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O Silêncio

Pense em alguém poderoso. Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo? Lobos não gritam. Eles têm uma aura de força e poder. Observam em silêncio.
Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio. Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.

Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.

Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis. Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia e continua a trabalhar mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.
Olhe. Sorria. Silencie. Vá em frente.

Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar.  Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso. Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques. Não é verdade.

Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir. Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal. Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça. Você pode escolher o silêncio.

Responda com o silêncio, quando for necessário.  Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais.  Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não ter que responder em alguns momentos. Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas. E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.

Aldo Novak

Sobre o Tiririca

Oi

Nesta segunda feira, onde todos estamos com uma certa ressaca do tema eleições, apenas uma rápida reflexão.

Na minha opinião, eu acho que tivemos um excelente domingo de votação.

Primeiramente pela paz com que tudo acontece e também pela tecnologia e velocidade que nosso país tem no que diz respeito à urna/eleição.

Realmente damos um show neste quesito e o mundo continua nos copiando.
Parabéns Brasil!

Fiquei feliz também em perceber que o brasileiro está ficando cada vez mais civilizado democraticamente e devagarinho, nosso povo parece começar a ganhar consciência política.

Por exemplo, não deu Dilma no primeiro turno, o que nos dá ainda uma esperança neste assunto.

Também não ganhou Netinho e vários outros tão pouco preparados para assumir cargos com de tanta responsabilidade.

Veja abaixo a lista dos mais suspeitos bem como seu respectivo resultado:

No entanto, nesta lista ainda figura o Tiririca, candidato que teve mais 1.3 milhões de votos.

Isto é mais do que teve o Candidato Plínio, e os candidatos Celso Russomano e Paulo Skaf, que concorreram para o governo de São Paulo.

No entanto, será que o Tiririca está errado?

Veja bem, ele enviou sua candidatura e foi aceito, ou seja, ele esta dentro da lei.

Depois, ele fez sua campanha com enorme honestidade, afinal, ele disse que sequer sabia o que um Deputado Federal fazia.

Ele não prometeu nada, ele apenas disse: Votem em mim.

Sua campanha foi totalmente ELE, o que ele é.

Ele não inventou, não mentiu, ao meu ver, ele foi totalmente honesto.

Veja, eu não estou entrando no mérito se ele está ou não capacitado para o cargo que agora ocupa, estou apenas dizendo que aparentemente, ele foi honesto e o que fez foi mostrar o que ele é mesmo.

Vejam a entrevista que ele deu à Folha OnLine, na semana passada, quando ainda estava em campanha:

Entrevista da Folha OnLine com o candidato Tiririca


Por que você decidiu se candidatar?
Tiririca – Eu recebi o convite há um ano. Conversei com minha mãe, ela me aconselhou a entrar porque daria pra ajudar as pessoas mais necessitadas. Eu tô entrando de cabeça.

De quem veio o convite?
Do PR.

Como foi?
Por eu ser um cara popular, eles acreditaram muito, como eu também acredito, que tá certo, eu vou ser eleito.

Sabe o que o PR propõe, como se situa na política?
Cara, com sinceridade, ainda não me liguei nisso aí, não. O meu foco é nessa coisa da candidatura, e de correr atrás. E caso vindo a ser eleito, aí a gente vai ver.

Quais são as suas principais propostas?
Como eu sou cara que vem de baixo, e graças a Deus consegui espaço, eu tô trabalhando pelos nordestinos, pelas crianças e pelos desfavorecidos.

Mas tem algum projeto concreto que você queira levar para a Câmara?
De cabeça, assim, não dá pra falar. Mas como tem uma equipe trabalhando por trás, a gente tem os projetos que tão elaborados, tá tudo beleza. Eu quero ajudar muito o lance dos nordestinos.

O que você poderia fazer pelos nordestinos?
Acabar com a discriminação, que é muito grande. Eu sei que o lance da constituição civil, lei trabalhista… A gente tem uma porrada de coisa que… de cabeça assim é complicado pra te falar. Mas tá tudo no papel, e tá beleza. Tenho certeza de que vai dar certo.

Quem financia a sua campanha?
Então… o partido entrou com essa ajuda aí… e eu achei legal.

Você tem ideia de quanto custa a campanha?
Cara, não tá sendo barata.

Mas você não tem ideia?
Não tenho ideia, não.

Na propaganda eleitoral você diz que não sabe o que faz um deputado. É verdade ou é piada?
Como é o Tiririca, é uma piada, né, cara? ‘Também não sei, mas vote em mim que eu vou dizer’. Tipo assim. Eu fiz mais na piada, mais no coisa… porque é esse lance mesmo do Tiririca.

Mas o Francisco sabe o que faz um deputado?
Com certeza, bicho. Entrei nessa, estudei para esse lance, conversei muito com a minha mãe. Eu sei que elabora as leis e faz vários projetos acontecer, né?

O que você conhece sobre a atividade de deputado?
Pra te falar a verdade, não conheço nada. Mas tando lá vou passar a conhecer.

Até agora você não sabe nada sobre a Câmara?
Não, nada.

Quem são os seus assessores?
Nós estamos com, com, com…. a Daniele…. Daniela. Ela faz parte da assessoria, junto com…. Maionese, né? Carla… É uma equipe grande pra caramba.

Mas quem te assessora na parte legislativa?
É pessoal do Manieri.

Quem é o Manieri?
É… A, a, a…. a Dani é que pode te explicar direitinho. Ela que trabalha com ele. Pode te explicar o que é.

Por que seu slogan é ‘pior que tá, não fica?
Eu acho que pior que tá, não vai ficar. Não tem condições. Vamos ver se, com os artistas entrando, vai dar uma mudança. Se Deus quiser, pra melhor.

Esse slogan é um deboche, uma piada?
Não. É a realidade. Pior do que tá não fica.

Você pretende se vestir de Tiririca na Câmara?
Não, de maneira alguma.

Quem é o seu espelho na política?
Pra te falar a verdade, não tenho. Respeito muito o Lula pelo que ele fez pelo nosso país. Ele pegou o país arrasado e melhorou pra caramba.

Fora ele…
Quem ele indicar, eu acredito muito. Vai continuar o trabalho que ele deixou aí.

Então você vota na Dilma.
Com certeza. A gente vai apoiar a Dilma. Ele tá apoiando e a gente vai nessa.

Não teme ser tratado com deboche?
Não, cara. Não temo nada disso. Tô entrando de cabeça, de coração. Tô querendo fazer alguma coisa. Mesmo porque eu sou bem resolvido na minha profissão. Tenho um contrato de quatro anos com a Record. Tenho minha vida feita, graças a Deus. Tem gente que aceita, mas a rejeição é muito pouca.

Se for eleito, vai continuar na TV?
Com certeza, é o meu trabalho. Vou conciliar os dois empregos.

Em quem votou para deputado na última eleição?
Pra te falar a verdade, eu nunca votei. Sempre justifiquei meu voto.

Esta a entrevista foi feita pela Folha OnLine:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/787678-nao-e-piada-e-a-realidade-diz-tiririca-sobre-slogan-de-campanha.shtml

Em resumo…

Qualquer um pode se candidatar, já conseguir ganhar é outra coisa.

O Tiririca foi ele mesmo, foi honesto em tudo o o que disse e se é hoje um Deputado Federal do Brasil, ele está lá porque O POVO O ELEGEU.

Será então que podemos condená-lo?
:-/

A culpa do Tiririca ser hoje um Deputado é do povo e não dele.

Enfim… agora é ficar de olho para ver o que ele faz.

Quem sabe até não possamos nos surpreender, né?
:-|

Afinal, a esperança é a última que morre
:-(

Abraços

Cuidados nas festas de fim de ano

Abaixo uma matéria que eu escrevi e que saiu no VocêRH:

CUIDADOS NAS FESTAS DE FIM DE ANO: ATITUDES PODEM PREJUDICAR IMAGEM PROFISSIONAL

Executivo alerta para cuidados a serem tomados durante as celebrações do período

São Paulo, dezembro de 2010 – Chegou o mês em que as empresas realizam as famosas festas de confraternização com direito a jantares e coquetéis, além da famosa e tradicional brincadeira do amigo secreto.

