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Em que acreditar

Finalmente vez vou escrever sobre um dos temas que mais gosto de falar e muito provavelmente sobre o qual eu mais tenha estudado durante toda a minha vida, mas que ao mesmo tempo entendo que seja o mais complexo e talvez o mais delicado  que exista para se falar a respeito.

Demorei para começar a abordar este assunto, pois é muito dificil abordá-lo sem contextualizar pelo menos um pouco e, para isso, não dá para entrar no assunto sem escrever, ao menos, um bom bocado, portanto, este não é um post para ser lido rápidamente. Então, se você tem pressa em concluir, talvez agora não seja uma boa hora para continuar a leitura deste artigo. No entanto, se tiver um pouquinho de tempo e quiser saber um pouco mais sobre a vida (ou talvez confundir-se mais…rsrs), acredito que irá gosta da leitura a seguir.

Devo avisar também de antemão que o material exposto a seguir não é leve e tampouco tem o objetivo de necessariamente esclarecer. Ele pode até fazer isso, mas é em si um texto forte que poderá abalar sua estrutura de crenças. Portanto, se não estiver a fim de colocar em cheque o que crê, aconselho também a não continuar a leitura.

Voltando ao que eu disse no primeiro parágrafo, veja que engraçado, muito embora este seja sem dúvida o tema sobre o qual eu mais tenha estudado, ele continua sendo muito difícil de abordar e que traz ainda muitas dúvidas e pontos não esclarecidos e tive uma certa dificuldade até mesmo em nomeá-lo. Será que falo sobre filosofia, história ou religião? Qual seria o melhor nome para este artigo? Diante desta minha dificuldade, quero dizer que o título “Em que acreditar” foi sugerido por um amigo que leu o artigo e a quem eu agradeço neste momento.

Bem, quem me conhece sabe do meu profundo respeito e do meu mais puro desejo de encontrar algumas respostas sobre a vida. Quem é o criador do universo (se é que existe um)? De onde viemos? Para onde vamos? O que acontece na morte? Será que morremos mesmo ou será que existe vida após a morte? Se existe, como é? Nossa conduta e atitude importam? Será que a vida são estes meros setenta ou oitenta anos? E se alguém nos fez, por que nos fez? Qual era seu propósito ou seus objetivos? Como se alinhar aos seus propósitos ou objetivos? Será que devemos mesmo viver alinhados a eles? Mas se tais objetivos não estão claros, será que não devemos apenas aproveitar a vida e viver na base do “comamos e bebamos, pois amanhã morreremos”?  (Aliás, já até escrevi sobre isso num outro artigo: http://www.marcelo.com.br/dont-worry-be-happy) Assim como estas, existem muitas outras perguntas. Diante destas, no que acreditar? Será que a Bíblia é realmente um livro em que podemos confiar? Foi ele escrito por Deus ou por homens? O que pensar do Cristianismo e de todas as suas variações e derivações? O que pensar sobre o Judaísmo e sobre a Cabala? O que pensar sobre as inúmeras outras religiões como Budismo, Hinduísmo e Islamismo? E as religiões mais ligadas ao espiritismo ou mesmo aos diferentes contatos com os espíritos, têm fundamento? O que pensar então da Umbanda e do Candomblé, por exemplo? O que dizer também sobre a Astrologia, a Numerologia, a alquimia, o Tarô, Búzios, radiestesia, cromoterapia e todo este lado mais esotérico? E o que pensar da Magia e do Ocultismo? Ou será que devemos nos fiar apenas na ciência e, de repente, defender até mesmo o ateísmo? Ou será que podemos acreditar, de certa forma, em tudo isso?

