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O uso de rede sociais e do Facebook nas empresas

Muito já se falou sobre este assunto, no entanto, ao que tudo indica, o problema continua. Eu fiz questão de colocar as Redes Sociais e citar o Facebook no título desta matéria, porque mesmo fazendo parte do grupo de mídias sociais, ele vem conquistando uma expressão tão grande que é importante tratarmos dele à parte.

Mas antes de falarmos sobre a utilização das redes sociais nas empresas, vamos entender melhor quais são essas redes, a evolução delas, suas forças e como estão posicionadas hoje.

É importante perceber que, há pouco tempo, as redes mais famosas e mais acessadas eram a dupla Orkut e Messenger. Hoje em dia eles estão dando lugar ao Facebook e ao Twitter. E agora mais recentemente, para complicar ainda mais o cenário, vimos o lançamento do Google Plus, ou Google +.

Eu costumo dizer que o Twitter é como um rádio, que mostra em tempo real o que os seus comentaristas (aqueles que você escolheu seguir) estão dizendo. Quando você escolhe quem seguir, está selecionando a programação que irá passar no seu Twitter e, como em um rádio, as “notícias” ou comentários vão passando, só que em vez de ouvir, você lê.

Voltando a falar da dupla antiga, o Messenger ainda continua forte em muitos lugares, mas a cada ano vem perdendo espaço. Já o Orkut também tem perdido muita força. E já até vimos o Facebook ultrapassar oficialmente o Orkut aqui no Brasil, transformando-se na principal plataforma de mídia social dos brasileiros.

Então, se já tínhamos um problema antes com o Orkut e o Messenger, este problema aumentou ainda mais agora com o Twitter e o Facebook, sendo que este último, diferentemente do Orkut, oferece uma plataforma bastante rica para relacionamento, pois conseguiu reunir toda a rede de amigos que estava no Orkut, as mensagens instantâneas que estavam no Messenger e a sensação de notícia quentinha, como que num rádio, que o Twitter passa.

É por isso que o Facebook está roubando tanto a atenção de todos e ganhando tanto espaço. Ele não só publica em tempo real o que sua rede de amigos está falando ou fazendo, mas permite ainda que outros amigos curtam, comentem e participem ativamente. Esse alto dinamismo cria um ambiente muito atraente, que se transforma numa teia que vai nos enroscando e prendendo muito mais do que gostaríamos.

No entanto, se você está na sua casa e optou por gastar seu tempo nisso, tudo bem. O problema é quando isso começa a roubar suas horas de trabalho e, pior ainda, é quando isso começa a roubar as horas de trabalho dos seus funcionários.

Se você é gestor em uma empresa onde seus colaboradores trabalham fundamentalmente com computador e Internet e percebe que eles estão perdendo horas de trabalho nas mídias sociais, você tem um problema e precisa se posicionar perante ele.

Como então controlar seus funcionários quanto às redes sociais e principalmente ao Facebook? O que fazer?

Vejamos algumas possíveis soluções:

A mais simples e já adotada por muitas companhias é fechar totalmente o acesso ao Facebook e aos outros sites de relacionamento. Isso é relativamente simples para a maior parte das empresas de médio e grande porte. Basta configurar o bloqueio do acesso aos endereços dessas redes em seus roteadores ou servidores e pronto. Vale lembrar que quem opta por isso deve fechar também sites redirecionadores, que permitem o acesso das redes sociais através deles. A vantagem dessa atitude é que você realmente fará com que seus funcionários não percam tempo valioso com assuntos não relacionados ao trabalho. A desvantagem é que você poderá prejudicar um pouco o clima organizacional com a falta de conversas sobre novidades e sobre o que anda acontecendo por aí, nesta época em que todo mundo fica sabendo e comentando de tudo, na hora dos acontecimentos, o que poderá deixar alguns de seus colaboradores insatisfeitos, podendo também prejudicar um pouco a atratividade da empresa.

Outra solução é deixar que eles acessem livremente esses sites e que se estabeleça na empresa uma cultura de responsabilidade e bom senso na navegação em redes sociais. No entanto é importante deixar claro que isso é muito difícil e o que acontecerá é que alguns até conseguirão administrar bem esta liberdade, mas outros não. Infelizmente bom senso não é “senso comum” e, por isso, corre-se o risco de muitos colaboradores não entenderem os limites desta liberdade e acabarem prejudicando seu desempenho na companhia. A vantagem é que a empresa provavelmente deixará os colaboradores felizes com esta decisão e, ainda, se for uma empresa onde a criatividade seja algo importante, este canal de comunicação aberto ajudará a criar um ambiente mais descontraído, sem tantas regras e limitações, o que poderá ajudar no poder criativo e produtivo de muitos deles. A questão nesse caso é saber os limites do uso e até onde as redes sociais podem ajudar ou atrapalhar no desempenho durante o dia de trabalho de cada cargo específico.

