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A web morreu mesmo?

Segundo a Wired, revista americana das mais influentes em tecnologia no mundo, a resposta é sim.

Ela mostra na capa deste mês um título que impressiona:

A web está morta (The Web is dead)

Vou então fazer este post em 3 partes: na primeira parte, vou fazer um overview da matéria; na segunda, vou dar minha opinião sobre o assunto e na terceira, vou fazer um comentário final.

Vamos então para o overview da matéria…

Para entendermos melhor isso tudo, é preciso antes contextualizar um pouco essa história.

A Internet é muito mais do que web, e isso não está querendo dizer que a Internet está morta, mas sim, que a web, uma parte da Internet, é que está morta. Eu prefiro dizer está morrendo, ou mesmo, está perdendo o valor que já teve um dia.

E só para não haver mal entendidos, Internet é a conexão existente entre computadores e suportada pelo protocolo TCP/IP.

Fazendo uma ilustração, esta conexão física e este protocolo formam algo como uma rodovia asfaltada, por onde passam vários tipos de veículos: caminhões, ônibus, carros, motos, etc. Cada veículo que trafega na rodovia pode ser comparado a um serviço: email, voip, web, etc.

A Web são as páginas que você acessa com o seu navegador (browser). Existem muitos outros tipos de tráfego que também precisam da Internet (da rodovia) mas que não acontecem através do navegador, como por exemplo serviços como Messenger, Skype, e-mails quando lidos pelo Outlook e aplicativos que você utiliza no iPhone ou iPad.

O que essa matéria está querendo dizer é que a web, a parte da Internet que você acessa através do seu navegador ou browser, está morrendo. E aqui há ainda outro ponto que precisa ser considerado: o navegador está sendo utilizado cada vez mais apenas para chegar a sites que oferecem serviços específicos e fechados.

Na hora em que acessamos estes sites, muito embora estejamos dentro do navegador, não estamos mais necessariamente na World Wide Web, mas dentro daquele site específico, e muitas vezes despendemos horas dentro dele, como por exemplo o Twitter, Facebook, Orkut ou mesmo a Curriculum.

A Curriculum é um excelente exemplo disso. Na Curriculum uma empresa se loga de manhã em busca de currículos e muitas vezes fica o dia todo. Ela não está na web, mas na Curriculum, um serviço específico que faz uso do navegador como um software client side.

O gráfico abaixo demonstra claramente o declínio da Internet. Na horizontal você tem uma linha de tempo e, na vertical, a parcela que cada serviço anda consumindo do total do tráfego da Internet nos EUA.

Veja o claro declínio da web, chegando próximo de 23% de utilização:

Numa rápida análise do gráfico acima, note que em 1990 a web não significava nada (vermelho), pois ela nem sequer existia. Aí ela nasce e tem seu pico no ano de 2000. Desde então, entra em declínio. Outros serviços como o FTP (laranja) e newsgroup (rosa claro) já praticamente morreram ou significam muito pouco do todo. Já o vídeo (rosa escuro) nasce por volta de 1995, cresce um pouco mais a partir de 2000, mas pega força mesmo por volta de 2006.

Mas é muito importante lembrar que neste espaço dedicado à web no gráfico acima ainda se incluem todos os serviços fechados, já mencionados antes, tais como Twitter, Facebook, Orkut ou mesmo a Curriculum. Segundo a matéria, o tráfego que estes sites vêm gerando cresce a cada ano, e acho que ninguém discorda disso. Afinal, quem hoje não tem Orkut, Facebook ou não despende muitas horas em sites deste tipo?

Segundo a Compete, uma empresa de análise da web, em 2001 estes sites fechados significavam 31%, em 2006 representavam 40% e agora em 2010 eles formam 75%. Ou seja, 75% destes 23%, algo como 18%, não é web propriamente dita. Em outras palavras, a web parece ter apenas algo como 5% do tráfego da Internet de hoje.

O maior impacto disso é que este é um mundo onde o Google não tem atuação alguma e que ele não pode rastrear e indexar. E é um mundo que oferece vários serviços e que vem agregando cada vez mais pessoas que muitas vezes gastam muitas horas do dia em detrimento do resto da web, e pelo que parece, é aparentemente para onde todos estamos indo.

O Facebook, por exemplo, é um destes sites fechados onde o Google não consegue atuar e que já o ultrapassou em volume de tráfego, páginas visitadas, tempo despendido, etc.  E conta agora, na data em que escrevo este post, com nada menos que meio bilhão de usuários! É muita gente! E como se não bastasse, temos um número cada vez mais crescente de pessoas que acessam a Internet através de dispositivos móveis, como o celular, por exemplo, e neles há cada vez mais aplicativos que oferecem serviços que não fazem parte da web, portanto não são acessíveis ao Google.

O problema também é que, de um lado, enquanto as empresas estão aprendendo cada vez mais a aparecer no Google sem precisar investir em SEO e os usuários paralelamente fogem cada vez mais dos links patrocinados SEM, de outro, muita gente está aprendendo a ganhar dinheiro com aplicativos para iPhone e iPad. Está surgindo uma infinidade deles. E a Apple, que é dona do hardware, do software, dos aplicativos, vende música e mais várias outras coisas, está batendo cada vez mais forte no Google. E o Facebook, hoje o maior site e a maior comunidade da Internet, também vem oferecendo vários aplicativos dentro do seu site e segurando cada vez mais o usuário também dentro do seu site. Quem não brincou de FarmVille ou Mafia Wars? Tudo isso afeta demais o uso e o futuro da Internet. Uma das maiores encrencas de toda essa brincadeira é o impacto que tudo isso causa lá em Wall Street, pois quando dizemos que a web está morrendo, damos a entender também que o Google está perdendo sua força e, consequentemente, seu valor. Isso traz várias consequências, pois impacta todo o mercado de ações e o apetite de se investir em Internet. Uma matéria de capa como esta, da Wired, sem dúvida deve ter feito muitos investidores tremerem de medo, e há de se tomar muito cuidado, pois estes rumores e burburinhos afetam todo o mercado. Todos viram a queda, ou melhor, o despencar que a Internet teve em 2000. Por isso, há de se ter muita cautela ao se dizer coisas como estas.