Essa extensão do ambiente de trabalho chama a atenção para cuidados essenciais em relação à atitude dos colaboradores e, para quem preza a carreira, é preciso se atentar a alguns detalhes para não comprometer a imagem dentro da companhia.

“Todos sabemos que é hora de brincar e de se confraternizar, então, faça isso. Nada pior do que não aproveitar estes momentos para realmente aliviar as tensões, fazer novas amizades, conhecer melhor outros companheiros de trabalho e se divertir”, orienta Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.

O especialista ainda explica que tudo isso pode ser feito dentro de limites do respeito, da decência e do bom-senso. Muitas vezes não é o que acontece. Há quem perde o controle, passa dos limites e, por conta de um espírito “agora vale tudo”, vai além do que se pode considerar adequado.

“O problema é que estas pessoas acabam importunando colegas de trabalho e chegam até a estragar todo o clima da confraternização, além de ficarem marcados para sempre. No melhor dos casos, vira apenas motivo de piada. No entanto, dependendo do ocorrido, pode gerar situações difíceis de serem contornadas no pós-evento, o que acaba prejudicando o relacionamento do colaborador com a empresa e, consequentemente, a própria carreira” , alerta Abrileri.

Nessas situações, o importante é se preocupar com quatro fatores essenciais:

1)    Bom-senso ao tomar bebidas alcoólicas;

2)    Trajes para a(s) festa(s);

3)    Intimidades exageradas com pessoas do sexo oposto (ou mesmo com pessoas do mesmo sexo);

4)    Presentes para o amigo secreto.

Bebidas alcoólicas. O álcool, quando ingerido em grandes quantidades, pode induzir a pessoa a mostrar comportamentos inadequados. Se ela ficou apenas alegre e brincalhona, menos mal. O problema ocorre quando alguns ficam agressivos, colocam coisas que ficaram guardadas durante o ano todo e acabam sendo inconvenientes, ou buscando intimidades com pessoas do sexo oposto, ou do mesmo sexo.

Traje. Pode ser uma roupa mais informal do que a utilizada nos dias de trabalho. Simplicidade e elegância são sempre bem-vindas. Para as mulheres é aconselhável evitar roupas exageradas que possam chamar muita atenção. Isso pode gerar um clima ruim entre as outras colegas.

Intimidades. A fraca administração pessoal com as bebidas alcoólicas somada aos trajes não adequados podem acabar em intimidades que, em situações de lucidez, não aconteceriam. Caso isso venha a acontecer, o melhor é que aconteça muito discretamente e que ambos saibam lidar bem com a situação posteriormente. O problema é quando as coisas não acontecem com discrição ou quando há arrependimento de uma das partes. Situações como estas podem gerar comentários, marcar as pessoas além do risco de criar um clima insustentável dentro da empresa.

Presente. A brincadeira de amigo secreto é realizada em muitas empresas. São necessários alguns cuidados essenciais na hora de comprar o presente. Mesmo que se tenha contato diário com a pessoa, não é aconselhável presentear com produtos como roupas íntimas, perfumes, flores e artigos religiosos. Isso é geralmente feito apenas uma vez no ano, portanto é interessante caprichar na escolha, evitar exageros e fazer deste momento algo que demonstre consideração e carinho para com a outra pessoa. Essa atitude é vista com bons olhos por todos.

“Não podemos esquecer que qualquer festa de confraternização fim de ano da empresa é uma extensão do ambiente de trabalho e muito embora o clima seja mais descontraído, ainda fazemos parte da empresa” conclui o executivo.

http://bit.ly/festas_final_ano

Exercício de Socialismo

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.

Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.

O professor então disse:

– Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas. Todas as notas serão concedidas com base na média da classe, e portanto serão justas.

Com isso ele quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado sozinho ou que ninguém receberia um “A”, sozinho. Todos teriam sempre a mesma nota, que seria a média da nota da classe.

E todos concordaram.

A primeira prova foi feita e calculando a média final da classe, todos ficaram com um “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos afinal, eles sabiam que iriam tirar notas boas de qualquer forma.

Já aqueles que tinham estudado muito na primeira prova  resolveram que desta vez eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências naturais, acabaram por copiar os hábitos dos preguiçosos.

O resultado da segunda média das provas foi “D”.

Ninguém gostou.

Continuaram o curso com várias reclamações e desentimentos e veio a terceira prova e a média geral foi “E”.

As notas não voltaram mais aos patamares mais altos e as desavenças entre os alunos, buscando por culpados passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe.

De novo a busca por justiça era a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça foi o que passou a imperar naquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala.

E no final, para total surpresa TODOS os alunos repetiram o ano!!!

O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque como acontece na vida real, acabou sendo baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foram os resultados.

“Quando a recompensa é grande”, ele disse, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando se elimina as recompensas pelo mérito, mas a recompensa acontece às custas do outro, beneficiando os que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.”

“É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.

Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar a mais sem receber por isso.

O governo não poderia dar para alguém aquilo que ele tira de outro.

Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, porque ela irá se esforçar?

E quando esta outra metade que trabalha entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a metade que não trabalha, esta desanima.

Então chegamos ao começo do fim de uma nação.

A conclusão final que chegamos é que é impossível multiplicar riqueza dividindo-a sempre com aqueles que não colaboraram para construí-la.

Redes sociais e a seleção de candidatos

A Internet mudou totalmente a nossa forma de interagir com o mundo. Dentre estas mudanças está a maneira de como as empresas buscam candidatos, bem como a forma dos candidatos buscarem emprego.

Até uns anos atrás, o currículo era o único instrumento que os selecionadores tinham para conhecer melhor os candidatos antes de convocá-los para uma entrevista. Hoje em dia isso já é bem diferente!

Com o crescimento das redes sociais, blogs e microblogs, há muita informação adicional sobre uma pessoa ai, distribuída pela net que podem ser muito úteis na hora de conhecer melhor um candidato a uma vaga de emprego.

No entanto, a febre do uso destes sites de networking, bem como a mídia, tem tornado estes sistemas a panaceia para todo tipo de problema, o que não é bem assim.

É fato que tais serviços vêm sendo cada vez mais utilizados para ajudar selecionadores conhecerem melhor seus candidatos e acabaram se tornando uma ferramenta muito interessante como complemento no processo de seleção. É cada vez mais comum os selecionadores, após lerem o currículo de um candidato ou mesmo durante o processo de entrevistas pessoais, partirem em busca de mais informações nos perfis dos candidatos em alguma das várias redes de relacionamento que existem na Internet, para conhecê-los melhor.

Mas, note, estou falando que as redes sociais são úteis e podem ajudar na etapa de seleção, na hora de conhecer melhor os candidatos que já foram previamente encontrados e não estou falando que elas são ferramentas úteis para encontrar candidatos.

Definitivamente as redes sociais não são o melhor lugar para buscá-los. Existem sites desenvolvidos especialmente para isso e que não só concentram um número muito maior de candidatos dentro de vários perfis como também têm ferramentas de busca especialmente desenvolvidas para encontrá-los.

Por exemplo, em redes sociais, as pessoas não cadastram uma série de informações que são importantes na hora de se buscar um candidato, tais como formação, experiências profissionais, fluência em idiomas, cursos e várias outras coisas que só existem em currículos.

O ponto é, cada ferramenta tem a sua aplicação. Fazendo um comparativo, martelo serve para martelar e alicate para segurar e apertar. Dá até para pregar um prego com um alicate, mas sem dúvida não é a melhor ferramenta para isso. Ou ainda é como querer pescar com um rifle. Você pode até conseguir pegar um ou outro peixe, mas não é a ferramenta ideal para pescar. Muito melhor sair com vara, anzol e iscas.