Outra maneira de abordar este problema é abrir o acesso em horários específicos como antes do início da jornada de trabalho, na hora do almoço e após o expediente. Esta também tem sido uma opção utilizada por várias empresas. A vantagem é que desta maneira a empresa consegue fazer com que os colaboradores fiquem focados no trabalho, mas também não se sintam totalmente “isolados do mundo digital”, pois podem acessar seus perfis nos horários permitidos pela empresa. Porém, como tudo tem seu lado bom e seu lado ruim, com este procedimento outras coisas podem acontecer, como por exemplo o excesso de horas extras que podem se acumular por causa do horário de saída tardio ou antecipado. Ou seja, o funcionário chega mais cedo ou sai mais tarde apenas para acessar suas redes sociais, e este período acaba sendo contabilizado como horário de trabalho. Nesse caso, é importante deixar claro a todos os colaboradores que eles serão pagos apenas pelas horas de trabalho e que, caso fiquem na empresa além do necessário para acessar esses sites, esse tempo não contará como horas de trabalho.

Por fim, outra opção é adicionar horários de pausa durante o expediente, compondo com a solução anterior, para aliviar o uso excessivo antes e depois do expediente, liberando o acesso apenas nesses momentos de descontração e relaxamento, algo em torno de 15 minutos por período. O horário da pausa é uma boa saída também para resolver outro problema, que é daqueles que fumam, pois ajuda a oferecer igualdade de período de relaxamento a todos os colaboradores, tanto aos que fumam quanto aos que não fumam, permitindo também o acesso aos sites de relacionamento nestes horários. Dessa forma, os colaboradores focam em suas tarefas e se programam para acessar suas redes sociais apenas nos períodos permitidos.

Esta é uma solução que tem dado certo em algumas empresas, mas é necessário que a gerência tenha muito controle sobre os acessos de cada um dos colaboradores para que eles não “burlem” os períodos permitidos. Uma saída é desenvolver um sistema automático para liberar o acesso apenas durante esses períodos. Nestes casos há de se tomar cuidado também com os navegadores que acessam o serviço nos horários permitidos, mas por permanecerem logados, continuam com estes acessos nos períodos não permitidos. O departamento de TI dessas empresas deverão estar atentos a esse detalhe.

Outra solução é criar uma política de acesso diferenciada por nível hierárquico ou por departamento. Para alguns departamentos, o acesso às redes sociais pode ser muito importante, enquanto para outros pode ser totalmente supérfluo e desnecessário. Imagina-se também que, quanto mais alto o nível hierárquico, maiores as responsabilidades deste colaborador e maior também pode ser sua liberdade de ação, bem como a possibilidade de acesso às notícias. Uma possibilidade é criar uma política que permita o acesso apenas para quem precisa ou para quem saberá usar com responsabilidade. Caso você decida utilizar esta forma, lembre que é muito importante ficar muito claro, para todos, os motivos que darão direito a uns e não darão direito a outros. Evite abrir para alguns colaboradores e fechar para outros do mesmo nível hierárquico ou do mesmo departamento, pois isso poderá gerar um sentimento de exclusão e desagregar o time.

Em resumo, essa nova realidade é um assunto que deve ser tratado com atenção, sabendo de antemão que não haverá um modelo perfeito que agrade totalmente tanto aos funcionários quanto à empresa. Em todos eles há prós e contras. O importante é que os gestores conheçam sua equipe, o estilo da sua empresa e o perfil dos funcionários, de modo a construir uma política alinhada com os dias de hoje e que seja adequada à empresa, equilibrando o clima organizacional, o rendimento dos colaboradores e os interesses da companhia.

Revenue Share, será que vale a pena?

A Curriculum, o AmigoSecreto e o MOL são constantemente abordados por clientes interessados em fazer ações de marketing baseadas em Revenue Share, que em outras palavras são ações em que o cliente ou parceiro não paga nada pelo trabalho e só paga posteriormente, de acordo com a conversão obtida.

Ou seja, o cliente adquire um serviço a custo zero (vitrines no AmigoSecreto, Banners nos sites ou mesmo disparos de e-mail marketing) sem pagar nada por isso enquanto nós realizamos todo o trabalho e ele só paga em cima dos valores vendidos.

Primeiramente devo dizer que nesta hora que estes se esquecem totalmente que para manter um site no ar há custo, se esquecem que para construir uma base de usuários há custo, que para trazer tráfego para o site há custo, dentre muitas outras coisas que custam e  não é pouco.

Além de que para preparar toda a campanha publicitária deste interessado, há ainda mais custos envolvidos, de colaboradores para arquitetar todo o projeto, de programadores, custo de servidores, de banda de Internet, de monitoramento de carga, de suporte, desgaste da base, impacto nos usuários, futura higienização da base, etc, etc, etc…

Ou seja, além de todos os custos anteriores já existentes, qualquer ação de e-mail marketing traz novos custos pertinentes ao trabalho a ser executado.

Bem, se aceitarmos o Revenue Share, depois de termos arcados com todos os custos, ficamos na torcida para que haja vendas ou conversões para que possamos receber o que nos é devido, pelo serviços prestados.

Mediante isso, entendo que seja importante que alguns pontos sejam bem analisados para que possamos compreender melhor tudo o que está envolvido numa ação de Revenue Share.