E agora vou dar a minha opinião sobre ela …

Diante de todo este quadro aterrorizante que a Wired abordou é importante que duas coisas sejam ditas:

A primeira é que, a meu ver, a web sempre continuará existindo. Dizer que ela está morta é um exagero que pode até ajudar a vender revistas, mas que não retrata a verdade. Ao analisar aquele gráfico lá em cima e ver que ela saiu de uma presença de 50% de tráfego em 2000 para menos de 25% hoje, muito embora seja verdade, pode oferecer uma forma bastante distorcida de leitura, pois hoje a Internet é muito maior do que em 2000. Os 25% de hoje, com certeza, são muito mais do que os 50% de 2000.

Para mim, o gráfico deveria ser mais ou menos assim:

E este gráfico nem mostra o crescimento real da Internet que foi muito, mas muito maior do que este. Mas se eu fosse querer demonstrar o real crescimento, ele ficaria ilegível demais e eu precisaria produzir outra imagem. Então, utilizei a mesma imagem de cima e fiz algo livre de parâmetros reais, mas só para demonstrar o que deveria significava ser 50% da Internet em 2000 versus ser 23% da Internet em 2010. Sem dúvida significa muito mais ser 23% em 2010 do que 50% em 2000.

Ou seja, uma coisa é analisar a porcentagem do tráfego, outra é analisar os números absolutos.

O outro ponto é que percebemos claramente que quase 50% do tráfego de hoje é consumido com vídeos. No entanto um vídeo consome muita banda, e a quantidade de bytes de um vídeo muitas vezes é similar a centenas de páginas web. Ou seja, há ainda muita página web na Internet e este número cresce a cada dia. Vale lembrar também que o grande líder deste tráfego de vídeo é o YouTube, que é do Google. Ou seja, o Google também ainda está muito vivo e atuante.

É fato também de o Facebook, Twiter, Orkut, LinkedIn, Curriculum e vários outros sites similares estarem crescendo e roubando a cena, e nos levando cada vez mais para dentro deles. Mas acho que a web como conhecemos ainda continuará a existir e a crescer, e muito embora percentualmente possa até significar cada vez menos do tráfego total da Internet, em termos de números absolutos continuará crescendo sempre.

Agora meu comentário final…

Este mundo da tecnologia é mesmo muito louco. Eu me lembro, bem lá atrás, quando a IBM era o grande player de tecnologia, uma gigante que fabricava computadores e mainframes. Quando ninguém imaginava que ela poderia sofrer qualquer abalo, veio a Apple com seus pequenos computadores pessoais e roubou a cena. Mas logo em seguida vi a Microsoft com seus sistemas operacionais DOS e depois o Windows e o pacote Office roubar a cena e se tornar gigante, a maior empresa de tecnologia do mundo, fazendo do seu dono o homem mais rico do mundo por vários anos consecutivos. Mas a Microsoft desdenhou da Internet em 1996 e, no livro “A estrada do futuro”, Bill Gates sequer mencionou a palavra Internet. Que visão de futuro boa ele tem, não é mesmo? E aí então veio a Netscape e quase roubou a cena, mas o poder financeiro da Microsoft, bem como seu parque instalado de sistema operacional permitiram que ela corrigisse a tempo o curso das coisas, e o Internet Explorer se tornou o navegador nosso de cada dia. Surgiu o Yahoo, mas aí veio o Google e atropelou não só a Microsoft como o Yahoo, roubando totalmente a cena. Até pouco tempo era o Google que tinha a aura de empresa moderna e do futuro. Mas todos vimos nestes últimos anos a Apple de Steve Jobs renascer das cinzas com seus iPod, iPhone, iPad, iTunes, MacBooks e outros hardwares, softwares e serviços que literalmente vêm roubando a cena do Google. Por fim, estamos vendo agora o Facebook de Zuckeberg também ameaçando fortemente o poderoso Google.

Você percebeu que nenhum deles, muito embora estivesse na liderança, tivesse muito dinheiro, departamento de pesquisas e provavelmente as cabeças mais brilhantes do mercado, conseguiu prever o próximo movimento? Muito louco isso, não é mesmo? E isso acontece porque as mudanças deste nosso mundo moderno são muito imprevisíveis. O mundo hoje é muito, muito dinâmico.

Como disse no início deste artigo, para mim ela está deixando de ser a estrela que já foi um dia, mas sempre existirá.

No entanto, uma coisa não podemos negar ou deixar de reconhecer: a Internet é “A” revolução. Tudo o que foi dito nesta matéria gira em torno dela, e enquanto uma parte dela morre, outra nasce. Sem sombra de dúvidas, a Internet veio para ficar e mudar definitivamente as nossas vidas.

O que é o Twitter? (para leigos)

Várias pessoas já me perguntaram sobre o Twitter e, neste fim de semana, provocado pelo assunto de capa da revista Veja São Paulo, que fala dos mais famosos twitteiros do Brasil, outra vez me perguntaram o que é o Twitter. Por isso, resolvi este escrever este post.

Sei que, para aqueles que já utilizam o Twitter, este post não trará nenhuma novidade, mas sei também que para muitos outros, menos conectados às novas tecnologias, ele poderá ser bastante esclarecedor.

