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Tributo a Steve Jobs
out 5th, 2011 by Marcelo

Morreu a pouco, de um câncer de pâncreas, um dos maiores seres humanos que a humanidade já teve, Steve Jobs.

Steve Jobs nasceu em 24 de fevereiro de 1955 e, aos 56 anos, deixa sua esposa Laurene Powell Jobs e quatro filhos.

Abaixo a página da Apple (www.apple.com) neste momento neste momento: 05/Out/2011 às 9:30 PM

O interessante é que desta vez não estamos falando de um grande líder político ou de um grande líder espiritual, mas de alguém que através de seu gênio criativo e do seu empreendedorismo alterou significativamente a nossa forma de viver e por isso merece ser reconhecido.

E eu nem preciso me referir ao fato dele ter feito a empresa que neste momento é a mais valiosa do mundo (US$ 350 Bi), nem mesmo ao fato dele ter criado o iPad, o iPhone ou o iPod, ou mesmo a Pixar e todo o impacto que todas estas criações causaram nas indústrias do cinema, da música e da telefonia móvel e o quanto tudo isso mudou o nosso mundo, as nossas realidades e impactou as nossas vidas.

Mas eu quero voltar um pouco mais no tempo, e lembrar a todos o que na minha opinião foi a sua principal criação, o Computador Pessoal, que nos foi oferecido em 1976 com o surgimento da Apple.

Neste momento Jobs não criava apenas a Apple, mas criava toda uma indústria, que seria muito mais importante do que qualquer um poderia imaginar naquele momento, a indústria dos micro computadores e da micro informática.

Aqui ele já demonstrava o grande visionário que era, o empreendedor, o gênio, vislumbrando um mundo novo, numa época em havia o forte domínio da IBM.

Sem dúvida esta foi a sua maior criação, sua maior colaboração para a humanidade, pois todos sabemos como a micro informática alterou a nossa realidade e o nosso mundo.

Graças a micro informática outras indústrias surgiram e nasceram, graças a micro informática fortunas foram feitas como a de Bill Gates da Microsoft por exemplo, toda a indústria de software e hardware e todos os seus derivados.

E como se não bastasse, foi ele quem mostrou ao mundo a navegação em janelas e o mouse. Inventos que não foram dele, mas que estavam jogados para escanteio e desvalorizados. Graças à mente visionária de Steve Jobs que eles ganharam visibilidade e foi por suas mãos que o mundo os conheceu. Veja esta apresentação de 1984. Steve já era um grande apresentador e já deixava multidões em frenesi com seus lançamentos:

E muito embora seja fato que a Internet surgiu bem antes da Apple, mas se não fosse Jobs a Internet provavelmente estaria ainda limitada aos militares e às instituições acadêmicas e muito sem graça.

Foi graças a micro informática que nasceu a World Wide Web e a Internet de hoje, que só foi possível graças ao micro computador, às janelas do Macintosh e ao mouse que Steve Jobs trouxe para nós.

Em outras palavras, você não estaria lendo este post aqui no meu blog, se não fosse ele.

Portanto, por mais que você não utilize hoje os produtos da Apple, saiba que Jobs mudou a sua vida.

Já pensou quantos avanços foram possíveis à ciência, graças à micro informática? Já parou para pensar como era o mundo antes dela?

Ninguém melhor do que ele e a Apple para se apoderar do famoso i de inovation (iMac, iPod, iPhone, iPad, iTunes …)

E este sem dúvida foi o grande diferencial de Steve Jobs, fazer com que nós dessemes estes grandes saltos tecnológicos, liderando estes movimentos. Primeiro fez isso quando criou o micro computador, depois quando criou a navegação em janelas e o mouse, depois fez o mesmo no cinema com Toy Story da Pixar, depois fez o mesmo na música com o iPod, depois revolucionou a indústria da telefonia móvel com o iPhone e por fim deu ao mundo um novo e compacto computador com o iPad. Todas estas criações mudaram a nossa realidade, as nossas vidas e o mundo.

É muito interessante verm como os movimentos de Steve Jobs realmente faziam história, tal qual quando apresentou ao mundo o iPhone numa apresentação impecável num dos grandes momentos que Jobs nos deu:

Eu particularmente tenho que agradecer muito a ele, não só por tudo o que ele fez à humanidade, da qual eu faço parte, mas pelo fato de que meu primeiro computador foi um Apple e se não fosse isso, eu provavelmente não estaria aqui hoje, pois não teria aprendido informática tão jovem e como já disse, nem tão pouco teríamos tido a Internet como ela é hoje.