Lançando mão de outro exemplo, se você é uma empresa de São Paulo e estiver precisando de uma secretária para um diretor, com bons conhecimentos de inglês e espanhol, superior completo e alto nível de organização, você pode até pedir uma indicação numa rede social e talvez até receba algumas indicações. Mas nada será comparável a busca em um site especializado. Por exemplo, na Curriculum, se você fizer esta pesquisa, encontrará, num simples clique, mais de 600 currículos dentro deste perfil. Veja: http://bit.ly/secretaria_exemplo_1

Percebe a brutal diferença entre uma ferramenta e outra, e a força para encontrar candidatos que um site de recrutamento online tem nesta hora?

Ou seja, até dá para achar um ou outro candidato nas redes sociais, mas definitivamente não é a melhor ferramenta para isso! Da mesma forma como sites de currículos não são o melhor lugar para fomentar o relacionamento com amigos. Cada site foi desenvolvido e é estruturado para um propósito, cumpre bem sua própria, não tendo sido desenvolvido para atender outras necessidades.

No entanto, faço duas exceções a esta regra.

A primeira é que as vezes estamos com muita dificuldade de encontrar um certo perfil muito específico. Já procuramos em vários sites de recrutamento online e não encontramos. Nesta hora, talvez você possa até utilizar as redes sociais para auxiliá-lo a encontrar o candidato desejado. No entanto, lembre-se que ao divulgar esta sua vaga, provavelmente terá que lidar com inúmeros currículos fora do perfil desejado, o que irá consumir tempo e poderá lhe deixar em algumas saias justas.

O segundo ponto importante é que, ao desencorajar as empresas a buscarem profissionais em redes sociais, não estou dizendo que isto se aplica aos candidatos. Para candidatos a história é outra. Distribuir o currículo em redes sociais é, sim, uma forma de se divulgar ao mercado quando estiver procurando uma recolocação profissional. A diferença existe porque existem muitos processos acontecendo que não são divulgados. Portanto, ao procurar um emprego, divulgue seu currículo o mais amplamente possível, pois nunca se sabe de onde poderá surgir uma oportunidade de emprego. Lógico que o lugar onde as probabilidades de você encontrar sua recolocação são maiores, são os sites de recolocação profissional online, como a Curriculum, mas nunca se sabe onde é que sua semente (seu currículo) poderá brotar.

Em resumo, as redes sociais vieram para fomentar as redes de relacionamentos e trazem informações que podem auxiliar e complementar o processo de seleção vendo um pouco mais sobre os interesses do candidato, suas atividades e opiniões. Servem também como um apoio em processos mais difíceis, quando não se encontra o perfil desejado e para os candidatos são também uma forma de divulgar seu perfil para o mercado ao buscar uma recolocação profissional. Mas não são a ferramenta ideal para se buscar candidatos, para este fim, existem os sites de Recrutamento Online.

E por fim, fica uma dica valiosa: muito cuidado com seus perfis em redes sociais, pois eles poderão tanto ajudá-lo a conquistar um emprego, como também poderão prejudicá-lo profissionalmente. Queira ou não, o perfil reflete a personalidade e a imagem da pessoa não só para conhecidos, amigos, familiares, mas também para desconhecidos e selecionadores.

Formação acadêmica não é garantia para emprego

Há poucas décadas, ter um curso superior era um grande diferencial competitivo e tornava o candidato muito atraente para os contratantes. Era uma época em que poucos tinham acesso a uma graduação, e menos pessoas ainda chegavam a uma pós.

Hoje em dia, com o mercado altamente competitivo e a necessidade cada vez maior de se capacitar, além da ampliação do número de universidades, tornando o ensino superior cada vez mais acessível para mais pessoas, o que antes era um diferencial competitivo tornou-se praticamente um perfil padrão. A graduação hoje é tida como obrigatória para muitos cargos, principalmente os técnicos e os de liderança.

Formação passou a ser um fator básico e primordial, tanto para se conseguir um emprego como para subir na carreira. Pessoas formadas não só tem mais chances de serem contratadas como conquistam salários maiores. Neste mundo competitivo e altamente tecnológico a falta de formação e principalmente a falta de conhecimento hoje é altamente penalizada e eu diria que o conhecimento é fundamental para quase qualquer área de atuação.

No entanto, para mim e para vários outros administradores e gestores de pessoas que se preocupam com resultado e performance, em muitos casos o diferencial competitivo não está mais na formação ou mesmo nos cursos de graduação, pós e MBA. Hoje as empresas precisam de muito mais do que apenas profissionais formados ou com algum conhecimento. Elas precisam de profissionais capazes de ofertar várias outras competências importantes simultaneamente, sendo que a formação é apenas uma delas.

Veja a seguir algumas destas competências.

Competências relacionadas ao conhecimento

As empresas precisam de profissionais autodidatas, pois a quantidade de informação nova que surge todos os dias é enorme, e não estar atento às novidades é ficar desatualizado perante o mercado.

Elas precisam de profissionais que saibam se reciclar, ou seja, que joguem fora boa parte do que aprenderam na escola, pois a palavra de ordem do mundo atual é mudança. Por isso, muitas vezes o que se aprendeu na escola não é mais adequado e precisa ser reciclado.

As organizações precisam também de colaboradores que tenham tido prática na execução, por isso, experiências anteriores também acabam sendo bastante importantes. Não dá para levar em consideração quando estamos falando de pessoas em início de carreira, mas em pouco tempo o profissional que trabalha na sua área acaba conquistando uma boa bagagem e aprende na prática muito mais do que uma universidade é capaz de ensinar.

Quero salientar também a importância de aprender com os outros. Todos somos professores e alunos ao mesmo tempo, e a todo tempo temos a oportunidade de interagir com outras pessoas que muitas vezes têm bons costumes, boas práticas, formas de conduzir as coisas, formas de otimizar o tempo, de se organizar. Uma das coisas que também diferencia um bom profissional é sua capacidade de agregar novos conhecimentos através das experiências obtidas com as pessoas que conheceu e com quem interagiu.

Conhecer um segundo idioma tem sido cada vez mais importante, sendo oinglês o mais importante dentre eles. Grande parte da literatura técnica em muitas áreas e muito conteúdo disponível na Internet está predominantemente em inglês. Permanecer sem conhecimentos neste idioma fará com que o profissional perca boas oportunidades de se informar e de aprender muitas coisas.

Também um pouco de conhecimento em informática e Internet tem sido cada vez mais útil e importante. Não ter medo do computador, mas, pelo contrário, ter familiaridade com ele, ajuda muito a desempenhar bem a maioria das funções e mesmo a dar continuidade ao aprendizado nesta área.

Competências relacionadas a valores

As empresas precisam de profissionais com valores morais e éticos, principalmente para cargos de liderança, pois já se foi o tempo em que o chefe era simplesmente alguém que mandava. Hoje o gestor é aquele profissional que representa um exemplo a ser seguido por todos.

Dependendo do cargo, as companhias precisam muitas vezes de profissionais que tenham coragem para tomar decisões e correr o risco de errar, em vez de profissionais que vivem se escondendo atrás de atitudes burocráticas e medrosas.

Competências relacionadas a capacidades diversas

A criatividade tem sido mais valorizada, e não se aprende a ser criativo na escola. Criatividade tem a ver com a liberdade de pensamento. É se permitir, inovar, arriscar e até mesmo se expor ao ridículo. Hoje as empresas precisam de respostas e saídas criativas para os novos problemas que surgem a cada dia.

Saber se comunicar bem também é muito importante. Articular corretamente suas ideias, concatenar assuntos, estabelecer relações lógicas, coerentes e claras entre os fatos, assim como saber se expressar bem através da escrita também ajuda muito. Tudo isso valoriza o profissional e pode fazer dele um bom candidato e um excelente colaborador.

Competências relacionadas ao comportamento

Por fim, as competências relacionadas ao comportamento talvez sejam as mais importantes, pois a grande maioria dos profissionais é normalmente admitida em função do conhecimento, mas, em geral, demitida por mau comportamento. Sua atitude frente aos desafios, às situações de trabalho adversas e também no dia a dia é um fator essencial para que ele possa gerar a confiança que a empresa precisa ter para desejar mantê-lo em seus quadros.

