Dízimo – é ou não bíblico?

Afinal, é ou não bíblico pagar o dízimo?

Gostaria de explicar de uma vez por todas esta história do dízimo para que todos compreendam à luz das escrituras.

A lei mosaica foi dada aos Israelitas, como uma constituinte, um código de conduta para a nação de Israel.

Este povo recebeu (conquistou) uma terra. Terra esta que foi prometida a Abraão (a famosa terra prometida), Canaã. Esta terra quando conquistada em definitivo deveria ter sido dividida entre as 12 tribos de Israel. No entanto, uma das tribos, a tribo de Levi não recebeu nenhuma porção de terra, pois de acordo com a lei mosaica, caberia a estes, aos Levitas, cuidar das coisas espirituais de toda a nação.

Os levitas eram os sacerdotes da nação de Israel. Estudavam e se preparavam para isso. Além disso eram eles os responsáveis por todos os rituais, sacrifícios e tinham que cuidar de toda a parte espiritual da nação de Israel. Como eram muitas coisas, muitos rituais onde precisavam dedicar muito tempo e por isso, não teriam tempo para poder buscar seu próprio sustento de modo a cuidar das suas necessidades físicas e de suas famílias. Por conta disso dividiram Canaã em apenas 11 partes e não em 12 (o número de tribos) e desta forma, a tribo de Levi não recebeu nenhuma porção de terra.

Como eles então viveriam? Por conta desta circunstância foi criada a lei de que 10% de tudo o que fosse colhido, fosse dado aos sacerdotes, aos da tribo de Levi, em outras palavras, nasceu assim o dizimo. Assim sendo uma décima parte de tudo o que era colhido, era dedicado “à casa de Deus” ou aos Sacerdotes ou aos Levitas.

A lei do dízimo foi dada e pode ser lida hoje em Levítico 27:30-32: “Também todas as décimas partes do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor; santas são ao Senhor. Porém, se alguém das suas décimas partes resgatar alguma coisa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela. No tocante a todas as décimas partes do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao Senhor.”

A lei mosaica trazia juntamente com esta lei muitas outras, tais como guardar o sábado, não comer carne de animais que ruminem e tenham a pata fendada, como o porco por exemplo, ser circuncidado no oitavo dia, dentre várias outras leis. As leis começaram com as famosas 10 primeiras leis, os 10 mandamentos, mas ao todo foram 613 leis que tinham como propósito regular e reger toda a nação de Israel.

Tudo isso estava em harmonia com a promessa que Deus fez para com os descendentes de Abraão, conforme registrado em Gênesis 12: 1-3

“E Deus passou a dizer a Abrão: “Sai da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei; e farei de ti uma grande nação e te abençoarei, e hei de engrandecer o teu nome; e mostra-te uma bênção. E hei de abençoar os que te abençoarem e amaldiçoarei aquele que invocar o mal sobre ti, e todas as famílias do solo certamente abençoarão a si mesmas por meio de ti.”

As leis, dentre outras coisas, eram mais uma benção de Deus para a nação de Israel, uma vez que estes eram os descendentes de Abraão. Lembrando a genealogia: Abraão, pai de Isaque, pai de Jacó. Jacó tem seu nome convertido para Israel e foi pai de doze filhos: Rubem, Simeão, Levi e Judá, Dã, Naftali, Gade e Azer, Issacar, Zebulão, José e Benjamin. Por isso que se diz as 12 tribos de Israel. Seria o mesmo que dizer as 12 tribos de Jacó.

Muito bem, ai está à explicação da lei que instituiu o dízimo e os motivos do porque ele foi criado.

Surgem então as perguntas: É então bíblico pagar o dízimo? Será então que isso deixa claro que o dízimo deve ser pago por quem quer seguir a Deus? Será que isso se aplica aos cristãos de hoje? Devem os cristãos hoje pagar o dízimo?

Bem, temos claramente dois momentos na Bíblia, um até Jesus e outro depois de Jesus. Jesus quando surge, sendo ele um Judeu (alguém da tribo de Judá), deveria cumprir as leis e como homem perfeito que era, deveria cumprir a lei integralmente, sem erro nem falha.

Conseguiu Jesus cumprir a lei corretamente? Jesus pecou?