Não podemos esquecer que quando algum anúncio ou disparo de email marketing é feito, não somos nada mais, nada menos do que um veículo de mídia, assim como um jornal, uma revista, uma emissora de TV ou uma estação de rádio.

E para deixar ainda mais claro este ponto, proponho a analise abaixo de alguns tópicos pertinentes que precisam ser observados:

1) CONHECENDO MELHOR O MERCADO

Primeiramente é necessário saber se há mercado para ofertar tal produto ou o serviço, ou seja, é preciso compreender se há compradores suficientes, se eles estarão interessados no produto ou serviço oferecido e portanto, se é o momento certo para a venda deste produto ou serviço. Caso contrário, não haverá vendas e todo o trabalho por nós realizado não será devidamente recompensado. Enquanto que, em contra partida o cliente, ganhou exposição, tanto da marca como de seu produto e/ou serviço, sem ter pago nada por isso, nós não seremos remunerados pelo nosso trabalho.

2) ESTUDANDO O PRODUTO

Mas vamos imaginar que o mercado exista…
Mesmo assim é é importante pesquisar também se o produto ou o serviço que está sendo ofertado é bom frente aos da concorrência, se tem qualidade e se a marca tem credibilidade e aceitação. Caso contrário, não haverá vendas e da mesma forma, o cliente, terá ganho exposição, tanto da marca como de seu produto e/ou serviço, sem ter pago nada por isso, nós não seremos remunerados pelo nosso trabalho.

3) ESTUDANDO O PREÇO

Mas vamos imaginar que o mercado exista e que o produto seja bom…
Neste caso é importante pesquisar também se o preço está competitivo frente aos concorrentes. Pois se o preço estiver caro, não haverá vendas e da mesma forma, o cliente, terá ganho exposição, tanto da marca como de seu produto e/ou serviço, sem ter pago nada por isso, nós não seremos remunerados pelo nosso trabalho.

4) FORMAS DE PAGAMENTO

Vamos imaginar então que o mercado exista, que o produto seja bom e que o preço seja justo…
Neste caso há de se verificar se quem vende disponibiliza  formas de pagamento suficientes para permitir que muitos possam adquirir, por cartão (várias bandeiras), boleto, transferências, métodos on-line, dentre outros. Pois se não houver formas de pagamento, não haverá vendas e da mesma forma, o cliente, terá ganho exposição, tanto da marca como de seu produto e/ou serviço, sem ter pago nada por isso e nós não seremos remunerados pelo nosso trabalho.

5) ATENDENDO À DEMANDA

Vamos imaginar então que o mercado exista, que o produto seja bom, que o preço seja justo e que haja várias formas de pagamento…
Neste caso é importante certificar-se também que haja estoque suficiente e condições de logística de entrega para atender toda a demanda esperada. Pois se não houver estoque ou logística eficiente de entrega, não haverá vendas e da mesma forma, o cliente, terá ganho exposição, tanto da marca como de seu produto e/ou serviço, sem ter pago nada por isso e nós não seremos remunerados pelo nosso trabalho.

6) REAÇÃO DA CONCORRÊNCIA

Vamos imaginar então que o mercado exista, que o produto seja bom, que o preço seja justo, que haja várias formas de pagamento e que tenha estoque e capacidade de entrega…
Neste caso, é importante saber se a concorrência não irá se mexer e realizar alguma ação rápida ação de modo a inocular a ação feita, oferecendo por exemplo um preço menor, um prazo maior, um bônus extra ou algum outro benefício e, caso isso ocorra, não haverá vendas e da mesma forma, o cliente, terá ganho exposição, tanto da marca como de seu produto e/ou serviço, sem ter pago nada por isso e nós não seremos remunerados pelo nosso trabalho.

7) ACOMPANHANDO AS VENDAS

E por fim, vamos imaginar que o mercado exista, que o produto seja bom, que o preço seja justo, que haja várias formas de pagamento e que tenha estoque, capacidade de entrega e que a concorrência não reaja…
Neste caso, é importante saber se há formas adequadas de acompanhamento para que as vendas originárias da campanha não se percam ou não se misturem com outras, de modo a não prejudicar o nosso comissionamento pois, caso esta contabilidade não seja bem feita, o resultado será prejudicado e da mesma forma, o cliente, terá ganho exposição, tanto da marca como de seu produto e/ou serviço, sem ter pago nada por isso e nós não seremos remunerados pelo nosso trabalho.

Em outras palavras, numa ação de revenue share nós nos tornamos parte do negócio, nos tornamos quase que sócios do nosso cliente, tendo que conhecer muito bem todos os fatores acima descritos, entrando até mesmo na administração do seu negócio, pois a ação não deixa de ser um investimento em troca de um retorno financeiro, retorno este que só virá se o cliente for bom em todos os aspectos acima apresentados.

Qualquer falha DELE na cadeia de acontecimentos implicará em prejuizo NOSSO.

Ou seja, se o cliente falhar, nós é que pagaremos pela incompetência dele. O cliente fica apenas com os benefícios e com as vantagens, enquanto que nós ficamos com todos os riscos.