As empresas precisam de profissionais com alto índice de inteligência emocional. É cada vez maior a necessidade de interagir e de agir como equipe e, por isso, saber se relacionar é fundamental na formação de equipes fortes e unidas.

Capricho, preocupação e zelo são palavras e comportamentos importantes. Toda empresa deseja um profissional que desempenhe suas funções com esmero e capricho.

Ser alguém voltado para resultados, proativo e disposto a perseguir suas metas também é altamente valorizado, e isso não se aprende na escola.

Ser legal conta muito: ser simpático, cortês, não falar mal dos outros e não participar de fofocas, ser prestativo e estar sempre pronto a ajudar. Tudo isso ajuda muito para que as coisas fluam e bons relacionamentos sejam construídos.

O profissional precisa ter um lado empreendedor, pois ele é responsável por uma parte importante do todo e precisa gerir seu “pedaço”, seu tempo, suas tarefas, e organizar-se para que possa render. Novamente, não se aprende a ser empreendedor na escola.

Aqui ainda é interessante colocar um item que para mim é muito importante: aresiliência. Resiliência é um termo da física que fala sobre a capacidade de algo retornar ao seu estado original após ter sofrido uma tensão ou passado por uma situação crítica. É a capacidade de não se deformar e de não perder as características originais após uma situação de pressão. Este termo hoje é muito utilizado na psicologia, principalmente na organizacional, e significa a capacidade do indivíduo em lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão e situações adversas (choque, estresse) sem surtar e, principalmente, conservando posteriormente o mesmo perfil psicológico.

Portanto, em meio a tantas coisas importantes, uma formação torna-se apenas mais um item e, em alguns casos, pode ser até mesmo secundário.

Além disso, três pontos muito importantes sobre formação ainda precisam ser ditos.

O primeiro é que um diploma de conclusão de curso não confere ao seu portador, necessariamente, o conhecimento sobre o assunto. É claro que se pressupõe que o aluno então formado tenha adquirido tal conhecimento, pois ele concluiu um curso que tinha por finalidade transmitir este conhecimento. No entanto, todos nós sabemos que muitos vão às escolas simplesmente para responder às chamadas, colam na hora da prova, para ser aprovados, ou utilizam artifícios para contornar o fato de não terem internalizado os ensinamentos que ali foram transmitidos. Ou seja, um diploma em si não é garantia de conhecimento.

O segundo é que, muitas vezes, o que se aprendeu na escola ou na universidade já está ultrapassado e nem sequer é mais de utilidade para o exercício da profissão. Isso é muito comum nos cursos de áreas como tecnologia ou telecomunicações, em que o conhecimento muda a toda hora e, muitas vezes, é preciso simplesmente jogar fora, literalmente, boa parte do que se aprendeu.

O terceiro ponto é que muitas pessoas obtêm conhecimento de outras formas. Às vezes pela experiência prática, outras vezes por meio de autodidatismo, outras ainda por terem o privilégio do convívio com um grande mestre daquele conhecimento específico.

Estes pontos colocam ainda mais em xeque a importância da formação tradicional, mostrando que, muitas vezes, quem tem o diploma de conclusão de curso pode não ter o conhecimento esperado e, outras vezes, que tal conhecimento pode estar na posse de outros que sequer cursaram uma universidade.

A história nos dá vários exemplos de pessoas que não concluíram seus cursos e que nem por isso deixaram de ser grandes profissionais, impactando não só a si mesmos e suas famílias, mas toda a humanidade. Dois grandes exemplos são os famosos Bill Gates e Steve Jobs, que sequer terminaram seus estudos. Isso demonstra como há muito mais do que o mero conhecimento técnico envolvido na construção de um grande talento ou mesmo de uma carreira.

Dentre estes vários pontos mencionados, talvez alguns sejam até mais importantes do que um diploma universitário. Conheço pessoas que são muito boas no que fazem e, mesmo não tendo um diploma, muitas vezes são melhores do que vários profissionais que ostentam uma formação acadêmica até mesmo de escolas de renome, que infelizmente por se ancorarem única e exclusivamente neste mérito, deixam de se desenvolver outras competências e quando expostos ao dia a dia empresarial, demonstram toda a sua fragilidade e desabam frente às pressões e às necessidades cotidianas, acreditando que, pelo simples fato de terem se formado numa boa instituição de ensino, são superiores a outras.

Como já dito, a formação acadêmica é apenas um item dentre vários outros.

É uma pena que a maioria dos departamentos de RH das empresas ainda não tenha percebido isso e continua endeusando certos profissionais simplesmente porque estes se formaram em universidades ditas como “de primeira linha”, preterindo outros excelentes candidatos por não terem um diploma destas universidades.

Mas não posso deixar de concordar com os profissionais de Recursos Humanos que deveria ser bem mais fácil encontrar grandes talentos dentro do universo de pessoas que já passaram pelo crivo de um vestibular e conseguiram concluir seus cursos em instituições consideradas exigentes. No entanto, o dia a dia demonstra que nem sempre isso é uma realidade. Não é incomum também encontramos grandes talentos fora destas famosas instituições, ao mesmo tempo em que muitas vezes vemos pessoas que foram formadas por estas, mas que não conseguem progredir, vivendo muitas vezes toda uma vida à sombra do fato de um dia terem tido o privilégio de se formar nestas famosas instituições.

Cabe então aos profissionais de Recursos Humanos a desafiante tarefa de filtrar os bons profissionais, os mais completos, independentemente das instituições em que estes foram formados, levando em consideração vários outros pontos também importantes para a formação de um talento.

Desta forma, quatro pontos que considero muito importantes. Em primeiro lugar, formação acadêmica, definitivamente, não é garantia de emprego. Em segundo lugar, o conhecimento pode, sim, ser adquirido de outras formas, que não a tradicional. Em terceiro, no mundo moderno, a absorção de conhecimento deve ser constante e não deve se restringir ao período da formação. E em quarto, formação acadêmica ou mesmo o conhecimento em si não são suficientes para formar um profissional, mas são apenas uma das partes, dentre muitas outras, importantes e necessárias à formação de um bom profissional, de um talento.

Concluo enfatizando que os candidatos a um emprego não menosprezem a formação acadêmica. Pelo contrário, devem aproveitar este período para realmente adquirir conhecimento. Mas mais importante do que a formação é o conhecimento adquirido e o contínuo aprendizado posterior, incluindo a reciclagem daqueles conhecimentos que já não são mais válidos. Mas além disso, não menospreze nunca todos os outros pontos aqui mencionados, ao contrário, reconheça-os todos e procure sempre se desenvolver igualmente, aprimorando-se continuamente em todos os sentidos.

Portanto, formação acadêmica apenas não é garantia de emprego! Um bom profissional, com boa empregabilidade, alia uma boa formação acadêmica a vários os outros pontos que aqui foram descritos.

A web morreu mesmo?

Segundo a Wired, revista americana das mais influentes em tecnologia no mundo, a resposta é sim.

Ela mostra na capa deste mês um título que impressiona:

A web está morta (The Web is dead)

Vou então fazer este post em 3 partes: na primeira parte, vou fazer um overview da matéria; na segunda, vou dar minha opinião sobre o assunto e na terceira, vou fazer um comentário final.

Vamos então para o overview da matéria…

Para entendermos melhor isso tudo, é preciso antes contextualizar um pouco essa história.

A Internet é muito mais do que web, e isso não está querendo dizer que a Internet está morta, mas sim, que a web, uma parte da Internet, é que está morta. Eu prefiro dizer está morrendo, ou mesmo, está perdendo o valor que já teve um dia.

E só para não haver mal entendidos, Internet é a conexão existente entre computadores e suportada pelo protocolo TCP/IP.

Fazendo uma ilustração, esta conexão física e este protocolo formam algo como uma rodovia asfaltada, por onde passam vários tipos de veículos: caminhões, ônibus, carros, motos, etc. Cada veículo que trafega na rodovia pode ser comparado a um serviço: email, voip, web, etc.