Graças a este meu primeiro Apple eu ingressei no mundo da informática, me tornei um dos primeiros provedores de acesso à Internet no Brasil, e tenho trabalhado com Informática e Internet desde então. Se não fosse isso, a Curriculum não existira e quantas vidas não foram alteradas através das pessoas que arrumaram empregos através da Curriculum? Nem tão pouco haveria o site do AmigoSecreto que muito embora administra apenas uma brincadeira, também altera a vida das pessoas e, assim como estes meus sites, quanta coisa hoje existe graças a micro informática que Jobs criou.

O que falar agora, neste momento em que perdemos este gênio que alterou tanto a nossa realidade e melhorou tanto o mundo em que vivemos?

Confesso que para mim é muito ruim imaginar o mundo sem a figura de Steve Jobs. Para mim hoje é um momento muito triste e que emociona.

A Apple perdeu seu primeiro homem, o mais importante funcionário, um excelente orador e o um dos melhores homem de marketing que já vimos.

Mas o mundo perdeu hoje um dos maiores gênio da nossa humanidade, um dos maiores e brilhante inventor, que não apenas inventava mas unia tecnologia à arte e criava produtos excepcionais que ralmente mudaram as nossas vidas.

Obrigado Steve Jobs, obrigado por tudo, sem dúvida seu legado será muito difícil de ser esquecido.

Abaixo, outra página que a Apple  neste momento oferece como tributo ao seu grande líder e inspirador  (www.apple.com/stevejobs)

A Apple perdeu um visionário e génio criativo e o mundo perdeu um ser humano incrível.

Aqueles que denre nós tiveram o privilégio de ter conhecido e trablhado com Steve perderam um grande amigo e um mentor inspirador. Steve deixa para trás uma empresa que só ele poderia ter construído, e seu espírito estará sempre nas fundações da Apple.

Se você desejar compartilhar seus pensamentos, lembranças e condolências, envie um email rememberingsteve@apple.com

É realmente impressionante pensar que ele nos deixou e percebo que este sentimento é compartilhado por todos e o mundo todo reverencia e dá adeus à Steve Jobs.

Veja como está a pagina do Google agora:

Mas nada melhor para relembrar um pouco mais sobre quem foi Steve Jobs, conhecer mais detalhes da sua vida, tomar contato sobre as dificuldades que ele venceu para fazer tudo o que fez, e até mesmo sobre o início da sua doença, do que o lindo discurso que ele proferiu aos formandos da Universidade de Stanford, com legendas em Português:

E para mim, uma das frases mais marcantes deste discurso:

“Você não consegue ligar os pontos olhando pra frente; você só consegue ligá-los olhando pra trás. Então você tem que confiar que os pontos se ligarão algum dia no futuro. Você tem que confiar em algo – seu instinto, destino, vida, carma, o que for. Esta abordagem nunca me desapontou, e fez toda diferença na minha vida.”

Termino compartilhando alguns pensamentos e fatos interessantes…

E pensar que ele morreu sem sequer conhecer seus pais biológicos, muito embora a pouco tempo o seu pai biológico tenha aparecido e manifestado o desejo de conhecê-lo pessoalmente.

O pai biológico de Steve Jobs é  Abdul Fatah John Jandali, hoje com 80 anos e é de origem síria. Ele e a mãe natural de Steve, Joanne Schieble, eram estudantes quando Jobs nasceu em 1955 e o deixaram para adoção. Jobs foi criado por Paul e Clara Jobs.

Em agosto deste ano, em entrevista ao jornal The New York Post, o pai de Steve manifestou a vontade de rever o filho, imortalizado como uma das grandes personalidades deste século. Jobs foi dado para adoção depois que Jandali engravidou Joanne Simpson, já que o pai dela vetou o casamento dos dois. Na entrevista concedida pelo pai biológico de Steve Jobs dias depois da renúncia dele ao cargo de CEO da Apple, Jandali disse que tentou entrar em contato com o filho apenas uma vez, por email, no dia do anivesário do executivo, após descobrir que era seu pai.

“Eu tenho esperança de que ele chegue a mim antes que seja tarde demais. Mesmo que seja só para tomar um café, apenas uma vez, me faria um homem feliz” disse Jandali e não escondeu a frustração por não ter participado da “incrível jornada” do filho, que se tornou uma das principais referências do planeta em tecnologia e inovação.