Sim, pois a venda é uma cadeia de eventos e de ações e ela é tão produtiva quanto seu elo mais fraco, ou seja, se apenas um dos elo não funcionar, o resultado estará comprometido.

É importante que se perceba também que nós, enquanto mídia, somos responsáveis e capazes de controlar só a divulgação, nada mais. Todo o restante ocorre do outro lado, do lado do nosso cliente, e caso haja qualquer problema do lado de lá, seremos penalizados injustamente numa ação de Revenue Share, pois mesmo cumprindo fielmente a nossa parte, não estaremos recebendo pelo nosso trabalho.

Sem contar também que quando o cliente paga pela ação, ele se empenhará muito mais em obter o capital investido de volta. Se ele não pagar nada, se ele não tiver risco algum, ele se empenhará muito menos e colocará seus esforços e energia em outras frentes.

E quando ouvimos de nosso prospect/cliente que não há riscos, que o retorno é garantido, pois há o mercado, o produto é bom, está com um bom preço, há várias e boas formas de pagamentos, há como atender a demanda, a concorrência não conseguirá reagir frente a ação, que há produtos suficiente para entrega e há formas de verificação exata e confiável de contabilizar as vendas, surge então a pergunta:

Por que então ele desejaria dar para nós toda esta vantagem, todo o lucro dessa ação, pagando mais do que pagaria caso apenas adquirisse uma ação de marketing através da nossa tabela normal de preços?

Afinal, quem tem na mão tanta coisa boa, deseja apenas comprar a mídia e desfrutar deste bom momento, ficando com todos os lucros do seu bom e estruturado negócio.

Assim sendo, entendemos que quem busca Revenue Share, no fundo, não confia plenamente no seu seu conjunto de produto/marketing/vendas e justamente por isso quer encontrar alguém que trabalhe a custo zero, alguém que fique com todo o risco, (que quase sempre tende a ser  prejuízo) deste conjunto que não está bem construído/estruturado.

Sem contar que entendemos também que este dinheiro, que ele economizou, provavelmente será gasto noutra mídia, que não aceitou sua proposta de Revenue Share e ai perguntamos: Será que a Globo aceitaria veícular um comercial em troca do resultado das vendas? Será que a VEJA aceitaria disponilizar uma página em sua revista e receber uma comissão sobre as vendas?

Assim como é facilmente compreendido que eles não farão isso, porque nós deveriamos fazer?

Por tudo isso, compreendemos que Revenue Share será sempre bom apenas para o nosso cliente e nunca para nós, que estaremos fazendo a divulgação, nós, e quando um negócio é bom apenas para uma das partes, ele não é um bom negócio.

Por tudo isso, não fazemos Revenue Share.

Será que a Apple vai aprender?


Bem, aqui vou eu fazer mais uma das minhas previsões…

Ah, mas ninguém pode dizer que eu não venho acertando, aliás, foram justamente estas previsões que me motivaram a escrever meus primeiros textos e iniciar meu blog, afinal, meus dois primeiros posts foram exatamente sobre isso.

Meu primeiro post foi em 27 de junho de 2007, quando se começava a falar sobre Ajax e Web 2.0. Escrevi um artigo explicando mais sobre estas tecnologias e as tendências que elas trariam. Previ que o Google lançaria um sistema operacional (http://www.marcelo.com.br/o-que-afinal-e-a-web-20).  Muitos me criticaram na época, mas eu acertei:
🙂
http://bit.ly/OS_Google

O segundo artigo foi em 6 de julho do mesmo ano, no auge da febre do Second Life, quando ele era capa de todas as revistas semanais e estava sendo apoiado fortemente por empresas como Del, Sun e IBM, dentre outras que investiram nele. Em meu artigo, eu disse que o Second Life não se sustentava e que não sobreviveria (http://www.marcelo.com.br/a-realidade-do-second-life). Da mesma forma, fui criticado por vários, mas acertei novamente.
🙂

http://info.abril.com.br/professional/redes-sociais/second-life-fecha-as-portas-no-brasil.shtml

Bem, agora vou dar novamente mais um dos meus “pitacos” nesse exercício de futurologia.

Sem dúvida, você deve estar acompanhando como a plataforma dos tablets vem crescendo, certo?

Não sei se você já sabe, mas hoje a Apple detém 85% deste mercado, enquanto os 15% restantes são divididos entre os seus concorrentes, como o Galaxy Tab da Samsung, o Optimus Tab da LG, o PlayBook da RIM, o TouchPad da HP e o Xoom da Motorola.

Muito embora a Apple continue reinando com a maior fatia deste mercado, todos estes seus concorrentes vêm trazendo muitos atrativos que a Apple (leia Sr. Steve Jobs) teimosamente continua sem implementar em seus tablets, tais como a oportunidade de sintonizar TV digital em alta definição, uma conexão USB, a facilidade de subir e baixar arquivos sem a necessidade de um aplicativo próprio, como o iTunes, câmeras com alta definição e um browser que compreende Flash.

Além disso, o Android 3.0 Honeycomb já é um sistema operacional totalmente desenvolvido para tablets, e a maioria dos concorrentes da Apple já o estão utilizando.