A Web são as páginas que você acessa com o seu navegador (browser). Existem muitos outros tipos de tráfego que também precisam da Internet (da rodovia) mas que não acontecem através do navegador, como por exemplo serviços como Messenger, Skype, e-mails quando lidos pelo Outlook e aplicativos que você utiliza no iPhone ou iPad.

O que essa matéria está querendo dizer é que a web, a parte da Internet que você acessa através do seu navegador ou browser, está morrendo. E aqui há ainda outro ponto que precisa ser considerado: o navegador está sendo utilizado cada vez mais apenas para chegar a sites que oferecem serviços específicos e fechados.

Na hora em que acessamos estes sites, muito embora estejamos dentro do navegador, não estamos mais necessariamente na World Wide Web, mas dentro daquele site específico, e muitas vezes despendemos horas dentro dele, como por exemplo o Twitter, Facebook, Orkut ou mesmo a Curriculum.

A Curriculum é um excelente exemplo disso. Na Curriculum uma empresa se loga de manhã em busca de currículos e muitas vezes fica o dia todo. Ela não está na web, mas na Curriculum, um serviço específico que faz uso do navegador como um software client side.

O gráfico abaixo demonstra claramente o declínio da Internet. Na horizontal você tem uma linha de tempo e, na vertical, a parcela que cada serviço anda consumindo do total do tráfego da Internet nos EUA.

Veja o claro declínio da web, chegando próximo de 23% de utilização:

Numa rápida análise do gráfico acima, note que em 1990 a web não significava nada (vermelho), pois ela nem sequer existia. Aí ela nasce e tem seu pico no ano de 2000. Desde então, entra em declínio. Outros serviços como o FTP (laranja) e newsgroup (rosa claro) já praticamente morreram ou significam muito pouco do todo. Já o vídeo (rosa escuro) nasce por volta de 1995, cresce um pouco mais a partir de 2000, mas pega força mesmo por volta de 2006.

Mas é muito importante lembrar que neste espaço dedicado à web no gráfico acima ainda se incluem todos os serviços fechados, já mencionados antes, tais como Twitter, Facebook, Orkut ou mesmo a Curriculum. Segundo a matéria, o tráfego que estes sites vêm gerando cresce a cada ano, e acho que ninguém discorda disso. Afinal, quem hoje não tem Orkut, Facebook ou não despende muitas horas em sites deste tipo?

Segundo a Compete, uma empresa de análise da web, em 2001 estes sites fechados significavam 31%, em 2006 representavam 40% e agora em 2010 eles formam 75%. Ou seja, 75% destes 23%, algo como 18%, não é web propriamente dita. Em outras palavras, a web parece ter apenas algo como 5% do tráfego da Internet de hoje.

O maior impacto disso é que este é um mundo onde o Google não tem atuação alguma e que ele não pode rastrear e indexar. E é um mundo que oferece vários serviços e que vem agregando cada vez mais pessoas que muitas vezes gastam muitas horas do dia em detrimento do resto da web, e pelo que parece, é aparentemente para onde todos estamos indo.

O Facebook, por exemplo, é um destes sites fechados onde o Google não consegue atuar e que já o ultrapassou em volume de tráfego, páginas visitadas, tempo despendido, etc.  E conta agora, na data em que escrevo este post, com nada menos que meio bilhão de usuários! É muita gente! E como se não bastasse, temos um número cada vez mais crescente de pessoas que acessam a Internet através de dispositivos móveis, como o celular, por exemplo, e neles há cada vez mais aplicativos que oferecem serviços que não fazem parte da web, portanto não são acessíveis ao Google.

O problema também é que, de um lado, enquanto as empresas estão aprendendo cada vez mais a aparecer no Google sem precisar investir em SEO e os usuários paralelamente fogem cada vez mais dos links patrocinados SEM, de outro, muita gente está aprendendo a ganhar dinheiro com aplicativos para iPhone e iPad. Está surgindo uma infinidade deles. E a Apple, que é dona do hardware, do software, dos aplicativos, vende música e mais várias outras coisas, está batendo cada vez mais forte no Google. E o Facebook, hoje o maior site e a maior comunidade da Internet, também vem oferecendo vários aplicativos dentro do seu site e segurando cada vez mais o usuário também dentro do seu site. Quem não brincou de FarmVille ou Mafia Wars? Tudo isso afeta demais o uso e o futuro da Internet. Uma das maiores encrencas de toda essa brincadeira é o impacto que tudo isso causa lá em Wall Street, pois quando dizemos que a web está morrendo, damos a entender também que o Google está perdendo sua força e, consequentemente, seu valor. Isso traz várias consequências, pois impacta todo o mercado de ações e o apetite de se investir em Internet. Uma matéria de capa como esta, da Wired, sem dúvida deve ter feito muitos investidores tremerem de medo, e há de se tomar muito cuidado, pois estes rumores e burburinhos afetam todo o mercado. Todos viram a queda, ou melhor, o despencar que a Internet teve em 2000. Por isso, há de se ter muita cautela ao se dizer coisas como estas.

E agora vou dar a minha opinião sobre ela …

Diante de todo este quadro aterrorizante que a Wired abordou é importante que duas coisas sejam ditas:

A primeira é que, a meu ver, a web sempre continuará existindo. Dizer que ela está morta é um exagero que pode até ajudar a vender revistas, mas que não retrata a verdade. Ao analisar aquele gráfico lá em cima e ver que ela saiu de uma presença de 50% de tráfego em 2000 para menos de 25% hoje, muito embora seja verdade, pode oferecer uma forma bastante distorcida de leitura, pois hoje a Internet é muito maior do que em 2000. Os 25% de hoje, com certeza, são muito mais do que os 50% de 2000.

Para mim, o gráfico deveria ser mais ou menos assim:

E este gráfico nem mostra o crescimento real da Internet que foi muito, mas muito maior do que este. Mas se eu fosse querer demonstrar o real crescimento, ele ficaria ilegível demais e eu precisaria produzir outra imagem. Então, utilizei a mesma imagem de cima e fiz algo livre de parâmetros reais, mas só para demonstrar o que deveria significava ser 50% da Internet em 2000 versus ser 23% da Internet em 2010. Sem dúvida significa muito mais ser 23% em 2010 do que 50% em 2000.

Ou seja, uma coisa é analisar a porcentagem do tráfego, outra é analisar os números absolutos.

O outro ponto é que percebemos claramente que quase 50% do tráfego de hoje é consumido com vídeos. No entanto um vídeo consome muita banda, e a quantidade de bytes de um vídeo muitas vezes é similar a centenas de páginas web. Ou seja, há ainda muita página web na Internet e este número cresce a cada dia. Vale lembrar também que o grande líder deste tráfego de vídeo é o YouTube, que é do Google. Ou seja, o Google também ainda está muito vivo e atuante.

É fato também de o Facebook, Twiter, Orkut, LinkedIn, Curriculum e vários outros sites similares estarem crescendo e roubando a cena, e nos levando cada vez mais para dentro deles. Mas acho que a web como conhecemos ainda continuará a existir e a crescer, e muito embora percentualmente possa até significar cada vez menos do tráfego total da Internet, em termos de números absolutos continuará crescendo sempre.