Este assunto é bem complexo, denso e delicado. Do meu ponto de vista, para começar, você vai precisar de muita pureza, imparcialidade e honestidade, de um bom coração e de uma boa dose de bom senso. E vai precisar também ser muito firme e pragmático, além de questionar muito e de muito raciocínio lógico. Vai precisar ser sensível também, pois muitas coisas lhe serão apresentadas de modo muito sutil e, às vezes, até mesmo de modo subjetivo. Vai precisar também ser muito, muito humilde, pois muitas vezes você precisará reconhecer que pegou o caminho errado e deverá ter a humildade de abandonar algumas crenças antigas, voltar atrás e reconhecer que alguns conceitos estavam errados, muito embora um dia eles já tenham sido verdades absolutas para você. Nesta hora, você deverá ser capaz de se despir destas verdades e destes conceitos antes existentes e pré-formatados, e ficar novamente aberto para ouvir novos pontos de vista. Nessa hora, vai aprender também a nunca mais se cristalizar em “verdades” e deixará de ser rígido e aprenderá que ser flexível é fundamental neste processo de crescimento. Precisará dedicar tempo e energia. Precisará também de uma boa dose de conhecimentos em História, Geografia, Física, Quântica, Química, Astronomia, Psicologia, Matemática, e Filosofia, dentre outros que ajudarão na compreensão de muitos destes assuntos. Conhecer a Bíblia também poderá ser de grande ajuda, mas inversamente também tal conhecimento poderá ser uma âncora, impedindo que você prossiga em alguns caminhos fundamentais para a busca destas respostas. Vai precisar também ter coragem, expor-se e enfrentar (de uma forma correta, respeitosa e cautelosa) algumas situações inicialmente impensadas, pois só depois de realmente tomar contato com alguns ensinamentos ou só após ter tido algumas experiências pessoalmente será capaz de julgá-las, para poder depois tirar suas conclusões, emitir suas opiniões e guardar o que para você foi importante e significativo. Uma vez com tudo isso em mente, você deverá tentar a conectar todas estas coisas para, quem sabe, começar a “raspar” no início de uma compreensão de toda essa história. Talvez até exista outra forma, mas esta é a receita que eu particularmente tenho utilizado.

Eu também me refreei até agora para abordar este assunto, por causa da sua complexidade e profundidade, mas acredito que está na hora de começar a falar um pouco mais a este respeito.

E vou começar com este artigo abordando quatro facetas bem diferentes sobre estes assuntos. Muito embora todas estejam bem conectadas, ao mesmo tempo se contrapõem e se contradizem. Bem-vindo a este assunto, e se quiser continuar nesta jornada, aprenda que tudo será sempre assim, desta maneira.

Bem, em primeiro lugar quero falar de um filme chamado Zeitgeist. Você já teve a oportunidade de ver?

Se não, assista a este trecho que disponibilizo aqui embaixo antes de continuar lendo este artigo. Atenção, é muito importante que você realmente veja o filme antes de continuar a leitura.

E aí, assistiu?

Complicado né?
:-\

E agora?

Muito difícil não reconhecer a força desta mensagem, não é mesmo?

Então, será que realmente tudo o que carregamos hoje como fé não passa de simples tradição histórica, iniciada pelos nossos primeiros ancestrais e, depois, passada geração após geração, compilada no meio do caminho por algum ou alguns sábios e apresentada para nós, ocidentais, na forma de uma Bíblia?

Mas se ela nasceu desta forma e esta é realmente a origem da Bíblia, como explicar a sua profundidade que só quem já a leu é capaz de compreender? Como explicar o cumprimento de tantas profecias que se cumpriram exatamente conforme dito anteriormente, em muitos casos com centenas de anos de antecedência? Como explicar as medidas científicas e proporcionais da Arca de Noé, que hoje é seguida pela indústria naval?  Como explicar a forma lógica com que Moisés fala do momento da criação e do aparecimento das coisas na Terra e da natureza, sendo que, pelo que sabemos, ele nunca estudou tais coisas? Como explicar a sabedoria dada aos israelitas através das leis que lhes foram fornecidas, envolta em muitos conceitos que só foram descobertos no século 20? Sem contar que quem estuda a Bíblia sabe que a história se curva o tempo todo à veracidade bíblica, e isso é cada vez mais um fato inegável. Como explicar também os mais de quarenta escritores, que na sua grande maioria nem sequer se conheceram e que, em alguns casos, viveram distantes entre si e em épocas separadas por milhares de anos , em lugares distintos e de formação e cultura totalmente variadas, tais como reis e pescadores, puderam escrever vários livros que puderam ser unidos a ponto de se tornar um único livro, contando uma história lógica e extremamente coerente, do início ao fim? Como explicar a existência da Bíblia hoje, mesmo depois de tanta perseguição ao longo de toda a História, e o fato de em muitos casos ela continuar atual como se tivesse sido escrita hoje? Além do que, para quem a conhece, beira o impossível pensar que os conselhos contidos nela e a forma como estes estão estruturados e comunicados, foram escritos por um homem. Quem conhece sabe da superioridade de tudo o que está lá e da força que suas palavras tem sobre aquelas pessoas que se propõem a estudá-la e a conhecê-la melhor.

