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IPO do Facebook

E se o IPO do Facebook de amanhã ficar nos US$ 100 BI o Zuckerberg já terá uma pequena fortuna de US$ 28.4 BI e já será a 8ª pessoa mais rica do mundo, atrás do brasileiro Eike Batista.

Mas uma valorização de apenas 10% nas ações já fará sua fortuna passar da casa dos US$ 30 BI e o colocará em 6ª lugar atrás de Larry Ellison da ORACLE.

Interessante ver também que o Facebook já nascerá maior que o Ebay e o Yahoo! e que com apenas 1% de valorização, já valerá mais que a Amazon.

Eu particularmene acredito que a valorização das ações do Facebook será maior do que 10% e enquanto o crescimento da rede continuar, o valor desta ação continuará a subir. No entanto, se o crescimento do Facebook diminuir ou sofrer algum arranhão, as ações cairão rapidamente e, uma vez que este processo continue elas poderão virar pó na mesma velocidade que nasceram e subiram.

No entanto, por outro lado, uma volorização de 150% (algo nada difícil de acontecer nos próximos meses) fará com o Facebook atinja um valor de mercado de US$ 250 BI, nesta hora o Zuckerberg será dono de uma fortuna de US$ 71 BI o que fará dele o homem mais rico do mundo. E sinceramente, não será nenhuma grande surpresa para mim se até o final deste ano de 2012 ele já não estiver listado como o homem mais rico do mundo.

É, a Internet realmente mudou a cara do nosso mundo e a velocidade com que as coisas acontecem!

Agora é acompanhar e ver o que acontece…

O impacto da nova Timeline do Facebook

Há cerca de uma semana, escrevi um artigo sobre a influência das mídias sociais e mais especificamente do Facebook em nossas vidas, especialmente durante o horário de trabalho, e falei sobre algumas maneiras de lidar com isso.

E não é que menos de uma semana depois, estamos sendo surpreendidos com um novo e revolucionário lançamento totalmente alinhado com esse tema. O mundo presenciou ontem alguns novos lançamentos do Facebook e, dentre eles, um novo (e que promete ser revolucionário) conceito, a Timeline, quem no nosso bom e velho português significa Linha do Tempo, sobre a qual irei falar mais a frente.

Tudo está sendo empacotado no que eles chamam da versão 8 do Facebook, ou f8, e deverá estar disponível em menos de um mês para todos os usuários.

Mas antes de falar desta que promete ser uma revolução, a Timeline do Facebook, e sobre as outras coisas que o Zuckeberg andou preparando para nós, vou dar alguns passos para trás e me permitir uma breve análise do momento em que a espécie humana se encontra.

Muitas vezes ouço alguém malhando nosso novo momento de vida, em que a Internet vem roubando nossa atenção, tomando nosso tempo e levando para lá boa parte das nossas vidas.

Muitos apedrejam este momento atual, dizendo que estamos criando uma sociedade de alienados, de seres superficiais e não pensantes, afinal, não precisam ir mais pesquisar pela informação como antes em bibliotecas e livros, além de estarmos criando também uma sociedade problemática em relacionamentos, porque agora esses relacionamentos acontecem por meio de uma tela de computador.

Será mesmo?

Pra mim, quem fala mal das novidades no mundo moderno, ou não se adequou bem a elas e tem dificuldades de interação com as novas tecnologias ou porque um costume antigo ou algo muito prezado por estas pessoas corre o risco de desaparecer, e por isso, acaba querendo tirar a importância dessas novidades e deseja minimizá-las. Mas eu compreendo totalmente essas pessoas e não as condeno, afinal a mudança não é algo agradável para ninguém pois nos tira da nossa zona de conforto.

