Nióbio – AVATAR é aqui!

Há algum tempo, escrevi um post sobre o filme Avatar.

É, eu realmente gostei muito deste filme.

Se você assistiu, lembra-se do motivo que fez com que os humanos fossem lá para Pandora?

Eles estavam atrás do Unobtainium, um metal nobre, raro e muito caro e que em Pandora existia em abundância. A ganância dos humanos por esse material foi tanta que destruíram toda aquela tribo de Navis, para terem acesso a uma enorme jazida deste material, que estava justamente embaixo deles.

Agora, veja só que interessante, neste fim de semana estive num encontro ao qual vou todo ano e tive o prazer de conhecer o Tenente Brigadeiro das nossas Forças do Ar, que nos fez uma longa e muito interessante explanação sobre a Amazônia e suas riquezas.

E nesta apresentação, dentre várias coisas que nos disse sobre a Amazônia, ele falou um pouco sobre o Nióbio e sobre o seu valor. O Nióbio é um supercondutor. Supercondutor é aquele material que conduz tão bem a eletricidade que, por isso, é capaz de fazer coisas bem especiais, dentre elas, por exemplo, aquele trem MagLev que anda flutuando sobre os trilhos e, por isso, é capaz de atingir velocidades de até  700 km/h.

Veja aqui neste vídeo um exemplo do que o Nióbio é capaz de fazer sob temperaturas bem baixas:

Mas o Nióbio não é só um supercondutor. Ele é usado largamente em aços e ligas metálicas de grande rigidez, dureza e estabilidade térmica. É também empregado em cápsulas espaciais, mísseis, foguetes, reatores nucleares, semicondutores e também na produção de aço inoxidável, ligas supercondutoras, cerâmicas eletrônicas, lentes para câmeras e componentes para a indústria naval, além da fabricação de trens-bala, armamentos pesados na indústria aeroespacial, instrumentos cirúrgicos e equipamentos óticos de precisão.

Bem, não preciso nem dizer mais quão importante é o Nióbio, certo?

Mas agora, depois de toda esta introdução sobre este material, é que vem o mais curioso.

Você sabe onde estão as maiores jazidas de Nióbio do mundo?

Aqui, no nosso Brasil, mais especificamente na Amazônia!

Sabia também que, assim como o Nióbio, a Amazônia tem várias outras jazidas de matérias extremamente nobres e importantes para o nosso mundo de hoje, tais como Urânio, Ouro e Estanho?

E por que será que se fala tão pouco sobre isso? Por que será que muita gente nem sabe que temos todo esse tesouro aqui em solo nacional?

Pesquisando pela Internet sobre este assunto, descobri coisas muito estranhas e decidi reunir algumas destas informações aqui e compartilhá-las com você. Vejam só:

1. Sabia que todos os milhares índios de Roraima foram deslocados e ajuntados por ONGs internacionais justamente sobre as maiores jazidas mundiais de Nióbio, Urânio e Ouro existentes, a Raposa-Serra do Sol?

2. Sabia que apesar de haver várias jazidas de vários minerais, dentre eles ouro, o grosso do dinheiro vem mesmo do Nióbio?

3. Sabia também que as jazidas de Nióbio e outros materiais continuam sob o território do nosso vizinho, a Venezuela?

4. Sabia que juntaram também os quatro povos yanomami – que historicamente nunca se deram bem – quase na marra, exatamente sobre uma enorme jazida de estanho (cassiterita), metal estratégico para a Inglaterra?

5. Sabia também que nesta área está a ONG inglesa Surviving, do Príncipe Phillip, o marido da Rainha Elizabeth II?

6. Sabia também que a multinacional Molycorp, a companhia que exporta 95% do Nióbio que é retirado do Brasil (e é a maior exportadora deste metal no mundo) é financiadora dos projetos de cidadania e do Instituto Cidadania e do Fome Zero?

7. Sabia também que, em 2004, o Governo Lula foi o único da América do Sul que assinou o tratado da ONU que aceita que povos indígenas decretem-se nações independentes, desde que tenham apoio internacional?

Tá bom, já falei demais. Tem muito mais coisa rolando por aí, mas não vou me aprofundar mais neste assunto, porque sei que isso é terreno perigoso. Também vale ressaltar que não estou dizendo nada de novo. Tudo o que você leu aqui está espalhado por aí, pela Internet.

Dá pra tirar várias conclusões de tudo isso, né?

Mas a mais rasa de todas elas é que agora, quando você ouvir aquela velha conversa sobre salvar a Amazônia, o pulmão do mundo, não pose mais de inocente nesta história toda, achando que as pessoas estão querendo apenas salvar a nossa floresta e querendo preservar nossa fauna e flora tão rica. Mesmo porque muitos destes lugares que eles estão querendo “salvar” nem sequer florestas são. Isto é, não são mais: agora são cerrado baixo.

Sem dúvida há muitos interesses econômicos e financeiros em tudo isso, e o fato é que só agora eu percebi que há muito mais Avatar rolando aqui do que eu poderia imaginar, debaixo dos nossos narizes, no nosso Brasil!

😐

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