As próprias escrituras dizem em vários lugares que não! Jesus não pecou!

Veja por exemplo 2ª Coríntios 5:18-21: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo … Aquele que não conheceu pecado, …”

Por ter sido fiel seguidor de todos os mandamentos e por vários outros motivos, Jesus conquistou uma posição que deu a ele direito sobre a lei.

Por este motivo, dentre outros, Jesus é fim da lei e o fim daquele pacto que Deus fez com Abraão, lá no passado e que regeu toda a nação de Israel.

Paulo isso deixa claro em Gálatas 4:21-31 que Jesus foi a semente que cumpriu na plenitude este pacto e que com a presença de Jesus este pacto estava totalmente cumprido e finalizado

Paulo repete isso em Colossenses 2:13 e 14
“Outrossim, embora estivésseis mortos nas vossas falhas e no estado incircunciso da vossa carne, [Deus] vos vivificou junto com ele. Ele nos perdoou bondosamente todas as nossas falhas e apagou o documento manuscrito [que era] contra nós, que consistia em decretos e que estava em oposição a nós; e Ele o tirou do caminho por pregá-lo na estaca de tortura.”

E novamente em Romanos 10:4: Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.”

Por isso que na sua última refeição, ou dita de uma forma mais conhecida, na última ceia, Jesus estabelece um novo pacto com seus apóstolos, conforme descrito em Mateus 26:17-30, Marcos 14:12-26, Lucas 22:7-39 e João 13:1 até João 17:26

Este novo pacto colocava fim no pacto anterior, feito entre Deus e Abraão e com toda a sua descendência (a nação de Israel como um todo).

Aliás, eles estavam ali comemorando a Páscoa e esta foi a celebração da última páscoa para aqueles apóstolos e para todos aqueles que desejaram seguir a Cristo. Por isso também que cristão que é cristão não comemora a Páscoa! Páscoa é uma festa que está instituída dentro daquelas 613 leis, é uma lei mosaica (escrita por Moisés) e que dizia respeito aos Israelitas e Judeus.

Aquela foi a última celebração da páscoa e quem aceita Jesus como seu salvador, sai de debaixo da lei mosaica e entra numa nova lei onde não se comemora a páscoa.

Eu já falei sobre isso aqui: http://www.marcelo.com.br/pascoa

Jesus também deixou claro quais seriam os mandamentos que o cristão deveria seguir, conforme descrito em Mateus 22: 34-40

“Tendo os fariseus ouvido que ele silenciara os saduceus, ajuntaram-se num só grupo. E um deles, versado na Lei, perguntou para prová-lo: “Instrutor, qual é o maior mandamento na Lei?” Disse-lhe: “‘Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.’ Este é o maior e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’ Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.”

Assim sendo, após a sua morte e após a instituição do novo pacto, quem desejasse fazer a vontade de Deus, não precisava mais seguir às leis, não precisava mais estar debaixo daquelas 613 leis.

Bem, imagine como deve ter sido difícil para os Judeus daquela época, de repente não precisarem mais fazer tudo aquilo que vinham fazendo. Imagine como não deve ter sido fácil para eles abandonarem costumes e tradições que faziam até então. Leis e tradições que até aquele momento distinguiam quem servia a Deus de quem não servia, de quem fazia a vontade de Deus, de quem não fazia.

Com certeza não foi nada fácil fazer esta mudança de postura e comportamento!

Por isso começaram a haver discussões entre eles sobre o que então era correto ainda a ser feito e o que não era mais correto.

Devemos continuar guardando o sábado? Devemos continuar circuncidando nossos filhos? Podemos comer carne de porco? Temos ainda que comemorar a Páscoa, bem como várias outras festas? Etc, etc, etc…

Neste momento, os apóstolos se reuniram e, inspirados pelo Espírito Santo, concluíram o que está escrito em Atos 15: 28 e 29

“Pois, pareceu bem ao espírito santo e a nós mesmos não vos acrescentar nenhum fardo adicional, exceto as seguintes coisas necessárias: de persistirdes em abster-vos de coisas sacrificadas a ídolos, e de sangue, e de coisas estranguladas, e de fornicação. Se vos guardardes cuidadosamente destas coisas, prosperareis. Boa saúde para vós!”