Ainda sobre a Bíblia, fui apresentado há pouco tempo à Roda da Bíblia. Algo que parece uma Cabala Cristã.

A Roda da Bíblia é algo que só foi percebido há relativamente pouco tempo, e que se baseia na sequência tradicional dos livros da Bíblia. Assim como o cristianismo demonstra que o conteúdo da Bíblia vem de Deus, a tese da Roda da Bíblia demonstra que a estrutura da Bíblia vem de Deus, e que um está em harmonia com o outro.
A Roda da Bíblia prova que também a ordem dos livros da Bíblia está estruturada alfabeticamente. Dito de modo simples, os 66 livros da Bíblia estão correlacionados com o significado das 22 letras do alfabeto hebraico. Sendo que estas 22 letras se repetem 3 vezes e, desta forma, relacionam cada livro bíblico a uma letra do alfabeto hebraico, sendo que o significado de cada letra é explicado na própria Bíblia. O site que fala sobre isso é http://www.biblewheel.com e, se tiver um tempinho, não deixe de dar uma boa olhada no que ele diz. A evidência é realmente muito forte e ele não deixa realmente nenhuma dúvida que a Bíblia está organizada alfabeticamente pelo alfabeto hebraico. Os grandes temas bíblicos estão pautados pelo alfabeto hebraico e não é preciso ter conhecimentos especiais do hebraico, porque a correlação é bastante elementar. Isso, sem dúvida, é uma forte evidência adicional ao caráter sobrenatural da Bíblia e a mostra como um todo unificado, realmente um único livro produzido por uma mente ou uma força realmente brilhante.

No entanto, como pensar que um livro que se mostra tão forte e profundo, tão completo e tão complexo, feito então por uma mente tão brilhante, possa expor um Deus que ao mesmo tempo é o criador de tudo o que está à nossa volta e de todo o universo, tão poderoso e amoroso, mas ao mesmo tempo é ciumento? Sim, Êxodo 34: 14 fala isso, e isso também está dito em vários outros lugares da Bíblia. Você consegue imaginar alguém tão poderoso ser ciumento? O ciúme tem como base a falta de confiança em si próprio e a baixa autoestima. Consegue então imaginar que este Deus tão poderoso é ciumento? Pior, ciumento de deuses falsos! Normalmente você tem ciúme de algo que o coloca em risco, em perigo. Por exemplo, já viu alguma mulher bonita ter ciúmes de outra mulher gorda e feia? Difícil, né? No entanto, é normal que uma mulher bonita tenha ciúmes de outra mulher também bonita e atraente. Ou seja, normalmente temos ciúmes de algo que nos coloca em perigo, que nos ameaça. Seria normal então o criador ter ciúmes de um deus falso?

Além disso, este Deus da Bíblia é partidário e bairrista e não ama a humanidade como um todo. A Bíblia é clara neste ponto e não deixa dúvida. Apenas um único povo foi beneficiado, enquanto todo o resto da humanidade não foi. Quem esteve na frente deste povo e se opôs a ele sofreu cruelmente, sim, pois se você não fosse deste povo específico, você estava ferrado, sujeito à morte. Ele não ia ter nem dó nem piedade de você ou da sua família. Qualquer forma de reverência à natureza e que não fosse uma adoração exclusiva a ele estava errada e pronto, isso já era elemento suficiente para justificar toda e qualquer barbaridade, até mesmo a morte. Por exemplo, se você tivesse nascido em Canaã, lá no passado, muito provavelmente teria morrido pelo fio da espada dos israelitas quando estes tomaram esta “terra prometida”, simplesmente porque você nasceu e morava numa terra que, centenas de anos antes, havia sido prometida para uma pessoa específica. Será que havia sido mesmo ou foi conveniente contar esta história para inflamar o povo e justificar uma guerra, tornando-a santa? Percebe alguma similaridade com que inúmeras outras religiões fizeram e conseguiram, desta forma, justificar suas ações em busca de poder? Fala sério, isso é justiça? Será que este ato demonstra amor e justiça para com os “seus filhos” ou demonstra um enorme preconceito e injustiça? Se você estivesse do lado dos israelitas, talvez até ficasse feliz em ter um “Deus” lutando por você. Mas e se você estivesse do outro lado, ficaria feliz em saber que um povo desconhecido está vindo invadir e tomar seu país, tomar sua casa, pegar tudo o que é seu, matar você e sua família? Isso parece ato de um Deus amoroso?