Em setembro agora, no mês passado, John Jandali disse ao “Reno Gazette-Journal” ter se arrependido da entrevista dada ao tabloide inglês. Ele também afirmou que, quando soube que Jobs tinha um câncer no pâncreas, enviou seu histórico médico na esperança de poder ajudar o filho.

Jobs não se pronunciou sobre o pedido público do pai biológico e os dois nunca se conheceram.

Triste…

Fico imaginando também como deve estar John Sculley, aquele executivo que era da Pepsi, contratado pelo próprio Steve e convencido a vir para a Apple com a famosa frase “Você quer passar o resto de sua vida vendendo água com açúcar ou quer ter a chance de mudar o mundo?’ e os outros que demitiram Steve Jobs e levaram a Apple quase à falência. Já imaginou como eles devem estar? Diria que esses caras já tem um “Karma” para cumprir ainda em vida, não é mesmo?

É , Jobs sempre quis mudar o mundo, e conseguiu.

E para concluir, um paralelo interessante: Steve Jobs nasceu no dia  24 de Fevereiro de 1955 e era de Peixes, assim como eu, que nasci no dia 27 de Fevereiro, 10 anos depois. Sinto um certo orgulho disso.

 

Obrigado

Adeus

Descanse em paz

Steve Jobs

Fev/1955 – Out/2011

 

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Será que a Apple vai aprender?
abr 18th, 2011 by Marcelo


Bem, aqui vou eu fazer mais uma das minhas previsões…

Ah, mas ninguém pode dizer que eu não venho acertando, aliás, foram justamente estas previsões que me motivaram a escrever meus primeiros textos e iniciar meu blog, afinal, meus dois primeiros posts foram exatamente sobre isso.

Meu primeiro post foi em 27 de junho de 2007, quando se começava a falar sobre Ajax e Web 2.0. Escrevi um artigo explicando mais sobre estas tecnologias e as tendências que elas trariam. Previ que o Google lançaria um sistema operacional (http://www.marcelo.com.br/o-que-afinal-e-a-web-20).  Muitos me criticaram na época, mas eu acertei:
:-)
http://bit.ly/OS_Google

O segundo artigo foi em 6 de julho do mesmo ano, no auge da febre do Second Life, quando ele era capa de todas as revistas semanais e estava sendo apoiado fortemente por empresas como Del, Sun e IBM, dentre outras que investiram nele. Em meu artigo, eu disse que o Second Life não se sustentava e que não sobreviveria (http://www.marcelo.com.br/a-realidade-do-second-life). Da mesma forma, fui criticado por vários, mas acertei novamente.
:-)

http://info.abril.com.br/professional/redes-sociais/second-life-fecha-as-portas-no-brasil.shtml

Bem, agora vou dar novamente mais um dos meus “pitacos” nesse exercício de futurologia.

Sem dúvida, você deve estar acompanhando como a plataforma dos tablets vem crescendo, certo?

Não sei se você já sabe, mas hoje a Apple detém 85% deste mercado, enquanto os 15% restantes são divididos entre os seus concorrentes, como o Galaxy Tab da Samsung, o Optimus Tab da LG, o PlayBook da RIM, o TouchPad da HP e o Xoom da Motorola.

Muito embora a Apple continue reinando com a maior fatia deste mercado, todos estes seus concorrentes vêm trazendo muitos atrativos que a Apple (leia Sr. Steve Jobs) teimosamente continua sem implementar em seus tablets, tais como a oportunidade de sintonizar TV digital em alta definição, uma conexão USB, a facilidade de subir e baixar arquivos sem a necessidade de um aplicativo próprio, como o iTunes, câmeras com alta definição e um browser que compreende Flash.

Além disso, o Android 3.0 Honeycomb já é um sistema operacional totalmente desenvolvido para tablets, e a maioria dos concorrentes da Apple já o estão utilizando.

Com se tudo isso não bastasse, a Motorola vem agora e lança o Atrix 4G, um dos mais robustos smartphones já vistos e com acessórios que transformam este celular num desktop ou num notebook em segundos. Você conecta seu celular a um LapDock e ele se transforma em um computador. Este pequeno celular da Motorola tem nada menos do que chipset Nvidia Tegra 2 com processador Dual Core de 1 GHz, GPU GeForce, 1 GB de memória RAM, conexão 4G e sistema operacional Android.

http://www.motorola.com/Consumers/US-EN/Consumer-Product-and-Services/Mobile-Phones/Motorola-ATRIX-US-EN

Mas e aí, aonde é que eu estou querendo chegar com tudo isso?