Com se tudo isso não bastasse, a Motorola vem agora e lança o Atrix 4G, um dos mais robustos smartphones já vistos e com acessórios que transformam este celular num desktop ou num notebook em segundos. Você conecta seu celular a um LapDock e ele se transforma em um computador. Este pequeno celular da Motorola tem nada menos do que chipset Nvidia Tegra 2 com processador Dual Core de 1 GHz, GPU GeForce, 1 GB de memória RAM, conexão 4G e sistema operacional Android.

http://www.motorola.com/Consumers/US-EN/Consumer-Product-and-Services/Mobile-Phones/Motorola-ATRIX-US-EN

Mas e aí, aonde é que eu estou querendo chegar com tudo isso?

Bem, eu tive meu primeiro computador aos 18 anos (1982) e era um Apple. Naquela época, a Apple era A MARCA para computadores pessoais e o Steve Jobs era O CARA. Bem, aí veio a IBM e lançou o PC, que inicialmente não teve muita popularidade, até que dois movimentos importantes aconteceram. Primeiro, a IBM permitiu que um cara chamado Bill Gates, de uma empresa recém-nascida chamada Microsoft, fizesse um sistema operacional para seus computadores, o DOS. E depois, estes computadores foram largamente produzidos por várias empresas que não eram a IBM, pois a plataforma estava aberta.

Isso criou toda uma indústria de microcomputadores que mudou o mundo, e o Sr. Steve Jobs ficou pra trás, comendo poeira. Ele inventou o microcomputador, mas teimoso como é, negou-se a aceitar as exigências do mercado e permaneceu fechado nas suas ideias. Resultado: a indústria o atropelou e a Apple quase morreu.

Bem, desde o iPod, ele ressuscitou das cinzas e vem crescendo, é fato. A Apple vale hoje muito mais do que a Microsoft e a IBM – US$ 300 bi, US$ 213 bi e US$ 202 bi, respectivamente – e é uma das estrelas do momento.

Mas sinto que se o Sr. Steve Jobs e a Apple não abrirem os olhos para este mercado enorme, que eles mesmos criaram, dos smartphones e tablets, vão novamente ser ultrapassados, comer poeira e correm sério risco de ficarem pra trás, como já ficaram uma vez na história.

Bem, diferentemente dos fatos relacionados ao Second Life e ao sistema operacional do Google, que eu disse que realmente aconteceriam, agora digo que isso só irá acontecer se o Sr. Steve Jobs continuar teimando em não colocar Flash no iPad, nem porta USB,  continuar deixando seu produto preso ao iTunes, além de várias outras coisas que já mencionei acima.

E só pra deixar claro uma coisa, digo isso quando a Apple é eleita a marca mais valiosa do mundo, veja:

 

Então, o que você acha? Será que ele vai se render e ser flexível, ou será que continuará teimando? Eu já tenho a minha opinião, e você?

😉

Bem, façam suas apostas e agora vamos observar e curtir, mas independentemente de quem irá ganhar com toda esta briga, uma coisa é certa, nós ganharemos muito.

🙂

 

Momento ímpar brasileiro


O Brasil tem tido as menores taxas de desempregos e segundo economistas, o mercado de trabalho brasileiro se encontra no seu melhor momento nos últimos 15 anos e estamos praticamente a pleno emprego. Mas o que significa “pleno emprego”?

Em Economia, significa que estamos utilizando todos os recursos disponíveis a preços de equilíbrio e, muito embora essa expressão seja bastante utilizada na área econômica, “pleno emprego” em linguagem coloquial tem a ver com todos os trabalhadores e o mercado de trabalho.

Pleno emprego é uma situação em que todos os recursos humanos disponíveis estão sendo utilizados de forma economicamente eficiente, absorvendo a maior quantidade de mão de obra qualificada e não qualificada, que poderia ser utilizada dentro de uma economia em determinado momento.

O restante é o desemprego ficcional, ou seja, a quantidade de desempregados que, em sua maioria, estão em trânsito entre empregos, mas que continuam buscando uma recolocação no mercado de trabalho.

Muitos economistas estimam que o pleno emprego é a quantidade de desemprego ficcional que varia entre 2% e 7% da força de trabalho. Outros dizem que 5% de pessoas desempregadas já caracterizam pleno emprego.

Este número é calculado com base na PEA (População Economicamente Ativa), que compreende o potencial de mão de obra  com que o setor produtivo pode contar, tanto empregados quanto desempregados, mas com potencial para se empregar, trabalhar e produzir.

Nossa PEA hoje gira em torno de 47% da população, ou seja, estamos falando em algo como 91 milhões de brasileiros. Os outros, cerca de 102 milhões, fazem parte da PEI (População Economicamente Inativa), que são as pessoas incapacitadas para o trabalho ou que desistiram de trabalhar, bem como inválidos, estudantes, crianças, pessoas que cuidam de afazeres domésticos e até mesmo os desalentados, que são as pessoas que, muito embora estejam em idade ativa,  já não buscam trabalho.