Agora meu comentário final…

Este mundo da tecnologia é mesmo muito louco. Eu me lembro, bem lá atrás, quando a IBM era o grande player de tecnologia, uma gigante que fabricava computadores e mainframes. Quando ninguém imaginava que ela poderia sofrer qualquer abalo, veio a Apple com seus pequenos computadores pessoais e roubou a cena. Mas logo em seguida vi a Microsoft com seus sistemas operacionais DOS e depois o Windows e o pacote Office roubar a cena e se tornar gigante, a maior empresa de tecnologia do mundo, fazendo do seu dono o homem mais rico do mundo por vários anos consecutivos. Mas a Microsoft desdenhou da Internet em 1996 e, no livro “A estrada do futuro”, Bill Gates sequer mencionou a palavra Internet. Que visão de futuro boa ele tem, não é mesmo? E aí então veio a Netscape e quase roubou a cena, mas o poder financeiro da Microsoft, bem como seu parque instalado de sistema operacional permitiram que ela corrigisse a tempo o curso das coisas, e o Internet Explorer se tornou o navegador nosso de cada dia. Surgiu o Yahoo, mas aí veio o Google e atropelou não só a Microsoft como o Yahoo, roubando totalmente a cena. Até pouco tempo era o Google que tinha a aura de empresa moderna e do futuro. Mas todos vimos nestes últimos anos a Apple de Steve Jobs renascer das cinzas com seus iPod, iPhone, iPad, iTunes, MacBooks e outros hardwares, softwares e serviços que literalmente vêm roubando a cena do Google. Por fim, estamos vendo agora o Facebook de Zuckeberg também ameaçando fortemente o poderoso Google.

Você percebeu que nenhum deles, muito embora estivesse na liderança, tivesse muito dinheiro, departamento de pesquisas e provavelmente as cabeças mais brilhantes do mercado, conseguiu prever o próximo movimento? Muito louco isso, não é mesmo? E isso acontece porque as mudanças deste nosso mundo moderno são muito imprevisíveis. O mundo hoje é muito, muito dinâmico.

Como disse no início deste artigo, para mim ela está deixando de ser a estrela que já foi um dia, mas sempre existirá.

No entanto, uma coisa não podemos negar ou deixar de reconhecer: a Internet é “A” revolução. Tudo o que foi dito nesta matéria gira em torno dela, e enquanto uma parte dela morre, outra nasce. Sem sombra de dúvidas, a Internet veio para ficar e mudar definitivamente as nossas vidas.

Em que acreditar

Finalmente vez vou escrever sobre um dos temas que mais gosto de falar e muito provavelmente sobre o qual eu mais tenha estudado durante toda a minha vida, mas que ao mesmo tempo entendo que seja o mais complexo e talvez o mais delicado  que exista para se falar a respeito.

Demorei para começar a abordar este assunto, pois é muito dificil abordá-lo sem contextualizar pelo menos um pouco e, para isso, não dá para entrar no assunto sem escrever, ao menos, um bom bocado, portanto, este não é um post para ser lido rápidamente. Então, se você tem pressa em concluir, talvez agora não seja uma boa hora para continuar a leitura deste artigo. No entanto, se tiver um pouquinho de tempo e quiser saber um pouco mais sobre a vida (ou talvez confundir-se mais…rsrs), acredito que irá gosta da leitura a seguir.

Devo avisar também de antemão que o material exposto a seguir não é leve e tampouco tem o objetivo de necessariamente esclarecer. Ele pode até fazer isso, mas é em si um texto forte que poderá abalar sua estrutura de crenças. Portanto, se não estiver a fim de colocar em cheque o que crê, aconselho também a não continuar a leitura.

Voltando ao que eu disse no primeiro parágrafo, veja que engraçado, muito embora este seja sem dúvida o tema sobre o qual eu mais tenha estudado, ele continua sendo muito difícil de abordar e que traz ainda muitas dúvidas e pontos não esclarecidos e tive uma certa dificuldade até mesmo em nomeá-lo. Será que falo sobre filosofia, história ou religião? Qual seria o melhor nome para este artigo? Diante desta minha dificuldade, quero dizer que o título “Em que acreditar” foi sugerido por um amigo que leu o artigo e a quem eu agradeço neste momento.

Bem, quem me conhece sabe do meu profundo respeito e do meu mais puro desejo de encontrar algumas respostas sobre a vida. Quem é o criador do universo (se é que existe um)? De onde viemos? Para onde vamos? O que acontece na morte? Será que morremos mesmo ou será que existe vida após a morte? Se existe, como é? Nossa conduta e atitude importam? Será que a vida são estes meros setenta ou oitenta anos? E se alguém nos fez, por que nos fez? Qual era seu propósito ou seus objetivos? Como se alinhar aos seus propósitos ou objetivos? Será que devemos mesmo viver alinhados a eles? Mas se tais objetivos não estão claros, será que não devemos apenas aproveitar a vida e viver na base do “comamos e bebamos, pois amanhã morreremos”?  (Aliás, já até escrevi sobre isso num outro artigo: http://www.marcelo.com.br/dont-worry-be-happy) Assim como estas, existem muitas outras perguntas. Diante destas, no que acreditar? Será que a Bíblia é realmente um livro em que podemos confiar? Foi ele escrito por Deus ou por homens? O que pensar do Cristianismo e de todas as suas variações e derivações? O que pensar sobre o Judaísmo e sobre a Cabala? O que pensar sobre as inúmeras outras religiões como Budismo, Hinduísmo e Islamismo? E as religiões mais ligadas ao espiritismo ou mesmo aos diferentes contatos com os espíritos, têm fundamento? O que pensar então da Umbanda e do Candomblé, por exemplo? O que dizer também sobre a Astrologia, a Numerologia, a alquimia, o Tarô, Búzios, radiestesia, cromoterapia e todo este lado mais esotérico? E o que pensar da Magia e do Ocultismo? Ou será que devemos nos fiar apenas na ciência e, de repente, defender até mesmo o ateísmo? Ou será que podemos acreditar, de certa forma, em tudo isso?

Este assunto é bem complexo, denso e delicado. Do meu ponto de vista, para começar, você vai precisar de muita pureza, imparcialidade e honestidade, de um bom coração e de uma boa dose de bom senso. E vai precisar também ser muito firme e pragmático, além de questionar muito e de muito raciocínio lógico. Vai precisar ser sensível também, pois muitas coisas lhe serão apresentadas de modo muito sutil e, às vezes, até mesmo de modo subjetivo. Vai precisar também ser muito, muito humilde, pois muitas vezes você precisará reconhecer que pegou o caminho errado e deverá ter a humildade de abandonar algumas crenças antigas, voltar atrás e reconhecer que alguns conceitos estavam errados, muito embora um dia eles já tenham sido verdades absolutas para você. Nesta hora, você deverá ser capaz de se despir destas verdades e destes conceitos antes existentes e pré-formatados, e ficar novamente aberto para ouvir novos pontos de vista. Nessa hora, vai aprender também a nunca mais se cristalizar em “verdades” e deixará de ser rígido e aprenderá que ser flexível é fundamental neste processo de crescimento. Precisará dedicar tempo e energia. Precisará também de uma boa dose de conhecimentos em História, Geografia, Física, Quântica, Química, Astronomia, Psicologia, Matemática, e Filosofia, dentre outros que ajudarão na compreensão de muitos destes assuntos. Conhecer a Bíblia também poderá ser de grande ajuda, mas inversamente também tal conhecimento poderá ser uma âncora, impedindo que você prossiga em alguns caminhos fundamentais para a busca destas respostas. Vai precisar também ter coragem, expor-se e enfrentar (de uma forma correta, respeitosa e cautelosa) algumas situações inicialmente impensadas, pois só depois de realmente tomar contato com alguns ensinamentos ou só após ter tido algumas experiências pessoalmente será capaz de julgá-las, para poder depois tirar suas conclusões, emitir suas opiniões e guardar o que para você foi importante e significativo. Uma vez com tudo isso em mente, você deverá tentar a conectar todas estas coisas para, quem sabe, começar a “raspar” no início de uma compreensão de toda essa história. Talvez até exista outra forma, mas esta é a receita que eu particularmente tenho utilizado.

Eu também me refreei até agora para abordar este assunto, por causa da sua complexidade e profundidade, mas acredito que está na hora de começar a falar um pouco mais a este respeito.

E vou começar com este artigo abordando quatro facetas bem diferentes sobre estes assuntos. Muito embora todas estejam bem conectadas, ao mesmo tempo se contrapõem e se contradizem. Bem-vindo a este assunto, e se quiser continuar nesta jornada, aprenda que tudo será sempre assim, desta maneira.

Bem, em primeiro lugar quero falar de um filme chamado Zeitgeist. Você já teve a oportunidade de ver?

