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Qual o sentido da vida?

Tendo sido questionado sobre porque estamos aqui, da onde viemos, para onde vamos, se fomos criados, etc…

Eu respondi:

Para mim (e esta é uma visão totalmente pessoal)

1) Sim, há um propósito (compreendo que tem que ter)

2) Mas acredito que o propósito não tem nada a ver com o nosso bem estar, nada a ver com sermos felizes, nada a ver com nos darmos bem…

3) O propósito é de quem nos criou, de quem nos colocou aqui, é dele o propósito

4) O mundo gira em torno de duas leis básicas

5) Uma que permitiu que tudo o que está aqui viesse a existência e está relacionada a criação e ao surgimento das coisas

6) E outra que movimenta tudo o que foi criado, tudo o que está aqui à nossa volta, a lei da atração e do magnetismo

7) Todos nós atraímos e magnetizamos coisas conforme somos e conforme o nosso caminhar

8) Você nem sempre magnetiza o que deseja (na maior esmagadora do tempo 99,999% das vezes, você nem sabe o que está magnetizando)

9) Apenas quando começar a compreender mais sobre você e sobre esta lei é que você poderá começar a tentar mudar um pouco o rumo das coisas na sua vida, mesmo assim, só dentro de um range muito pequeno, muito de possibilidades e mesmo assim somente dentro desta sua vida atual, cheia de limitações em relação às coisas que te trouxeram até aqui

10) Num primeiro momento, mesmo que souber muito sobre tudo isso um dia, ainda assim conseguirá ter pouca influência na sua vida (mas ai já começará a “pilotar” um pouco seu destino)

11) A morte é necessária para dar um reset na história e será o fim da sua persona sim, por mais que isso lhe doa

12) Mas a morte não é o fim de tudo, é apenas o fim desta persona atual, mas não de uma outra “entidade”, da qual você faz parte;

13) Esta “entidade” desejará voltar e entrará num fluxo natural que fará com que outra persona se expresse aqui na terra. Não porque alguém mandou, mas similar à forma que a água da chuva desce a montanha, corre nos rios, vai para o mar e depois sobe como vapor e volta a cair novamente como água (ou neve,). Alguém voltará (mas não é mais exatamente você). Este outro será uma nova expressão desta esta “entidade” maior

14) Conforme seu andar na vida anterior, e na vida anterior à anterior, e na vida anterior à anterior à anterior e por várias vidas, e por mais uma série de outros fatores da nova vida, você magnetizará coisas na sua nova vida e, conforme for caminhando, continuará a magnetizar outras coisas (a vida é um eterno magnetizar), um eterno atrair e reagir e mudar.

15) O conhecimento acumulado sobre você mesmo (o auto-conhecimento) que compões tudo isso que estou dizendo, bem como o conhecimento de como o universo funciona, ira lhe permitir começar a conduzir um pouquinho melhor a sua vida

16) Nesta hora reside um problema pois, ao começar a conhecer isso você poderá ser pego (e muito provavelmente será) pela soberba, pelo orgulho, arrogância, vontade de fazer diferente, vontade de subornar e manipular o sistema

17) Nesta momento você começará a magnetizar outras coisas que até então não tinha magnetizado

18) Tentará contornar e escapar disso através do conhecimento adquirido (que perceberá que terá aumentado bastante) e até conseguirá em alguns momentos, mas não em outros

19) Continuará morrendo e voltando (como já dito, como partes de uma mesma entidade)

20) Até que depois de muito teimar, espernear e compreenderá que não consegue manipular o sistema. Nesta hora terá compreendido outras coisas e passará a deixar de ser orgulhoso, arrogante, soberbo e começará a se entregar ao processo

21) Nesta hora começará magnetizará outras coisas (novas) e compreenderá melhor tudo

22) Neste momento você começará a ascender e estará, a cada vida, “melhorando a sua média” (em relação as vidas anteriores)

23) Conforme sua média melhora, você já volta magnetizando coisas “melhores” (embora este conceito de melhor está errado), e continuará ascendendo

24) Até que num dado momento você estará se desenvolvendo e começará a tomar contato com suas vidas anteriores (pois elas não morreram de tudo e os sentimentos e conhecimentos estão lá guardados)

25) Nesta hora, quando começar a tomar contato com suas vidas anteriores, absorverá os conhecimentos e emoções destas e sua compreensão aumentará ainda mais enquanto sua ascensão continua

26) Você viverá mais e melhor em cada vida, mas ainda assim morrerá

27) Até que você começará a contatar outras vidas passadas, e “recobrará a consciência delas” absorvendo ainda mais os conhecimentos e experiências destas

28) Este processo lhe fará aumentar ainda mais em conhecimento e sabedoria até que irá conseguir voltar a sua “primeira” vida.

29) Nesta hora terá acessado todas as experiências, sentimentos e conhecimentos de todas as suas vidas que esta “entidade” viveu e tudo isso estará unido em você

30) Nesta hora (ou até um pouco antes disso) perceberá que faz parte de um “tronco” com outros seres, que estão passando pelo mesmo processo, fazendo o mesmo caminho

31) Nesta hora perceberá que deverá se unir a outros seres mas muito provavelmente tentará lutar contra o desejo de se unir a estes seres (para não perder sua persona, seu sentimento de eu), mas em algum momento cederá e se unirá a estas e você e estes outros se unirão se tornando apenas um

32) Neste momento seu conhecimento e o deste outro se unirão por completo e vocês serão apenas só

33) Posteriormente outros chegarão a este estágio e vocês continuarão a se unir também, e isso acontecerá sucessivamente até que todos se tornarão apenas um

34) Conforme a consciência for sendo adquirida a inconsciência irá desaparecendo e o sentimento de que as coisas não é você, vai desaparecendo e tudo começará a ser um novamente

35) Nesta hora todos nós, ou melhor, um ser apenas, conterá todo o conhecimento de toda a humanidade e tudo voltará a ser um

36) Este ser nada mais é do que aquele mesmo ser que criou tudo e que se fracionou lá no início deste processo e que permitiu que todos nós tivéssemos vida

37) Nesta momento, este ser aumentou muito em conhecimento, através de todas as experiências que teve ao longo de milhares de anos através de bilhões de pessoas

38) O que este ser fará então?

39) Provavelmente, poderá repetir toda esta experiência de novo. Provavelmente alterará algumas variáveis diante dos novos conhecimentos adquiridos, mas deverá repetir praticamente o mesmo fluxo

40) Em resumo, nós somos apenas uma fagulha deste ser que tem como objetivo aumentar em conhecimento através da experimentação de diferentes pontos de vistas.

41) Importante notar que para ele, todas as experiências são válidas, todas! As “boas” e as “ruins”. Ao mesmo tempo que ele quer saber o que é ser Papa, ser o Obama, ele também quer saber o que é ser favelado, morrer de fome na África, ou o que é morrer numa guerra, o que é trair ou o que é ser traído, viver na luxuria, ao mesmo tempo que quer saber o que é morrer afogado ou queimado.

41) No entanto, ele fez as coisas de uma forma que nós desejamos não querer sofrer, buscando sempre o prazer e fugindo da dor, esta é a nossa pulsão básica que nos impulsiona para um único sentido, o de crescer e melhorar a cada dia.

42) O desejo de melhorar nada mais é do que o desejo de sofrer menos juntamente com o desejo de ter cada vez mais prazer (não necessariamente o carnal, mas aqui envolve também o espiritual, o altruísta, etc)

43) O universo é um ambiente fechado que ele criou para poder viver estas experiências e aumentar em conhecimento

44) A terra é apenas uma parte deste universo, um dos planos deste universo. Há vida em vários outros planos e tudo está entrelaçado e tudo interage de modo a cumprir este objetivo.

45) Nossa ignorância e limitações de compreensão são necessárias e fazem parte do processo. Se não estragaríamos toda a experienciação. Se descobríssemos o projeto, o objetivo, os por quês, tudo perderia muito o sentido e valor e talvez fosse até melhor acabar com tudo e começar tudo de novo (ou não, talvez em algum momento vamos saber e ai, ele também saberá o que é viver com a compreensão disso tudo).

46) Mas parece que ele precisa que, em pelo menos numa parte do processo, nós passemos por tudo sem saber porque estamos aqui, da onde viemos e para onde vamos pois, só assim, reagiremos com comportamentos que ele precisa compreender e que parecem ser importantes para o aumento do conhecimento dele ao final

47) Mesmo que para nós toda essa história poderá ter levado bilhões de anos, nada impede que aos olhos dele, isso tudo tenha acontecido em alguns minutos apenas

48) Ah, porque ele está fazendo isso?

49) Talvez esteja numa enrascada pessoal, talvez numa guerra que está travando, ou talvez seja apenas um trabalho de escola ou ainda talvez seja apenas porque precisa passar de uma fase de algum jogo que está jogando, lá, onde quer que ele esteja

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Ainda, a realidade nada mais é do que uma desconstrução da consciência. Quem assistiu Lucy compreende melhor o que estou dizendo. Aquele filme deixa claro que uma vez a consciência sendo 100%, não há mais distinção entre isso e aquilo, eu e você. Tudo o que gira a nossa volta existe porque temos uma enorme inconsciência das coisas. Vivemos olhando pelo buraquinho da fechadura, vendo só uma partezinha ínfima da história toda.

Quanto a termos domínio das rédeas da nossa vida, fazendo um paralelo, estamos como que no meio de um rio muito caudaloso, num barquinho ínfimo e por mais que nos esforcemos, iremos seguir em frente neste rio e não há nada que se possa fazer para mudar o rumo das coisas. Elas são o que são e ponto final. Ainda, conforme você ganha conhecimento e compreensão da história, mais percebe que sequer vê as margens deste rio e que a profundidade dele é imensa também, ou seja, você não tem poder de fazer absolutamente nada!

Por fim, outro ponto muito importante a compreender é que acreditar que há um criador não tem necessariamente relação alguma com existir algum objetivo nobre para nós. O que pode ser muito importante para nós, talvez não seja para Ele e tudo indica que é se há um objetivo, este objetivo é dele, e não nosso.

Por exemplo, se você está criando gado, e você os cria para o abate, muito provavelmente eles ficariam muito chocados se soubessem disso, mas, para você, é totalmente normal.

Se você oferece a eles proteção, uma boa cocheira, água, bons alimentos, ração, vacina, não os deixa se estressar, etc… no final, a sua preocupação é que eles não morram e que se transformem num bom e suculento bife. Já imaginou se eles descobrissem isso?

Talvez seja exatamente por isso que estas perguntas, mesmo tendo sido feitas à exaustão por milhões de pessoas em milhares de anos, ainda continuam sem resposta.
:-/

NOTA: Compreendo totalmente que a maior parte dos leitores discordará de muitas coisas aqui escritas (se não até de quase tudo). Sei que muitos acharão algumas coisas extremamente sem nexo e até infantil. Sei que muitos se escandalizarão com outras. Em resumo, sei que pouquissimos compreenderão o que de fato aqui está escrito. No entanto, mesmo assim achei que era importante compartilhar pois, só desta forma, quem sabe, encontrarei alguém que está bastante avançado na compreensão das coisas que nos cercam.

Deseja Deus que você não sofra?

Sempre ouvimos pessoas dizer: “Graças a Deus tudo acabou bem”, “Se Deus quiser, tudo vai dar certo”, “Tudo bem graças a Deus”, e outras expreessões similares.

Ainda, quando estamos numa situação difícil é normal oramos e pedirmos ajuda a Deus. Nesta hora imaginamos (e desejamos) que ele nos ouça e que possa nos ajudar.

Mas será que Deus realmente tende a nos proteger? Será que Deus realmente deseja que nós não soframos?

Baseado em que imaginamos que Deus quer o nosso bem estar? Baseado em que imaginamos que Deus poderá nos proteger, ou deseja nos proteger?

Vamos analisar alguns pontos que poderão nos ajudar a compreender melhor isso.

 

Referente à sua CRIAÇÃO

Bem, se você crê em Deus, então deve crer na criação, vamos então analisar um pouco tudo o que Ele fez. Ao olharmos para os insetos, o que vemos? Vemos insetos calmos, mansos, tranquilos ou vemos insetos que matam, brigam tem garras e carapaças, como se estivessem armados e prontos para uma guerra? Falando de alguns deles, o que faz a aranha viúva negra após o acasalamento? Mata o seu parceiro! E a fêmea do louva a deus? Come a cabeça do macho que a inseminou. Já percebeu como é um besouro? Parece um tanque de guerra, com garras enormes. E as formigas? Também dotadas de grandes garras. Já a maior parte das aranhas são venenosas e por falar em veneno, temos também o escorpião, com garras, veneno e ferrão. Por falar em ferrão, e as abelhas e as vespas? Em resumo, olhando para os insetos parece que o criador os preparou mesmo para a guerra.
Mas mudando um pouco de categoria, o que falar das cobras? Percebemos que a grande maioria delas são venenosas, não é mesmo? E se ficarmos nos repteis, ao analisarmos o jacaré e o crocodilo o que vemos? Uma dura carapaça para os proteger e uma fileira enorme de dentes que os tornam um dos maiores predadores do mundo animal.
E se formos para o mar? Temos tubarões que também matam para comer, além das orcas que antes de comer sua presa, brincam com ela num ritual cruel e perverso. Mesmo se olharmos para animais que são mais mansos, como as baleias, estes também se alimentam de seres vivos, pequenos, mas vivos.
E se migrarmos para aves tais como o falcão e águia, veremos também seres com garras poderosas e bicos que estraçalham ou seja, vemos também seres preparados para matar e nem chegamos ainda nos mamíferos tal como o hipopótamo dotado de caninos que matam. Estranho pensar que o hipopótamo tem esta “arma” quando é herbívoro, não?
Mas quando se fala em arma mortífera nada se compara aos grandes felinos tais como o guepardo, o leopardo, o tigre e o leão que são dotados de músculos, agilidade, foco, garras e caninos mortíferos, se tornando verdadeiras máquinas de matar sabendo exatamente como agir, tendo sido programados para isso. O leão quando ataca animais maiores como búfalos e hipopótamos não consegue matá-los de imediato e começam a sua refeição, devorando-os enquanto ainda estão vivos! E o que o novo macho faz com os filhotes, quando assume um bando? Mata-os todos!

Quem os programou para fazer isso? Seu criador.

Então, sendo assim bem superficial e olhando apenas algumas espécies, percebemos como o mundo animal é totalmente voltado para a luta, para a guerra constante, para a morte e para a sobrevivência do mais forte e do mais apto. Parece que o Criador quando criou os animais não desejou que estes tivessem paz.

Mas ai talvez diga: Estamos falando de animais e não de seres humanos, os humanos são diferentes.

Ainda no quesito “Suas Criações”, não podemos deixar de olhar de perto a questão do sexo.
Sim, porque nela há várias observações que demonstram que ele não pensou nem um pouco que a paz rondasse estas questões, não é mesmo?

O primeiro ponto que eu quero abordar é em relação do desejo masculino exacerbado em fazer sexo. Sim, porque o Criador dotou o homem (e praticamente todos os machos) com uma grande vontade de fazer sexo, uma vez que isso está atrelado ao hormônio masculino testosterona, que há em maior quantidade no sexo masculino.  Isso faz com que o homem tenha muito mais vontade de fazer sexo do que as mulheres e isso causa vários problemas, pois em geral o que acaba acontecendo é que os homens acabam fazendo sexo com várias mulheres, mas por outro lado se ele não fizer, também gerará outro problema, pois a vontade de fazer sexo continuará presente. O homem foi programado para copular, o máximo possível, de modo a espalhar seu sêmem e garantir a sobrevivencia da sua espécie. É a camada da razão e das regras da sociedade que freia isso. Ou não, como podemos perceber que em várias comunidades mais antigas onde um homem tem várias mulheres (desde sempre), o que também acaba causando outros problemas. Ou seja, os desejos masculinos estão em descompasso com o desejo das mulheres por consequencia em descompasso com a boa convivência em sociedade, por isso temos uma série de problemas relacionados ao sexo, por conta de todo este ímpeto que existe dentro dos homens. Percebemos aqui novamente que o Criador não levou muito em consideração que houvesse paz e a harmonia na hora de fazer o homem tão vigoroso desta forma e com tanto desejo sexual.