Quem é mais velho comenta que, quando surgiu a calculadora, muitos disseram que os filhos iriam ficar burros, porque não iriam mais saber fazer conta de cabeça. Isso aconteceu? Sem dúvida exercitar o cérebro é importante. Mas alguém duvida que o mundo moderno está fazendo com que exercitemos menos os nossos cérebros? Lógico que não! O fato é que o exercício agora é feito com outras coisas, tal qual na época da calculadora deixamos de fazer contas de cabeça, mas usamos nossos cérebros para outras coisas que aparecem quando você não precisa mais gastar seus neurônios fazendo conta de cabeça. O mesmo acontece com as novidades que a Internet traz.

Eu sinceramente não concordo com a maior parte das coisas que falam sobre a Internet e sobre esse nosso novo momento. Ao contrário, acho que todas essas novidades estão apenas expondo os problemas que antes já existiam, além de, em muitos casos, ajudarem na solução destes problemas.

Eu me lembro, quando era jovem, de quantos colegas de classe que não faziam o trabalho de escola, mas copiavam de outros, de outra turma ou do irmão mais velho que já tinha feito o ano anterior. Ou seja, o jovem de hoje é o mesmo de ontem, com os mesmos vícios e vontades. A diferença é que agora ele consegue fazer isso mais rapidamente com a Internet.

No entanto sempre houve aqueles que realmente se debruçavam no assunto, gastavam tempo e faziam o trabalho. Concordam comigo que o tempo que este bom aluno despendia antes com procuras em bibliotecas (sem contar a locomoção), em livros e índices ficou hoje muito mais otimizado, e ele pode economizar muito este tempo de procura e ir direto ao assunto, investindo seu tempo no que realmente tem valor?

Sem contar que, pela Internet, ele corre muito menos risco de encontrar informação desatualizada. Ou você acha que nas Barsas e Miradores do passado a informação era impecável? De forma alguma! Continham muito mais erros que na Wikipedia de hoje, onde todo mundo vê e corrige o tempo todo e instantaneamente.

E mais, hoje ele não pesquisa num lugar só apenas, mas em vários, e pode comparar o que foi dito entre várias fontes, sendo que dentre estas ele encontra não somente textos, mas às vezes vídeos, apresentações, infográficos e várias outras formas de absorver a informação. Então, para quem realmente está interessado em aprender, será o mundo atual pior? Sem dúvida que não.

Já para quem não quer aprender, copiou do colega ou do irmão mais velho no passado e vai copiar da Internet hoje, nada mudou para este.

E no que diz respeito ao relacionamento humano? Será que a Internet está dificultando ou complicando este ponto? Do meu ponto de vista, também não. E novamente digo, ao contrário, que está ajudando. Quando era criança, tinha alguns amigos que viviam enfiados dentro de casa, grudados na televisão, com sérios problemas de relacionamento. Naquela época, eles não tinham outra forma de se relacionarem, senão na presença das demais pessoas. Hoje percebo que essas pessoas continuam existindo. Preferem ficar reclusas, mas diferentemente de antes, agora se relacionam muito mais por mídias sociais, blogs, MSN, SMS e várias outras formas de comunicação que o mundo moderno trouxe. Já os que gostam de se relacionar, relacionam-se muito bem pelas novas mídias, sem deixar de se relacionar ao vivo e em cores.

Há pouco tempo os pais sequer sabiam o que seus filhos faziam. Agora, pelo menos, Orkuts e Facebooks da vida mostram o que eles gostam, com quem andam e como gastam seu tempo.

Em resumo, as novidades que a Internet anda nos trazendo apenas têm melhorado o que já era bom e explicitando o que não era. Ela age como uma lente de aumento da realidade, deixando mais visível o que já estava lá, pois agora tudo fica muito mais evidente, e por isso causa a impressão de que há mais problemas. Mas a verdade é que esses problemas sempre existiram, sempre estiveram aí, só que antes não eram tão percebidos como hoje. E, sendo evidentes os problemas, ficam mais difíceis de serem ignorados. Havendo a consciência sobre eles, fica mais fácil de serem tratados e solucionados.