Se não, assista a este trecho que disponibilizo aqui embaixo antes de continuar lendo este artigo. Atenção, é muito importante que você realmente veja o filme antes de continuar a leitura.

E aí, assistiu?

Complicado né?
:-\

E agora?

Muito difícil não reconhecer a força desta mensagem, não é mesmo?

Então, será que realmente tudo o que carregamos hoje como fé não passa de simples tradição histórica, iniciada pelos nossos primeiros ancestrais e, depois, passada geração após geração, compilada no meio do caminho por algum ou alguns sábios e apresentada para nós, ocidentais, na forma de uma Bíblia?

Mas se ela nasceu desta forma e esta é realmente a origem da Bíblia, como explicar a sua profundidade que só quem já a leu é capaz de compreender? Como explicar o cumprimento de tantas profecias que se cumpriram exatamente conforme dito anteriormente, em muitos casos com centenas de anos de antecedência? Como explicar as medidas científicas e proporcionais da Arca de Noé, que hoje é seguida pela indústria naval?  Como explicar a forma lógica com que Moisés fala do momento da criação e do aparecimento das coisas na Terra e da natureza, sendo que, pelo que sabemos, ele nunca estudou tais coisas? Como explicar a sabedoria dada aos israelitas através das leis que lhes foram fornecidas, envolta em muitos conceitos que só foram descobertos no século 20? Sem contar que quem estuda a Bíblia sabe que a história se curva o tempo todo à veracidade bíblica, e isso é cada vez mais um fato inegável. Como explicar também os mais de quarenta escritores, que na sua grande maioria nem sequer se conheceram e que, em alguns casos, viveram distantes entre si e em épocas separadas por milhares de anos , em lugares distintos e de formação e cultura totalmente variadas, tais como reis e pescadores, puderam escrever vários livros que puderam ser unidos a ponto de se tornar um único livro, contando uma história lógica e extremamente coerente, do início ao fim? Como explicar a existência da Bíblia hoje, mesmo depois de tanta perseguição ao longo de toda a História, e o fato de em muitos casos ela continuar atual como se tivesse sido escrita hoje? Além do que, para quem a conhece, beira o impossível pensar que os conselhos contidos nela e a forma como estes estão estruturados e comunicados, foram escritos por um homem. Quem conhece sabe da superioridade de tudo o que está lá e da força que suas palavras tem sobre aquelas pessoas que se propõem a estudá-la e a conhecê-la melhor.

Ainda sobre a Bíblia, fui apresentado há pouco tempo à Roda da Bíblia. Algo que parece uma Cabala Cristã.

A Roda da Bíblia é algo que só foi percebido há relativamente pouco tempo, e que se baseia na sequência tradicional dos livros da Bíblia. Assim como o cristianismo demonstra que o conteúdo da Bíblia vem de Deus, a tese da Roda da Bíblia demonstra que a estrutura da Bíblia vem de Deus, e que um está em harmonia com o outro.
A Roda da Bíblia prova que também a ordem dos livros da Bíblia está estruturada alfabeticamente. Dito de modo simples, os 66 livros da Bíblia estão correlacionados com o significado das 22 letras do alfabeto hebraico. Sendo que estas 22 letras se repetem 3 vezes e, desta forma, relacionam cada livro bíblico a uma letra do alfabeto hebraico, sendo que o significado de cada letra é explicado na própria Bíblia. O site que fala sobre isso é http://www.biblewheel.com e, se tiver um tempinho, não deixe de dar uma boa olhada no que ele diz. A evidência é realmente muito forte e ele não deixa realmente nenhuma dúvida que a Bíblia está organizada alfabeticamente pelo alfabeto hebraico. Os grandes temas bíblicos estão pautados pelo alfabeto hebraico e não é preciso ter conhecimentos especiais do hebraico, porque a correlação é bastante elementar. Isso, sem dúvida, é uma forte evidência adicional ao caráter sobrenatural da Bíblia e a mostra como um todo unificado, realmente um único livro produzido por uma mente ou uma força realmente brilhante.

No entanto, como pensar que um livro que se mostra tão forte e profundo, tão completo e tão complexo, feito então por uma mente tão brilhante, possa expor um Deus que ao mesmo tempo é o criador de tudo o que está à nossa volta e de todo o universo, tão poderoso e amoroso, mas ao mesmo tempo é ciumento? Sim, Êxodo 34: 14 fala isso, e isso também está dito em vários outros lugares da Bíblia. Você consegue imaginar alguém tão poderoso ser ciumento? O ciúme tem como base a falta de confiança em si próprio e a baixa autoestima. Consegue então imaginar que este Deus tão poderoso é ciumento? Pior, ciumento de deuses falsos! Normalmente você tem ciúme de algo que o coloca em risco, em perigo. Por exemplo, já viu alguma mulher bonita ter ciúmes de outra mulher gorda e feia? Difícil, né? No entanto, é normal que uma mulher bonita tenha ciúmes de outra mulher também bonita e atraente. Ou seja, normalmente temos ciúmes de algo que nos coloca em perigo, que nos ameaça. Seria normal então o criador ter ciúmes de um deus falso?

Além disso, este Deus da Bíblia é partidário e bairrista e não ama a humanidade como um todo. A Bíblia é clara neste ponto e não deixa dúvida. Apenas um único povo foi beneficiado, enquanto todo o resto da humanidade não foi. Quem esteve na frente deste povo e se opôs a ele sofreu cruelmente, sim, pois se você não fosse deste povo específico, você estava ferrado, sujeito à morte. Ele não ia ter nem dó nem piedade de você ou da sua família. Qualquer forma de reverência à natureza e que não fosse uma adoração exclusiva a ele estava errada e pronto, isso já era elemento suficiente para justificar toda e qualquer barbaridade, até mesmo a morte. Por exemplo, se você tivesse nascido em Canaã, lá no passado, muito provavelmente teria morrido pelo fio da espada dos israelitas quando estes tomaram esta “terra prometida”, simplesmente porque você nasceu e morava numa terra que, centenas de anos antes, havia sido prometida para uma pessoa específica. Será que havia sido mesmo ou foi conveniente contar esta história para inflamar o povo e justificar uma guerra, tornando-a santa? Percebe alguma similaridade com que inúmeras outras religiões fizeram e conseguiram, desta forma, justificar suas ações em busca de poder? Fala sério, isso é justiça? Será que este ato demonstra amor e justiça para com os “seus filhos” ou demonstra um enorme preconceito e injustiça? Se você estivesse do lado dos israelitas, talvez até ficasse feliz em ter um “Deus” lutando por você. Mas e se você estivesse do outro lado, ficaria feliz em saber que um povo desconhecido está vindo invadir e tomar seu país, tomar sua casa, pegar tudo o que é seu, matar você e sua família? Isso parece ato de um Deus amoroso?

Ou o que dizer de um Deus que sente prazer em sacrifícios de animais? Já tentou matar um animal, colocá-lo num altar, derramar seu sangue e oferecê-lo a uma entidade superior? Será que alguém que se coloca na posição de criador do universo realmente precisa disso? Já imaginou a carnificina que deveria ser em Israel, quando toda a nação tinha que sacrificar animais, milhares destes, para que houvesse o perdão de seus pecados? Já imaginou quanta morte, quanto sangue escorrendo não houve no templo? E pior, a Bíblia fala que o cheiro de toda esta carnificina, o cheiro que a carne queimada produzia, era repousante para este “criador”! Isso está escrito inúmeras vezes na Bíblia, desde Gênesis, quando Noé fez sacrifício, bem como vastamente também em Êxodo, Levíticos e Números. Fala sério! Alguém é capaz de acreditar que o criador do universo precisa de sacrifício, de morte e de oferta queimada? Bem, se você estiver ligado à Umbanda, Candomblé ou mesmo à Magia ou à Feitiçaria, talvez seja capaz de compreender os objetivos e propósito destas práticas e eu realmente não vou entrar nestes detalhes aqui.