Ainda referente ao sexo, outro ponto importante de se notar é o fato da mulher já estar pronta para o sexo já tão cedo, em geral por volta dos 12 anos enquanto que emocionalmente ainda não está madura nesta idade e sequer tem conhecimentos e maturidade para ser mãe. Sabemos como isso tem causado problemas durante toda a história humana. Há milênios, meninas deixam de ser meninas e logo passam a ser mães enquanto ainda são crianças. Ainda hoje em várias culturas do oriente médio, elas se casam bem cedo e ainda crianças. No entanto, mesmo em culturas ocidentais onde este não é o costume, o desejo sexual também irrompe e é muito normal vermos mulheres ainda solteiras e bem jovens, já engravidarem. Assim como os homens as mulheres jovens também tem muito desejo sexual. Novamente vemos o desejo sexual imenso colocado pelo criador em suas criaturas, não demonstrando nenhum alinhamento com a paz e harmonia, nem tão pouco vemos qualquer demonstração de preocupação com o bem estar dos humanos, ele só queria que procriassemos e o quanto antes possível, de modo que a raça humana realmente abundasse na terra.

Por fim, não posso deixar de analisar o formato do pênis humano com sua glande. Este formato, juntamente com os movimentos de vai e vem do sexo e com a ejaculação no final, se torna, antes de ser uma ferramenta fecundadora, mas inicialmente, uma “bomba limpadora de sêmem”. Ou seja, uma ferramenta propícia para retirar o sême de um possível parceiro anterior, de forma a deixar apenas o sêmem deste último que copulou. Ou seja, assim como no mundo animal, parece que o Criador desejava mesmo que apenas o mais apto pudesse gerar decendência, independentemente de qualquer outra coisa e pensando que a mulher pudesse, no período fértil, ainda ter tido relações com mais de um parceiro.

Em resumo, ao analisarmos o sexo, os desejos sexuais humanos, de homens e mulheres e toda a anatomia envolvida, percebemos que a paz não era, de forma alguma, o que o criador intencionou para o homem, pelo contrário, fica nítido que o objetivo era apenas o de dar continuidade à espécie, independente das dores e danos que isso pudesse causar. E isso é uma realidade em toda história da humanidade, quero dizer, todos sabemos quantos problemas e mortes ocorreram e ainda ocorrem por causa do sexo.

Ou seja, ao analisarmos friamente a natureza e a criação, não vemos moral alguma, pelo contrário, vemos apenas que tudo foi feito para haver sexo da forma mais animal, rápida e procriatória possível, sem dó nem piedade dos seres humanos.

Referente aos seus “SEUS” LIVROS SAGRADOS

Vamos analisar algumas posturas de Deus em algumas passagens tanto da Bíblia como do Alcorão (e com isso abordaremos os Judeus, Cristãos e Muçulmanos)

Que tal analisarmos o que aconteceu no Dilúvio?
Houve mortes ali? Sim, e muitas. Segundo alguns historiadores, se o dilúvio bíblico realmente aconteceu ele matou bilhões de pessoas, sim pois desde Adão e Eva, com a taxa de natalidade nas alturas e os seres humanos morrendo com centenas de anos, isso faz com que a população literalmente exploda em números. No entanto, todos morreram e porquê? Porque rejeitaram entrar numa arca, feita por um homem e sua família que vivia longe, muito longe do mar. Pense bem, se hoje um velho construísse uma arca de madeira no meio da sua cidade e dissesse que Deus falou com ele e que Deus irá destruir todos que não entrarem na arca, você entraria nesta arca? Bem, se sua resposta foi não, então você está condenado a morte, afinal, foi exatamente o que aconteceu lá no passado (segundo a Bíblia). Bem, mas o ponto aqui é vontade de matar e só no Dilúvio o Deus da Bíblia já mostrou que ele realmente não estava nem aí para aquelas pessoas. Imagine quantas não oraram pedindo salvação. Adiantou? Que nada, todas morreram. Importante dizer que o dilúvio consta tanto da Bíblia Judaico/Cristã como do Alcorão.

Andando mais um pouco na história e chegamos a Abraão, um homem chamado como “amigo de Deus”. O que a história de Abraão tem a nos dizer sobre Deus?
Esta sem dúvida é uma das maiores provas que Deus realmente quer mais é ver o circo pegar fogo. Nem vou falar do fato dele ter pedido para Abraão sacrificar seu filho amado, Isaque. Isso é fichinha perto do que ele estava tramando. Mas para você entender, preciso contar um pouco da história de Abraão

Abraão era um homem temente a Deus que vivia em contato com ele, era um astrólogo e lia as estrelas. Era um homem bom, humilde e próspero. Deus gostava de Abraão ao ponto que chegou para Abraão e disse: Sai da sua terra, da terra da sua família e vá para uma terra que eu irei te mostrar. E assim fez Abraão, largou tudo e foi morar em tendas, indo para uma terra prometida por Deus. Neste momento Deus abençoa Abraão e diz que a descendência dele seria grande, muito grande, tal como as estrelas que há nos céus ou como os grãos de areia que há no mar, e que seria abençoada, muito abençoada.
Bem, tudo bom exceto por um fato, Abraão não tinha filhos, sua esposa Sarah era estéril !!! E agora?
Dado um certo momento da vida deles, Sarah preocupada que havia uma benção e uma profecia proferida para Abraão e que ela era o impeditivo para que esta profecia se cumprisse, Sarah teve uma ideia e pediu para que Abraão tivesse relações sexuais com sua escrava, Agar e que esta desse a luz entre suas pernas, para que Sarah sentisse que aquele filho fosse como se fosse dela. E assim se deu. Abraão foi lá e transou com Agar e desta relação nasceu Ismael. Pronto, agora a profecia poderia se cumprir e Sarah estava mais tranquila. Ismael já era um moço e Sarah estava já bem mais velha quando eis que surgem dois viajantes e Abraão os acolhe. Qual não foi a surpresa quando os viajantes dizem que eram anjos e que vieram trazer uma mensagem de Deus de que Sarah daria a luz a um filho. Sarah ouviu isso lá da cozinha, riu e pensou: imagine, quando era jovem eu era estéril, imagine agora que já sou velha, se vou ser capaz de ficar grávida. No entanto, anos depois lá estava Sarah grávida, assim como os homens disseram e porque ela riu, o nome do menino veio a ser Isaque, que significa riso.
Bem, agora eles tinham um problema e sério! Abraão e Sarah já eram velhos e Isaque era uma criança, além disso, Isaque tirou todo o brilho de Ismael e de Agar, afinal, quando Abraão e Sarah morressem Ismael seria o descendente prometido, aquele quer herdaria tudo e se por acaso Agar estivesse viva, ela seria a mãe do descendente. No entanto, agora com o nascimento de Isaque tudo muda de figura e Sarah começou a ficar muito preocupada com a integridade física de Isaque, caso ela e Abraão morresse. Afinal, seria muito fácil para Agar e Ismael matarem Isaque e fazerem com que tudo voltasse a ser como era antes, tendo Ismael como descendente. Ai, com medo, Sarah pede para que Abraão mande Agar e Ismael embora. Abraão reluta mas Deus num sonho manda que ele a ouvisse e Abraão assim o faz e manda embora Agar e Ismael. Bem, a história parece que terminou bem, mas não!
De Ismael vieram os Ismaelitas que posteriormente se tornaram todos os Árabes do Oriente Médio que num dado momento recebem ninguém menos do que Maomé e deste nasce o Alcorão e os Muçulmanos.
Já de Isaque veio Jacó, que teve seu nome alterado para Israel, que teve 12 filhos sendo um deles Judá, que foi o patriarca que deu origem aos Judeus.
Agora eu te pergunto: quem é o filho que é o descendente que tem direito à terra prometida? Ismael, o primogênito, filho de Agar a escrava ou Isaque, filho de Sarah a esposa legítima?
Compreende melhor agora porque estes dois povos tanto brigam pela palestina e por Jerusalém? Ambos acham que aquela terra foi prometida ao antepassado deles, um acha que foi Ismael e o outro acha que foi Isaque. Entende também agora porque o Judeu tem que vir do ventre judeu? Porque se o Judeu privilegiar o primogênito, ele estará dando a terra prometida a Ismael, que foi o primogênito de Abraão. Enfim, mas não importa, o que importa é Deus criou a maior briga de todas, a maior dentre todas as contendas humanas! Uma briga que dura milênios, que já ceifou milhões de vidas e que até hoje ainda ceifa e pelo que tudo indica, não parece que vai ter um fim tão cedo.
Mas como se não bastasse, ele ainda foi lá e colocou uma cereja neste bolo! Anos depois fez com que o seu “filho” nascesse ali, justamente ali, em Jerusalém! Ele viveu e morreu ali e deste “filho” vieram os cristãos que também olham para Jerusalém como uma terra santa e também se sentem donos dela. Já ouviu falar das Cruzadas? Pois então, nelas Muçulmanos e Cristão lutaram por Jerusalém por séculos com milhões e milhões de mortes e muito derramamento de sangue.

O que te parece? Deus gosta ou não gosta de um derramamento de sangue?

Olhando ainda para outras partes da Bíblia, poderia citar inúmeras passagens que mostram morte, execução, guerras e quanto Ele fomentou isso, mas uma delas em especial me chama muito atenção, é uma história que aconteceu com o Rei Saul.
Deus mandou Saul ir ajustar as contas com os Amalequitas, mas veja a ordem D’Ele para Saul:
“Agora vai, e tens de golpear Amaleque e devotá-lo à destruição, junto com tudo o que ele tem, e não deves ter compaixão dele, e tens de entregá-los à morte, tanto o homem como a mulher, tanto a criança como o bebê, tanto o touro como o ovídeo, tanto o camelo como o jumento.”
O texto continua:
Conseqüentemente, Saul convocou o povo e fez a contagem deles em Telaim, duzentos mil homens a pé e dez mil homens de Judá. E Saul passou a chegar até a cidade de Amaleque e a pôr-se de emboscada junto ao vale da torrente. Entrementes, Saul dissera aos queneus: “Ide, retirai-vos, descei do meio dos amalequitas, para que eu não te arrase junto com eles. Quanto a ti, usaste de benevolência para com todos os filhos de Israel no tempo em que subiram do Egito.” Portanto, os queneus retiraram-se do meio de Amaleque. Depois, Saul foi golpear Amaleque desde Havilá até Sur, que está defronte do Egito. E chegou a pegar vivo a Agague, rei de Amaleque, e todo o resto do povo ele devotou à destruição com o fio da espada. Mas Saul, e o povo, teve compaixão de Agague e do melhor do rebanho e da manada, e dos cevados, e dos carneiros, e de tudo o que era bom, e não quiseram devotá-los à destruição. Quanto a todos os bens que eram desprezíveis e rejeitados, estes devotaram à destruição.
Bem, veja que Saul teve COMPAIXÃO de Agague, o rei de Amaleque, mas o que Deus achou disso?
Veio então a palavra de Jeová a Samuel, dizendo: 11 “Deveras deploro ter feito Saul reinar como rei, porque recuou de me seguir e não cumpriu as minhas palavras.”
E o que Samuel, outro homem, achou disso? Veja:
E isso era aflitivo para Samuel, e ele foi clamar a Jeová a noite inteira.
Ou seja, Saul teve compaixão, mas Deus não. E Samuel ficou insistindo para Deus ter. Fala sério!?
Ah, e para terminar essa história, Deus passou a rejeitar Saul como rei e foi escolher outro pra colocar no lugar dele. Davi. Que matou também um monte de gente!
Ou seja, não tinha conversa na época que Deus e seu povo (Israel) estavam juntos, era morte, morte e mais mortes! O fio da espada comia solto e era sangue pra todo lado.
Por falar em sangue, já viu o que Deus pedia para que seu povo fizesse? Veja o que diz Levítico:
E Jeová passou a chamar Moisés e a falar-lhe desde a tenda de reunião, dizendo: “Fala aos filhos de Israel, e tens de dizer-lhes: ‘Caso algum homem vosso apresente a Jeová uma oferta dentre os animais domésticos, deveis apresentar a vossa oferta dentre a manada e dentre o rebanho. “‘Se a sua oferta for uma oferta queimada da manada, deve apresentar um macho sadio. Deve apresentá-la de sua própria vontade à entrada da tenda de reunião perante Jeová. E tem de pôr sua mão sobre a cabeça da oferta queimada e ela tem de ser favoravelmente aceita em prol dele, para fazer expiação por ele. “‘Então tem de se abater o vitelo perante Jeová; e os filhos de Arão, os sacerdotes, têm de apresentar o sangue e aspergir o sangue ao redor sobre o altar que está à entrada da tenda de reunião. E a oferta queimada tem de ser esfolada e cortada nos seus pedaços. E os filhos de Arão, os sacerdotes, têm de pôr fogo sobre o altar e colocar a lenha em ordem sobre o fogo. E os filhos de Arão, os sacerdotes, têm de colocar os pedaços em ordem, com a cabeça e o sebo, por cima da lenha que está sobre o fogo que há no altar. E seus intestinos e suas pernas serão lavados com água; e o sacerdote tem de fazer toda ela fumegar sobre o altar, como oferta queimada, uma oferta feita por fogo, de cheiro repousante para Jeová. “‘E se a sua oferta como oferta queimada for do rebanho, dos carneirinhos ou dos caprídeos, apresentará um macho, um sadio. E ela tem de ser abatida ao lado setentrional do altar, perante Jeová, e os filhos de Arão, os sacerdotes, têm de aspergir seu sangue ao redor sobre o altar. E ele tem de cortá-la nos seus pedaços, e sua cabeça e seu sebo, e o sacerdote tem de colocá-los em ordem por cima da lenha que está sobre o fogo que há no altar. E lavará os intestinos e as pernas com água; e o sacerdote terá de apresentar toda ela e fazê-la fumegar sobre o altar. É uma oferta queimada, uma oferta feita por fogo, de cheiro repousante para Jeová.
Viu? O cheiro desta morte e de todo este ritual era um cheiro repousante para Deus!!!

E um pouco antes de Levíticos ser escrito, quando os Israelitas ainda estavam presos no Egito, o que fez Deus com Faraó? Endureceu seu coração, diz a Bíblia. Com que resultado? 10 pragas e muitas, muitas mortes, terminando com a morte dos primogênitos onde muitas crianças morreraram.

Bem, mas como disse, se ficar falando de mortes na Bíblia, vou ter que escrever quase outra Bíblia afinal, ela está repleta destas passagens onde Deus mata ou manda matar ou tem repouso com a morte. Na verdade, se formos contabilizar todas as mortes causadas por Deus, na Bíblia, chegaremos a 2.476.633 mortes, sem contar aqueles que morrerarm no Dilúvio. É muita morte, não? Ou Deus que gosta de matar, viu? Ah… comparativamente (embora vou deixar isso apenas como um dado curioso) Satanás foi o responsável por apenas 10 mortes. Verdade, não estou de brincadeira! É pra deixar você pensando mesmo.