Muito bem, desta forma fica então claramente delineada a resposta sobre a questão do dízimo:

a) O dízimo era uma lei mosaica, dada ao povo de Israel sob uma circunstância específica e com um propósito específco;

b) A lei do dízimo fazia parte do pacto Abraãmico, juntamente com várias outras leis, 613 e a vinda de um novo ungido, um messias;

c) Jesus veio em cumprimento disso e foi o cumprimento final deste pacto;

d) Jesus foi também o fim da lei mosaica;

e) Jesus deixa apenas dois grandes mandamentos:

  1. a. Amar a Deus sobre todas as coisas e
  2. b. Amar ao próximo como a ti mesmo

f) Quando os cristãos do primeiro século tiveram dúvidas sobre o que ainda deveria ser guardado ,os apóstolos, inspirados pelo Espírito Santo deixaram claro o que deveria ser guardado e a lei e o dízimo não estava dentre os pontos mencionados.

Desta forma fica claro, transparente, cristalino que pagar o dízimo nos dias de hoje não é algo que tem fundamento bíblico.

Ele FOI uma lei de Deus mas HOJE NÃO É MAIS.

Portanto, quem deixa de pagar o dízimo não está pecando!

Além disso tudo, poderia ainda concluir com outros raciocínios à base das escrituras:

Como Jesus reagiu quando percebeu que homens estavam usando a casa de Deus para comércio? Quando pessoas tidas como autoridades religiosas estavam se aproveitando de ocasiões religiosas para lucrar ou para realizar deveres pastorais? Será que Jesus via isso com bons olhos? Não! A Bíblia até mesmo conta que ele “derramou as moedas dos cambistas e derrubou as suas mesas”. Ele disse: “Parai de fazer da casa de meu Pai uma casa de comércio!”, conforme escrito em João 2:14-16.

Mas além da questão do dízimo, hoje, muitas religiões usam as mesmas táticas gananciosas, transformando seus lugares de adoração em ‘casas de comércio’. De fato, as organizações religiosas como um todo praticam comércio, geralmente lucrando bastante com a venda de imagens e de muitos outros produtos.

Além disso, quando comissionou seus apóstolos a pregar as boas novas, curar doentes e até mesmo ressuscitar mortos, Jesus disse: “De graça recebestes, de graça dai.” (Mateus 10:7, 8) De fato, os seguidores de Jesus não deviam cobrar por seus serviços. Além disso, o próprio Jesus deu o exemplo por servir aos outros sem cobrar nada.

Seguindo o modelo deixado por Jesus, o apóstolo Paulo realizou o ministério dele “sem custo” (1 Coríntios 9:18) Quando precisava de dinheiro, ele trabalhava fabricando tendas. (Atos 18:1-3) Assim, ele podia dizer a respeito de si mesmo e de seus colegas missionários: “Não somos vendedores ambulantes da palavra de Deus, assim como muitos homens são.” (2 Coríntios 2:17)

No entanto, não se consegue erguer uma Igreja sem dinheiro, nem tão pouco mantê-la. Há necessidades físicas que precisam ser cobertas e devidamente pagas. Como então resolver isso?

As escrituras deixam a linha de raciocínio que todo verdadeiro cristão deve seguir por simplesmente aplicar o princípio deixado em 2 Coríntios 9:7: “Faça cada um conforme tem resolvido no seu coração, não de modo ressentido, nem sob compulsão, pois Deus ama o dador animado.”

Nesta hora, não importa o quanto está sendo dado, mas a inclinação de coração, com que desejo isso foi feito. Jesus deixa isso claro numa linda passagem descrita em Lucas 21:1-4

“Erguendo então os olhos, viu os ricos lançarem suas dádivas nos cofres do tesouro. Viu então certa viúva necessitada lançar neles duas pequenas moedas de muito pouco valor e disse: ‘Eu vos digo verazmente: Esta viúva, embora pobre, lançou neles mais do que todos eles. Porque todos estes lançaram neles dádivas do que lhes sobrava, mas esta mulher, de sua carência, lançou neles todo o seu meio de vida.’”