Em vez de explicar o que todo mundo sempre diz e que todo mundo tá cansado de saber, “que o Twitter é um microblog onde você posta mensagens de até 140 caracteres e que você pode seguir quem quiser”, estive pensando em fazer algo diferente, uma comparação com algo mais conhecido, pois a linguagem mais técnica muitas vezes parece grego para quem não vive conectado ao mundo da Internet.

Então, a princípio eu diria que o Twitter é como uma estação de rádio. Uma estação de rádio onde você mesmo monta sua própria programação, dependendo de quem você escolhe seguir (acompanhar).

Muito embora haja diferenças, esta analogia é bastante interessante para explicar o Twitter.

A primeira diferença é bastante óbvia, pois o rádio você ouve e o Twitter você lê. Mas em ambos você recebe informação constante. Assim como você ouve a programação de uma estação de rádio, da mesma forma você lê a programação que está passando no seu perfil no Twitter.

No entanto, uma grande diferença entre o rádio e o seu perfil no Twitter é que no Twitter você monta a sua programação de acordo com as pessoas que você quer seguir, onde eles atuarão como se fossem colunistas de um jornal. Com isso, você irá decidir também sobre quais assuntos você receberá informações.

Seu perfil do Twitter é composto por informações que vão sendo colocadas por todas aquelas pessoas que você escolheu seguir. Toda vez que uma destas pessoas que você segue postar (escrever) algo no Twitter dela, isto aparecerá instantaneamente no seu Twitter.

Então, se você escolheu seguir o Paulo Coelho, por exemplo, toda vez que o @paulocoelho escrever alguma coisa no Twitter aparecerá no perfil dele e também no seu, e você ficará sabendo. Ele pode falar simplesmente que está indo dormir, mas pode falar também de algumas novidades sobre o mundo literário. Enfim, se você é fã de Paulo Coelho, de repente é legal segui-lo.

Ou você pode seguir o candidato José Serra, por exemplo, se quiser saber sobre política ou como o candidato pensa. Da mesma forma, toda vez que ele postar alguma coisa no Twitter, aparecerá no seu Twitter. Mas você pode também seguir a famosa atriz Demi Moore, ou Rafinha Bastos do CQC, que tem um perfil bem mais humorístico e posta coisas engraçadas ou pode seguir o Jornal da Globo e ficar por dentro das últimas notícias ou ainda pode seguir a Curriculum e ficar por dentro das vagas e de outros assuntos que estão acontecendo no mercado de Recrutamento Online.

Assim como uma programação de rádio, a programação no Twitter é continua. Os textos vão se sobrepondo: os mais novos estarão sempre em cima e visíveis e os mais antigos vão ficando lá para baixo, lá para trás. Desta forma, vão passando textos de até 140 caracteres de todos aquelas pessoas que você escolheu seguir.

Se você optou em seguir muita gente, vai aparecer muito texto toda hora. Se você optou em seguir apenas meia dúzia de pessoas, provavelmente você verá o mesmo texto por um bom tempo no seu perfil.

Então, escolha aqueles que vão compor a sua programação e “ouça” (leia) a sua e única “estação de rádio” no Twitter.

Outra vantagem do Twitter é que você pode mudar a programação a qualquer momento. Se alguém estiver escrevendo coisas que você não está gostando, você pode dar um “Unfollow” (parar de seguir) nesta pessoa e pronto. Da mesma forma, você pode dar um “Follow”, ou melhor, seguir alguém a qualquer hora, e assim você vai mudando a programação da sua “estação de rádio”.

Mas, diferentemente do rádio, onde você é apenas passivo, no Twitter você pode ser ativo também. Quero dizer, você não precisa apenas “ouvir” (ler) o que os outros estão dizendo, mas você também pode “falar” (escrever) o que você está fazendo, suas ideias, dicas, pensamentos, o que quiser. Poderá também ter seguidores, pessoas que estarão “vendo” (lendo) tudo o que você postar.

No Twitter você monta a sua estação de rádio e faz parte da estação de rádio de outros.

Outra particularidade do Twitter e que também se torna uma de suas grandes forças é que ele é super democrático (se é que esta palavra pode ser utilizada neste contexto). Quero dizer, qualquer um pode “falar” (postar) no Twitter e qualquer um pode “ouvir” (seguir e ler). Lá você pode encontrar pessoas muito famosas, como atores e atrizes brasileiros e internacionais, políticos, comediantes, jogadores de futebol, empresas, mas também pode encontrar seus parentes e amigos. Você acompanha todos ao mesmo tempo.

O que acontece também é que muitas pessoas postam coisas que interessam a muitas outras pessoas e, com isso, acabam tendo muitos seguidores. Aí está uma das grandes forças do Twitter. Se você tiver vários seguidores, muitos estarão lendo tudo o que você postar. Isso é uma grande força de comunicação em massa, pois tudo o que você “fala” (posta) chega “aos ouvidos” de muitas pessoas.

No momento em que estou escrevendo este post, domingo, dia 25 de julho de 2010, o Luciano Huck está com nada menos do mais de 2.089.482 seguidores, o Kaká tem 1.410.783, o Rafinha Bastos, do CQC, está com 943.118, a Ana Hickman está com 267.066 e a Sabrina Sato do Pânico tem 765.861. Isso é uma força de comunicação em massa muito grande, pois quando uma destas pessoas “postam” qualquer coisa, centenas de milhares de pessoas poderão ficar sabendo.

Por isso que o Twitter hoje já faz parte da estratégia de marketing de várias empresas. Na hora em que você tem muitos seguidores, milhares de pessoas ficam sabendo sobre algo instantaneamente. Desta forma uma empresa pode informar sobre seus lançamentos, promoções e novidades.

Lógico que, para que todos fossem impactados, estes precisam ler seus tweets a toda hora, a todo momento, para saber o que todo mundo está falando o tempo todo, mas isso não acontece. Assim como um rádio, ora você está com ele ligado e ouvindo, ora você está com ele desligado. O Twitter é igual. Quando você não está acompanhando, muita coisa passa e você não vê, mas quando você está acompanhando, você está lendo tudo o que é dito por todos aqueles que você segue.