E ainda quero fazer um comentário final sobre todas essas novas e várias formas de comunicação às quais a humanidade está exposta hoje. Se olharmos para trás, nos momentos onde a humanidade vivia isolada, em feudos e com pouca comunicação, percebemos a lentidão do progresso e da evolução da raça humana. Já com a intensificação dos relacionamentos e da comunicação, o progresso humano ganhou uma velocidade nunca antes vista. As ideias precisam ser trocadas, comunicadas, vistas e revisitadas.

A comunicação gera troca de experiências e ideias, e isso é fundamental para o desenvolvimento humano. Muitas vezes, somente quando se toma conhecimento da experiência do outro é que você acaba tendo uma nova ideia, compreendendo um assunto que estava mal compreendido e produzindo algo novo. Ao compartilhar esta novidade, outra pessoa terá outra ideia, aumentará seu conhecimento e, da mesma forma, dará um novo passo na vida, e isso continua sucessivamente.

Muitas vezes, pequenas ideias, depois de compartilhadas, tornam-se grandes ideias e ajudam toda a humanidade, algo que não aconteceria se não tivesse sido compartilhada. Ou seja, nós ajudamos os outros a andar e os outros nos ajudam a andar, e é esta troca de informação que faz com que a humanidade caminhe e, quanto mais rápido isso acontecer, mais rápido caminharemos.

E sem dúvida, hoje, a principal ferramenta que permite essa troca de experiências é o Facebook, onde  as pessoas já podem compartilhar o que desejam, acompanhar o que outros escrevem, curtir, recompartilhar, dentre outras coisas. E se tudo isso já é bem legal, a nova versão do Facebook promete turbinar ainda mais esta interação e troca de experiências.

Ontem foi anunciada a nova versão do Facebook, chamada f8. A partir dela, você vai poder dizer de uma maneira mais agradável e fácil o que está lendo, assistindo, comendo, fazendo, ouvindo e qualquer outra coisa do gênero.

Com estas novas ferramentas, o Facebook agrega vários outros serviços já conhecidos por nós, tais como o Twitter, Foursquare, Gowalla, Tunerfish, dentre vários outros aplicativos similares, com a vantagem de que agora você tem todos seus amigos reunidos numa mesma plataforma. Isso certamente fará com que muito mais pessoas, por exemplo, compartilhem o livro que estão lendo e recebam opiniões de outros amigos e conhecidos que já leram o mesmo livro. A mesma coisa se aplica a filmes, músicas, shows, restaurantes, vinhos e vários outros momentos da vida.

Você não gosta de se expor? Tudo bem, não comente nada, mas muito provavelmente vai gostar de saber o que seus amigos estão fazendo, então, a novidade está valendo também pra você.

Já sobre a Timeline, ela não é nada além de uma forma de organizar suas informações no tempo, sejam fotos, posts, artigos, momentos de vida, ainda com a possibilidade de mesclar sua Timeline com a de seus amigos, gerando um grande cadastro de informações organizadas sobre sua vida. No entanto, isso embora simples, é algo realmente grandioso quando pensamos que ocorre numa plataforma onde se encontram quase 15% de todas as pessoas do mundo.

Eu já até vejo muitas pessoas arrumando seus passados na Timeline do Facebook, colocando fotos de quando eram crianças, momentos importantes como a formatura, o casamento, o nascimento dos filhos, a compra do primeiro carro, do primeiro imóvel, as viagens, enfim, muitos irão armazenar suas vidas lá e, nisso, sem dúvida, encontrarão outras pessoas que viveram os mesmos momentos e que poderão compartilhar outras fotos. Afinal, quem já não foi à casa da avó, da mãe, dos tios ou mesmo de amigos, viu fotos antigas e curtiu fazer isso? Pois agora isso será mais fácil acontecer e acontecerá muito mais vezes.

Sem contar que agora, como a Timeline do Facebook, muitos vão poder contar partes das suas vidas no trabalho e em outros lugares para colegas e amigos, de uma forma muito mais rica e interessante.