Bem, eu tive meu primeiro computador aos 18 anos (1982) e era um Apple. Naquela época, a Apple era A MARCA para computadores pessoais e o Steve Jobs era O CARA. Bem, aí veio a IBM e lançou o PC, que inicialmente não teve muita popularidade, até que dois movimentos importantes aconteceram. Primeiro, a IBM permitiu que um cara chamado Bill Gates, de uma empresa recém-nascida chamada Microsoft, fizesse um sistema operacional para seus computadores, o DOS. E depois, estes computadores foram largamente produzidos por várias empresas que não eram a IBM, pois a plataforma estava aberta.

Isso criou toda uma indústria de microcomputadores que mudou o mundo, e o Sr. Steve Jobs ficou pra trás, comendo poeira. Ele inventou o microcomputador, mas teimoso como é, negou-se a aceitar as exigências do mercado e permaneceu fechado nas suas ideias. Resultado: a indústria o atropelou e a Apple quase morreu.

Bem, desde o iPod, ele ressuscitou das cinzas e vem crescendo, é fato. A Apple vale hoje muito mais do que a Microsoft e a IBM – US$ 300 bi, US$ 213 bi e US$ 202 bi, respectivamente – e é uma das estrelas do momento.

Mas sinto que se o Sr. Steve Jobs e a Apple não abrirem os olhos para este mercado enorme, que eles mesmos criaram, dos smartphones e tablets, vão novamente ser ultrapassados, comer poeira e correm sério risco de ficarem pra trás, como já ficaram uma vez na história.

Bem, diferentemente dos fatos relacionados ao Second Life e ao sistema operacional do Google, que eu disse que realmente aconteceriam, agora digo que isso só irá acontecer se o Sr. Steve Jobs continuar teimando em não colocar Flash no iPad, nem porta USB,  continuar deixando seu produto preso ao iTunes, além de várias outras coisas que já mencionei acima.

E só pra deixar claro uma coisa, digo isso quando a Apple é eleita a marca mais valiosa do mundo, veja:

 

Então, o que você acha? Será que ele vai se render e ser flexível, ou será que continuará teimando? Eu já tenho a minha opinião, e você?

;-)

Bem, façam suas apostas e agora vamos observar e curtir, mas independentemente de quem irá ganhar com toda esta briga, uma coisa é certa, nós ganharemos muito.

:-)

 

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Nasce o Bing.com! Enquanto isso, a Google prepara seu “Wave”
jun 1st, 2009 by Marcelo

Hoje sem dúvida é um dia muito importante para a web, nasceu o Bing (http://www.bing.com), o novo search engine (buscador) da Microsoft, que vem para concorrer com o Google.

 

Minhas primeiras impressões foram as melhores possíveis. Muito rápido e assertivo. Sem dúvida já tomou um lugar na minha mente na hora em que eu pensar em buscar algo na web.

 

A proposta do Bing não é apenas ser um  buscador, mas um serviço que ajudará na tomada de decisão, tipo:

 

·         Quer saber onde comer?

·         O melhor preço de algum produto?

·         Onde encontrá-lo?

 

Enfim… o Bing parece que será uma união de Google + Mercado Livre + Buscapé + Outros…

 

É uma proposta audaciosa. Agora vamos acompanhar e ver se pega.

 

Mas enquanto a Microsoft lança o Bing, do outro lado, a Google apresentou na semana passada seu novo serviço que pretende substituir não só os atuais correios eletrônicos, mas também quase todas as outras formas de comunicação online.

 

O Google Wave, um serviço que tem como objetivo mudar forma como usamos e-mails e todas as formas de comunicação na web (o que poderá vir a ser um grande golpe no Outlook e Messenger da Microsoft).

 

 

O “Google Wave” combina e-mail, chat, troca de fotos e vídeos, feeds e muitos mais em um mesmo ambiente colaborativo. Aliás, o ambiente colaborativo é um dos principais pontos fortes do serviço, pois a interatividade que o Google Wave oferece é algo nunca visto na web.

 

No novo produto, uma “wave” (onda) inclui lado a lado partes de “conversas” e documentos, permitindo que as pessoas se comuniquem e interajam enquanto trocam arquivos como textos, fotos, vídeos, mapas, etc. Tudo no mesmo ambiente.