Diferentemente do rádio, no Twitter você pode voltar para trás e ver o que foi dito enquanto você estava “desconectado”. Pode fazer isso com todos aqueles que você segue, ou com um em específico. Por exemplo, quer saber o que a Sabrina Sato andou dizendo nos últimos dias? Vai até o pefil dela e leia todos os Twitters dela, só os dela.

Tem também os perfis fake (falsos), mas é fato que alguns são bem interessantes. Por exemplo, eu sigo @OCriador, um perfil já famoso no Twitter. Não sei quem é, mas ele posta coisas muito engraçadas, se fazendo passar por Deus e dizendo coisas com muito ironia e humor sobre os fatos que estão acontecendo no momento.

Muitos colocam o símbolo # na frente de uma palavra para incentivar outros a espalhar esta palavra. Isto é uma hashtag. Na época da copa do mundo, todo mundo soube do famoso #calabocagalvao, lembra? Muitos, quando escreviam alguma coisa sobre o que estava acontecendo na copa ou até mesmo sobre outro assunto, colocavam a hashtag #calabocagalvao, e isso ficou famoso no mundo todo.

Bem, mas neste caso em específico, houve um aditivo sobre o qual já falei noutro post: http://www.marcelo.com.br/cala-a-boca-galvao-calabocagalvao

Mas nestas horas entra outro componente do Twitter, o RT (que significa retweet). Você pega o que alguém escreveu e “posta” (escreve) a mesma mensagem. Ou seja, é como multiplicar aquela mensagem que você recebeu, enviando para todos que seguem você. Alguns destes podem vir a fazer o mesmo e esta mensagem acaba sendo muito divulgada em segundos.

Você também pode escrever especificamente para uma pessoa, mas deixando esta mensagem visível para todos. Para isso, basta incluir o apelido do perfil dela na mensagem. Por exemplo, se você escrever algo para mim, basta colocar @abrileri que eu vou ficar sabendo. Este post aparecerá no meu Twitter junto com todos os outros, caso você seja uma pessoa que eu sigo. Ou aparecerá separadamente, numa aba específica para administrar as mensagens que foram enviadas especificamente para mim, caso eu não o siga.

Mas você também pode escrever para alguém de forma que ninguém mais veja, só você e o destinatário. Isso se chama DM (Direct Message). Basta você começar a mensagem com a sigla DM, incluindo em seguida o perfil dela no Twitter e pronto. Só ela verá essa mensagem. Mas para que isso seja possível, você deve estar seguindo o destinatário, assim como ele deve estar seguindo você.

Outra forma de você utilizar o Twitter é através de pesquisa. Por exemplo, quer saber o que está sendo dito sobre uma pessoa ou um assunto, vá à pesquisa e digite o assunto, a pessoa, a palavra ou uma frase e veja o que todo mundo está dizendo sobre isso.

Por exemplo, na época do Caso Bruno, eu digitava Bruno, ou Goleiro Bruno, ou Caso Bruno e vinham várias informações. Muitas delas contêm links para a web e aí, eu seguia os links e ficava sabendo as últimas notícias sobre este assunto.

E para terminar, Twitter em Inglês significa aquele som que um passarinho emite, não é necessariamente o cantar do passarinho, mas aquele som menor que ele emite, um chilro ou gorjeio. Provavelmente este nome foi escolhido pela transmitir a idéia de que as mensagens seriam sempre curtas, de até no máximo 140 caracteres. Ou seja, é sempre como um rápido som, algo menor e mais rápido do que o cantar de um pássaro.

Do meu ponto de vista, este foi outro fator fundamental para o sucesso do Twitter, a velocidade e a rapidez com que você toma ciência da informação. No mundo em que vivemos, onde todo mundo tem tão pouco tempo, nada melhor do que ler  textos curtos e rápido sobre alguma coisa.

Enfim, este é o mundo novo do Twitter. Um serviço que começou tímido, incompreendido e enfrentando o descaso de muitos, mas que trazia consigo a força de uma revolução e de uma nova forma de comunicação.

Espero que aqueles que não estão muito familiarizados com Internet e com as terminologias da rede tenham compreendido melhor o que é esta nova e poderosa ferramenta que vem arrebanhando tantas pessoas.

E para aqueles que quiserem me seguir no Twitter: @abrileri

Meu Currículo Online

MAIS UM PASSO NA EVOLUÇÃO DA MANEIRA DE BUSCAR EMPREGO

por Marcelo Abrileri

Venho estudando as formas de buscar emprego há mais de 11 anos, procurando compreender todas elas com o objetivo contínuo de oferecer aos usuários da Curriculum a maneira mais rápida, prática, econômica e eficaz de encontrar um emprego.

Esta busca me trouxe a um novo desenvolvimento, mas antes de falar dele, gostaria de contar uma breve história sobre como o jeito de buscar emprego vem evoluindo desde tempos remotos até os dias de hoje.

Processo inicial

Inicialmente, as empresas buscavam candidatos anunciando esta necessidade, e os primeiros anúncios de vagas eram feitos nos portões das próprias fábricas.

Os candidatos apresentavam-se nestes locais, invariavelmente enfrentavam uma longa fila e, após horas de espera, nem sempre conseguiam o tão desejado emprego.


Processo tradicional

Com o tempo, os anúncios das vagas continuaram existindo, mas mudaram de lugar:  dos portões das fábricas passaram aos jornais, uma mídia muito mais poderosa e abrangente, que atingia muito mais pessoas.

Foi provavelmente neste momento que nasceu o currículo impresso como nós o conhecemos. O candidato não precisava mais ir aos portões das empresas, mas enviava seu currículo impresso, que falava sobre seus objetivos e histórico profissional.