E se formos falar do Alcorão? Bem não sou um grande conhecedor do Alcorão como sou da Bíblia, mas já li várias passagens de que Alah deseja a morte dos infieis. Até mesmo por isso que os radicais islâmicos são terroristas e desejam matar todos nós do ocidente porque é a vonta de Alah! Ou seja, parece que Alah e Jeová são irmãos ou primos nesta história de querer a morte e o contínuo derramamento de sangue, muito sange!!!

Mas e se falarmos agora de coisas mais recentes?

Referente à HISTÓRIA DA HUMANIDADE

E o que dizer sobre a história de nós humanos? Quantas mortes, não é mesmo?
As vezes a impressão que dá é que nascemos só para morrer um dia.

Mas falando um pouco mais sobre as mortes durante toda a história, quantas catástrofes naturais, não é mesmo?

  • Terremotos
  • Vendaváis
  • Furacões
  • Tufões
  • Tsunamis
  • Vulcões
  • Chuvas violentas
  • E várias outras violencias da  natureza contra nós seres humanos

Será que nestes momentos ninguém orou e pediu ajuda a Deus? Sem dúvida que sim! E a quantos ele atendeu?

E se formos falar das doenças? Quantas doenças já não assolaram a humanidade e ainda assolam? Quantos não morrem de câncer hoje? Quantos já não morreram de Tifo, Febre amarela, Malária e várias outras, sem falar daquelas que ceifaram milhões de vidas de uma só vez como a peste negra no século XIV e outras similares em outros momentos. Só a peste negra ceifou entre 25 e 75 milhões de pessoas!

Será que nestes momentos ninguém orou e pediu ajuda a Deus? Sem dúvida que sim! E a quantos ele atendeu?

E se formos falar das guerras, quantas guerras já existiram ao longo da história humana? Nem vou falar das guerras bíblicas, quando Israel invadiu Canaã a partir de Jericó, Ai e assim por diante, aniquilando todos que viam pela frente, pela espada de Jeová, mas vou falar das milhares de guerras que existiram quando Gengis Khan, por exemplo tomou conta de quase todo continente Europeu, depois Alexandre o Grande, Napoleão, Hitler e inúmeros outros antes e entre estes. E nas Cruzadas, quantos milhões não morrerarm por Jerusalém? E nas duas grandes guerras, na primeira e na segunda guerra mundial, já imaginaram quantos não morreram nestas guerras, incluindo Hiroshima e Nagazaki?

Será que nestes momentos ninguém orou e pediu ajuda a Deus? Sem dúvida que sim! E a quantos ele atendeu?

E se formos falar da fome? Quantos já não morreram de fome durante toda a história da humanidade? E hoje, quando olhamos para a Africa por exemplo e vemos aquelas crianças que são só pele e osso, como é triste!

Será que nestes momentos ninguém orou e pediu ajuda a Deus? Sem dúvida que sim! E a quantos ele atendeu?

E se formos falar da escravidão? Talvez nem seja bom nos lembrar que a escravidão era permitida nos tempos bíblicos e consta da Bíblia como algo normal, com regras sobre como tratar os escravos incluindo o direito de matá-los conforme a transgressão. Mas vamos rever este momento mais próximo da nossa atualidade, quando milhões de negros morriam no trajeto da África até as Américas ou morriam depois quando era tratados pior do que animais. Quanto os negros não sofreram, não é mesmo?

Será que nestes momentos ninguém orou e pediu ajuda a Deus? Sem dúvida que sim! E a quantos ele atendeu?

Referente à ÀS GRANDES QUESTÕES DA HUMANIDADE

A pergunta que não quer calar é: Você já viu Ele atendendo ou respondendo qualquer uma destes pedidos, destas orações?

A impressão é que na maioria esmagadora ou talvez até mesmo na totalidade a resposta é Não, Não Ele nunca atendeu a qualquer um destes pedidos.

E da mesma forma não atende a outros pedidos humanos já feito há milênios, questões recorrentes de toda a nossa história, tais como:
• Da onde viemos?
• Porque estamos aqui?
• Para onde vamos?
• O que acontece na morte?

Afinal, será que é tão difícil nos responder tais perguntas? Porque tanto mistério sobre estes assuntos? Se ele é o criador de tudo, ele poderia responder a tais perguntas, não é mesmo?

Ainda, quando que ele REALMENTE apareceu para a humanidade, de forma inequívoca, de forma clara, de modo a não deixar dúvidas?

Não vale dizer nos tempos bíblicos, para Abraão ou mesmo por ocasião do êxodo dos israelitas do Egito, afinal, sequer sabemos se isso de fato ocorreu. Exceto os textos bíblicos não há nenhuma comprovação histórica de que estas coisas realmente ocorreram, ao contrário, tudo leva a crer que nada disso ocorreu.

O mesmo pode-se dizer sobre a figura de Jesus. Não há nenhuma comprovação histórica de que Jesus realmente existiu. Novamente o único relato que temos é a Bíblia, um livro composto e 325 DC com o único objetivo de dar base de sustentação à igreja Católica, pela mão do general romando Constantino.

Ou seja, tudo o que lemos na Bíblia é extremamente frágil e duvidoso e grande parte do que nela está escrito tende a ser mito ou histórias para manipular massas. Com isso concluímos que os seus personagens, mesmo o Jeová e o Jesus não tem muito a ver com o Criador, sendo apenas pessoas mais desenvolvidas ou “iluminadas”, conforme um certo ponto de vista.

Mas então, porque o criador se esconde tanto? Será que existe mesmo um Criador?

Eu particularmente não consigo achar outra forma de explicar tudo que está a nossa volta sem a existência de um Criador, alguém que tenha feita tudo isso. No entanto estou longe de crer que ele é um pai amoroso e preocupado conosco. Uma análise fria e honesta dos acontecimentos nos mostram que ele realmente não é assim e isso está muito mais conectado à nossa carência e ao nosso desejo humano do que ao fato de que Ele realmente seja assim.

Se você for pai ou mãe sabe como é ruim não responder a um choro de seu filho, a um pedido de seu filho. Ele não responde a nada, a nenhum dos nossos pedidos, a nenhum dos nossos choros, não reage a nenhum sofrimento humano, nada, nunca respondeu de fato.

Por exemplo, imagine que você não sabe quem é seu pai e sua mãe, isso não causaria angústia? E e vocês morasse com uma pessoa que soubesse quem eles são, e ela não te contasse, já imaginou como isso seria ruim?

E voltando ao Criador, já imaginou quanto mal estar, quantas brigas e mortes seriam poupadas se tivéssemos estas respostas?

Porque será então que ele não nos responde?
Pense, quando alguém te pergunta alguma coisa e você sabe a resposta, porque não responderia? Bem, a única conclusão que eu chego é que não seria bom para nós se soubessemos de toda a verdade. Sim, esta parece ser a resposta mais coerente: Porque a resposta não é boa para nós, para quem está perguntando. Não é bom que saibamos!

Por exemplo, imagine que você trabalha numa empresa e está ouvindo boatos que a empresa vai quebrar (e ela vai mesmo, mas o dono está querendo se aproveitar de você até o seu último suspiro) e ai, você chega até o dono e pergunta: Sr. Nossa empresa vai quebrar?
Se ele responder que vai e que você vai ficar sem salário, provavelmente você vai embora e irá prejudica-lo. Mas ele não quer mentir para você, então o que ele faz? Se cala! Sim, se cala! Fica quieto, não responde, não fala nada. Com isso, muitos vão achar que isso é só um boato e isso vai fazer com que muitos continuem trabalhando.
Bem, esta é a minha única explicação do porquê do silêncio de Deus quanto as principais perguntas da humanidade. Mas isso é outro assunto.

 

CONCLUSÃO

Antes de concluir este artigo gostaria de deixar a minha opinião, que é: Vários fatores me levam a crer que o Deus da Bíblia bem como o do Alcorão NÃO É O CRIADOR!!!

Bem, isso já alivia um bocado, não é mesmo? Quero dizer, nem o tal de Jeová nem o tal de Alah ou mesmo Jesus parecem ser o nosso Criador.

Jesus nem deve ter existido, ele é uma metáfora, um avatar, conforme vários outros anteriores a ele, que também nasceu de uma Virgem, tinha 12 apóstolos, morreu numa cruz, foi ressucitado no terceiro dia, dentre várias outras coisas. Veja isso super em explicado aqui: https://vimeo.com/14661802

Mas voltando, isso não alivia muito quanto as outras observações, como quando olhamos a Criação, a Historia da Humanidade, as Catástrofes naturais, as Doenças, as Guerras, a Escravidão, as Grandes questões da humanidade, etc…

Mas acho que uma conclusão que podemos obter de toda essa análise é que é inocente e imaguro da nossa parte achar que Deus não quer que soframos. Afinal não há nada que nos leve a esta conclusão, exceto o nosso desejo de não querer que isso seja verdade.

Pelo contrário, Deus (se ele existir mesmo) não parece estar muito preocupado se iremos sofrer ou não e se Ele olha para nós, parece que nos vê como uma coletivo. Não duvido até que ele possa ter interferido com um ou outro humano ao longo da história, mas mesmo assim, não é para protegê-lo, não, pelo contrário, imagino que foi por interesse próprio e deve ter sido apenas para dar a estes um pouco mais de esclarecimentos ou “iluminação” para que estes ajam em concordância com seus propósitos pessoais.

Talvez uma conclusão mais amena disso tudo é pensar que Ele nos quer fortes, batalhadores, sobreviventes, vencedores, tais quais os animais que lutam pela sua sobrevivencia e, desde que DENTRO DA MESMA ESPÉCIE e nesta circunstância, Darwin tinha razão, é realmente a lei do mais forte que impera e o mais apto sobrevive e continua!

Com os seres humanos não é diferente. Parece que o mais forte, o mais apto deve viver e gerar descendência, só assim a raça humana irá melhorar e progredir. E o pior é que não dá  pra falar que ele este errado, pois de fato progredimos ao longo destes mais cerca de 6.000 (ou 10.000) anos de existência humana a a Raça Humana cresceu e progrediu um bocado!

Quem nos quer iludidos com um Deus amoroso é a religião. Deus é amoral, ele não tem moral e não parece que deseja que tenhamos. Isso não significa que não devemos ter, mas ele não demonstra nem um pouco o desejo que tenhamos. Ele quer mais é que procriemos e lutemos para sobreviver e que vença o mais apto, o mais forte.

Já a religião não, a religião nos quer com moral, com medos, receiso, pudicos, brandos, quietos, com medo, etc. Porque? Porque assim somos massa de manobra fácil para ela. Veja se ela aprova qualquer um que bata de frente com o que ela ensina? De forma alguma. Seja a Católica, protestante ou mesmo as Testemunhas de Jeová. Ninguém que saber de quem contesta, de quem pensa, de quem acha a verdade. Todas elas querem a ovelha, o cordeirinho, o manso. Óbvio!

Mas deixo aqui um parênteses, parece que as vezes, em alguns casos, algumas pessoas realmente parece acabar sendo protegidas.  A conclusão que eu chego é que esta pessoa se alinhou energeticamente com camadas do emocional ou do mental e isso a protegeu. Isso a fez magnetizar coisas “boas” para ela mesmo. Mas isso não é proteção divina, isso é apenas magnetismo. Mas isso é outro assunto.

O fato é que os mais aptos, fisica ou espiritualmente levam vantagem. Notem portanto que a preocupação DEle é sempre com Ele, ou com a raça humana de forma coletiva, e nunca com um de nós individualmente.

Quero terminar dizendo que muito embora acredite que fomos criados, não acho que este Criador é doce e bonzinho como a maioria das pessoas em geral pensam, ou que ele pensa na gente de forma individual e nem tão pouco deseja que não soframos.

Mas isso não o torna um ser ruim ou do mal. O que eu leio é que ele tem um projeto muito maior do que os meus desejos pessoais e que ele quer que A HUMANIDADE CRESÇA, tal qual as folhas de uma árvor que, quando você poda os galhos e mata várias folhas, você não pensa nas folhas, mas pensa na árvore, quer que ela dê frutos, que seja saudável, cresça e seja frondosa. Você não cuida de uma ou outra folha, mas cuida da árvore. Sabe que as folhas vão cair, e sabe que outras virão, que também vão cair e outras virão e cairão e assim suscessivamente e no decorrer dos anos, a árvore crescerá e ficará frondosa e bonita. Neste exemplo a árvore é a humanidade e nós somos as folhas. As folhas não tem proteção alguma, nascemos para trazer energia à árvore e fazer dela (a raça humana) uma árvore saudável e frondosa.

Assim sendo, o Criador gosta de pessoas fortes, capazes de suportar dores e dificuldades. Se você for uma destas pessões, quem sabe poderá ter algum favorecimento, alguma “benção” momentânea e quem sabe poderá até ser útil a Ele em algum de seus planos ou propósitos. Mas não se iluda, nada indica que isso acontecerá de fato.

Assim sendo, o que nos resta é apenas crescer e ser fortes, lutar e torne-se competente, aprimorando-se constantemente, tendo postura e um bom caráter afinal, se Deus existe, parece que é isso que ele quer de nós, até que a morte nos sobrevenha.

Mas deixei claro, nada apoia a idéia que ele nos protege portanto, cuidado ao pedir algo a Ele, pode ser que ele responda e poderá não ser exatamente o que você deseja.

A verdade é que a vida lhe fará pingar, se não for de suor será de lágrimas, mas você vai pingar.
Então, que seja de suor!

E terminando, arriscando um palpite sobre o objetivo de tudo isso, por ora só me resta concluir que ele quer viver experiências, todas elas, tanto as boas como as ruins. Não só prazer mas também a dor, não só a alegria, mas também o sofrimento. A impressão que eu tenho é que este (ou estes) que nos criou quer aumentar em sabedoria através das nossas experiências, mas isso é uma outra e longa história.

Finalizo dizendo que, tudo isso posto, não parece que o Capitalismo com toda a sua competição e pressão é “divino” rsrsrs, ao contrário do que os socialistas fracotes e perdedores pensam. Mas isso também é outra história.

Deus e a Maldade no mundo

Menor invade residência, decepa a cabeça de bebê, estupra a mãe e esfaqueia ela e outra criança de três anos

http://www.portalonorte.com.br/plantao190-69045-menor-invade-residencia-decepa-a-cabeca-de-bebe-de-um-ano-esfaqueia-a-mae-e-outra-crianca-de-dois-an.html

Diante da notícia acima descritas, algumas pessoas se perguntam:
– Deus existe? Onde ele está? Porque ele permite que isso aconteça?

Meu ponto de vista atual sobre este assunto é o seguinte:

Imagine que você está criando formigas, sim, você é criador e está agora concebendo, elaborando e construindo as formigas.

Provavelmente você primeiro atenderá ao objetivo do porque você as está fazendo, sim, pois há um motivo de você as fazê-las. Por mais banal que este possa ser, há um motivo.
Digamos que o motivo é que elas façam buracos no solo, que o deixem ficar mais aéreo, de modo que o ar possa fluir dentro dele.
Bem, dado o tamanho delas e a quantidade de solo que precisa aerar, vai precisar de um exército de milhões delas. Então, incentivará a procriação e similar as abelhas, criará
formigas rainhas capazes de botar milhões de ovos. Ai, fará com que as formigas vivam em torno desta rainha, cuidando dela, dando alimento especial a ela, cuidando dos ovos, etc…

Enquanto isso, precisa colocar nas formigas força de reação caso o formigueiro seja atacado.