Portanto, compreenda definitivamente que qualquer que se diga ungido de Deus, pastor, ou líder religioso e que defenda o pagamento do dízimo, não ensina à luz das escrituras mas sim de acordo com seus próprios desejos egoístas e claramente está defendendo interesses pessoais e seus próprios desejos nesta história.

O verdadeiro cristão, aquele que segue a Cristo e que deseja agradar a Deus nos dias de hoje não está sob a lei do dízimo, lei esta dada apenas à nação de Israel dentro de um contexto específico e deve apenas contribuir para a obra do Senhor conforme tem resolvido em seu coração.

NOTA: Este texto não diz respeito sobre quais são as minhas crenças, mas tem apenas a intenção de deixar claro e esclarecer que, à luz das escrituras, o dízimo ou qualquer valor financeiro não pode ser exigido e/ou cobrado nos dias de hoje, como sendo algo bíblico ou como sendo a vontade de Deus.

2 ideias sobre “Dízimo – é ou não bíblico?

  1. Marcos Ferreira

    Voce ensina como uma Testemunha de Jeová, deve ser um membro afastado, visto dizer que o seu ensino não diz respeito às sua crenças pessoais.
    Porém, como quer que outros acreditem naquilo que defende de forma tão veemente, se voce mesmo encara o que diz como não sendo uma verdade absoluta para voce???

  2. Marcelo Autor do post

    Olá Marcos
    É simples, vou te explicar
    Uma coisa é analisar o assunto à luz da Bíblia e responder coerentemente apenas usando a Bíblia como referencia e autoridade.
    Outra coisa é o que eu penso.
    Respondi a luz da Bíblia porque este indivíduo ai, o Silas Malafaia, deita e rola nas escrituras entortando ela a seu bel prazer, mas isso não significa que hoje eu tenha a Bíblia como autoridade em minha vida.
    Seria como se você tivesse lido e aprendido muito do Alcorão, mas hoje fosse uma Testemunha de Jeová, e ai, alguém te pergunta por que as virgens depois da morte?
    Então você, como tendo um bom conhecimento do Alcorão, responde corretamente à pergunta feita, no entanto, isso não significa que você ainda acredite no Alcorão.
    Bem, mas quanto ao dízimo, eu até concordo totalmente com a explicação que eu dei e não é disso que eu discordo.
    Eu discordo hoje da Bíblia como sendo um livro inspirado por Deus.
    Sim, fui Testemunha de Jeová durante mais de 33 anos, no entanto, como tenho um compromisso com a verdade, com a coerência, e não com a enganação ou com a mentira, não pude mais permanecer dentro desta organização que engana seus fiéis, inventando histórias e torcendo a verdade recorrentemente.
    Tal qual um marido que defende a moral e os bons costumes mas que trai recorrentemente, assim é a Torre de Vigia, fala uma coisa com sua boca mas faz outra totalmente diferente.
    Passei por um momento muito difícil, pois não é nada fácil imaginar que a Associação poderia agir assim, mas ao encarar os fatos, ao encarar a realidade, e ao me permitir deixar de ser influenciado por aqueles que não desejam que isso se torne público, não tive escolha e como já disse, meu compromisso é com a verdade, com a coerência, com a justiça.
    E ajo assim pois, se houver um criador amoroso, ele não estará com certeza conectado com quem mente, engana e professa falsos testemunhos.
    Cristo deixou claro quais seriam os sinais identificadores da religião verdadeira e a Associação das Testemunhas de Jeová não os demonstram, nem de perto.
    Bem, mas uma vez deixando de ser TJ, depois de um tempo sem achar algo que pudesse me dar o conforto que eu tive um dia (mesmo estando iludido) e tendo percebido e visto algumas coisas que eu não conseguia explicar, nem a luz da própria Bíblia, me permiti andar por caminhos antes não percorridos e comecei a me deparar com coisas e explicações inimagináveis…