Por muito tempo, o jeito mais comum de buscar emprego foi este: comprar o jornal aos domingos, selecionar os anúncios de vagas mais pertinentes e, logo no início da semana, enviar dezenas de currículos para estas vagas. Muitos de nós já fizemos isso algum dia. Uma vez chamado para uma entrevista, o próximo passo era ir à empresa, pessoalmente.


Chegada da Internet

Com a chegada da Internet, o anúncio da vaga mudou de lugar mais uma vez e foi parar na web, em sites que eram nada mais que classificados online, e os currículos passaram a ser enviados por email. Para o candidato, parte do processo continuou igual, ou seja, primeiramente era necessário elaborar um currículo para posteriormente distribuí-lo e divulgá-lo ao máximo. Já para as empresas, todos os sites de empregos que surgiam se baseavam no mesmo princípio: divulgar o anúncio da vaga.


Novo Processo da Curriculum

Foi observando a repetição deste processo que enxerguei uma forma totalmente diferente de tratar a recolocação profissional – ou de encontrar candidatos, se pensarmos do ponto de vista de uma empresa – e propus esta nova forma através da Curriculum. A partir daqui falo da maneira como a Curriculum contribuiu para a evolução do modo de buscar empregos.

A proposta da Curriculum é criar e manter uma gigantesca e bem organizada base de currículos de profissionais, de todas as idades, formações, localidades, profissões, empregados e desempregados, para que as empresas possam sempre buscar seus candidatos quando precisarem preencher uma vaga.

No momento em que escrevo este artigo, a Curriculum conta com mais de 5,2 milhões de candidatos e mais de 87 mil empresas, sendo que muitas destas já não anunciam mais as suas vagas, pois encontram seus candidatos nesta imensa base de currículos.

O processo que a Curriculum propõe elimina a necessidade de as empresas anunciarem a vaga, e isso é uma grande vantagem para elas, pois não precisam esperar que o mercado de candidatos tome conhecimento da sua necessidade, já que têm à sua disposição milhões de currículos com candidatos de todos os perfis, e, através de uma simples pesquisa, encontra inúmeros candidatos com o perfil desejado, em minutos. Esta nova maneira elimina toda a fase de recrutamento, que é a parte mais operacional, demorada e custosa do processo (anúncio de vagas, recebimento de currículos e triagem) e permite que a empresa prossiga diretamente para a fase de seleção, que é mais estratégica e nobre.

No processo da Curriculum, o candidato está sempre concorrendo a processos seletivos, mesmo não se candidatando a eles, pois toda vez que uma empresa busca profissionais com o seu perfil, ele poderá ser encontrado e chamado para uma entrevista. No novo processo que a Curriculum oferece, o emprego vai atrás do candidato.


Novo Serviço: Meu Currículo Online

Hoje, em meio a tantas transformações tecnológicas, começamos a enxergar novas possibilidades para o profissional buscar seu novo emprego.

Percebi que nos dias de hoje, nesta época de Web 2.0, o profissional poderia se aproveitar de toda esta avalanche de comunicação e ter uma nova forma para divulgar seu currículo. Entendi que o ideal seria:

  • Ter um endereço de Internet que fosse fácil de ser memorizado e de uso exclusivo do profissional;
  • Ter uma forma de expor o currículo, como se fosse um currículo impresso e que fosse totalmente dedicada a este propósito, livre de qualquer sistema ou de qualquer publicidade online.

Com este dois princípios em mente, criei o Meu Currículo Online, o mais novo serviço da Curriculum, que vem somar a todos os serviços já existentes.

Meu Currículo Online não substitui nenhum dos serviços anteriores, mas se soma a estes, como mais uma forma de divulgação da principal peça de marketing de quem busca um emprego: o currículo.

É a forma ideal e profissional de divulgar seu currículo na web, pois oferece um conjunto de vantagens:

  • Funciona totalmente fora de qualquer sistema, ou seja, as empresas não precisam fazer login em sistema algum para ver o currículo do candidato;
  • Não contém nenhuma publicidade online como banners, que retiram a atenção do selecionador num momento tão importante;
  • Propicia foco e atenção exclusivos no currículo para quem o lê, por isso não o colocamos dentro de nenhum framework, que poderia distrair o leitor ou selecionador, e nem mesmo ao lado de outros currículos similares;
  • Leva em consideração as melhores práticas de formatação de layout e estruturação do currículo, sendo exibido no formato tradicional, como se fosse um modelo impresso;
  • Permite ser indexado por sites de buscas como o Google, Yahoo! e Bing, dentre outros;
  • Oferece um excelente domínio para divulgação profissional, e o mais relevante para os sites de busca na hora em que as empresas pesquisarem currículos, além de ser também o domínio mais fácil de lembrar para quem contrata: curriculo.com.br.

Por tudo isso, o Meu Currículo Online é a forma mais eficaz e profissional de divulgar o currículo na Internet.

Com ele,  o profissional tem total liberdade de utilizá-lo em conjunto com suas próprias estratégias de marketing pessoal, aproveitando toda a força que a Web 2.0 oferece, divulgando-o tanto nas redes sociais como nas mídias tradicionais que melhor se encaixarem com a área profissional pretendida.

Este serviço está disponível no endereço http://curriculo.com.br/voce.

A ideia é bem óbvia e o serviço bastante simples, mas é algo que até agora ninguém havia feito e que se apresenta como a maneira mais eficaz e profissional de divulgar currículos numa época com tantas  formas de comunicação.