 

A idéia por trás do Wave é unificar todos esses modelos em um contínuo, da forma mais simples possível; e tirar proveito das atuais capacidades dos computadores (e da web), em vez de imitar as formas não-eletrônicas.

 

Mas como funciona? O primeiro passo é criar uma “Wave” e convidar pessoas para participarem dela. Todos que estão na mesma “onda” podem incluir textos, fotos, wikis, links, etc. Cada item da “onda” pode ser comentado ou editado e as modificações são vistas por todos em tempo real. Segundo o Google, a latência é medida em poucos milissegundos. E se você perde alguma parte da conversa, é possível reprisar todo o processo, para entender como ele evoluiu.

 

O Google Wave só deverá estar disponível para o público em alguns meses. Se você quiser ser avisado sobre o lançamento, basta se inscrever em http://wave.google.com, onde tem um vídeo que vale a pena ser visto (se você tiver tempo).

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Curriculum Busca: conseqüência da evolução tecnológica
nov 9th, 2007 by Marcelo


Em fevereiro de 1946 surge o primeiro computador, o Eniac. Seu surgimento não ocorreu no ambiente empresarial, mas no meio acadêmico, mais precisamente na Universidade da Pensilvânia.

No entanto, nos anos 60 e 70, o poder do processamento e da informática chegava às empresas, que por sua vez começam a processar dados e informações em mainframes.

Esta foi a Era IBM.

Já nas décadas de 80 e 90, vimos o poder do processamento ir além do núcleo das empresas, invadindo as estações de trabalho de cada funcionário com micro-computadores, oferecendo a eles mais desempenho na produção de textos com editores de texto e velocidade em números com planilhas eletrônicas. Ao mesmo tempo, os micro-computadores chegavam também aos lares das pessoas.

Esta foi a Era Microsoft.

No início dos anos 90, Tim Barners Lee cria o protocolo HTTP e a linguagem HTML. Com isso, Marc Andersen cria o Netscape. Está criada a World Wide Web, que é o lado colorido e interativo da Internet.

Como conseqüência, explode a difusão do uso da Internet. Paralelamente assistimos a uma enorme expansão da utilização da micro-informática, com os computadores chegando aos lares das pessoas. Com tudo isso, o início do século XXI é marcado pela inclusão digital e o poder do processamento ao alcance dos cidadãos comuns.

Esta é a Era Google.

Uma vez que o poder de processamento estava disseminado entre as pessoas comuns, ocorre uma verdadeira revolução. Alguns cidadãos, até então apenas consumidores passivos, tornam-se ativos, produtores de conteúdo. Com isso nascem os blogs e as Wikipedias.

Esta é a Era Web 2.0.

No entanto, todas estas inovações trouxeram para todos nós um momento único, em que tanto as empresas quanto as pessoas estão agora interligadas, tendo ao seu alcance o poder do processamento, podendo gerar conteúdo.

Portanto, como última etapa deste processo, agora todos os cidadãos podem gerar e divulgar via web o conteúdo que considero o mais importante para cada ser humano: seu próprio currículo.

Além de serem gerados, agora estes currículos podem ser propagados eletronicamente para as empresas através de um sistema que, com uma interface simples, faz com que sejam encontrados da mesma forma com que o Google nos oferece páginas da web: o Curriculum Busca.

Por toda sua história focada no currículo, por continuar desenvolvendo sistemas que administram currículos por mais de 8 anos, por seu modelo de negócio baseado na gratuidade do cadastramento do currículo e da vaga e, principalmente, pelo contínuo reconhecimento do mercado, a Curriculum.com.br estruturou-se de forma inigualável para poder oferecer agora esta ferramenta ímpar.

De maneira simples e rápida, o Curriculum Busca encontra e organiza currículos, exibindo-os em seus resultados conforme sua relevância, como nenhuma ferramenta jamais fez.

Assim como o Google identifica e organiza as páginas web de maneira inteligente para que rapidamente possamos encontrar o que procuramos na Internet, o Curriculum Busca faz o mesmo, porém com outro item: o currículo.

Durante 8 anos a Curriculum.com.br reúne e organiza currículos de forma inteligente para agora oferecer às empresas toda esta grande base, acessível por meio de uma interface tão simples e fácil de ser utilizada como a do próprio Google.