Mas, então, como anda nossa taxa de desemprego? Muito embora em fevereiro de 2011 ela estivesse em 6,4%, em dezembro de 2010 chegou a apenas 5,3% . Tudo indica que esta taxa continuará girando em torno deste patamar e, a meu ver, tem grandes chances de cair.

Sendo assim, é possível concluir que o Brasil tem hoje aproximadamente 6 milhões de pessoas desempregadas. Pode parecer um número grande ainda, porém podemos considerá-lo pequeno frente ao tamanho do nosso país.

No entanto, com tantos ventos a favor, sem dúvida vivemos um cenário nunca antes vivido na economia brasileira, que, até então, era famosa pela sua alta taxa de desemprego e futuro incerto.

Mas vivemos num momento ímpar. O Brasil é um dos quatro países emergentes do mundo, que formam o bloco hoje em dia conhecido como BRIC: Brasil, Rússia, Índia e China. E ao meu ver é o que mais se destaca e o que vem demonstrando a maior e melhor musculatura econômica dentre todos. Dentre todos aquele que reúne as melhores condições atuais e de futuro para continuar crescendo.

Vou explicar porque, mas antes de falarmos sobre o Brasil, é interessante compreender um pouco mais sobre estes outros três países.

A Índia tem sérios problemas internos. Com mais de um bilhão de habitantes (1.095.351.995 habitantes) a grande maioria é pobre ou miserável e fora dos grandes centros urbanos, o cenário é de pobreza extrema. Além disso, ela está toda subdividida em grupos etnolinguísticos, o que dificulta a fluidez da comunicação interna.

O regime de castas impede a ascensão das classes mais baixas, muito diferentemente do que aconteceu aqui no Brasil com as classes C e D. Quem nasce numa casta ficará nela a vida toda, fazendo com que aqueles que nascem pobres pensem que devem ser pobres pelo resto da vida. Isso complica muito o crescimento deste país, pois muitos deles não têm ambição e se contentam com o que têm. Ou seja, a mudança desta realidade não acontecerá a curto prazo.

Além disso, a Índia é o país com o maior índice de analfabetismo, com 34,9% da população analfabeta (cerca de 350 milhões de habitantes) dentre os quatro do BRIC.

Mesmo com programas de planejamento familiar e de controle da taxa de natalidade, o número de nascimentos continua muito elevado quando comparado com o crescimento econômico capaz de melhorar os padrões de vida da maior parte da população.

Além do fato da Índia ser o segundo país mais populoso do mundo,  estudos apontam que ela irá ultrapassar a China até 2035. No entanto, crescer nestas condições é aumentar ainda mais o problema. Pesquisas indicam que 22% dos miseráveis do mundo estão na Índia. Em resumo, muito embora a Índia seja um país emergente, sua grande miséria rema contra ela e prejudica a aceleração do seu crescimento.

Já a Rússia vem de um longo período de socialismo e, pelo fato de ter ficado tanto tempo fechada para o mundo, também se encontra com grandes problemas, desorganizada internamente e com dificuldades para crescer rapidamente.

Muito embora tenham uma grande extensão territorial, o frio é predominante e chega a ser extremo na maior parte do ano, o que dificulta muito a agricultura. Ainda sofre muito com movimentos de independência por ser uma unificação de povos diferentes e rivais. Tudo isso afasta investidores e dificulta seu crescimento.

A China também sofre com o fato de ter vários grupos etnolinguísticos, que a subdividem internamente. Assim como a Índia, o país encontra dificuldade na fluidez da comunicação interna. Assim como a Rússia, também sofre com movimentos de independência de etnias rivais. No entanto, é um país extremamente populoso e que está mudando seu quadro agora, partindo de um cenário em que a maior parcela da população era muito pobre. Muito embora de grande extensão territorial, necessita importar muita matéria-prima para seu crescimento.

E o Brasil?

Bem, para começar, podemos dizer que o Brasil não sofre com guerras internas, possui um único idioma em toda sua extensão e a maior reserva de água potável do mundo. Além disso, é abundante em riqueza de minérios, sendo um dos maiores exportadores do mundo. Com um clima bom praticamente durante todo o ano e um excelente solo para plantação, é também um dos principais produtores de gêneros alimentícios do mundo. Está praticamente livre de desastres naturais mais severos como terremotos, tsunamis, furacões, tufões ou vulcões.

O Brasil é um país pacífico e não possui inimizade com praticamente nenhuma outra nação. Por ser um país tropical e por ter uma enorme costa marítima, tem muitas praias e uma grande chance de aumentar seu turismo. E, falando em turismo, teremos pela frente o privilégio de sediar uma Copa do Mundo em 2014 e uma Olimpíada em 2016, o que obrigará a melhorar a infraestrutura das principais capitais do país. Nossa economia está estabilizada já há um bom tempo e tem se tornado cada vez mais sólida. Nossa moeda, o real, vem melhorando frente às outras moedas e ficando cada vez mais forte e respeitada.

Além disso, o C6 (EUA, Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Japão), grupo dos maiores investidores do mundo, não entende o alfabeto da Rússia, Índia e China.