Finalizando, além do Meu Currículo Online, a Curriculum.com.br oferece aos candidatos a plataforma mais completa de serviços para recolocação profissional:

1) Anúncio de Vagas – Através do método inicial e ainda tradicional da Internet, sendo o site que contém o maior número de vagas anunciadas do mercado;

2) Vitrine de Candidatos – Com o seu método inovador  em que a empresa vai atrás do candidato, tendo se tornado a maior base de candidatos do Brasil, oferece aos seus usuários o único sistema que trabalha 24 horas por dia por eles;

3)    E agora com o Meu Currículo Online, a melhor forma para divulgar o currículo em tempos de Web 2.0.

Curriculum atinge 5 milhões de currículos

É com bastante satisfação e orgulho que compartilho com você que a Curriculum alcançou a marca de 5 milhões de currículos em sua base e este é um fato muito significativo e importante que quero compartilhar com vocês.

Cinco milhões de currículos únicos numa base significa vida, milhares de cadastros novos todos os dias, milhares de edições e centenas de milhares de currículos atualizados todos os meses. Muitas empresas pesquisando, muitas vagas sendo anunciadas, milhões de interações por mês. Tudo isso só acontece numa base de currículos realmente gigante que, por sua grandeza, atrai cada vez mais novas empresas e novos candidatos e continua crescendo.

Cinco milhões de currículos únicos, não duplicados compõem a maior base de recursos humanos do Brasil e isto faz da Curriculum a líder em seu segmento e o lugar mais procurado pelas empresas na hora de buscar candidatos.

Significa também que, cada vez mais, as pessoas confiam na Internet e a utilizam com sucesso como um meio para realizar uma tarefa tão importante: buscar um novo emprego e que a Internet pode oferecer ferramentas de utilidade pública, e que a Curriculum está trazendo uma contribuição cada vez maior para este setor da vida das pessoas e das empresas.

Jamais as empresas contaram com tantas ferramentas para Recrutamento e Seleção e os profissionais contaram com tantas ferramentas para sua recolocação além de conteúdo de orientação para cada passo do processo, desde a elaboração do currículo até as entrevistas.

E também compartilho com você alguns números bastante expressivos do ano de 2009:

* mais de 1 milhão de pesquisas

* mais de 11 milhões de currículos visualizados

* mais de 1.2 milhões de currículos novos cadastrados (média superior a 100.000 por mês) e principalmente

* mais de 250.000 pessoas informaram que conseguiram uma recolocação profissional.

Todos estes números mostram o que uma grande e viva base de currículos é capaz de proporcionar.

Isso tudo faz surgir uma pergunta:

A base da Curriculum tem mais candidatos porque é a mais procurada pelas empresas na hora de contratar? Ou é a mais procurada pelas empresas porque tem mais candidatos?

Nasce o Bing.com! Enquanto isso, a Google prepara seu “Wave”

Hoje sem dúvida é um dia muito importante para a web, nasceu o Bing (http://www.bing.com), o novo search engine (buscador) da Microsoft, que vem para concorrer com o Google.

 

Minhas primeiras impressões foram as melhores possíveis. Muito rápido e assertivo. Sem dúvida já tomou um lugar na minha mente na hora em que eu pensar em buscar algo na web.

 

A proposta do Bing não é apenas ser um  buscador, mas um serviço que ajudará na tomada de decisão, tipo:

 

·         Quer saber onde comer?

·         O melhor preço de algum produto?

·         Onde encontrá-lo?

 

Enfim… o Bing parece que será uma união de Google + Mercado Livre + Buscapé + Outros…

 

É uma proposta audaciosa. Agora vamos acompanhar e ver se pega.

 

Mas enquanto a Microsoft lança o Bing, do outro lado, a Google apresentou na semana passada seu novo serviço que pretende substituir não só os atuais correios eletrônicos, mas também quase todas as outras formas de comunicação online.

 

O Google Wave, um serviço que tem como objetivo mudar forma como usamos e-mails e todas as formas de comunicação na web (o que poderá vir a ser um grande golpe no Outlook e Messenger da Microsoft).

 

 

O “Google Wave” combina e-mail, chat, troca de fotos e vídeos, feeds e muitos mais em um mesmo ambiente colaborativo. Aliás, o ambiente colaborativo é um dos principais pontos fortes do serviço, pois a interatividade que o Google Wave oferece é algo nunca visto na web.

 

No novo produto, uma “wave” (onda) inclui lado a lado partes de “conversas” e documentos, permitindo que as pessoas se comuniquem e interajam enquanto trocam arquivos como textos, fotos, vídeos, mapas, etc. Tudo no mesmo ambiente.

 

A idéia por trás do Wave é unificar todos esses modelos em um contínuo, da forma mais simples possível; e tirar proveito das atuais capacidades dos computadores (e da web), em vez de imitar as formas não-eletrônicas.

 

Mas como funciona? O primeiro passo é criar uma “Wave” e convidar pessoas para participarem dela. Todos que estão na mesma “onda” podem incluir textos, fotos, wikis, links, etc. Cada item da “onda” pode ser comentado ou editado e as modificações são vistas por todos em tempo real. Segundo o Google, a latência é medida em poucos milissegundos. E se você perde alguma parte da conversa, é possível reprisar todo o processo, para entender como ele evoluiu.

 

O Google Wave só deverá estar disponível para o público em alguns meses. Se você quiser ser avisado sobre o lançamento, basta se inscrever em http://wave.google.com, onde tem um vídeo que vale a pena ser visto (se você tiver tempo).

A “realidade” do Second Life

Tenho lido e ouvido falar muito sobre o Second Life. Vejo que grandes e respeitadas empresas têm aderido aos encantos deste novo serviço, e profissionais de destaque, em excelentes posições, têm investido polpudos recursos e defendendo que este é o futuro e que ele veio para ficar.

Sem dúvida, eu admiro o trabalho que os profissionais do Second Life estão fazendo. A proposta é interessante, bem como todo o trabalho de tecnologia envolvido, e sem dúvida admiro principalmente o trabalho do pessoal de marketing e comunicação deles. Sem dúvida, estes estão de parabéns!