Mas vejo também muitos relutando em fazer isso. No entanto, depois de um tempo, quando perceberem que todo mundo aderiu à onda, acabarão aderindo também. Nessa hora, até mesmo os mais relutantes também se renderão ao movimento. Isso é sempre assim. Mas sempre haverá aqueles teimosos, que não darão o braço a torcer. Fazer o quê? Azar o deles. O fato é que, nessa hora, teremos realmente muita gente com suas vidas lá no Facebook, e isso será muito interessante.

Por falar em fotos, não sei se você sabia, mas o Facebook já é o maior repositório de fotos do mundo, muito maior do que o Flickr. O Facebook tem algo como 140 bilhões de fotos armazenadas, ou seja, 10 mil vezes mais que a quantidade de fotos da Biblioteca do Congresso nos EUA, tida como o maior acervo de fotos impressas do mundo.

O gráfico abaixo ajuda a compreender melhor isso:

De acordo com o site 1000memories, foram tirados mais de 3,5 trilhões de fotos ao longo dos 200 anos de história da fotografia. Se isso realmente procede, o Facebook armazena mais de 140 bilhões delas, o que significa cerca de 4% de todas as fotos tiradas até hoje no mundo. Uma marca realmente expressiva.

No entanto, agora com a Timeline, tudo indica que esta marca irá crescer ainda mais, e a casa do bilhão vai ficar pequena, pois alguém duvida que todo mundo vai encher seu perfil com fotos que até então não havia colocado?

Mas perceba uma coisa. No início, todo mundo vai colocar as fotos que tem em mãos, aquelas que você lembra, e organizar seu passado. Mas muita coisa passou desapercebida, e você já perdeu o registro de muitas coisas. Porém, perceba que agora, com a Timeline, que irá armazenar tudo o que você faz, todas suas interações, você construirá um histórico da sua vida e poderá, no futuro, olhar para trás e rever o que disse, o que postou, o que curtiu, as fotos que tirou, tudo arrumado na linha do tempo. Sem dúvida será muito interessante olhar para o passado desta forma tão rica.

E além de olhar e analisar seu passado, poderá também olhar e ver o passado da vida de todos os seus amigos e parentes. É como uma enorme agenda multimídia viva. Já imaginou como isso será interessante?

Com toda certeza, esse é um serviço que trará outras derivações, que agora sequer somos capazes de perceber.

A Timeline não é apenas mais um novo serviço do Facebook. É um serviço que certamente irá mudar a nossa realidade e a forma da humanidade se relacionar.

Toda essa forma de se expor pode (e com certeza vai) impactar na hora de conseguir um novo emprego. O novo Facebook será um prato cheio para selecionadores de RH, pois será uma forma de eles conhecerem mais sobre o candidato que se apresenta. Portanto, não se esqueça disso na hora de fazer seus registros. Lembre que expor a sua vida pode trazer benefícios, mas pode divulgar aspectos que talvez fosse melhor que ficassem menos explícitos.

Mas compartilhar o que estou fazendo, acompanhar o que todos os meus amigos estão fazendo, acessar o meu passado, o passado dos meus amigos, interagir com tudo isso, acompanhar as notícias do dia a dia, ufa…

Talvez diga:

– Nossa, tudo isso não é informação demais?

Sim, claro que é! Mas como já dizia a minha avó, o que são umas gotas de água a mais para quem já está inteiro ensopado? Afinal, já não vivemos imersos num mar de informações que mal conseguimos digerir?

Pelo menos, parece que agora todas elas estarão mais organizadas, num Timeline.

Bom proveito.

😉

O uso de rede sociais e do Facebook nas empresas

Muito já se falou sobre este assunto, no entanto, ao que tudo indica, o problema continua. Eu fiz questão de colocar as Redes Sociais e citar o Facebook no título desta matéria, porque mesmo fazendo parte do grupo de mídias sociais, ele vem conquistando uma expressão tão grande que é importante tratarmos dele à parte.

Mas antes de falarmos sobre a utilização das redes sociais nas empresas, vamos entender melhor quais são essas redes, a evolução delas, suas forças e como estão posicionadas hoje.