Ai, precisa também aposentar a rainha caso ela bote menos de uma quantidade de ovos por dia, pois neste caso, ou ela estará doente ou velha. Ai, nesta hora, utilizará a energia
de ataque das formigas para que elas acabem com a rainha de maneira rápida, para que sua morte seja o mais indolor possível. Mas como as formigas vão atacar a rainha? Resolve
que ela produzirá um hormônio específico que irá exalar um cheiro característico que atiçará as formigas a atacá-la.
Bem, e assim você vai construindo as formigas, criando hormônios, feronômios, ações e reações, estruturas, formas, etc…
Mas quando terminar seu trabalho, perceberá que se, de repente, a rainha tropeçar sequencialmente em 5 formigas, ela vai acabar produzindo aquele mesmo hormônio da dificuldade de botar ovos e ai, será atacada. Da mesma forma, uma formiga que tivesse tomado contato demasiadamente com ovos durante o dia, também poderia produzir o mesmo hormônio. Você faz cálculos e mais cálculos, mas percebe que não consegue mudar isso, pois implicaria em uma série de outras coisas, e ai, cria formas disso acontecer o mínimo possível mas não consegue evitar por completo que isso aconteça.

Até que você enfim termina seu trabalho de criar as formigas e lá está você agora as observando num formigueiro que está dentro de um aquario de vidro.

Imagine esta cena….

Agora imagine as coisas todas acontecendo conforme você planejou… tudo direitinho.
No entanto, ocorre que uma formiga rainha tropeçou 5 vezes e exalou o hormônio e as formigas agora as estão atacando.
Eu te pergunto: Você vai interferir?
Provavelmente não, você vai apenas observar, afinal, elas estão se comportando totalmente dentro do previsto, do esperado, do programado por você. Mais do que isso, elas não conseguem agir diferentemente do que elas são. Tudo o que elas fazem, tudo, foi você que fez, é obra sua. Então, se uma formiga matar outra, isso estará dentro do
programa previsto. Se uma formiga for gentil com outra, isso estará dentro do programa previsto. TUDO está dentro do programa previsto, TUDO! Nenhum formiga será capaz de criar uma ação sequer, fora do que você programou.

Ai, você olha para este formigueiro e vê ele crescendo e a terra ficando toda aerada, como você gostaria. E mesmo havendo um ou outro percalço, as formigas vivem bem e prosperam.

Conclusões:
– Não é porque elas não enxergam seu criador, que Ele não existe
– Não é porque elas sofrem, que seu criador não existe
– Não é porque tudo não é sempre perfeito, que seu criador não existe
– O criador delas não interagem em nada com o dia a dia delas, ele fez o programa e agora só assite (se é que assiste)
– O fato delas morrerem e sofrerem não a faz imaginar que são frutos de uma evolução
– Elas podem até criar um livro interessante para tentar gerir a conduta e trabalhar a esperança delas, mas este livro não foi escrito pelo criador delas.
– Pode ser dificil para algumas delas descobrir que mesmo tendo sido criadas, estão a mercê de sí próprias, dentro das regras e limitações que o criador dela as fez.

Ou seja, concluo então, que tudo o que acontece hoje na terra, tudo, está dentro do programa do Criador.

Para mim existe sim um criador, mas não há nada para pedir desculpas a ele, nada, absolutamente nada. Se alguém matar, estuprar, explodir uma bomba atômica, what
ever, qualquer coisa… tudo está dentro da matriz de possibilidades que ELE CRIOU!

Então, não há pecado, não há culpa de nada.
Se há pecado ou culpa, é nós em relação a nós mesmo, mas NUNCA entre nós e o Criador.

Por isso entendo que não há um comportamento a ser perseguido para “agradar a Deus”, há um comportamento a ser perseguido para agradar ao próximo, aos que te cercam, sua família, seus amigos e a sociedade, mas nunca para agradar a Deus. Qualquer comportamento agrada a Deus uma vez que todos os comportamentos foram pré-concebidos e criados por ele. Ele nunca poderá culpar ninguém por este ou aquele comportamento, uma vez que todos nós agimos e reagimos dentro da matriz de possibilidades que ele criou.

Então, não é porque há maldade no mundo, que ele não existe.
Para mim ele existe e a maior prova de que isso é verdade é a complexidade extrema de tudo que nos cerca. O bem ou o mal não explicam a existência ou a inexistência de Deus, a complexidada que nos cerca, sim.

Então sabendo que as regras, leis, normas, conduta…tudo está nas nossas mãos, se coisas tristes como estas acontecem, concluimos que  temos que olhar para nós, onde nós estamos errando ao permitir que isso se desenvolva e ocorra e procurar descobrir como devemos agir para que este tipo de coisas não mais aconteça.

O filme A ONDA e o Hamas, os PeTistas e outras crenças

Tenho analisado e percebido várias similaridades dos fatos do Hamas na Palestina e o comportamento dos PTistas aqui no Brasil.

Muito embora sejam histórias muito diferentes em seus contextos, existem comportamentos parecidos, de forte militância, de incompreensão frente aos fatos, por mais que chovam informações contrárias.

Ambos vivem como que num sonho, num mundo a parte. Ambos não desejam a realidade, desejam apenas continuar na sua ilusão, nas suas convivcções, na sua fé, na sua crença, seguindo seus líderes.

O mesmo acontece com qualquer religião fundamentalista ou com qualquer religioso mais convicto, mais entregue a uma causa. Eu mesmo já vivi isso e sei bem como é. Hoje, liberto deste tipo de comportamento, volto no tempo e me lembro de quando eu estava cego, como nenhuma palavra, nenhuma frase, nenhum argumento era suficiente para desmontar o que eu acreditava.

Tenho pensado muito a este respeito e tentado encontrar palavras para juntar as peças que enxergo de modo a expressar minhas idéias.

Foi então quando me lembrei de um filme: A Onda.

Assistam este filme, A ONDA, e compreenderão muito do que está acontecendo hoje no cenário brasileiro, o que está acontecendo lá na Palestina com o Hamas e o que acontece com qualquer seguidor de qualquer religião fundamentalista.

Mas falando um pouco do filme, ele se passa nos dias de hoje, numa época em que os alemães já não acreditam mais que uma ditadura poderia surgir na Alemanha moderna. Neste cenário, numa escola, um professor do colegial oferece um experimento e mostra quão fácil é manipular as massas.

Cria então um movimento que ele chama de A Onda e devagarinho, sem que os alunos percebam, os vai manipulando de modo que estes se sintem parte de uma única entidade.

Nesta altura os que aderiram A Onda já começam a ridicularizar e incomodar os outros alunos que não pensam e agem como eles.

O professor então cria símbolos, cores e maneiras de se vestir para que haja ainda mais distinções entre os alunos de modo a unir ainda mais todos eles.

O símbolo criado é espalhado na forma de adesivos ou pichações por toda a cidade. A Onda promove festas onde só membros podem entrar, e a ridicularização e o menosprezo contra os que não fazem parte da Onda é comum.

Vários se envolvem fortemente com a idéia, pois pela primeira vez se sentem aceito em um grupo.

Os animos se acirram cada vez mais e brigas começam a surgir e ficar cada vez mais frequantes.

Nesta altura já enxergam como é bom fazer parte da Onda e como quem não faz parte não compreende e julgam como traidores qualquer membro que pense em sair.

Quando o professor percebe que a história já tinha ficado séria demais, revela e mostra que tudo aquilo era apenas um experimento. Mostra como que aquelas idéias jamais poderiam ser reais ou factíveis e mostra como todos estavam sendo manipulados todo o tempo e daclara o fim do experimento, fim da A Onda.

Nesta hora a dor é enorme para todos que fazem parte da Onde. Uma realidade dificil demais para compreenderem. Um dos alunos não suporta esta realidade e saca uma arma e se recusa a aceitar e quando um dos alunos tenta lhe mostrar como ele esta enganado, este atira contra o peito deste colega.

Na sequencia, aponta a arma para o professor mas quando argumentaram que ele não poderia matar o professor, o lider da A Onda, pois isso sim acabaria definitivamente com a A Onda.

Ele então não suporta a realidade e atira em sua própria boca.

Este filme mostra como uma idéia, quando impregnada na mente de uma pessoa, de modo a construir um sonho de um novo mundo, de modo a te colocar como parte de um grupo melhor, diferenciado, é extremamente forte e muito difícil de ser retirada.

Isso explica muita coisa!

É exatamente o que acontece hoje na Palestina com o Hamas. O Corão faz exatamente isso com seus súditos, faz com que eles pensem que são melhores, soberanos. Os unem como um grupo diferente, melhor e menospreza os demais.

E é exatamente o que aconteceu e acontece aqui no Brasil com o PT.

Portanto, que isso fique de aviso para todos nós.
Estamos bastante longe do Hamas e felizmente aquela guerra não nos aflige tanto. No entanto o Brasil pode sim virar uma ditadura novamente.

Tal qual como no filme A Onda, onde todos acreditavam que isso era impossível, vejo muitos brasileiros pensando da mesma forma e menosprezando um possível futuro que se constroi à nossa frente e hoje também muita gente ainda não acredita que uma ditadura possa surgir em nosso país, por mais que inúmeros acontecimentos venham acontecendo.

Explica também porque para alguns é tão difícil ficar sem sua esperança, sua crença, afinal, é realmente muito difícil e porque não, decepcionante, perceber que você seguiu o líder errado, dedicou tempo, dinheiro, energia, vida a uma causa infundada.

A decepção é enorme!
O buraco que fica é gigantesco!
É um misto de vergonha, desânimo, falta de confiança em sí mesmo.
Sente-se perdido quanto ao futuro, afinal no que eu vou me segurar agora?

Por isso no filme um dos alunos se matou, pois realmente para alguns é como se a vida perdesse totalmente o sentido.

Mas começo agora a compreender melhor algumas coisas…
Inclusive começo a compreender também porque a minha grande aflição frente a estes assuntos…

No entanto, se faz necessário, infelizmente, desmontar a ilusão destes, pois na ignorância que estão, levados pela sua fé e, mesmo estando cheios de boas intenções, não percebem que puxam tudo para a sombra, para a ingnorância, para o não desenvolvimento, para o mal, para a morte….

A pergunta que surge é: Como agir diante disso?
Pois, dependendo do grau de alienação, palavras não vão adiantar
fatos não vão adiantar pois eles sempre vão conseguir torcer, entortar e encaixar os fatos apresentados de modo a justificar suas crenças.
Eu fiz muito isso e não percebia que estava fazendo
Tudo que me apresentavam, por mais forte que fosse, como que num golpe de Ai Ki Do eu conseguia devolver, conseguia achar uma forma daquele ataque me fortalecer ainda mais.
Afinal, sempre haverá uma forma de pegar um fato e subvertê-lo para que se encaixe às suas crenças, com raríssimas exceções

Desta forma, ao mesmo tempo que enxergo melhor agora, compreendo também como é difícil…
Como é difícil ouvir, enxergar, ver…
Como é difícil aceitar…
Como é difícil pensar em continuar caso haja a aceitação…

É, estamos diante de um cenário realmente muito complexo

No entanto, há de se vigiar constantemente para que não seja, de alguma outra forma, engajado novamente em alguma outra ONDA

Abaixo o filme na íntegra no YouTube.
Se não quiser ver o filme todo, veja a partir de 1:30:00, a parte que o professor desmonta A Onda

Israel, Palestina, Hamas, Árabes, Guerra….

Tentando achar alguma lógica, alguma racionalidade em tudo que vem acontecendo lá na Palestina/Israel, ai vai a minha opiniao:

Ok, Judeu tem muita vezes um comportamento separatista e isso causa muito incômodo e irritação em vários povos e pessoas, ok. Muitos e acham superiores (no entanto é difícil falar que não são, se olharmos os números), e alguns até andam meio de nariz em pé e segregam mesmo. Ok, mas Judeu é uma coisa e Israel é outra. Tá bom, sei que não estão lá tão separados assim, pra não dizer que é quase tudo a mesma coisa, mas o fato é que não são.

Do outro lado, quem vive sob o fundamentalismo islâmico é radical e não consegue raciocinar direito (desculpe, sem ofensas… já fui fundamentalista religioso também e sei bem do que estou falando. Fica-se cego!!!). Por mais que se tente conversar, explicar, nada entra na cabeça e para eles Alá é o único Deus verdadeiro e todo o Ocidente ou não presta ou está à mercê do Diabo (note que estou falando dos fundamentalistas, como Hamas, por exemplo)

Bem, até aqui, estamos quase empatados, mas diria que eu prefiro o separatismo Judeu do que a ignorância do radical árabe.

Continuando…
Israel se desenvolveu muito nos últimos anos, em todos os sentidos. É um povo educado, culto, tendo conquistado vários prêimos Nobeis, detentores de muita tecnologia, dentre várias outras coisas.
Enquanto isso, o pessoal da Palestina fez muito pouco ou quase nada. Realmente se preocuparam muito mais com seu inimigo, do que com seu povo, com seu futuro, com seu desenvolvimento. Ponto para Israel.

Israel “invadiu”, “tomou”, terras deles após a segunda guerra, mediante politicagem na ONU.
Diria então que ok, ponto para os Árabes. Mas pera lá, isso foi acordado, então, tem que ser respeitado. Ninguém fica feliz em perder território. Mas desde que o mundo é mundo isso acontece e quem perde não fica esperneando o resto da vida, feito criança mimada. Então, não dá pra dar ponto pros Árabes por conta disso.
Israel é folgado e, uma vez tendo colocado o pé na fresta da porta, colocou a perna e já está quase com o corpo lá dentro. Ponto pros Árabes.

Porque não se cria um limete de ocupação de cada lado? Tipo, cada um pode crescer até 20% a mais do território que foi delimitado lá no pós guerra, não mais do que isso.

Atualmente quem começa a encrenca parece que é sempre o lado Árabe, Israel meio que se defende. Então, ponto pra Israel. No entanto, devido sua “envergadura” tecnológica, se defende muito bem e ataca bem também, o que causa a desproporcionalidade. Ao meu ver aqui, azar dos Árabes. Quem mandou ficar olhando pro inimigo em vez de cuidar da sua própria casa.

Ainda, vale uma ressalva, quem já viajou para países árabes conhecerá muitos Árabes e Muçulmanos, todos muito educados e pacíficos. Tenho amigos Árabes que são extremamente civilizados e muito, muito gente boa. Portanto, não estou aqui falando do povo Árabe em geral, mas me refiro apenas aos fundamentalistas religiosos, como Hamas e similares. Mesmo porque, vários países Árabes sequer defendem as ações do Hamas.

Então, muito embora não haja santo nessa história, se forem contar os pontos ai dessa análise, verão que Israel vem ganhando. Bem, é por ai que eu ando pensando hoje…

FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO

Sempre ouvi falar sobre fundamentalismo religioso e entendia o que queria dizer, mesmo sem nunca ter lido nenhuma definição oficial a respeito. Basicamente, acho que todo mundo pensa que uma religião fundamentalista é uma religião em que se prega o fanatismo. Mas o que é fanatismo? O que é fanatismo para uns pode não ser para outros.

Fui então buscar na web (Wikipédia e similares) o que existia sobre o tema e confesso que não gostei muito do que li. Novamente se fala mais do mesmo, ou seja, de novo se fala sobre o tal fanatismo. Textos nitidamente escritos por quem nunca viveu esta situação e apenas analisou o assunto de modo genérico com os olhos de quem sempre esteve do lado de fora, simplesmente carimbando como fanáticos aqueles que professam uma crença.

No entanto, estes não se enxergam como fundamentalistas. Eles até acham que os outros, das outras religiões fundamentalistas, são fundamentalistas, mas eles não e que isso não se aplica a eles, afinal, estão com a verdade, servem ao criador, fazem a vontade de Deus. Até enxergam como algo ignorante e totalmente ilógico o que os outros, das outras religiões fundamentalistas, fazem, mas o que eles mesmos fazem não é ignorante e não é nada sem noção, pois se estão apenas fazendo a vontade de Deus, estão apenas fortificando sua relação com ele e se alinhando à sua vontade, e isso não é fundamentalismo, isso é obediência.