Digo isso porque, diferentemente destas grandes e respeitadas empresas e seus renomados profissionais, que vêm se envolvendo e divulgando o Second Life, com todo o respeito, não concordo com todo este barulho, com todo este encantamento que a mídia vem dando e, principalmente, com o timing do Second Life.

Acho extramente duvidoso apostar no Second Life, hoje.

Falo isso porque primeiramente não vejo a Internet como um fim, mas quase sempre, como um meio. As pessoas vão para a Internet para buscar informações, procurar empregos ou profissionais, comprar e vender coisas, encontrar conhecidos ou até mesmo conhecer novas pessoas para sair, interagir e namorar.

Em segundo lugar, quando utilizamos a Internet para interagir com outras pessoas (via e-mail, Messenger, Skype e similares), queremos fazê-lo do modo mais objetivo e prático possível, porque a finalidade neste caso é poder se expressar e receber de volta o que a outra pessoa escreve ou fala. Perceba então que, novamente, o foco está no conteúdo, e não o meio em si.

Ou seja, em praticamente qualquer caso, a Internet é quase sempre um meio, que ajuda as pessoas a viverem melhor suas vidas aqui fora, no First Life.

A meu ver, o que queremos é sentir o calor do sol, ouvir o barulhinho da chuva, os sons dos passarinhos, saborear uma boa comida, admirar uma flor ou uma bela paisagem, namorar, amar, ou seja, viver a vida como ela é, com todos os nossos sentidos, vendo, ouvindo, cheirando, tocando e experimentando, tudo do nosso velho e bom jeito de viver.

É fato que vamos, sim, utilizar cada vez mais a Internet, mas como meio, como ferramenta, para encontrar o que fazer aqui fora, no mundo real.

Há, no entanto, uma ressalva importante a se fazer, uma exceção nesta história. Infelizmente existem pessoas que não estão bem momentaneamente ou que não estão bem adaptadas à vida real.

Algumas pessoas têm problemas em se mostrar por qualquer que seja o motivo, ou porque não estão bem com sua aparência ou porque têm dificuldades em se relacionar, ou qualquer outra coisa do gênero. Estes, sim, provavelmente desejarão viver no virtual, no Second Life, onde poderão contornar suas inconformidades, criando personagens virtuais do jeito que não são na realidade.

Tirando este universo de pessoas, eu não consigo imaginar por que alguém deixaria de viver o First Life para gastar seu tempo no Second Life.

Mesmo assim, fui ver tudo de perto. Baixei o software, instalei, fiz meu login, construí meu avatar (o bonequinho do Second Life) e interagi com o sistema. Não há dúvida que a proposta é muito interessante, mas como disse, não consegui perceber que há apelo suficiente para me tirar daqui da minha vida real. Depois que tive este primeiro contato, voltei mais uma ou duas vezes, e a vontade de continuar lá foi se esvaindo. A curiosidade e o apelo de conhecer podem até existir, mas compreendo que o apelo para continuar é muito, muito fraco.

Vale dizer ainda que eu trabalho com tecnologia, acredito que tenho mente aberta e estou cercado de pessoas abertas, que vivem tecnologia no seu dia-a-dia e que em geral compram fácil todas estas novidades.

Pois mesmo estando inserido neste universo de pessoas, não conheço ninguém que está lá, no Second Life. Alguns até já interagiram e também fizeram seu avatar, mas ninguém continuou lá.

Então, não tenho como não concluir que, infelizmente, o que está acontecendo é o velho efeito “Maria vai com as outras”.

Ironizando: afinal, se a Empresa X entrou, então deve ser bom. Se o Beltrano da Empresa Y e o Ciclano da Empresa Z estão lá, ou estão falando bem do assunto, então deve ser algo bom e deve ter futuro!

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Não quero dizer com tudo isso que a idéia não seja interessante, ou mesmo que não tenha lá o seu apelo. Mas a meu ver, o barulho que está sendo feito é muito, muito maior do que o Second Life é capaz de nos oferecer de fato.

No entanto, lá na frente, bem lá na frente, no futuro, que eu diria ainda estar um pouco distante, quando pudermos usar nossos sentidos reais para interagir com o mundo virtual (paladar, olfato, audição, tato e visão), como se estivéssemos no mundo real, aí sim, a meu ver, o Second Life terá todos os méritos que ele está recebendo hoje, e eu mesmo o indicaria para que bons investimentos fossem feitos nele.

Portanto, não consigo deixar de concluir que se o Second Life resistir aos dias de hoje, estarão nele praticamente aqueles que não conseguiram ter êxito aqui no mundo real e foram buscar uma via alternativa, uma válvula de escape, pois para mim, quem é bom da cabeça e saudável vai querer continuar a curtir as delícias da vida real, que estão aqui fora, no First Life.

Marcelo Abrileri, 6 de Julho de 2007 – 22:00

Second Life Enviroment

O que afinal é a Web 2.0?

Muito embora Web 2.0 seja apenas um conceito, um buzz de marketing, não podemos deixar de perceber que ela traz consigo uma tendência muito forte e revolucionária, que promete mudar o cenário atual sobre como nos relacionamos com softwares e com a web.

Em poucas palavras, Web 2.0 é uma nova geração de sites que propiciam ao usuário uma nova experiência de navegação pela Internet, experiência esta que só é possível graças às novas tecnologias que dão ao browser poderes que este antes não tinha.

Nesta linha, o AJAX – acrônimo em língua inglesa de Asynchronous Javascript and XML – é o principal responsável pelo surgimento dela. Trata-se simplesmente de um conjunto de tecnologias que, quando utilizadas em conjunto, propiciam o surgimento de novas interfaces e, principalmente, de novas experiências para os usuários que nelas navegam.