É importante perceber que, há pouco tempo, as redes mais famosas e mais acessadas eram a dupla Orkut e Messenger. Hoje em dia eles estão dando lugar ao Facebook e ao Twitter. E agora mais recentemente, para complicar ainda mais o cenário, vimos o lançamento do Google Plus, ou Google +.

Eu costumo dizer que o Twitter é como um rádio, que mostra em tempo real o que os seus comentaristas (aqueles que você escolheu seguir) estão dizendo. Quando você escolhe quem seguir, está selecionando a programação que irá passar no seu Twitter e, como em um rádio, as “notícias” ou comentários vão passando, só que em vez de ouvir, você lê.

Voltando a falar da dupla antiga, o Messenger ainda continua forte em muitos lugares, mas a cada ano vem perdendo espaço. Já o Orkut também tem perdido muita força. E já até vimos o Facebook ultrapassar oficialmente o Orkut aqui no Brasil, transformando-se na principal plataforma de mídia social dos brasileiros.

Então, se já tínhamos um problema antes com o Orkut e o Messenger, este problema aumentou ainda mais agora com o Twitter e o Facebook, sendo que este último, diferentemente do Orkut, oferece uma plataforma bastante rica para relacionamento, pois conseguiu reunir toda a rede de amigos que estava no Orkut, as mensagens instantâneas que estavam no Messenger e a sensação de notícia quentinha, como que num rádio, que o Twitter passa.

É por isso que o Facebook está roubando tanto a atenção de todos e ganhando tanto espaço. Ele não só publica em tempo real o que sua rede de amigos está falando ou fazendo, mas permite ainda que outros amigos curtam, comentem e participem ativamente. Esse alto dinamismo cria um ambiente muito atraente, que se transforma numa teia que vai nos enroscando e prendendo muito mais do que gostaríamos.

No entanto, se você está na sua casa e optou por gastar seu tempo nisso, tudo bem. O problema é quando isso começa a roubar suas horas de trabalho e, pior ainda, é quando isso começa a roubar as horas de trabalho dos seus funcionários.

Se você é gestor em uma empresa onde seus colaboradores trabalham fundamentalmente com computador e Internet e percebe que eles estão perdendo horas de trabalho nas mídias sociais, você tem um problema e precisa se posicionar perante ele.

Como então controlar seus funcionários quanto às redes sociais e principalmente ao Facebook? O que fazer?

Vejamos algumas possíveis soluções:

A mais simples e já adotada por muitas companhias é fechar totalmente o acesso ao Facebook e aos outros sites de relacionamento. Isso é relativamente simples para a maior parte das empresas de médio e grande porte. Basta configurar o bloqueio do acesso aos endereços dessas redes em seus roteadores ou servidores e pronto. Vale lembrar que quem opta por isso deve fechar também sites redirecionadores, que permitem o acesso das redes sociais através deles. A vantagem dessa atitude é que você realmente fará com que seus funcionários não percam tempo valioso com assuntos não relacionados ao trabalho. A desvantagem é que você poderá prejudicar um pouco o clima organizacional com a falta de conversas sobre novidades e sobre o que anda acontecendo por aí, nesta época em que todo mundo fica sabendo e comentando de tudo, na hora dos acontecimentos, o que poderá deixar alguns de seus colaboradores insatisfeitos, podendo também prejudicar um pouco a atratividade da empresa.

Outra solução é deixar que eles acessem livremente esses sites e que se estabeleça na empresa uma cultura de responsabilidade e bom senso na navegação em redes sociais. No entanto é importante deixar claro que isso é muito difícil e o que acontecerá é que alguns até conseguirão administrar bem esta liberdade, mas outros não. Infelizmente bom senso não é “senso comum” e, por isso, corre-se o risco de muitos colaboradores não entenderem os limites desta liberdade e acabarem prejudicando seu desempenho na companhia. A vantagem é que a empresa provavelmente deixará os colaboradores felizes com esta decisão e, ainda, se for uma empresa onde a criatividade seja algo importante, este canal de comunicação aberto ajudará a criar um ambiente mais descontraído, sem tantas regras e limitações, o que poderá ajudar no poder criativo e produtivo de muitos deles. A questão nesse caso é saber os limites do uso e até onde as redes sociais podem ajudar ou atrapalhar no desempenho durante o dia de trabalho de cada cargo específico.