Se no Google você encontra páginas web, no Curriclum Busca você encontra currículos.

Enquanto sabemos que toda empresa, por menor que seja, em algum momento irá contratar do outro lado, todas as pessoas também irão, em algum momento da sua vida, pensar em sua carreira e procurar um emprego.

O Curriculum Busca veio para facilitar o encontro entre o candidato e a empresa.

O Dicionário Merriam-Webster Online já aponta “Google” como uma palavra do vocabulário inglês, que significa “buscar/procurar na Internet”. Então não é errado dizer que:

Enquanto pessoas buscam empresas no Google, empresas googlam pessoas no Busca.

O verbo “to google”, já incluído no dicionário mencionado, equivale a “googlar” numa adaptação coloquial em português. Tomei então a liberdade de fazer uma brincadeira com esta nova palavra, que significa “procurar na Internet”.

Marcelo Abrileri no lançamento oficial do Curriculum Busca no dia 7 de Novembro de 2007.

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A “realidade” do Second Life
jul 6th, 2007 by Marcelo

Tenho lido e ouvido falar muito sobre o Second Life. Vejo que grandes e respeitadas empresas têm aderido aos encantos deste novo serviço, e profissionais de destaque, em excelentes posições, têm investido polpudos recursos e defendendo que este é o futuro e que ele veio para ficar.

Sem dúvida, eu admiro o trabalho que os profissionais do Second Life estão fazendo. A proposta é interessante, bem como todo o trabalho de tecnologia envolvido, e sem dúvida admiro principalmente o trabalho do pessoal de marketing e comunicação deles. Sem dúvida, estes estão de parabéns!

Digo isso porque, diferentemente destas grandes e respeitadas empresas e seus renomados profissionais, que vêm se envolvendo e divulgando o Second Life, com todo o respeito, não concordo com todo este barulho, com todo este encantamento que a mídia vem dando e, principalmente, com o timing do Second Life.

Acho extramente duvidoso apostar no Second Life, hoje.

Falo isso porque primeiramente não vejo a Internet como um fim, mas quase sempre, como um meio. As pessoas vão para a Internet para buscar informações, procurar empregos ou profissionais, comprar e vender coisas, encontrar conhecidos ou até mesmo conhecer novas pessoas para sair, interagir e namorar.

Em segundo lugar, quando utilizamos a Internet para interagir com outras pessoas (via e-mail, Messenger, Skype e similares), queremos fazê-lo do modo mais objetivo e prático possível, porque a finalidade neste caso é poder se expressar e receber de volta o que a outra pessoa escreve ou fala. Perceba então que, novamente, o foco está no conteúdo, e não o meio em si.

Ou seja, em praticamente qualquer caso, a Internet é quase sempre um meio, que ajuda as pessoas a viverem melhor suas vidas aqui fora, no First Life.

A meu ver, o que queremos é sentir o calor do sol, ouvir o barulhinho da chuva, os sons dos passarinhos, saborear uma boa comida, admirar uma flor ou uma bela paisagem, namorar, amar, ou seja, viver a vida como ela é, com todos os nossos sentidos, vendo, ouvindo, cheirando, tocando e experimentando, tudo do nosso velho e bom jeito de viver.

É fato que vamos, sim, utilizar cada vez mais a Internet, mas como meio, como ferramenta, para encontrar o que fazer aqui fora, no mundo real.

Há, no entanto, uma ressalva importante a se fazer, uma exceção nesta história. Infelizmente existem pessoas que não estão bem momentaneamente ou que não estão bem adaptadas à vida real.

Algumas pessoas têm problemas em se mostrar por qualquer que seja o motivo, ou porque não estão bem com sua aparência ou porque têm dificuldades em se relacionar, ou qualquer outra coisa do gênero. Estes, sim, provavelmente desejarão viver no virtual, no Second Life, onde poderão contornar suas inconformidades, criando personagens virtuais do jeito que não são na realidade.

Tirando este universo de pessoas, eu não consigo imaginar por que alguém deixaria de viver o First Life para gastar seu tempo no Second Life.

Mesmo assim, fui ver tudo de perto. Baixei o software, instalei, fiz meu login, construí meu avatar (o bonequinho do Second Life) e interagi com o sistema. Não há dúvida que a proposta é muito interessante, mas como disse, não consegui perceber que há apelo suficiente para me tirar daqui da minha vida real. Depois que tive este primeiro contato, voltei mais uma ou duas vezes, e a vontade de continuar lá foi se esvaindo. A curiosidade e o apelo de conhecer podem até existir, mas compreendo que o apelo para continuar é muito, muito fraco.