Ou o que dizer de um Deus que sente prazer em sacrifícios de animais? Já tentou matar um animal, colocá-lo num altar, derramar seu sangue e oferecê-lo a uma entidade superior? Será que alguém que se coloca na posição de criador do universo realmente precisa disso? Já imaginou a carnificina que deveria ser em Israel, quando toda a nação tinha que sacrificar animais, milhares destes, para que houvesse o perdão de seus pecados? Já imaginou quanta morte, quanto sangue escorrendo não houve no templo? E pior, a Bíblia fala que o cheiro de toda esta carnificina, o cheiro que a carne queimada produzia, era repousante para este “criador”! Isso está escrito inúmeras vezes na Bíblia, desde Gênesis, quando Noé fez sacrifício, bem como vastamente também em Êxodo, Levíticos e Números. Fala sério! Alguém é capaz de acreditar que o criador do universo precisa de sacrifício, de morte e de oferta queimada? Bem, se você estiver ligado à Umbanda, Candomblé ou mesmo à Magia ou à Feitiçaria, talvez seja capaz de compreender os objetivos e propósito destas práticas e eu realmente não vou entrar nestes detalhes aqui.

Além do mais, como explicar a morte sem chance de nenhuma espécie de perdão (ressurreição) de todos os que morreram no Dilúvio? Já imaginou se um candidato saísse em campanha e dissesse “Vote em mim, pois eu vou acabar com a criminalidade e vou promover uma cidade boa para se morar. Meu plano de governo é matar 99,99% da população e deixar apenas alguns poucos que eu julgo serem corretos!” Fala sério! O que este governador demonstra? Amor e justiça ou ignorância e incompetência? E, pior, já não contente em ter feito isso uma vez, e não tendo dado certo, vai repetir isso tudo de novo, e promete novamente liquidar 99,99% da população da Terra, salvando novamente apenas alguns poucos. Complicado, não?

Sem contar que este Deus é a favor do apedrejamento do filho desobediente, bem como dos adúlteros. Hoje a humanidade sente até vergonha de saber que em alguns países isso ainda é praticado. Isso não significa que sou favor da desobediência ou do adultério, mas acho que tudo tem limite, e pensar que tirar a vida de quem desobedece, ainda mais por apedrejamento, é realmente complicado.

Enfim, este Deus que escreveu a Bíblia é ciumento, gosta do sacrifício de animais, vai corrigir o mal matando praticamente todo mundo e mata o filho desobediente a pedradas! Fala sério!

O problema é que tudo isso vem junto no mesmo pacote: a Bíblia. Então, o que fazer? Bem deixemos que a própria nos dê a resposta.

Em Tiago 3:11 diz: “Será que uma fonte faz brotar pela mesma abertura o que é doce e o que é amargo? Meus irmãos, será que a figueira pode produzir azeitonas ou a videira figos? Tampouco pode água salgada produzir água doce.” Um pouco mais a frente, no próprio livro de Tiago, no versículo 16, ele diz: “Porque, onde há ciúme e briga, ali há desordem e toda coisa ruim.” Será que na Bíblia há ciúmes e briga? Conhece algum “Deus” que é ciumento e lutou pelo seu povo? Por fim, lemos em Provérbios 20:10 que aquele que utiliza dois pesos e duas medidas é algo detestável. Não usou este “Deus” dois pesos e duas medidas ao proteger um povo em detrimento de outro?

Tudo isso é realmente muito confuso, para deixar louco qualquer um que estude a Bíblia e tenha realmente uma consciência sensível, tenha coerência dentro do coração e busque a verdade.

Por fim, meus questionamentos e estudos acabaram me levando a conhecer outros caminhos, que antes talvez eu jamais contataria. No entanto tenho aprendido a enorme força que o Egito teve sobre a construção de toda cultura israelita-judaica e, consequentemente, cristã.

Entendo hoje que do antigo Egito vieram praticamente todos os conhecimentos e fundamentos que Moisés utilizou para construir a casa de Israel e que depois deram força para manter a cultura judaica e que posteriormente serviram como base para que Jesus e o cristianismo pudessem existir.