Outra maneira de abordar este problema é abrir o acesso em horários específicos como antes do início da jornada de trabalho, na hora do almoço e após o expediente. Esta também tem sido uma opção utilizada por várias empresas. A vantagem é que desta maneira a empresa consegue fazer com que os colaboradores fiquem focados no trabalho, mas também não se sintam totalmente “isolados do mundo digital”, pois podem acessar seus perfis nos horários permitidos pela empresa. Porém, como tudo tem seu lado bom e seu lado ruim, com este procedimento outras coisas podem acontecer, como por exemplo o excesso de horas extras que podem se acumular por causa do horário de saída tardio ou antecipado. Ou seja, o funcionário chega mais cedo ou sai mais tarde apenas para acessar suas redes sociais, e este período acaba sendo contabilizado como horário de trabalho. Nesse caso, é importante deixar claro a todos os colaboradores que eles serão pagos apenas pelas horas de trabalho e que, caso fiquem na empresa além do necessário para acessar esses sites, esse tempo não contará como horas de trabalho.

Por fim, outra opção é adicionar horários de pausa durante o expediente, compondo com a solução anterior, para aliviar o uso excessivo antes e depois do expediente, liberando o acesso apenas nesses momentos de descontração e relaxamento, algo em torno de 15 minutos por período. O horário da pausa é uma boa saída também para resolver outro problema, que é daqueles que fumam, pois ajuda a oferecer igualdade de período de relaxamento a todos os colaboradores, tanto aos que fumam quanto aos que não fumam, permitindo também o acesso aos sites de relacionamento nestes horários. Dessa forma, os colaboradores focam em suas tarefas e se programam para acessar suas redes sociais apenas nos períodos permitidos.

Esta é uma solução que tem dado certo em algumas empresas, mas é necessário que a gerência tenha muito controle sobre os acessos de cada um dos colaboradores para que eles não “burlem” os períodos permitidos. Uma saída é desenvolver um sistema automático para liberar o acesso apenas durante esses períodos. Nestes casos há de se tomar cuidado também com os navegadores que acessam o serviço nos horários permitidos, mas por permanecerem logados, continuam com estes acessos nos períodos não permitidos. O departamento de TI dessas empresas deverão estar atentos a esse detalhe.

Outra solução é criar uma política de acesso diferenciada por nível hierárquico ou por departamento. Para alguns departamentos, o acesso às redes sociais pode ser muito importante, enquanto para outros pode ser totalmente supérfluo e desnecessário. Imagina-se também que, quanto mais alto o nível hierárquico, maiores as responsabilidades deste colaborador e maior também pode ser sua liberdade de ação, bem como a possibilidade de acesso às notícias. Uma possibilidade é criar uma política que permita o acesso apenas para quem precisa ou para quem saberá usar com responsabilidade. Caso você decida utilizar esta forma, lembre que é muito importante ficar muito claro, para todos, os motivos que darão direito a uns e não darão direito a outros. Evite abrir para alguns colaboradores e fechar para outros do mesmo nível hierárquico ou do mesmo departamento, pois isso poderá gerar um sentimento de exclusão e desagregar o time.

Em resumo, essa nova realidade é um assunto que deve ser tratado com atenção, sabendo de antemão que não haverá um modelo perfeito que agrade totalmente tanto aos funcionários quanto à empresa. Em todos eles há prós e contras. O importante é que os gestores conheçam sua equipe, o estilo da sua empresa e o perfil dos funcionários, de modo a construir uma política alinhada com os dias de hoje e que seja adequada à empresa, equilibrando o clima organizacional, o rendimento dos colaboradores e os interesses da companhia.