Como então conseguir explicar o que é fundamentalismo religioso para todo o mundo, de modo genérico, sem usar o termo “fanatismo”? Como explicar o que é fundamentalismo religioso para quem esta lá dentro, numa destas religiões fundamentalistas, de modo que essa pessoa consiga enxergar? (Tomara!)

Muitos sabem que fui religioso durante muitos anos. Nasci numa religião fundamentalista e vivi sob as regras desta religião boa parte da minha vida, desde meu nascimento até meus 33 ½ anos de vida (um número meio cabalístico, eu sei… rs) e como vivi este período de forma bastante verdadeira e intensa, sei bem do que estou falando e enxergo bem todos os problemas envolvidos, tudo o que há por trás disso e como é difícil para quem está lá dentro enxergar, perceber e analisar as coisas de outro modo.

Ainda tenho muitos familiares fundamentalistas, meus próprios pais são dessa religião em que fui criado e toda a minha família hoje está fragmentada, despedaçada, destruída, por conta desta forma ignorante e cega de analisar as coisas.

Como isso ainda me afeta diretamente, resolvi escrever este texto e dar minha opinião sobre o que enxergo ser a verdade sobre o fundamentalismo religioso, um texto que compreendo ser mais completo e explicativo do que aquilo que se encontra escrito por aí, mas que também tem a intenção de alcançar a compreensão de todos, mesmo daqueles que estão ainda lá dentro, presos por esta estrutura mental tão forte e eficaz que escraviza o ser humano como nenhuma outra é capaz.

De antemão, peço desculpas para aqueles que porventura fizerem parte de alguma religião fundamentalista, pois não vou aliviar nas palavras e na forma de expor os danos que este tipo de estrutura mental causa, e serei muito franco e sincero dizendo tudo o que penso sobre o assunto.

Receita para construir uma estrutura de religião fundamentalista:

Ingredientes:

1)    Crie um Deus poderoso e amoroso (pode ser uma pessoa única, Alá, Buda, ou Jesus, ou pode ser uma dupla, tal como Jeová e Jesus, mas podem ser também três deles, Pai, Filho e Espírito Santo). Não importa quantos sejam, mas é importante que esse Deus seja muito PODEROSO e AMOROSO. Seria bom também  que ele fosse ciumento e vingativo, assim ao mesmo tempo que despertará fortemente o desejo das pessoas serem amigas dele, desejarão também nunca o desagradar. Feito isso, o protagonista da trama terá sido construída com sucesso!

2)    Se utilize de um livro para ser o manual de leis e condutas. Importante que seja um livro bastante complexo e de preferencia muito antigo também. Complexo de modo que nada que esteja escrito nele esteja definido e claro, desta forma você poderá tirar várias conclusões dele, de acordo com seus interesses. E também é importante que este livro seja muito antigo, pois isso dará mais credibilidade a ele, ao mesmo tempo em que deixará sem a menor possibilidade de confirmação qualquer traço de sua autoria. Com linguajar rebuscado e complexo e sendo também muito antigo, ficará fácil dizer que ele foi escrito pelo próprio Deus (este aí descrito acima no parágrafo anterior). Tendo feito isso você já terá construído com sucesso o manual que servirá de base para manobrar sua massa de fiéis.

3)    Agora você terá que extrair desse livro uma esperança para seus fiéis. Procure algo que atenda as necessidades humanas básicas, algo que seja genérico e que todo mundo deseja. Mostre claramente no livro como este Deus se preocupa com seus fiéis, como ele é preocupado e amoroso. Crie ou utilize vários personagens e historinhas para dar suporte ao contexto. Pregue uma moral elevada, isso sempre dá muita credibilidade a qualquer coisa. Mas deixe claro também a importância DE OBEDECER SEM QUESTIONAR para ganhar este prêmio maravilhoso.
Você poderá dizer, por exemplo , que a esperança é VIVER NO CÉU, mas poderá dizer também que a esperança é VIVER NA TERRA mesmo, não nesta Terra, MAS NUM PARAÍSO e melhor ainda, PARA SEMPRE! Mas poderá dizer que DEUS QUER QUE SEJA CRIADO UMA RAÇÃO PURA! Ou poderá dizer também que vai ter DEZENAS DE VIRGENS ESPERANDO VOCÊ após a sua morte. Ou então diga apenas que você vai ser muito abençoado aqui mesmo na Terra, que VAI GANHAR MUITO DINHEIRO E TER MUITA PROSPERIDADE! Não importa o prêmio, o importante é que haja um baita prêmio, bastante interessante e atraente, de modo que muitos o desejarão e farão tudo por ele! Feito isso, desejo foi instalado com sucesso!

4)    É importante também deixar claro que também existe um ser que não deseja que isso aconteça, que quer mais é que você “se foda” e vai trabalhar muito para que isso aconteça. A função deste ser é só te prejudicar, sempre! E que este ser vive só para isso! Não importa muito como ele surgiu, invente qualquer história para justificar a existência dele, não importa. O importante é deixar claro que ele existe e está aqui só para querer o teu mal e que vai viver e trabalhar como louco apenas para que você realmente entre pelo cano (mas o certo é dizer aqui que ele quer que você se foda mesmo). Feito isso a oposição foi criada com sucesso!

5)    Alinhado com este ser construído no parágrafo anterior, construa todas as desgraças que sobrevirão a todos aqueles que estiverem fazendo a vontade deste maligno. Pense o que o ser humano menos deseja e diga que existe também todo este lado horrível, degradante. Pode ser um INFERNO DE FOGO, pode ser um ARMAGEDOM, pode ser A MORTE ETERNA SEM RESSURREIÇÃO, pode ser um PURGATÓRIO DE SOFRIMENTO ETERNO, pode ser um UMBRAL, pode ser qualquer coisa, mas desde que seja realmente algo MUITO RUIM E TOTALMENTE INDESEJÁVEL, INSUPORTÁVEL! Ah, como já dito é muito importante conectar todo este tormento, desgraça, punição ao ser maligno do item anterior, pois estas duas peças trabalharão juntas. Feito isso, o medo estará construído e instalado com sucesso!

6)    Agora o outro ponto importante é enaltecer a importância de se alinhar com aquele Deus supremo do parágrafo 1, ao mesmo tempo em que se deixe bem evidente a incapacidade do fiel de estar à altura dele e de todos os benefícios que este Ser supremo e amoroso oferece. Desta forma, você constrói a estrutura da culpa, de modo que ela estará sempre presente no fiel, e como nunca poderá ser totalmente sanada, o fiel estará sempre em débito com aquele Ser supremo, e por mais que se esforce, nunca, jamais estará à altura do que lhe é dado ou concedido. Feito isso a culpa foi plantada com sucesso!

7)    Tudo isso feito, agora você vai precisar constituir um ponto humano que será a ponte terrestre de comunicação daquele Deus supremo com os homens. Tem que conseguir também, de alguma forma, dar muita credibilidade a esta ponte terrena. Pode ser através da presença de um Ungido (Messias ou Cristo) tais como Jesus, Maomé, Buda ou outro qualquer que serve como a representação na Terra daquele Deus supremo. Ou ainda poderá se valer de algumas das palavras que estão naquele livro complexo e antigo descrito no item 2. Pode lançar mão de algumas profecias e fazer alguns cálculos com elas (isso sempre funciona muito bem) e demonstrar que descobriu algo maravilhoso, que ninguém antes tinha sido capaz de perceber. Poderá validar este ser humano também através de feitos mágicos que este é capaz de fazer, como curas, milagres, visões, capacidade de interpretação também serve. Mas não importa a forma, o importante é que você consega dar credibilidade a esta estrutura terrena, seja ela uma organização ou apenas uma única pessoa. Feito isso, a autoridade foi construída com sucesso!

NOTA: perceba que este ponto é de vital importância em todo o processo, pois será a partir do momento que se confere autoridade a esta pessoa ou a esta organização e que TUDO O QUE ESTA PESSOA OU ORGANIZAÇÃO DISSER SERÁ COMPREENDIDO PELOS FIÉIS COMO VINDO DIRETAMENTE DO DEUS SUPREMO!

Este passo é a chave para disseminar que ESTE SERÁ O CANAL ÚNICO DE COMUNICAÇÃO DO DEUS SUPREMO COM OS HUMANOS e que apenas este canal será capaz de COMPREENDER AQUELE MANUAL COMPLEXO E ANTIGO. Apenas esta organização ou pessoa será capaz então de DIZER O QUE É CERTO OU O QUE É ERRADO!

Pronto! O trabalho estará agora completo e perfeito. A partir deste momento, com tudo FUNDAMENTADO, tudo o que este canal de comunicação disser será recedido pelos fiéis como vindo diretamente do DEUS SUPREMO!

Ninguém questionará mais nada, simplesmente obedecerão. Não importa o que seja dito ou pedido, pode ser uma barbaridade, TUDO SERÁ FIELMENTE ACEITO, FEITO E CUMPRIDO! (E ai de quem não cumprir, todos aquelas desgraças do parágrafo 6 virão sobre este! rsrsrs)

8)    E caso uma pessoa faça o que não deveria ser feito, É MUITO IMPORTANTE DESMERECER, MENOSPREZAR E TIRAR TODO O CRÉDITO DESTA PESSOA QUE AGIU DIFERENTEMENTE! Esta pessoa deverá ser tratada praticamente como lixo. Afinal, ela rompeu com o lado bom da história e esta desagradando ao Deus supremo. Se construir corretamente este ponto, poderá depois:

  1. Ter a liberdade de ser cruel publicamente com aquele que não estiver seguindo a linha que você deseja, sem que ninguém julgue mal a organização ou a pessoa que é o representante na Terra do Deus supremo, afinal esta é “a vontade de Deus”;
  2. Criar medo no resto dos fiéis, de modo que estes NUNCA vão querer ser humilhados como aquele outro que foi escorraçado e humilhado perante todos;
  3. Fazer com nada que venha deste que “se desviou” tenha valor, afinal, ele debandou para o outro lado, o lado “do mal”, tudo o que ele fala e faz agora não presta e é ruim;

Feito isso a punição foi instalada com sucesso!

9) Ah, há mais um ultimo ponto muito importante também: depois de ter criado todos estes itens, você agora precisa proteger esta estrutura, blindar seus fiéis para que nada disso seja abalado em suas mentes. Para isso, basta pregar que qualquer desejo diferente deste é proveniente do maligno. Diga que se a fé deles ficar abalada, não serão dignos do que lhes é prometido e principalmente não permita que estes se associem ou sequer conversem com pessoas que saíram desta organização. Estes deverão ser tratados como traidores do Deus supremo e agora parceiros do Maligno. Assim, nenhum fiel conseguirá ter tratos ou ter qualquer conversa com qualquer um destes que sairam, que enxergaram a estrutura, pois se tiverem terão seu sentimento de culpa  AUMENTANDO AINDA MAIS.

10) Com tudo isso BEM FUNDAMENTADO a estrutura mental foi instalada com sucesso e agora, você já pode manobrar amplamente sua massa de fiéis da maneira como bem entender, afinal:

  1. Tem medo e desejam manter uma relação com aquele Deus supremo do item 1;
  2. Aceitam o livro complexo e antigo como sendo escrito pelo Deus supremo, conforme o item 2;
  3. Desejam aquela recompensa maravilhosa prometida do item 3;
  4. Morrem de medo daquele que não gosta do Deus supremo e que só vive para querer o mal deles, conforme o item 4;
  5. Estão com medo também das punições descritas no item 5;
  6. Sentem culpa permanentemente, não se sentem a altura de tudo o que lhes é dado e, com isso, farão tudo para aliviar essa culpa, conforme o item 6;
  7. Por conferirem autoridade e reconhecerem aquele canal humano/terreno como representante do Deus supremo, considerarão tudo o que ele disser como vindo do próprio Deus, conforme dito no item 7;
  8. Tem medo da humilhação e das punições que virão caso não façam o que lhes é pedido, conforme dito no parágrafo 8;
  9. Estão blindados para que sua crença não seja abalada por qualquer um que disser qualquer coisa contrária a isso, conforme descrito no item 9.

Está completa a estrutura da lavagem cerebral e ESTANDO ELA MUITO BEM FUNDAMENTADO você já poderá usufruir desta estrutura e sinta-se a vontade para manobrar como quiser seu povo.

Pode pedir e dizer QUALQUER COISA, que estes fiéis aceitarão e farão imediatamente. Não importa o que você peça ou diga. Pode ser algo totalmente ilógico, desamoroso, absurdo, esdrúxulo, pode ser uma barbaridade, pode ser qualquer coisa, não importa, TUDO SOARÁ COMO UMA ORDEM DIRETA, UM DESEJO DO CRIADOR!

Basta agora continuar intensificando todos os pontos acima listados para que essa estrutura fique cada vez mais forte e incrustrada no coração dos fiéis. Deixe o polo do bem ficará cada vez mais amoroso e o do mal, cada vez mais perverso. Intensifique o prêmio e piore a punição. Deixe esta briga do bem e do mal bem acirrada, tal qual um escritor de novela das 8 e não só terá muita audiência, mas como dará aos seus fiéis o sentimento de QUE FAZEM PARTE DA HISTÓRIA! Não poupe os que estão fora da estrutura, humilhe-os, desmereça-os, principalmente os que sairam, estes devem ser tratados como lixo mesmo, conforme já dito. Quanto mais fizer isso, mais estará blindando a estrutura mental do seu povo.

Por fim, use palavras bonitas dizendo que o fim deste mundo ruim está próximo e que estes precisam se manter apartado deste mundo ruim, perverso, dominado pelo maligno, enquanto exalte que seu povo anda pelo caminho da verdade e da justiça.

Depois de ter esta estrutura mental fundamentada e de ter uma grande quantidade de pessoas, você será capaz de fazer qualquer coisa, qualquer coisa mesmo. Veja alguns exemplos:

  1. Peça para os pais apedrejarem seus filhos ou esta ou aquela mulher que desobedeceu, e eles farão sem pestanejar;
  2. Incite seus fiéis a lutarem por uma terra, a irem à guerra, e eles irão inflamados e aguerridos;
  3. Você também poderá incitar seus fiéis contra qualquer outro povo, que eles também lutarão contra esse povo firmemente;
  4. Pode fazer com que torturem pessoas de qualquer forma, arranquem-lhes as tripas ou qualquer outra coisa, e seus fiéis farão como se estivessem prestando um serviço sagrado a Deus;
  5. Poderá mandar queimar pessoas na fogueira, dizendo que são pessoas do outro lado, do mal, e eles matarão, orgulhosos do que estão fazendo;
  6. Se dizer que esta ou aquela raça é amaldiçoada e que a sua é superior conseguirá destruir e dizimar toda uma raça, prendendo estes em campos de concentração e os queimando em fornos e da mesma forma sentirão que estão prestando um serviço sagrado ao SENHOR;
  7. Ou então fale que o ocidente é do MAL, que os Estados Unidos são a própria representação do ocidente e precisam receber uma lição, e eles derrubarão enormes prédios e morrerão sem pestanejar;
  8. Entorte as palavras daquele livro antigo e oriente o povo a doar todas as suas coisas para a igreja, para que o Senhor os abençoe com muito mais, para ter prosperidade, saúde e dinheiro, e eles então doarão todas as suas coisas, crentes de que estão prestando um serviço sagrado ao Senhor;
  9. Mencione que quem é da Umbanda, Candomblé ou do Espiritismo estão do lado do mal e que são expressões do maligno, e que todos que fazem isso ou que se associam a estes estão sendo influenciados e servindo ao maligno, e todos respeitarão, concordarão e hostilizarão tais pessoas;
  10. Você poderá dizer que ninguém mais pode tomar qualquer vacina, pois se esta vem do sangue e o sangue é sagrado, não poderão se vacinar, e todo mundo deixará de tomar vacinas e morrerá feliz da vida, achando que está servindo a Deus;
  11. Imponha que ninguém deve tomar sangue, ingerir, doar ou receber transfusões, pois ele é sagrado, e pronto, as pessoas morrerão felizes por agradarem ao Criador;
  12. Proíba comemorações de aniversário, Natal, Dia dos Pais ou das Mães ou qualquer outra festa “pagã” (mesmo que essas festas sejam uma babaquice), e pronto, eles não farão nada disso e julgarão quem destas participa como alinhados àquele maligno;
  13. Ameace dizendo que quem um dia seguiu tais ensinamentos e agora abandonou alinhou-se ao maligno, e não se deve mais falar come ele, nem cumprimentar tal pessoa, mesmo que estes sejam seus filhos, seus pais, parentes, amigos, e não haverá problema, todos aceitarão e seguirão da mesma forma, felizes como que fazendo algo ao Criador de todas as coisas.
  14. E assim por diante…

Agora a estrutura de autoridade, aquele ponto de comunicação terrena do Deus supremo com os humanos, poderá usar e abusar daquele livro antigo, entortando vírgulas, inserindo pontos, interpretando do jeito que desejar qualquer assunto. Pode ir contra a ciência, contra o que história mostra, contra o senso comum, que não tem problema. Mas além disso, poderá também ser cruel à vontade, que todos o seguirão, pois entenderão que tudo o que ele disser estará vindo de Deus!