Com a utilização destas novas tecnologias, é possível criar interfaces na web e oferecer uma interatividade que antes só eram possíveis de serem conseguidas por meio de softwares.

O software confere muito poder, e praticamente toda e qualquer experiência de interatividade com o sistema é possível quando você instala um software em seu computador. Você pode ter tanto um editor de texto como um Word, um software de editoração de imagem, como um Photoshop, ou um jogo em três dimensões como o Age of Empires. No entanto, você precisa instalar o software, e toda vez que você faz uma instalação, o programa fica armazenado no seu HD. Caso surja um up-date ou uma versão nova, você precisa instalar tudo de novo. Isso é software!

quando você navega em páginas da web, você não instala nada. Você entra na página, e ela é automaticamente carregada no seu browser, no momento do acesso. No entanto, até pouco tempo atrás, você estava sujeito às grandes barreiras e limitações da linguagem HTML.

Mas com a linguagem Java Script (o J do AJAX), você “ensina” o que quiser ao seu browser, suavemente, sem que o usuário sequer perceba, no momento em que o acesso da página se inicia, e o continua alimentando com novos dados posteriormente com uma conexão Assíncrona em XML (o AAX do AJAX) transformando o browser, por exemplo, num interpretador de uma linguagem de programação e alimentando-o na sequencia com tantos dados quantos forem necessário, sem a necessidade de se fazer nenhum “refresh” na página, fornecendo na sequencia ao browser (nesta altura ele já é muito mais do que isso), códigos de programação que até então ele era totalmente incapaz de compreender. Desta forma, surge no browser, instantaneamente, uma interface similar a de um software, como um editor de texto, uma planilha eletrônica, um editor de imagens ou mesmo um jogo.

Sites que utilizam estes recursos oferecem uma nova experiência ao usuário no simples ato navegar, uma interatividade que antes era impossível para a “primeira web”, mas que agora não é mais. Isso é Web 2.0! Esta possibilidade de ter interfaces “like a software” e instanciar programas, no simples ato de navegar, oferecendo um poder de interatividade ao usuário, no browser (ou navegador), nunca antes imaginados para a web.

Perceba agora os desdobramentos e o alcance disso! Com a possibilidade de você transformar o seu browser num interpretador de qualquer linguagem, não é difícil vislumbrar uma nova era, onde não será mais necessário instalar (tão pouco comprar) nenhum software.

Se pensarmos que daqui a alguns poucos anos as conexões estarão ainda mais poderosas, com alta taxa de transmissão de dados e somadas a processadores bem muito poderosos, não é difícil perceber que poderá estar decretado, em breve, o fim de poderosas empresas que hoje sobrevivem às custas da venda de softwares, tais como a Microsoft, Corel, Adobe, dentre muitas outras.

Lembra-se como foi o início da microinformática? Foi exatamente assim, com o surgimento de um editor de texto (Wordstar) e duma planilha eletrônica (Lotus). Não é muito interessante ver como se inicia agora, a Web 2.0? De maneira idêntica!

Portanto, não duvide que, em breve, outras aplicações também estarão disponíveis na web, e você terá acesso a elas simplesmente navegando com seu browser por entre as páginas e mais, muito provavelmente de forma gratuíta!

Diante de tudo isso, percebemos que existem desdobramentos de grande impacto na industria e nem precisa ser um grande jogador de xadrez para perceber os próximos movimentos do mercado, tais como o Google desenvolver um sistema operacional básico, bom o suficiente para reconhecer os periféricos da máquina e deixá-la “up”, administrando uma conexão com a Internet e contendo apenas um web browser para então, a partir deste, navegar em páginas da Web 2.0 para ver seus e-mails, redigir documentos, planilhar suas contas, comunicar-se via chat, voz e, se além de tudo isso, você ainda puder armazenar seus arquivos remotamente, então nem do HD você vai precisar.

Isso é a Web 2.0! A possibilidade de se ter no browser os recursos e a navegabilidade que antes só eram possível num software, sem a necessidade de instalar nada em seu HD, ao ponto de não haver sequer a necessidade de se tê-lo em sua máquina.

Por isso a Web 2.0 depende tanto de tecnologias como AJAX, ATLAS (da Microsoft) ou outras similares, pois só elas são capazes de dar tamanho poder ao browser.

Eliminando ruídos, a Web 2.0 não é o simples aumento da interatividade do usuário na web, ou ainda, a web em que o usuário faz o conteúdo. Tudo isso já existia bem antes do surgimento do Buzz da Web 2.0. Blogs existem a muito tempo (tempo de Internet, lógico), idem para a Wikipedia e outros serviços que permitem posts e que não necessitaram da tecnologia que a Web 2.0 trouxe.

No entanto, é fato que a Web 2.0 propicia, sim, o aumento da interatividade na web, mas este não é o ponto que a diferencia.

O mesmo se aplica a serviços como o Second Life por exemplo. Eles não fazem parte da Web 2.0, pois necessitam da instalação de um software para utilizar o serviço, e no conceito puro da Web 2.0, você não deve precisar de nada além do browser e uma conexão Internet para ter acesso a serviços que oferecem todo a interatividade que até então só o software instalado era capaz de fornecer.

Portanto, da mesma forma, Google Earth não é Web 2.0, já o Google Maps é.

Sem dúvida a Web 2.0 traz novas possibilidades e uma tendência irreversível, que irá mudar o cenário de tecnologia no mundo.

Entendeu agora por que o Google anda comprando todo mundo?

O futuro próximo da web estará fortemente construído na Web 2.0.

Marcelo Abrileri, 27 de Junho de 2007 – 22:00

Veezux

O Veezux, da Curriculum.com.br, foi totalmente desenvolvido utilizando as tecnologias disponíveis da Web 2.0.