    A princípio tudo foi muito estranho e dificil de compreender, muito embora estavam evidenciadas em vários pontos e lugares e abundantemente na própria Bíblia….
    Sim, a Bíblia permite diferentes leituras e muitas vezes um mesmo texto pode estar querendo dizer algo totalmente diferente do que está escrito ali.
    Vou te dar um exemplo:
    Imagine que estamos em guerra e combinamos alguns códigos entre nós para poder nos comunicar entre as pessoas de modo que ninguém perceba.
    Neste momento decidimos em conjunto que qualquer refeição significa um ataque ao inimigo e que macarrão significa ataque aéreo. (um exemplinho bem bestinha e simples apenas para ilustrar o que estou falando)
    Ai, nos encontramos no trabalho na frente de outras pessoas e eu te pergunto na frente de todo:
    – E ai Marcos, vai ter jantar hoje a noite lá na sua casa? Ando com saudades daquela comida boa!
    Você diz:
    – Não Marcelo, infelizmente não. Hoje estou sozinho e não vai ter janta em casa.
    Eu já entendi o que está querendo dizer.
    No entanto, você poderia dizer:
    – Vai sim Marcelo, hoje a noite terá jantar em casa, teremos aquele macarrão que você tanto gosta. Apareça por lá.
    Pronto, aqui você já me disse que haverá ataque e que será aéreo.
    Enfim…
    Como disse, um exemplinho bem bestinha apenas para explicar que às vezes, o que se lê, não é o que está a princípio se querendo dizer, mas que pode haver mensagens cifradas no texto.
    Bem…
    Estou me estendendo demais, me desculpe…
    O fato é que na Bíblia há muito mais escrito do que se imagina e só depois de uma desconstrução mental das estruturas antes construídas é que se começa a perceber isso e que se começar a ler outras coisas, totalmente diferentes.

    Isso pode parecer teoria da conspiração, eu sei.
    Isso pode parecer viagem, concordo totalmente.
    Mas o fato é que depois que se consegue analisar as coisas por este ângulo, tudo se encaixa, tudo e muito mais.
    Hoje compreendi porque Abrão virou Abraão, Sarai virou Sarah e Jacó virou Israel.
    Agora compreendi porque marcharam 7 dias em torno de Jericó e não 8, ou 9 ou 6.
    Agora compreendi porque o Sacerdos faziam sacrifício de animais e porque o cheiro da gordura agaradava a Jeová.
    Agora compreendi porque o sangue tem tanto valor para o mundo espiritual.
    Compreendi melhor todas as pirações de João em Revelação, bem como as pirações de Daniel, Ezequiel, Jeremias
    Dentre inúmeras outras coisas similares a estas.
    Compreendi melhor porque também tantas partes da Bíblia estão em nítida discrepância e incoerência, por mais que a Associação tente (aqui heroicamente) alinhá-las numa tarefa inglória.
    Enfim, estas e inúmeras outras coisas que antes não me faziam o menor sentido, agora fazem.
    Bem, por tudo isso, mas principalmente pela postura falsa e mentirosa da Torre de Vigia e por inúmeros outros conhecimentos que acabei adquirindo posteriormente, minha visão sobre a Bíblia, suas profecias e ensinamentos é totalmente diferente do que já foi um dia e talvez das suas.
    Entendo que talvez muita coisa do que eu disse a você possa estar soando estranho, eu no seu lugar pensaria igual a você visto que eu mesmo já corri atrás de apóstatas em assembléias no Morumbi, quando estes mostravam pontos que eu não queria ver.
    Portanto, sei bem o que deve estar passando na sua cabeça neste momento, e quanto a isso, só tenho a lhe dizer uma coisa:
    – Dê tempo ao tempo
    Tudo tem seu tempo, já dizia o sábio Rei Salomão
    E muito embora eu não acredite em quase nada do que está na Bíblia, como sendo de Deus, tudo que está lá está lá por um motivo, assim como tudo o que acontece no mundo. E há sim muita sabedoria na Bíblia e ela também relata muitos fatos que acreditam terem sido verdadeiros e aconteceram como está lá. Mas o conjunto da obra não me leva mais as mesmas conclusões que me levaram um dia.

    O mundo está em perfeito equilíbrio e o Criador parece ser perfeito em tudo o que faz….
    Mas as coisas não são como parecem…
    Num jargão bem popular e até feio mas que expressa bem o que quero dizer: “O buraco é mais embaixo”
    Mas isso é outra história que não dá pra explicar por aqui.
    Desculpe mais uma vez o longo texto
    Obrigado pela interação
    Abraços
    Marcelo

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