad aqui no Brasil.

Por todos estes assuntos, o Brasil tem sido cada vez mais notícia ao redor do mundo e Hollywood até fez um filme (desenho) sobre nós, o Rio.

Por tudo isso eu sinto que nossa economia não irá fraquejar, nem tão pouco a geração de empregos parece que vai diminuir e para mim, o Brasil é o país emergente com maior destaque dentre os do BRIC.

Sem dúvida vivemos num momento ímpar e todos nós, brasileiros, podemos comemorar, pois tudo indica que teremos bons anos pela frente.

Frente a toda esta necessidade de mão de obra, a Curriculum tem a oferecer um excelente serviço tanto às empresas que precisam contratar bem, quanto às pessoas que buscam seus novos empregos.

Temos, neste momento, mais de meio milhão de vagas, 6 milhões de candidatos e mais de 100 mil empresas utilizando nosso sistema e isso nos torna o site com a maior oferta de empregos e também a maior base de candidatos da América Latina.

Tudo isso nos orgulha muito, pois nestes tempos de economia aquecida e mão de obra escassa, nossos serviços se tornam cada vez mais importantes e valiosos para as empresas que vêm buscar candidatos aqui na Curriculum, o que impacta e ajuda diretamente nossos candidatos, que são encontrados e conquistam seus novos empregos.

Hoje a Curriculum comemora 12 anos de vida!

Foram 12 anos de muito aprendizado e conquistas, mas também de momentos difíceis e muita superação.

Como expressar o que aconteceu nestes 12 anos? Muito difícil. Então, achei que ao menos seria interessante fazer um timeline dos principais acontecimentos:

1999 – Em 28 de março de 1999 coloquei o site no ar, depois de ter trabalhando por cerca de 8 meses na ideia que fundamenta a Curriculum: criar a maior vitrine de profissionais do Brasil. Começamos a ser procurados por fundos de investimentos concorrentes entre si.

2000 – No início do ano de 2000, o interesse pela Curriculum atingiu seu auge e, quando quase estava fechando com a Merrill Lynch, acabei aceitando uma contraproposta do Bank of America, que analisou a Curriculum e desejou investir nela, após ter avaliado mais de 1.500 projetos de Internet da América Latina. Partimos para a expansão, e o objetivo era levar o site a todo o mundo, começando com Brasil, Argentina, Chile e México. No entanto, com o estouro da bolha da Internet, nosso investidor nos largou aos 44 minutos do segundo tempo e ficamos sem o aporte. Tendo gastado muito dinheiro, lá estava eu cercado de dívidas e com enormes dificuldades para continuar a empresa.

2001 – Nessa época, quando você dizia que trabalhava com Internet, era como falar um palavrão, e que você era ladrão. Internet tinha virado sinônimo de espertalhões que pegam dinheiro de investidores vendendo sonhos. Não havia chance nenhuma de qualquer ajuda financeira por parte de investidores. Mesmo diante de muitas dificuldades e com plena convicção de que a Curriculum tem um ótimo futuro, criei o Sistema UCN – Unique Curriculum Number – que administra as bases de empresas de forma organizada e única, separadamente da base da Curriculum. Infelizmente, em 11 de setembro caíam as torres nos EUA, o mundo parava e as vendas não aconteciam.

2002 – Foi ano de eleição, e Lula era um forte candidato. Com isso, o risco Brasil foi às alturas, passando à marca dos 1.200 pontos, e o dólar passou dos R$ 4,00. Tempos difíceis. Em meio a tantas dificuldades, voltamos nossas atenções aos candidatos e criamos diversos serviços para melhor atendê-los. Internet ainda era um mico.

2003 – Foi um ano de muitas mudanças no cenário mundial e também no nacional. Com a posse de Lula como presidente do país, o mercado nacional ficou parado, preocupado com o que ia acontecer, mas continuamos a trabalhar cada vez mais para ajudar a recolocação de candidatos no mercado de trabalho. E a Internet continuava totalmente desacreditada. Os negócios aconteciam só no mundo real, no bricks and mortar (tijolo e cimento).

2004 – Ano difícil também, mas aí, no segundo semestre, o Google fez seu IPO e o mundo começa a olhar de novo para a Internet. Fomos abordados por um possível investidor, mas não estávamos preparados para isso. Voltei para o Business Plan e percebi que poderia fazer algo bem diferente.

2005 – Tendo conseguido um fôlego financeiro, criei e lancei o modelo grátis, que fez a Curriculum ser o primeiro site de e-recruitment do mundo a oferecer cadastro de currículo e candidatura a vagas grátis para candidatos e anúncio de vaga e pesquisa de currículos grátis para as empresas.

2006 – Tentando aprender como trabalhar sob o modelo grátis, desenvolvemos ferramentas opcionais para candidatos e empresas melhorarem seus desempenhos no site. Além disso, criamos o Consultor Virtual, serviço gratuito que dá dicas de recolocação profissional para os candidatos. Os números começaram a aparecer.

2007 – Vislumbrando muitos lançamentos e crescimento, mudamos de escritório e lançamentos o Veezux, um administrador de processos seletivos, e depois o Curriculum Busca, o “Google” dos currículos.

2008 – Ano de reestruturação interna e pouca coisa a mostrar ao mercado. Tentativas de mudança, mas que não deram certo. Ano de muita aprendizagem.

2009 – Depois do que aprendemos em 2008, voltamos às origens e retomamos muitas coisas que havíamos deixado cair em 2008. Reiniciamos uma nova reestruturação interna.

2010 – Lançamento do Meu Currículo Online, um serviço que acompanha a tendência de recrutamento online e a força da Internet e das redes sociais como meio de seleção de profissionais. Continuamos a arrumar a casa internamente.

2011 – Agora, com muita alegria e orgulho comemoramos nosso aniversário de 12 anos e em breve teremos muitas novidades a mostrar.

Com toda essa história e experiência, a Curriculum se consolidou como o maior e melhor site de empregos do Brasil.

  • Estamos hoje com mais de 5,9 milhões de currículos cadastrados;
  • Com mais de 100 mil empresas;
  • Foram mais de 3,5 milhões de vagas anunciadas desde 2010;
  • E estamos mantendo uma média de mais de 400 mil anúncios de vagas.

Tais números criam uma dinâmica que nos dá os seguintes números e tempos:

  • Uma busca por candidato a cada 32 segundos;
  • Um currículo visualizado a cada 3 segundos;
  • Um currículo cadastrado a cada 37 segundos;
  • E um profissional informa que foi contratado a cada 2 minutos (este é o número que mais me anima e um dos principais fatores que me motivam a trabalhar).

Além disso, o Sistema UCN, criado em 2001 e que abriga todas as bases de currículos de clientes da Curriculum, ultrapassou a marca de 7,5 milhões de currículos não duplicados.

Por tudo isso, eu e toda a equipe da Curriculum estamos muito felizes e satisfeitos com esses resultados e trabalharemos sempre para continuar ajudando candidatos a se recolocarem no mercado e ajudando as empresas a encontrarem os melhores talentos para a sua equipe.

Curriculum, há 12 anos iluminando talentos.