Também tivemos o privilégio de ser capa das duas edições mais vendidas da revista The Economist, desde 1840, ambas com matérias sobre o Brasil:

De 14 a 20 de novembro de 2009 De 11 a 17 de novembro de 2009
The Economist - Ninguém é mais quintal de ninguém (O crescimento da América Latina)


Por isso, o Brasil tem atraído cada vez mais capital estrangeiro e aumentado o desejo destes em investir em nosso país, quando comparado com Rússia, Índia e China, resultando em mais indústrias e mais construção civil.

E por falar em construção civíl, nosso mercado imobiliário vem crescendo como nenhum outro no mundo e demonstrou um crescimento de mais de 300% no último ano, tendo sido o que mais cresceu dentre todos do mundo!

E por falar em indústrias, estou sendo surpreendido  – eu pelo menos estou – com o bom governo da nossa primeira Presidente da República do sexo feminino, Dilma Rousseff, que de uma maneira discreta, vem se colocando de forma firme frente aos problemas e fazendo bons acordos políticos ao redor do mundo, como, por exemplo, este último acordo com a China, que trará mais 12 bilhões de dólares de investimento para a construção de uma fábrica de iPad aqui no Brasil.

Por todos estes assuntos, o Brasil tem sido cada vez mais notícia ao redor do mundo e Hollywood até fez um filme (desenho) sobre nós, o Rio.

Por tudo isso eu sinto que nossa economia não irá fraquejar, nem tão pouco a geração de empregos parece que vai diminuir e para mim, o Brasil é o país emergente com maior destaque dentre os do BRIC.

Sem dúvida vivemos num momento ímpar e todos nós, brasileiros, podemos comemorar, pois tudo indica que teremos bons anos pela frente.

Frente a toda esta necessidade de mão de obra, a Curriculum tem a oferecer um excelente serviço tanto às empresas que precisam contratar bem, quanto às pessoas que buscam seus novos empregos.

Temos, neste momento, mais de meio milhão de vagas, 6 milhões de candidatos e mais de 100 mil empresas utilizando nosso sistema e isso nos torna o site com a maior oferta de empregos e também a maior base de candidatos da América Latina.

Tudo isso nos orgulha muito, pois nestes tempos de economia aquecida e mão de obra escassa, nossos serviços se tornam cada vez mais importantes e valiosos para as empresas que vêm buscar candidatos aqui na Curriculum, o que impacta e ajuda diretamente nossos candidatos, que são encontrados e conquistam seus novos empregos.

A escolha do CEO, uma das mais dificeis decisões do board

Eric Schmidt não será mais o CEO do Google. Vejam a matéria sobre isso em http://blogs.estadao.com.br/link/eric-schmidt-nao-sera-mais-o-ceo-do-google. No lugar dele assumirá o cofundador da empresa, Larry Page.

Engraçado isso, não é mesmo? Ele já fez tanta coisa pelo Google e agora, de repente, sai assim, sem mais nem menos. Por que será?

Sem dúvida esta mudança tem a ver com o crescimento do Facebook, que está começando a dominar a web, luta esta em que o Google não está conseguindo fazer frente. Para liderar um Google mais agressivo, mais competitivo, que novamente vislumbre o que será a web amanhã, ninguém melhor do que o próprio fundador, o criador do conceito, a pessoa que construiu a empresa do nada, aquele que deu a alma à empresa, que encantou os investidores no início, que encantou pessoas para trabalharem ao lado dele por este sonho, que vislumbrou um futuro diferente quando ninguém era capaz de ver nada, algo que fica um tanto difícil de fazer com um executivo que não participou de nada disso à frente dos negócios, mas que chegou só quando tudo já estava criado.

E também, lógico, porque falamos de uma indústria que tem como motores a inovação, a criatividade, a novidade, o novo, o futuro. E não estamos falando de uma indústria ou de um mercado já constituído, consagrado e estável. Pelo contrário, a única coisa que não muda é o fato de estar sempre mudando.

Mas já vimos esse filme algumas vezes. O caso mais marcante é o da Apple. Lembram-se quando o board da Apple tirou o Steve Jobs para colocar um CEO “profissional”? Lembram o que houve com a Apple? Praticamente morreu. Até que Steve Jobs foi chamado novamente, e aí todos sabemos o que houve com a Apple quando ele voltou, e fez a Apple não só voltar a ser o que era antes, mas muito melhor, sendo hoje uma empresa muito mais valiosa do que a Microsoft e o próprio Google.

No entanto, empresas como a Microsoft, por exemplo, que mantiveram na liderança seu fundador, Bill Gates, ou mesmo agora o Facebook, que mantém na liderança seu fundador, Mark Zuckerberg, são sempre extremamente competitivas. No entanto, quando o fundador e líder é preterido antes de a empresa estar muito bem estabilizada e com seus conceitos muito bem definidos – e eu mesmo já vi isso acontecer em outros lugares bem mais próximos – em geral as coisas mudam radicalmente e a empresa não só perde toda a identidade, como definha e caminha para a morte.