Afinal, tudo está FUNDAMENTADO NESSA ESTRUTURA APRESENTADA ACIMA e agora, dentro desta estrutura, tudo isso passa a ser a vontade do Senhor, do Criador Supremo, de Deus, de Jeová, de Alá, de Buda, de Maomé, de Jesus, ou de quem quer que esta organização ou pessoa que o representa queira!!!

ESTRUTURA TOTALMENTE FUNDAMENTADA agora é só manobrar seus fiéis como desejar. Todos viraram marionetes! Estes fiéis não pensão mais e OBEDECERÃO CEGAMENTE qualquer orientação que lhes for dada.

Nem tão pouco perceberão que estão sob uma estrutura FUNDAMENTALISTA, pois acreditarão sempre que estão prestando um serviço sagrado ao Deus supremo, e FARÃO TUDO ISSO SEM PENSAR, SEM PESTANEJAR, SEM TITUBEAR, passarão por cima de outros, de amigos, de pais, de filhos, de irmãos, de quem quer que seja, porque sua relação está agora alicerçada COM O DEUS SUPREMO, COM O CRIADOR e, sem mais pensar, viverão apenas de acordo COM A FORMA COM QUE O CANAL DE COMUNICAÇÃO PEDE (EXIGE)!

Acharão que OS OUTROS são fundamentalistas, mas eles não. Eles são agora o POVO DE DEUS e por isso se sentirão MELHORES DO QUE QUALQUER OUTRA PESSOA, mas ao mesmo tempo viverem sempre CHEIOS DE CULPA, culpa esta que será ainda mais agravada quando porventura não fizerem qualquer coisa que lhes seja pedido.

Tudo porque FUNDAMENTARAM suas crenças, sua postura, sua conduta em algumas palavras que estão escritas num livro confuso e antigo que uma pessoa ou uma organização disse que é assim que este livro deverá ser interpretado, sendo esta a vontade de Deus.

Esta é a minha opinião do que é fundamentalismo religioso: um conjunto de histórias, regras e leis que se estruturam de forma a construir uma estrutura mental fortíssima e escravizadora onde pessoas passam a agir como robos, hostilizando o próximo e abandonando suas faculdades mentais deixam de raciocinar e simplesmente seguem o que lhes é ordenado, mesmo que tais ordens sejam totalmente estúpidas, ignorantes e sem nenhum bom senso, mesmo assim elas soarão coerentes, pois isso é “a vontade de Deus”.

Prestes a terminar este texto, deixo aqui agora para você, leitor, uma pergunta:

Como você está se sentindo frente a esse texto? Você está se sentindo mal? Esta sentindo algum tipo de culpa? Este texto te incomodou de alguma forma?

Se a sua resposta for sim, então sinto dizer, mas você faz parte hoje de uma religião fundamentalista!

Se a sua resposta for não, parabéns, você manteve suas faculdades mentais preservadas, conseguiu se livrar das várias religiões fundamentalistas que existem por aí e é guiado apenas pelo sentimento de amor ao próximo, da preservação da natureza e do nosso planeta para tomar suas decisões. E imagino que, diferentemente dos fundamentalistas, você procure a paz e não entra em guerra, nem tão pouco apedrejará algum dia seu filho, nem queimará pessoas na fogueira, não será preconceituoso contra uma nação ou raça, nem deixará de tomar vacinas ou de utilizar sangue se necessário, não doará todo seu dinheiro para uma organização a fim de ser mais próspero e tampouco deixará de falar com seus filhos ou pais apenas porque estes têm uma crença diferente.

Enfim, espero que tenha conseguido fazer você compreender melhor o que é o fundamentalismo religioso.

Abaixo, algumas atrocidades que o fundamentalismo religioso causa:

Pessoas sendo mortas por adultério no Afeganistão, ordem de Alá:

 

Pessoas deixando de falar com seus familiares, ordens de Jeová:

http://www.maltanet.com.br/noticias/noticia.php?id=5465

Ainda sobre a estupidez do que é feito contra Ex-Testemunhas de Jeová, um filme ganhou destaque na Dinamarcar, “To Verdener”, (http://www.imdb.com/title/tt1065318) traduzido por “Mundos a parte”, mostra claramente o fundamentalismo religioso das Testemunhas de Jeová e como estas tiveram suas faculdades mentais totalmente abaladas com condutas pobres e inapropriadas.

 

Pastores pedindo dinheiro, em nome de Deus:

 

E assim por diante…

Triste… tudo muito triste…

Dízimo – é ou não bíblico?

Afinal, é ou não bíblico pagar o dízimo?

Gostaria de explicar de uma vez por todas esta história do dízimo para que todos compreendam à luz das escrituras.

A lei mosaica foi dada aos Israelitas, como uma constituinte, um código de conduta para a nação de Israel.

Este povo recebeu (conquistou) uma terra. Terra esta que foi prometida a Abraão (a famosa terra prometida), Canaã. Esta terra quando conquistada em definitivo deveria ter sido dividida entre as 12 tribos de Israel. No entanto, uma das tribos, a tribo de Levi não recebeu nenhuma porção de terra, pois de acordo com a lei mosaica, caberia a estes, aos Levitas, cuidar das coisas espirituais de toda a nação.

Os levitas eram os sacerdotes da nação de Israel. Estudavam e se preparavam para isso. Além disso eram eles os responsáveis por todos os rituais, sacrifícios e tinham que cuidar de toda a parte espiritual da nação de Israel. Como eram muitas coisas, muitos rituais onde precisavam dedicar muito tempo e por isso, não teriam tempo para poder buscar seu próprio sustento de modo a cuidar das suas necessidades físicas e de suas famílias. Por conta disso dividiram Canaã em apenas 11 partes e não em 12 (o número de tribos) e desta forma, a tribo de Levi não recebeu nenhuma porção de terra.

Como eles então viveriam? Por conta desta circunstância foi criada a lei de que 10% de tudo o que fosse colhido, fosse dado aos sacerdotes, aos da tribo de Levi, em outras palavras, nasceu assim o dizimo. Assim sendo uma décima parte de tudo o que era colhido, era dedicado “à casa de Deus” ou aos Sacerdotes ou aos Levitas.

A lei do dízimo foi dada e pode ser lida hoje em Levítico 27:30-32: “Também todas as décimas partes do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor; santas são ao Senhor. Porém, se alguém das suas décimas partes resgatar alguma coisa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela. No tocante a todas as décimas partes do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao Senhor.”

A lei mosaica trazia juntamente com esta lei muitas outras, tais como guardar o sábado, não comer carne de animais que ruminem e tenham a pata fendada, como o porco por exemplo, ser circuncidado no oitavo dia, dentre várias outras leis. As leis começaram com as famosas 10 primeiras leis, os 10 mandamentos, mas ao todo foram 613 leis que tinham como propósito regular e reger toda a nação de Israel.

Tudo isso estava em harmonia com a promessa que Deus fez para com os descendentes de Abraão, conforme registrado em Gênesis 12: 1-3

“E Deus passou a dizer a Abrão: “Sai da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei; e farei de ti uma grande nação e te abençoarei, e hei de engrandecer o teu nome; e mostra-te uma bênção. E hei de abençoar os que te abençoarem e amaldiçoarei aquele que invocar o mal sobre ti, e todas as famílias do solo certamente abençoarão a si mesmas por meio de ti.”

As leis, dentre outras coisas, eram mais uma benção de Deus para a nação de Israel, uma vez que estes eram os descendentes de Abraão. Lembrando a genealogia: Abraão, pai de Isaque, pai de Jacó. Jacó tem seu nome convertido para Israel e foi pai de doze filhos: Rubem, Simeão, Levi e Judá, Dã, Naftali, Gade e Azer, Issacar, Zebulão, José e Benjamin. Por isso que se diz as 12 tribos de Israel. Seria o mesmo que dizer as 12 tribos de Jacó.

Muito bem, ai está à explicação da lei que instituiu o dízimo e os motivos do porque ele foi criado.

Surgem então as perguntas: É então bíblico pagar o dízimo? Será então que isso deixa claro que o dízimo deve ser pago por quem quer seguir a Deus? Será que isso se aplica aos cristãos de hoje? Devem os cristãos hoje pagar o dízimo?

Bem, temos claramente dois momentos na Bíblia, um até Jesus e outro depois de Jesus. Jesus quando surge, sendo ele um Judeu (alguém da tribo de Judá), deveria cumprir as leis e como homem perfeito que era, deveria cumprir a lei integralmente, sem erro nem falha.

Conseguiu Jesus cumprir a lei corretamente? Jesus pecou?

As próprias escrituras dizem em vários lugares que não! Jesus não pecou!

Veja por exemplo 2ª Coríntios 5:18-21: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo … Aquele que não conheceu pecado, …”

Por ter sido fiel seguidor de todos os mandamentos e por vários outros motivos, Jesus conquistou uma posição que deu a ele direito sobre a lei.

Por este motivo, dentre outros, Jesus é fim da lei e o fim daquele pacto que Deus fez com Abraão, lá no passado e que regeu toda a nação de Israel.

Paulo isso deixa claro em Gálatas 4:21-31 que Jesus foi a semente que cumpriu na plenitude este pacto e que com a presença de Jesus este pacto estava totalmente cumprido e finalizado

Paulo repete isso em Colossenses 2:13 e 14
“Outrossim, embora estivésseis mortos nas vossas falhas e no estado incircunciso da vossa carne, [Deus] vos vivificou junto com ele. Ele nos perdoou bondosamente todas as nossas falhas e apagou o documento manuscrito [que era] contra nós, que consistia em decretos e que estava em oposição a nós; e Ele o tirou do caminho por pregá-lo na estaca de tortura.”

E novamente em Romanos 10:4: Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.”

Por isso que na sua última refeição, ou dita de uma forma mais conhecida, na última ceia, Jesus estabelece um novo pacto com seus apóstolos, conforme descrito em Mateus 26:17-30, Marcos 14:12-26, Lucas 22:7-39 e João 13:1 até João 17:26

Este novo pacto colocava fim no pacto anterior, feito entre Deus e Abraão e com toda a sua descendência (a nação de Israel como um todo).

Aliás, eles estavam ali comemorando a Páscoa e esta foi a celebração da última páscoa para aqueles apóstolos e para todos aqueles que desejaram seguir a Cristo. Por isso também que cristão que é cristão não comemora a Páscoa! Páscoa é uma festa que está instituída dentro daquelas 613 leis, é uma lei mosaica (escrita por Moisés) e que dizia respeito aos Israelitas e Judeus.

Aquela foi a última celebração da páscoa e quem aceita Jesus como seu salvador, sai de debaixo da lei mosaica e entra numa nova lei onde não se comemora a páscoa.

Eu já falei sobre isso aqui: http://www.marcelo.com.br/pascoa

Jesus também deixou claro quais seriam os mandamentos que o cristão deveria seguir, conforme descrito em Mateus 22: 34-40

“Tendo os fariseus ouvido que ele silenciara os saduceus, ajuntaram-se num só grupo. E um deles, versado na Lei, perguntou para prová-lo: “Instrutor, qual é o maior mandamento na Lei?” Disse-lhe: “‘Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.’ Este é o maior e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’ Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.”

Assim sendo, após a sua morte e após a instituição do novo pacto, quem desejasse fazer a vontade de Deus, não precisava mais seguir às leis, não precisava mais estar debaixo daquelas 613 leis.

Bem, imagine como deve ter sido difícil para os Judeus daquela época, de repente não precisarem mais fazer tudo aquilo que vinham fazendo. Imagine como não deve ter sido fácil para eles abandonarem costumes e tradições que faziam até então. Leis e tradições que até aquele momento distinguiam quem servia a Deus de quem não servia, de quem fazia a vontade de Deus, de quem não fazia.

Com certeza não foi nada fácil fazer esta mudança de postura e comportamento!

Por isso começaram a haver discussões entre eles sobre o que então era correto ainda a ser feito e o que não era mais correto.

Devemos continuar guardando o sábado? Devemos continuar circuncidando nossos filhos? Podemos comer carne de porco? Temos ainda que comemorar a Páscoa, bem como várias outras festas? Etc, etc, etc…

Neste momento, os apóstolos se reuniram e, inspirados pelo Espírito Santo, concluíram o que está escrito em Atos 15: 28 e 29

“Pois, pareceu bem ao espírito santo e a nós mesmos não vos acrescentar nenhum fardo adicional, exceto as seguintes coisas necessárias: de persistirdes em abster-vos de coisas sacrificadas a ídolos, e de sangue, e de coisas estranguladas, e de fornicação. Se vos guardardes cuidadosamente destas coisas, prosperareis. Boa saúde para vós!”

Muito bem, desta forma fica então claramente delineada a resposta sobre a questão do dízimo:

a) O dízimo era uma lei mosaica, dada ao povo de Israel sob uma circunstância específica e com um propósito específco;

b) A lei do dízimo fazia parte do pacto Abraãmico, juntamente com várias outras leis, 613 e a vinda de um novo ungido, um messias;

c) Jesus veio em cumprimento disso e foi o cumprimento final deste pacto;

d) Jesus foi também o fim da lei mosaica;

e) Jesus deixa apenas dois grandes mandamentos:

  1. a. Amar a Deus sobre todas as coisas e
  2. b. Amar ao próximo como a ti mesmo

f) Quando os cristãos do primeiro século tiveram dúvidas sobre o que ainda deveria ser guardado ,os apóstolos, inspirados pelo Espírito Santo deixaram claro o que deveria ser guardado e a lei e o dízimo não estava dentre os pontos mencionados.

Desta forma fica claro, transparente, cristalino que pagar o dízimo nos dias de hoje não é algo que tem fundamento bíblico.

Ele FOI uma lei de Deus mas HOJE NÃO É MAIS.

Portanto, quem deixa de pagar o dízimo não está pecando!