Além do mais, como explicar a morte sem chance de nenhuma espécie de perdão (ressurreição) de todos os que morreram no Dilúvio? Já imaginou se um candidato saísse em campanha e dissesse “Vote em mim, pois eu vou acabar com a criminalidade e vou promover uma cidade boa para se morar. Meu plano de governo é matar 99,99% da população e deixar apenas alguns poucos que eu julgo serem corretos!” Fala sério! O que este governador demonstra? Amor e justiça ou ignorância e incompetência? E, pior, já não contente em ter feito isso uma vez, e não tendo dado certo, vai repetir isso tudo de novo, e promete novamente liquidar 99,99% da população da Terra, salvando novamente apenas alguns poucos. Complicado, não?

Sem contar que este Deus é a favor do apedrejamento do filho desobediente, bem como dos adúlteros. Hoje a humanidade sente até vergonha de saber que em alguns países isso ainda é praticado. Isso não significa que sou favor da desobediência ou do adultério, mas acho que tudo tem limite, e pensar que tirar a vida de quem desobedece, ainda mais por apedrejamento, é realmente complicado.

Enfim, este Deus que escreveu a Bíblia é ciumento, gosta do sacrifício de animais, vai corrigir o mal matando praticamente todo mundo e mata o filho desobediente a pedradas! Fala sério!

O problema é que tudo isso vem junto no mesmo pacote: a Bíblia. Então, o que fazer? Bem deixemos que a própria nos dê a resposta.

Em Tiago 3:11 diz: “Será que uma fonte faz brotar pela mesma abertura o que é doce e o que é amargo? Meus irmãos, será que a figueira pode produzir azeitonas ou a videira figos? Tampouco pode água salgada produzir água doce.” Um pouco mais a frente, no próprio livro de Tiago, no versículo 16, ele diz: “Porque, onde há ciúme e briga, ali há desordem e toda coisa ruim.” Será que na Bíblia há ciúmes e briga? Conhece algum “Deus” que é ciumento e lutou pelo seu povo? Por fim, lemos em Provérbios 20:10 que aquele que utiliza dois pesos e duas medidas é algo detestável. Não usou este “Deus” dois pesos e duas medidas ao proteger um povo em detrimento de outro?

Tudo isso é realmente muito confuso, para deixar louco qualquer um que estude a Bíblia e tenha realmente uma consciência sensível, tenha coerência dentro do coração e busque a verdade.

Por fim, meus questionamentos e estudos acabaram me levando a conhecer outros caminhos, que antes talvez eu jamais contataria. No entanto tenho aprendido a enorme força que o Egito teve sobre a construção de toda cultura israelita-judaica e, consequentemente, cristã.

Entendo hoje que do antigo Egito vieram praticamente todos os conhecimentos e fundamentos que Moisés utilizou para construir a casa de Israel e que depois deram força para manter a cultura judaica e que posteriormente serviram como base para que Jesus e o cristianismo pudessem existir.

Além de já reconhecer os relacionamentos dos antigos patriarcas com o Islamisto, o Judaísmo e o Cristianismo, começo a encontrar também um relacionamento entre todos estes e o antigo Egito e a partir deste, começo a compreender melhor o relacionamento entre vários outros movimentos e crenças, tais como o Budismo e o Hinduísmo, a Umbanda, o Candomblé e o Espiritismo, a Astrologia, a Numerologia, o Tarô, a Radiestesia e a Alquimia, a Cabala, o Vaticano e o Catolicismo, a Maçonaria, a Rosa Cruz, a Magia, a Feitiçaria e o Ocultismo dentre inúmeros outros e posso dizer que uma certa paz começa a reinar dentro de mim.

Mas não estou aqui defendendo nenhuma crença em detrimento de outra. Estou, apenas dando início a este assunto, expondo alguns pensamentos para começar uma conversa com aqueles que porventura, desejarem falar mais a este respeito.

Spartacus Blood and Sand

Cinquenta anos depois que Stanley Kubrick lançou o famoso Spartacus (1960), surge Spartacus Blood and Sand, desta vez na forma de um seriado. Se você gosta de seriados, esta é uma super dica. Eu acabei de ver a primeira temporada inteira e posso dizer: é muito bom!

Se você gostou de Roma, esta série é na mesma linha, só que com uma montagem e efeitos especiais na linha do filme 300. Tanto Roma como 300 e agora Spartacus retratam uma época e mostram com bastante realidade o que deve ter sido a Roma antiga.

Spartacus era um prisioneiro da Trácia que acabou se tornando um gladiador e liderou uma rebelião contra as autoridades romanas por volta de 72 a.C.

Mas ai vai um aviso: não vão faltar palavrões, cenas de luta, violência e sangue, muito sangue. E você vai ver também muito músculo, belas curvas femininas e muitas cenas de sexo. Do meu ponto de vista, nada diferente do que deveria ser a Roma antiga. Se tais pontos incomodam você, um conselho: não veja, pois os produtores não tiveram nenhum pudor, não usaram meias palavras e não pouparam nada para mostrar a realidade daquela época. Tudo é exibido sem medo de chocar.

Você vai ver a vida que levavam os gladiadores e como eles eram preparados, a forma liberal com que os romanos tratavam o sexo e como a vida humana não tinha valor. Mas o que mais choca é ver o jogo de poder com tantas mentiras e traição o tempo todo. É impressionante ver como o ser humano pode ser tão baixo, tão sem valor, tão sujo. É triste e para mim choca muito mais do que todo o sangue, a violência e a liberdade sexual que eles tinham. É realmente lamentável ver como o homem se corrompe facilmente na busca de proeminência, dinheiro e, principalmente, de poder.

Filosofando um pouco, há uma frase que diz assim: quer conhecer um homem, dê poder a ele. O poder revela quem de fato somos no íntimo, pois quando se tem poder e não há nada a temer, quando não há mais punição pelos atos, então o verdadeiro eu é revelado. Nessa hora, não é difícil se chocar com os baixos limites que um ser humano pode chegar. Spartacus Blood and Sand mostra muito isso.

O texto é rico, os efeitos sensacionais e a trama muito bem estruturada, prendendo você cada vez mais. Você termina a primeira temporada frustrado, querendo saber como tudo vai continuar.

Estreou sábado retrasado, dia 7 de agosto, na Globosat HD (501 na Net). Eu baixei a primeira temporada inteira pela Internet. Se estiver a fim, é só “dar um Google” e vai ver vários endereços onde você poderá fazer isso. Se você preferir assistir pela TV, é aos sábados, às 23 horas, na Globosat (Canal 501 da Net) e verá em High Definition. Ah! Se for ver pela TV, aconselho assistir os dois primeiros episódios que já passaram, para compreender direitinho toda a história.

E pra terminar, a má notícia é que parece que a segunda temporada vai começar só em 1º de janeiro de 2011

:-\

Xau

Relacionamentos e as diferenças entre homens e mulheres

Depois de alguns relacionamentos eu já estou há um bom tempo pensando em escrever  algo sobre as diferenças entre homens e mulheres e sobre relacionamentos.

Talvez eu ainda faça isso, mas por hora, algo me contentou bastante.

Acabei tomando conhecimento de um pastor americano chamado Mark Gungor.

Ele ministra seminários sobre o casamento e é hoje um dos mais requisitados palestratantes sobre matrimônio dos Estados Unidos.

De uma forma muito sincera mas também muito bem humorada ele trata dos problemas delicados entre homens e mulheres.

Com ilustrações geralmente muito engraçadas, ele explica para os casais como se conhecer melhor, conhecer melhor seu parceiro e como lidar com os problemas do casamento.

Se quiser conhecer um pouco mais sobre ele, ai vai o site dele:

http://www.laughyourway.com

A ai embaixo, dois vídeos que mostram um pouco do trabalho de Mark Gungor:

Interesse Sexual Masculino

Cérebro Masculino e Cérebro Feminino


E se quiser ficar ligado nas novidades dele, ai vai o canal dele do YouTube:

http://www.youtube.com/LaughYourWay

É isso ai, tá dada a dica

;-)