No entanto, é fácil compreender o motivo disso. O fundador tem uma relação de paixão com a empresa muito, muito maior do que a preocupação com o bônus do final do ano. O fundador é capaz de se sacrificar pela empresa se necessário e consegue continuar motivado, inspirado e dando tudo de si, pois a empresa se tornou como um filho para ele, e o que um pai mais quer é ver o filho brilhar e ser famoso. Um pai fará tudo por um filho, pois é na glória do filho que reside a felicidade e o orgulho do pai.

Lógico que há pais e pais. Não é todo mundo que tem uma ideia, que vislumbra algo e funda uma empresa  e que depois tem competência para continuar no comando da mesma. No entanto, é fato que muitos têm e, nesta hora, vocês não verão um CEO tradicional como os “profissionais” de mercado, mas verão alguém bem diferente, talvez que use chinelo como o Zuckerberg ou que seja extremamente arrogante como o Steve Jobs. O brilhantismo deles não reside no fato de serem como são, mas no fato de conseguirem criar, pensar fora da caixa, achar soluções em lugares onde nenhum outro conseguiria achar, pois não pensam de acordo com o que foram orientados na escola. Seguem seus instintos, seu coração, confiam em si mesmos e, por isso, pensam diferente da maioria sem se preocupar com o estereótipo padrão de um CEO “profissional”.

No entanto, é lógico que um CEO “profissional” de mercado trará coisas boas para a empresa e conseguirá contribuir com coisas que o fundador não conseguirá fornecer, até mesmo porque este não é o papel dele. Mas isso tem prazo para terminar, pois o CEO “profissional” traz consigo apenas o que aprendeu por aí, na escola ou em outras empresas. E quando acabar de implantar suas novidades, não saberá o que fazer, porque não é criativo, não sabe pensar diferente, fora da caixa, já que é acostumado e aprendeu a pensar sempre dentro da caixa. Seu arcabouço de conhecimentos é finito, e além deste arcabouço nada mais existe. Em geral não tem coragem de arriscar e tudo o que faz é encomendar pesquisas e agir protegido, coberto por elas, para que, caso algo dê errado, tenha como se defender.

Não posso generalizar, mas posso dizer, sim, que este é o perfil da grande maioria.

Já o “louco” do fundador da empresa em geral pensa fora da caixa e em geral acha a resposta dentro dele mesmo. Ele não fez a empresa com o que aprendeu de professores, e a empresa que ele criou não existe como fruto do que aprendeu na escola. O que ele fez nasceu dentro dele quando ninguém via ou sequer tinha ouvido falar disso. Desta mesma fonte, é provável que nasçam muitas outras ideias, projetos, negócios, além de muitas outras saídas, soluções e novidades, desde que este [FB1] seja estimulado corretamente.

Está aí o Steve Jobs que não me deixa mentir. Afinal, a Apple não se reergueu vendendo computadores, mas vendendo iPods, iPhones, iPads e agora até mesmo computadores novamente. Será que um CEO “profissional” conseguiria fazer iPods, iPhones e iPads? Lógico que não! Somente da mente criativa do fundador é que muitas vezes sai a resposta, a solução para um momento de crise.

Sem dúvida, para quem investe é sempre uma decisão difícil deixar o “louco” do fundador no comando e continuar com a alma da empresa, com o motor principal da empresa, e correr riscos. Assim como também é solução difícil trocar o líder e colocar um CEO “profissional” de mercado, perdendo totalmente o espírito da empresa, mas “diminuindo riscos” e obtendo relatórios mais bonitinhos, maior previsibilidade, apresentações mais benfeitas, além de ter alguém que seja mais capaz de conversar com o board de acionistas.

Tenho percebido que, em geral, a troca do líder da empresa depende muito do perfil dos acionistas. Investidores inseguros que preferem investir em papéis mais seguros e tradicionais, que não gostam muito de adrenalina ou de arriscar, tendem a querer um CEO de mercado mais calmo e “profissional”. Já investidores mais agressivos, que gostam de arriscar mais, tendem a preferir o fundador como CEO.

Mas sem dúvida o melhor dos mundos é que o fundador se torne um CEO mais “profissional”,  que consiga conversar mais com o board e que não perca o tesão que teve na hora da fundação da empresa, na hora em que vislumbrou o futuro, assumiu riscos, atropelou tudo e todos e “não sabendo que era impossível, foi lá e fez” e construiu tudo.

Mas nem sempre isso acontece e, nessa hora, o board de acionistas, que tem nas mãos uma empresa de tecnologia de ponta, terá sempre uma grande dúvida: manter o louco do fundador na liderança, aquele com quem muitas vez sequer se consegue conversar direito, de quem se discorda na grande maioria das vezes, mas deixamos a empresa com o mesmo pique, com o mesmo “driverr” com grande motor de inspiração e competitividade do início? Ou colocar no lugar dele um profissional mais quadradinho, geralmente bem formado por grandes universidades, com pós, mestrado e doutorado, mas que não foi capaz de fazer nada diferente, não vislumbrou nada, ou se vislumbrou, não teve coragem de implementar e até mesmo por isso está disponível no mercado para ser um CEO?

Qual dos dois?

É, dúvida cruel!

Boa sorte!