Além disso tudo, poderia ainda concluir com outros raciocínios à base das escrituras:

Como Jesus reagiu quando percebeu que homens estavam usando a casa de Deus para comércio? Quando pessoas tidas como autoridades religiosas estavam se aproveitando de ocasiões religiosas para lucrar ou para realizar deveres pastorais? Será que Jesus via isso com bons olhos? Não! A Bíblia até mesmo conta que ele “derramou as moedas dos cambistas e derrubou as suas mesas”. Ele disse: “Parai de fazer da casa de meu Pai uma casa de comércio!”, conforme escrito em João 2:14-16.

Mas além da questão do dízimo, hoje, muitas religiões usam as mesmas táticas gananciosas, transformando seus lugares de adoração em ‘casas de comércio’. De fato, as organizações religiosas como um todo praticam comércio, geralmente lucrando bastante com a venda de imagens e de muitos outros produtos.

Além disso, quando comissionou seus apóstolos a pregar as boas novas, curar doentes e até mesmo ressuscitar mortos, Jesus disse: “De graça recebestes, de graça dai.” (Mateus 10:7, 8) De fato, os seguidores de Jesus não deviam cobrar por seus serviços. Além disso, o próprio Jesus deu o exemplo por servir aos outros sem cobrar nada.

Seguindo o modelo deixado por Jesus, o apóstolo Paulo realizou o ministério dele “sem custo” (1 Coríntios 9:18) Quando precisava de dinheiro, ele trabalhava fabricando tendas. (Atos 18:1-3) Assim, ele podia dizer a respeito de si mesmo e de seus colegas missionários: “Não somos vendedores ambulantes da palavra de Deus, assim como muitos homens são.” (2 Coríntios 2:17)

No entanto, não se consegue erguer uma Igreja sem dinheiro, nem tão pouco mantê-la. Há necessidades físicas que precisam ser cobertas e devidamente pagas. Como então resolver isso?

As escrituras deixam a linha de raciocínio que todo verdadeiro cristão deve seguir por simplesmente aplicar o princípio deixado em 2 Coríntios 9:7: “Faça cada um conforme tem resolvido no seu coração, não de modo ressentido, nem sob compulsão, pois Deus ama o dador animado.”

Nesta hora, não importa o quanto está sendo dado, mas a inclinação de coração, com que desejo isso foi feito. Jesus deixa isso claro numa linda passagem descrita em Lucas 21:1-4

“Erguendo então os olhos, viu os ricos lançarem suas dádivas nos cofres do tesouro. Viu então certa viúva necessitada lançar neles duas pequenas moedas de muito pouco valor e disse: ‘Eu vos digo verazmente: Esta viúva, embora pobre, lançou neles mais do que todos eles. Porque todos estes lançaram neles dádivas do que lhes sobrava, mas esta mulher, de sua carência, lançou neles todo o seu meio de vida.’”

Portanto, compreenda definitivamente que qualquer que se diga ungido de Deus, pastor, ou líder religioso e que defenda o pagamento do dízimo, não ensina à luz das escrituras mas sim de acordo com seus próprios desejos egoístas e claramente está defendendo interesses pessoais e seus próprios desejos nesta história.

O verdadeiro cristão, aquele que segue a Cristo e que deseja agradar a Deus nos dias de hoje não está sob a lei do dízimo, lei esta dada apenas à nação de Israel dentro de um contexto específico e deve apenas contribuir para a obra do Senhor conforme tem resolvido em seu coração.

NOTA: Este texto não diz respeito sobre quais são as minhas crenças, mas tem apenas a intenção de deixar claro e esclarecer que, à luz das escrituras, o dízimo ou qualquer valor financeiro não pode ser exigido e/ou cobrado nos dias de hoje, como sendo algo bíblico ou como sendo a vontade de Deus.

Páscoa

passover 9
Muitos me perguntam:
Marcelo, o que é a Páscoa, afinal?

Resolvi então fazer este texto para responder a essa pergunta de uma vez por todas.

Bem, para compreendermos a Páscoa, precisamos compreender melhor a história contada pela Bíblia.

Tudo começa quando os israelitas estavam presos lá no antigo Egito. Lembrando que eles foram para lá a convite de José, filho de Jacó (ou Israel), por ocasião dos 7 anos de fartura e 7 anos de fome, conforme previsto pelo próprio José ao interpretar o sonho do Faraó. Nesta época, toda a casa de Israel (Jacó, seus filhos, noras e escravos) foram morar em Gózen, um terra concedida pelo próprio, Faraó à família de Jose.

No entanto, passaram-se mais de 400 anos desde que isso aconteceu e agora os Israelitas (todos os filhos de Israel – Jacó) estão escravizados e trabalhando duro para os egípcios.

No entanto, eles não se esqueceram de uma promessa de Deus, que havia sido feita a Abraão, onde Ele dizia que a descendência de Abraão seria numerosa, como os grãos de areia do mar e como as estrelas do céu e que viveriam numa terra rica e próspera. Isso foi uma promessa, sim Deus prometeu uma terra à descendência de Abraão e agora você sabe da onde vem o termo ”terra prometida”.

Bem, mas eles viviam agora como escravos e corria entre eles uma história que viria um libertador, que os libertaria das garras do então Faraó e do Egito.

Inclusive, esse rumor tomou tanta expressão dentro do Egito que o Faraó mandou matar todos os bebes recém nascidos da casa de Israel. Neste momento, uma mulher de nome Yochabel (ou Joquebede segundo algumas traduções), havia dado à luz a um bebê e, com medo de que os soldados egípcios o matasse, o colocou num cesto e o lançou no Nilo, na esperança de que ele fosse salvo. E de fato foi! Este bebê foi encontrado pela filha do Faraó, que não podia ter filhos e aceitou o bebê como sendo um presente do Nilo e o criou como seu próprio filho, dentro do Egito, ao lado do próprio Faraó. Deu a este menino o nome de Moisés, que significa “tirado das águas”.

Quando Moisés cresce e se torna adulto, ele descobre que não era egípcio, mas sim um Levita Israelita. Um tanto quanto perturbado com tudo isso, se mete numa briga com um egípcio e o mata. O filho do Faraó, alguém como primo irmão de Moisés, com que cresceu, mas de quem tinha grande ciúmes, fica sabendo e pressiona Faraó a tomar uma atitude. Faraó então bane Moisés do Egito e o manda ao ermo (deserto) para morrer ou quem sabe, se salvar.

Moisés se salva e é acolhido por Jetro, que tem Zípora como filha, com quem constrói uma família.

40 anos depois disso, Moisés estava pastoreando ovelhas no monte Sinai, quando vê uma sarça pegando fogo, mas não sendo consumida, chamado por algumas traduções como ardente. Ali Deus fala com Moisés e manda que ele volte ao Egito para resgatar os filhos de Israel, para libertá-los.

Moisés obedece e sob a orientação de Deus, volta para libertar os israelitas. Só que nesse momento, diz a Bíblia, Deus endureceu o coração do Faraó, que negou durante muito tempo a libertação do povo hebreu que estava sob seu domínio.

Por isso, sobre ele e sobre todo o Egito caíram 10 pragas (maldições) sendo que a última delas foi a morte dos primogênitos. Nessa hora, o Faraó não suportou mais a pressão e ordenou que todo o povo fosse libertado.

É por causa também desta última praga que existe a páscoa, mas vamos conhecer um pouco mais da história bíblica.
Muito importante também explicar aqui como é que os israelitas contam os dias, como é que eles determinam o início e o fim de um dia. Eles não contam como nós. O dia, para eles, não termina no meio da noite, à meia-noite, mas com o por do sol. Então, se com o pôr do sol finda um dia, consequentemente o outro dia nasce ali, naquele exato momento, que irá terminar novamente com um novo por do sol. Portanto no dia deles sempre há primeiro um período inteiro de noite (escuridão) seguido de um período inteiro de dia (luz). É assim que eles marcam os dias.

Qual foi mesmo a décima praga? A morte dos primogênitos. E em que dia esta 10º praga recaiu sobre o Egito? Na noite do dia 14 do mês de Nisã (que naquela época era chamado de Abibe), do calendário judaico, provavelmente do ano de 1.447 AC (ou 1.513 AC por outro cálculo), mas o ano exato não interfere na compreensão neste momento.

E o que mais aconteceu neste dia? A libertação de todo o povo de Israel do Egito. Sim, Faraó decretou a liberdade dele ainda de noite e no exato instante que Faraó autoriza o livramento, o povo começou a sair do Egito e saíram durante toda a noite e durante todo o dia.

Mas espere, ocorreu algo muito importante antes de tudo isso, nesta mesma noite. O que?

Sabendo de que o “anjo de Deus” viria matar todos os primogênitos, os israelitas foram orientados a passar o sangue de um cordeiro nas ombreiras (batentes) das suas portas para que o anjo de Deus pulasse, ou “passasse por alto”, as casas que tivessem respeitado esta ordem. O anjo que matou os primogênitos pulou as casas cujas ombreiras estavam manchadas com o sangue de um cordeiro.

Os israelitas obedeceram a ordem, os egípcios não!

Resultado? O anjo de Deus desceu e passou por alto a casa de todos os israelitas obedientes (aqueles que não obedeceram também tiveram seus primogênitos mortos), mas não poupou os primogênitos das casas daqueles que não fizeram isso, praticamente a casa de quase todos os egípcios (sim, pois se algum egípcio cingiu os batentes da porta com o sangue de um cordeiro, também teve seus primogênitos poupados e ficaram livres da mão do anjo de Deus).
Faraó se achando superior ao Deus Hebreu, não cingiu sua porta com o sangue de um cordeiro e por isso tive seu primogênito morto e, com isso, cansado de tudo, ordenou que os israelitas fossem libertados.

Relembrando, quando então os israelitas foram libertados? Nessa mesma noite, ou neste mesmo dia. Começaram a partir do Egito mais de 600.000 homens (fora mulheres e crianças, calcula-se que, ao todo, foram de 2 a 3 milhões de pessoas) saíram do Egito naquele dia 14 do mês de Nisã.

Veja uma parte disso descrito na Bíblia no livro de Êxodo, capítulo 12, versículos de 40 a 45:
“E a morada dos filhos de Israel, que haviam morado no Egito, foi de quatrocentos e trinta anos. E sucedeu, ao fim dos quatrocentos e trinta anos, sim, sucedeu naquele mesmo dia que todos os exércitos de Deus saíram da terra do Egito. É uma noite de observância com respeito ao Senhor, por tê-los feito sair da terra do Egito. Com respeito ao Senhor, esta noite é uma de observância da parte de todos os filhos de Israel nas suas gerações. E Deus prosseguiu, dizendo a Moisés e a Arão: “Este é o estatuto da Páscoa: nenhum estrangeiro pode comer dela…”

Muito tempo depois, enquanto eles ainda estavam no deserto, por outros motivos que não vêm ao caso agora, mas já próximos de adentrar à terra prometida, Moisés começa a escrever a Bíblia e inicia escrevendo os cinco primeiros livros: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. E é no livro de Êxodo que ele conta toda essa história sobre a saída dos israelitas do Egito. Mas Moisés não estava só contando histórias do passado, mas estava, inspirado por Deus, escrevendo novas leis, ou em outras palavras, estava construindo a “constituinte” da nação de Israel e ali ele escreveu todas as 613 leis que serviram de base da nação de Israel durante séculos.

Estas leis começam com os famosos10 mandamentos, mas depois continuam, até o número de 613 leis e dentre elas, há a seguinte ordem:
“E tereis de guardar esta observância como regulamento para ti e para os teus filhos por tempo indefinido. E terá de acontecer que, quando entrardes na terra que Deus vos dará, assim como declarou, então tereis de cuidar deste serviço. E terá de acontecer que, quando os vossos filhos vos disserem: ‘Que significa para vós este serviço?’ então tereis de dizer: ‘É o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou por alto as casas dos filhos de Israel no Egito quando feriu os egípcios, mas livrou as nossas casas.’” e isso está escrito no livro de Êxodo, capitulo 24, versículo 27.

Em Hebraico o nome dessa celebração é Pessach, que significa “passagem” e em inglês recebeu o nome de Passover, que significa “passar por alto”. Note que ambas fazem referência e relembram o momento em que o anjo de Deus passou direto, ou passou por alto, a casa dos israelitas, poupou assim seus primogênitos.

Este termo Pessah em Hebraico é chamado de Páskha em Grego, da qual originou a palavra Páscoa em português.

Assim sendo a Páscoa comemora tanto a libertação dos israelitas do Egito mas também (e principalmente) o fato deles terem tido seus primogênitos poupados quando o anjo de Deus “passou por alto” suas casa.

E em que dia então os israelitas deveriam comemorar a Páscoa? Sempre no dia 14 do mês de Nisã, no mesmo dia (noite) em que os primogênitos foram poupados (que o anjo passou por alto a casa deles), que é também o mesmo dia em que saíram do Egito.

A Páscoa era seguida da Festividade dos Pães Não Fermentados, que durava 7 dias, de 15 a 21 de Nisã, e esse sempre foi um período de festas para os israelitas, mas isso não vem ao caso agora.

Me perdoem a extensão do artigo, mas ainda é muito importante compreendermos também outra parte da história para compreendermos melhor toda essa história da Páscoa. Os israelitas tiveram reis durante um bom período. E como eles eram instituídos? Através de unção, com o derramamento de óleo sagrado sobre sua cabeça. O sumo-sacerdote (a pessoa com o mais alto cargo espiritual da nação) ungia um dos israelitas para ser o rei da nação. Ele fazia isso orientado por Deus. O primeiro rei da nação de Israel foi Saul. No entanto, Saul começou a desobedecer a Deus e Samuel (o sumo-sacerdote da época) ungiu Davi, destituindo Saul do cargo de Rei. Depois, foi Salomão e assim por diante e a linhagem continuaria por descendente, mas mesmo assim, mesmo sendo filho de um rei, havia de ser ungido pelo sumo-sacerdote da época para se tornar Rei.

Em dado momento, os filhos de Salomão, Roboão e Jeroboão, disputaram o reino e nesse momento, a nação de Israel se dividiu em duas partes, sendo que, de um lado, ficaram as tribos de Judá e Benjamin, e do outro, as outras 10 tribos. Nesta divisão, Deus disse que se manteria com a casa de Judá (como a tribo de Benjamin era bem pequena, passou então a ser chamada apenas de Judá), e é desta tribo que vem os judeus.

A partir de então, apenas os judeus permaneceram cumprindo as leis e celebrando a Páscoa, e isso continuou assim por muitos anos.

No entanto, até mesmo a nação de Judá (os judeus) se desviou da “adoração verdadeira” e se perdeu na adoração de “deuses falsos”. Nessa hora, Deus tirou deles o direito de ter um rei ungido e disse que se passariam 7 tempos sem que houvesse um rei ungido, ou em outras palavras, abençoado e que governasse orientado por Deus.

Isso foi dito através de um sonho que o rei Nabucodonosor teve, conforme narrado pelo profeta Daniel em seu livro, Daniel, capítulo 4, dos versículos de 10 a 17:
“Ora, aconteceu que eu estava vendo as visões da minha cabeça, sobre a minha cama, e eis que havia uma árvore no meio da terra, sendo enorme a sua altura. A árvore tornou-se grande e ficou forte, e a própria altura dela por fim atingiu os céus, e ela era visível até a extremidade da terra inteira. Sua folhagem era bela e seu fruto abundante, e havia nela alimento para todos. Debaixo dela os animais do campo procuravam sombra e nos seus galhos habitavam as aves dos céus, e toda a carne se alimentava dela. Eu continuei a ver nas visões da minha cabeça, sobre a minha cama, e eis que havia um vigilante, sim, um santo, descendo dos próprios céus. Ele clamava em alta [voz] e dizia o seguinte: “Derrubai a árvore e cortai-lhe os galhos. Sacudi a sua folhagem e espalhai os seus frutos. Fujam os animais de debaixo dela e as aves dos seus galhos. Todavia, deixai-lhe o próprio toco na terra, sim, com banda de ferro e de cobre, entre a relva do campo; e seja molhado pelo orvalho dos céus e seja seu quinhão entre a vegetação da terra. Mude-se-lhe o coração daquele do gênero humano e dê-se-lhe um coração de animal, e passem sobre ele sete tempos. A coisa é por decreto dos vigilantes e o pedido é [pela] declaração dos santos, para que os viventes saibam que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser, e estabelece nele até mesmo o mais humilde da humanidade.”