Vale dizer ainda que eu trabalho com tecnologia, acredito que tenho mente aberta e estou cercado de pessoas abertas, que vivem tecnologia no seu dia-a-dia e que em geral compram fácil todas estas novidades.

Pois mesmo estando inserido neste universo de pessoas, não conheço ninguém que está lá, no Second Life. Alguns até já interagiram e também fizeram seu avatar, mas ninguém continuou lá.

Então, não tenho como não concluir que, infelizmente, o que está acontecendo é o velho efeito “Maria vai com as outras”.

Ironizando: afinal, se a Empresa X entrou, então deve ser bom. Se o Beltrano da Empresa Y e o Ciclano da Empresa Z estão lá, ou estão falando bem do assunto, então deve ser algo bom e deve ter futuro!

:-\

Não quero dizer com tudo isso que a idéia não seja interessante, ou mesmo que não tenha lá o seu apelo. Mas a meu ver, o barulho que está sendo feito é muito, muito maior do que o Second Life é capaz de nos oferecer de fato.

No entanto, lá na frente, bem lá na frente, no futuro, que eu diria ainda estar um pouco distante, quando pudermos usar nossos sentidos reais para interagir com o mundo virtual (paladar, olfato, audição, tato e visão), como se estivéssemos no mundo real, aí sim, a meu ver, o Second Life terá todos os méritos que ele está recebendo hoje, e eu mesmo o indicaria para que bons investimentos fossem feitos nele.

Portanto, não consigo deixar de concluir que se o Second Life resistir aos dias de hoje, estarão nele praticamente aqueles que não conseguiram ter êxito aqui no mundo real e foram buscar uma via alternativa, uma válvula de escape, pois para mim, quem é bom da cabeça e saudável vai querer continuar a curtir as delícias da vida real, que estão aqui fora, no First Life.

Marcelo Abrileri, 6 de Julho de 2007 – 22:00

Second Life Enviroment

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O que afinal é a Web 2.0?
jun 27th, 2007 by Marcelo

Muito embora Web 2.0 seja apenas um conceito, um buzz de marketing, não podemos deixar de perceber que ela traz consigo uma tendência muito forte e revolucionária, que promete mudar o cenário atual sobre como nos relacionamos com softwares e com a web.

Em poucas palavras, Web 2.0 é uma nova geração de sites que propiciam ao usuário uma nova experiência de navegação pela Internet, experiência esta que só é possível graças às novas tecnologias que dão ao browser poderes que este antes não tinha.

Nesta linha, o AJAX - acrônimo em língua inglesa de Asynchronous Javascript and XML – é o principal responsável pelo surgimento dela. Trata-se simplesmente de um conjunto de tecnologias que, quando utilizadas em conjunto, propiciam o surgimento de novas interfaces e, principalmente, de novas experiências para os usuários que nelas navegam.

Com a utilização destas novas tecnologias, é possível criar interfaces na web e oferecer uma interatividade que antes só eram possíveis de serem conseguidas por meio de softwares.

O software confere muito poder, e praticamente toda e qualquer experiência de interatividade com o sistema é possível quando você instala um software em seu computador. Você pode ter tanto um editor de texto como um Word, um software de editoração de imagem, como um Photoshop, ou um jogo em três dimensões como o Age of Empires. No entanto, você precisa instalar o software, e toda vez que você faz uma instalação, o programa fica armazenado no seu HD. Caso surja um up-date ou uma versão nova, você precisa instalar tudo de novo. Isso é software!

quando você navega em páginas da web, você não instala nada. Você entra na página, e ela é automaticamente carregada no seu browser, no momento do acesso. No entanto, até pouco tempo atrás, você estava sujeito às grandes barreiras e limitações da linguagem HTML.

Mas com a linguagem Java Script (o J do AJAX), você “ensina” o que quiser ao seu browser, suavemente, sem que o usuário sequer perceba, no momento em que o acesso da página se inicia, e o continua alimentando com novos dados posteriormente com uma conexão Assíncrona em XML (o AAX do AJAX) transformando o browser, por exemplo, num interpretador de uma linguagem de programação e alimentando-o na sequencia com tantos dados quantos forem necessário, sem a necessidade de se fazer nenhum “refresh” na página, fornecendo na sequencia ao browser (nesta altura ele já é muito mais do que isso), códigos de programação que até então ele era totalmente incapaz de compreender. Desta forma, surge no browser, instantaneamente, uma interface similar a de um software, como um editor de texto, uma planilha eletrônica, um editor de imagens ou mesmo um jogo.

Sites que utilizam estes recursos oferecem uma nova experiência ao usuário no simples ato navegar, uma interatividade que antes era impossível para a “primeira web”, mas que agora não é mais. Isso é Web 2.0! Esta possibilidade de ter interfaces “like a software” e instanciar programas, no simples ato de navegar, oferecendo um poder de interatividade ao usuário, no browser (ou navegador), nunca antes imaginados para a web.

Perceba agora os desdobramentos e o alcance disso! Com a possibilidade de você transformar o seu browser num interpretador de qualquer linguagem, não é difícil vislumbrar uma nova era, onde não será mais necessário instalar (tão pouco comprar) nenhum software.

Se pensarmos que daqui a alguns poucos anos as conexões estarão ainda mais poderosas, com alta taxa de transmissão de dados e somadas a processadores bem muito poderosos, não é difícil perceber que poderá estar decretado, em breve, o fim de poderosas empresas que hoje sobrevivem às custas da venda de softwares, tais como a Microsoft, Corel, Adobe, dentre muitas outras.

Lembra-se como foi o início da microinformática? Foi exatamente assim, com o surgimento de um editor de texto (Wordstar) e duma planilha eletrônica (Lotus). Não é muito interessante ver como se inicia agora, a Web 2.0? De maneira idêntica!

Portanto, não duvide que, em breve, outras aplicações também estarão disponíveis na web, e você terá acesso a elas simplesmente navegando com seu browser por entre as páginas e mais, muito provavelmente de forma gratuíta!

Diante de tudo isso, percebemos que existem desdobramentos de grande impacto na industria e nem precisa ser um grande jogador de xadrez para perceber os próximos movimentos do mercado, tais como o Google desenvolver um sistema operacional básico, bom o suficiente para reconhecer os periféricos da máquina e deixá-la “up”, administrando uma conexão com a Internet e contendo apenas um web browser para então, a partir deste, navegar em páginas da Web 2.0 para ver seus e-mails, redigir documentos, planilhar suas contas, comunicar-se via chat, voz e, se além de tudo isso, você ainda puder armazenar seus arquivos remotamente, então nem do HD você vai precisar.

Isso é a Web 2.0! A possibilidade de se ter no browser os recursos e a navegabilidade que antes só eram possível num software, sem a necessidade de instalar nada em seu HD, ao ponto de não haver sequer a necessidade de se tê-lo em sua máquina.

Por isso a Web 2.0 depende tanto de tecnologias como AJAX, ATLAS (da Microsoft) ou outras similares, pois só elas são capazes de dar tamanho poder ao browser.

Eliminando ruídos, a Web 2.0 não é o simples aumento da interatividade do usuário na web, ou ainda, a web em que o usuário faz o conteúdo. Tudo isso já existia bem antes do surgimento do Buzz da Web 2.0. Blogs existem a muito tempo (tempo de Internet, lógico), idem para a Wikipedia e outros serviços que permitem posts e que não necessitaram da tecnologia que a Web 2.0 trouxe.

No entanto, é fato que a Web 2.0 propicia, sim, o aumento da interatividade na web, mas este não é o ponto que a diferencia.

O mesmo se aplica a serviços como o Second Life por exemplo. Eles não fazem parte da Web 2.0, pois necessitam da instalação de um software para utilizar o serviço, e no conceito puro da Web 2.0, você não deve precisar de nada além do browser e uma conexão Internet para ter acesso a serviços que oferecem todo a interatividade que até então só o software instalado era capaz de fornecer.

Portanto, da mesma forma, Google Earth não é Web 2.0, já o Google Maps é.

Sem dúvida a Web 2.0 traz novas possibilidades e uma tendência irreversível, que irá mudar o cenário de tecnologia no mundo.

Entendeu agora por que o Google anda comprando todo mundo?

O futuro próximo da web estará fortemente construído na Web 2.0.

Marcelo Abrileri, 27 de Junho de 2007 – 22:00

Veezux

O Veezux, da Curriculum.com.br, foi totalmente desenvolvido utilizando as tecnologias disponíveis da Web 2.0.

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