Este sonho teve dupla aplicação, tanto para o próprio Rei Nabucodonosor, mas também para a nação de Judá, que aqui estava sendo representada por esta grande árvore que foi cortada e que caiu e que permaneceria assim, sem crescer mais, por 7 tempos. O último rei ungido dos Judeus foi Zedequias, que reinou por 11 anos apenas até o ano de 618 AC. Desde esta data os Judeus ficaram sem rei, Jerusalém caiu, os judeus foram levados cativos para Babilônia e depois tomado pelos persas, ficaram novamente sem terra e aguardavam ansiosamente o fim daqueles 7 tempos e voltaram a aguardar os dias em que teriam novamente um rei ungido, que devolveria toda a glória que estes já tiveram um dia.
Muito bem, o que os judeus estavam esperando mesmo? Um rei ungido, certo? Veja, eles esperavam (e ainda esperam) o UNGIDO. Como se fala ungido em hebraico? Ma-shi-ahh, ou Messias. E como se fala ungido em Grego? Khri-stós, ou Cristo. Sim, Cristo, Messias e Ungido, são palavras que significam a mesma coisa. Ungir é untar com óleo e receber uma bênção especial, mas o que quer dizer mesmo aqui neste caso é receber a unção de Deus para o exercício de uma função específica, aqui no caso, a de governar a nação de Judá, ou de ser o rei de Judá, ou de ser o rei dos judeus.
E agora, por fim, vamos agora compreender o último ponto desta história bíblica: Jesus.

Muito tempo depois de tudo isso, nasce Jesus, que, como um bom judeu, respeitava as leis e comemorava a Páscoa.
Jesus, para muitos, foi apontado como o Messias, o Ungido, ou o Cristo (todas essas palavras significam a mesma coisa). No entanto, para os judeus, isso nunca foi aceito. Por vários motivos e eles não reconheciam na pessoa de Jesus o rei tão esperado, que traria a eles novamente a glória da nação da época de Salomão? Como poderia Jesus ser o seu novo governante, ou o rei dos judeus, vindo ele de Nazaré (um lugar bem pobre) e sendo filho de um carpinteiro, dentre outras coisas tão simples?

Compreende melhor agora por que Pilatos perguntou para Jesus: “És tu o rei dos judeus?”

Este era o grande problema que estava em questão nos dias de Jesus, se ele era ou não o rei dos judeus, o Ungido, o Messias, o Cristo!

Bem, o fato é que alguns acreditavam que sim, mas outros dizem que não.

Não vou entrar no mérito de quem está com a razão aqui. O fato é que Jesus foi, sim, reconhecido por muitos como o tão esperado rei ungido, e aqueles que o reconheceram como rei passaram a segui-lo e se tornaram seus seguidores, os cristãos (aqueles que seguem a Cristo).

Jesus comemorou todas as Páscoas por todos os anos até que, quando tinha 33 anos e meio, reúne-se com seus apóstolos para celebrar a sua última Páscoa, no exato dia 14 do mês de Nisã, como de costume. Só que naquele dia, após ter celebrado a Páscoa, comendo os pães não fermentados e as ervas amargas, que relembravam como havia sido a vida dos israelitas no Egito, Jesus faz algo bem diferente. Vejamos isso nas palavras da própria Bíblia, no livro de Mateus, capítulo 26, versículos de 26 a 30:
Ao continuarem a comer, Jesus tomou um pão, e, depois de proferir uma bênção, partiu-o, e, dando-o aos discípulos, disse: “Tomai, comei. Isto significa meu corpo.” Tomou também um copo, e, tendo dado graças, deu-lhes, dizendo: “Bebei dele, todos vós; pois isto significa meu ‘sangue do pacto’, que há de ser derramado em benefício de muitos, para o perdão de pecados. Eu vos digo, porém: doravante, de modo algum beberei deste produto da videira, até o dia em que o beberei novo, convosco, no reino de meu Pai.” Por fim, depois de cantarem louvores, saíram para o Monte das Oliveiras.
Veja essa mesma passagem, como foi relatada por Lucas em seu livro, no capítulo 22 nos versículos de 14 a 20:
“Por fim, quando chegou a hora, recostou-se à mesa, e os apóstolos com ele. E ele lhes disse: ‘Desejei muito comer esta páscoa convosco antes de eu sofrer; pois, eu vos digo: Não a comerei de novo até que se cumpra no reino de Deus.’ E, aceitando um copo, deu graças e disse: ‘Tomai isto e passai-o de um para outro entre vós; 18 pois, eu vos digo: doravante não beberei mais do produto da videira até que chegue o reino de Deus.’ Tomou também um pão, deu graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: ‘Isto significa meu corpo que há de ser dado em vosso benefício. Persisti em fazer isso em memória de mim.’ Do mesmo modo também o copo, depois de terem [tomado] a refeição noturna, dizendo: ‘Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue, que há de ser derramado em vosso benefício.”

Veja depois como continua nos versículos de 28 a 30:
“No entanto, vós sois os que ficastes comigo nas minhas provações; e eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino, a fim de que comais e bebais à minha mesa, no meu reino, e vos senteis em tronos para julgar as doze tribos de Israel.”
Bem, percebam aqui que Jesus fez aqui um novo pacto com estes apóstolos, um pacto maior do que havia sido feito anteriormente com Abraão, com a sequência da saída do Egito (todos eles envolvendo sangue, pois pacto envolve sangue) e agora novamente com o derramamento de sangue, desta vez dele próprio, “o cordeiro que tira o pecado do mundo”, mas sem entrar no mérito deste ponto aqui, o fato que ele instituiu aqui um novo pacto, uma nova celebração, e ainda pediu: “Persisti em fazer isso em memória de mim.” E disse também: “Desejei muito comer esta páscoa convosco antes de eu sofrer; pois, eu vos digo: não a comerei de novo até que se cumpra no reino de Deus.”

Por isso é que esta ceia, ou esta comemoração pascal, é reconhecida como a última ceia, pois segundo as palavras do próprio Jesus, a Páscoa não deveria mais ser celebrada.
E assim se deu com todos os que o obedeceram e seguiram suas orientações e mandamentos. Mas e aqueles que não aceitaram Jesus como ungido como o rei, como o Messias, como o Cristo e não se tornou Cristão? Estes, não deram importância às suas ordens e continuaram a comemorando a Páscoa.

No entanto, aqueles que aceitaram Jesus como rei, como Ungido, como Messias, como Cristo, e o seguiram, seguiram suas ordens, copiaram sua conduta e seus mandamentos e pararam de comemorar a Páscoa, uma festa judaica. Esses cristãos do primeiro século começaram a celebrar o novo pacto, instituído naquela noite do dia 14 do mês de Nisã, que é a celebração da morte de Cristo, conforme descrito em 1 Corinthios 11:24:
“Depois de ter dado graças, partiu [o pão] e disse: ‘Isto significa meu corpo em vosso benefício. Persisti em fazer isso em memória de mim.’”

E porque Jesus disse isso? Porque o sangue do cordeiro foi substituído pelo sangue DELE. Porque assim como o sangue do cordeiro salvou os primogênitos no Egito, o sangue dele também salvará, só que não apenas os primogênitos, mas todos que forem obedientes.

O que isso significa? A compreensão desta parte é que uma nova celebração deveria ser feita pelos cristãos, onde se comesse pão não fermentando, representando o corpo de cristo e que vinho fosse tomado, representando o seu sangue. Ou seja, esta deveria ter sido a última celebração de Páscoa pelos seguidores de Cristo e, a partir deste momento, a celebração seria diferente, colocando para trás a celebração que enaltecia o sangue do cordeiro e colocando agora em evidência, a celebração cristã, que enalteceria o sangue de
Cristo, sua morte, com os emblemáticos pão sem fermento e vinho.

Não se esqueçam então do que é a celebração da Páscoa (ou passover) e que ela é uma celebração judaica e não cristã, e quem a comemora são os judeus, e não os cristãos.

Importante perceber que Jesus comemorou a Páscoa, sim, porque era judeu e estava sob as leis judaicas, mas, no último dia da sua vida, instituiu uma nova celebração, uma nova comemoração que aboliu (por que não dizer proibiu?) a comemoração da Páscoa, uma festa tipicamente judaica, que existia por um propósito que terminou com a sua morte.

Isso está apoiado e relacionado com o que Paulo escreveu aos romanos, no capítulo 10 versículo 4, que diz que Jesus foi o fim da Lei: “Porque Cristo é o fim da Lei, para que todo aquele que exercer fé possa ter justiça.”

Os cristãos não estão debaixo de todas aquelas 613 leis dadas aos israelitas e, por isso não precisam guardar o sábado, não precisam ser circuncidados, podem comer carne de porco, não precisam pagar o dízimo, dentre outras coisas e inclusive, não precisam comemorar a Páscoa, festa de ordenação judaica, e não cristã.

Jesus comemorou a última Páscoa e pôs fim a ela e ali institui um novo pacto com seus seguidores, ao passar o vinho e o pão e em seguida selou este pacto com a sua morte e com o derramamento de seu sangue.

Portanto, cristão nunca deveria comemorar a Páscoa, visto que comemorar a Páscoa é não reconhecer o novo pacto e se igualar aos judeus que não aceitaram Jesus como rei, como Ungido, como Messias, como Cristo e se submeter novamente às leis e tradições judaicas.

Em resumo:
1) Pessah, Passover ou Páscoa é a celebração do dia em que o povo Israleita (e os judeus estavam entre eles) saíram do Egito, bem como o dia em que os primogênitos foram poupados, porque o anjo de Deus passou por alto a casa deles;
2) O que protegeu os primogênitos da morte foi o sangue de um cordeiro, passado no batente da porta;
3) Através de uma lei mosaica, a Páscoa foi instituído como uma festa do calendário do povo de Israel;
4) A Páscoa é uma festa judaica e não cristã;
5) Jesus celebrou a última Páscoa;
6) A celebridade da Páscoa foi substituída por Jesus por uma refeição noturna, onde se comeria o pão sem fermento, que representou seu corpo e o vinho, que representou seu sangue;
7) Os cristãos portanto, por terem aceito Jesus não deveriam mais comemorar a Páscoa, uma vez que a celebração Páscoa significa o não reconhecimento do novo pacto feito com o sangue de Cristo, em substituição do antigo pacto, feito com o sangue do cordeiro;

8) No entanto, é verdade que hoje, eles celebram tanto a morte como a ressureição de Cristo. Bonito que lembram deste momento tão importante da vida de Jesus, no entanto importante deixar claro que a comemoração atual é um tanto bagunçada, visto que:

  1. a) Ainda a nomeiam como Páscoa (passar por alto), termo que não tem nada a ver com a comemoração que fazem, mas faz alusão à festividade judaico;
  2. b) Não utilizam os emblemas que Jesus orientou que fossem utilizados, o pão não fermentado e o vinho;
  3. c) Não respeitam a data de 14 de Nisã, a data da morte de cristo;
  4. d) Comemoram a sua ressurreição. Ok, bonitinho, mas não foi esse o mandamento deixado pelo próprio Cristo. Ele sabia que seria ressuscitado e não pediu para que comemorassem sua ressurreição. O ponto que deveria ser comemorado era a sua morte, com o derramamento do seu sangue, que substituiu o sangue do cordeiro e instituiu um novo pacto.

OBS: Essa história do pacto é mais complexa e posso explicar noutro momento, mas é justamente neste pacto que reside toda a salvação da humanidade, para quem acredita na Bíblia. É importantíssimo compreender este novo pacto, que surge em substituição ao pacto feito com Abraão, lá no passado. Ele que dá as bases para a salvação de não judeus.

Segundo a minha compreensão, ai está toda a explicação da Páscoa à luz da Bíblia.

Mas antes de terminar, duas perguntas normalmente feitas:

  1. Porque não se come carne vermelha na Páscoa?

Na verdade a orientação original é para que se jejuasse na “sexta-feira santa”. O jejum ajuda a desconecta o ser humano do plano carnal e o “eleva”. Numa explicação mais objetiva, a digestão de alimentos consome energia e rouba o sangue para o aparelho digestivo, deixando aquele que comeu mais letárgico. Além disso, há o prazer relacionado a comer. O jejum tanto priva a pessoa de prazeres como deixa o sangue em livre circulação, desconectando desta forma o ser da “carne” e elevando este, deixando mais propício a meditações e reflexões. Depois, com o passar do tempo, como muitos não seguiam esta regra, liberaram o jejum, mas permaneceram com a carne, que por ser de digestão lenta e por estar relacionada também a prazeres, ficou como resquício de se fazer algum sacrifício em prol de se elevar um pouco o espírito, nesta data.

 

  1. E da onde vieram os coelhos e os ovos de chocolate?

Os ovos e o coelho, vem de uma festividade pagã europeia. Nesta época do ano eles homenageavam Ostera, a deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade (por causa da primavera), pulando alegremente em redor de seus pés nus.

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Easter é a palavra utilizada em Inglês para denominar a Páscoa, que surgiu da palavra Ostera, esta festividade pagã. Ou seja, nos EUA, o nome que eles dão a esta data é de origem pagã.

E antes de terminar, talvez ache legal saber como se calcula o dia 14 de Nisã e qual dia corresponde em nosso calendário. Então aí vai mais uma explicação.

Os judeus viviam sob um calendário lunar, de 13 meses de 28 dias. Todos os meses começam com uma lua nova. Para se saber quando começava o mês de Nisã, basta encontrar o equinócio da primavera do hemisfério setentrional (hemisfério norte). Bem, talvez você pergunte: o que é equinócio?
Equinócio vem do latim (só pra variar… rsrsr) aequusnox e quer dizer aequus = “igual” nox = “noite”, ou, em outras palavras, o dia do ano em que o período a noite é igual ao dia, 12 horas exatas. Isso acontece apenas duas vezes ao ano e marca o início da primavera e o início do outono. Quando o equinócio marca o início da primavera (ou o fim do inverno) no hemisfério norte, esse mesmo dia marca o início do outono (ou o fim do verão) no hemisfério sul e vice-versa. Se quiser saber mais a respeito, a Wikipedia tem uma explicação muito boa para o equinócio: http://pt.wikipedia.org/wiki/Equin%C3%B3cio
Muito bem, encontra-se então o equinócio da primavera do hemisfério setentrional (norte) e a partir de então procura-se a primeira lua nova. Pronto! Esse dia marca o início do mês de Nisã. A partir de então, contam-se 14 dias e chega-se à data da Páscoa, que é dia 14 do mês de Nisã. Não é então por acaso que esse sempre será um dia de lua cheia.

Por fim, quero terminar dizendo que eu não estou entrando aqui no mérito de se isso é verdade ou não, ou ainda, se eu acredito ou não em toda essa história e tampouco sobre o que eu penso sobre todo esse assunto. Eu apenas fiz uma explanação, sobre o que é a Páscoa à luz da Bíblia, que tanto instituiu a Páscoa no seu Antigo Testamento, como a desmontou no Novo Testamento e da nova celebração que foi ordenada, segundo as palavras do próprio Jesus.

Este é apenas um texto elucidativo e não tem a intenção de refletir minhas crenças.