Além de já reconhecer os relacionamentos dos antigos patriarcas com o Islamisto, o Judaísmo e o Cristianismo, começo a encontrar também um relacionamento entre todos estes e o antigo Egito e a partir deste, começo a compreender melhor o relacionamento entre vários outros movimentos e crenças, tais como o Budismo e o Hinduísmo, a Umbanda, o Candomblé e o Espiritismo, a Astrologia, a Numerologia, o Tarô, a Radiestesia e a Alquimia, a Cabala, o Vaticano e o Catolicismo, a Maçonaria, a Rosa Cruz, a Magia, a Feitiçaria e o Ocultismo dentre inúmeros outros e posso dizer que uma certa paz começa a reinar dentro de mim.

Mas não estou aqui defendendo nenhuma crença em detrimento de outra. Estou, apenas dando início a este assunto, expondo alguns pensamentos para começar uma conversa com aqueles que porventura, desejarem falar mais a este respeito.

Nióbio – AVATAR é aqui!

Há algum tempo, escrevi um post sobre o filme Avatar.

É, eu realmente gostei muito deste filme.

Se você assistiu, lembra-se do motivo que fez com que os humanos fossem lá para Pandora?

Eles estavam atrás do Unobtainium, um metal nobre, raro e muito caro e que em Pandora existia em abundância. A ganância dos humanos por esse material foi tanta que destruíram toda aquela tribo de Navis, para terem acesso a uma enorme jazida deste material, que estava justamente embaixo deles.

Agora, veja só que interessante, neste fim de semana estive num encontro ao qual vou todo ano e tive o prazer de conhecer o Tenente Brigadeiro das nossas Forças do Ar, que nos fez uma longa e muito interessante explanação sobre a Amazônia e suas riquezas.

E nesta apresentação, dentre várias coisas que nos disse sobre a Amazônia, ele falou um pouco sobre o Nióbio e sobre o seu valor. O Nióbio é um supercondutor. Supercondutor é aquele material que conduz tão bem a eletricidade que, por isso, é capaz de fazer coisas bem especiais, dentre elas, por exemplo, aquele trem MagLev que anda flutuando sobre os trilhos e, por isso, é capaz de atingir velocidades de até  700 km/h.

Veja aqui neste vídeo um exemplo do que o Nióbio é capaz de fazer sob temperaturas bem baixas:

Mas o Nióbio não é só um supercondutor. Ele é usado largamente em aços e ligas metálicas de grande rigidez, dureza e estabilidade térmica. É também empregado em cápsulas espaciais, mísseis, foguetes, reatores nucleares, semicondutores e também na produção de aço inoxidável, ligas supercondutoras, cerâmicas eletrônicas, lentes para câmeras e componentes para a indústria naval, além da fabricação de trens-bala, armamentos pesados na indústria aeroespacial, instrumentos cirúrgicos e equipamentos óticos de precisão.

Bem, não preciso nem dizer mais quão importante é o Nióbio, certo?

Mas agora, depois de toda esta introdução sobre este material, é que vem o mais curioso.

Você sabe onde estão as maiores jazidas de Nióbio do mundo?

Aqui, no nosso Brasil, mais especificamente na Amazônia!

Sabia também que, assim como o Nióbio, a Amazônia tem várias outras jazidas de matérias extremamente nobres e importantes para o nosso mundo de hoje, tais como Urânio, Ouro e Estanho?

E por que será que se fala tão pouco sobre isso? Por que será que muita gente nem sabe que temos todo esse tesouro aqui em solo nacional?

Pesquisando pela Internet sobre este assunto, descobri coisas muito estranhas e decidi reunir algumas destas informações aqui e compartilhá-las com você. Vejam só:

1. Sabia que todos os milhares índios de Roraima foram deslocados e ajuntados por ONGs internacionais justamente sobre as maiores jazidas mundiais de Nióbio, Urânio e Ouro existentes, a Raposa-Serra do Sol?

2. Sabia que apesar de haver várias jazidas de vários minerais, dentre eles ouro, o grosso do dinheiro vem mesmo do Nióbio?

3. Sabia também que as jazidas de Nióbio e outros materiais continuam sob o território do nosso vizinho, a Venezuela?

4. Sabia que juntaram também os quatro povos yanomami – que historicamente nunca se deram bem – quase na marra, exatamente sobre uma enorme jazida de estanho (cassiterita), metal estratégico para a Inglaterra?

5. Sabia também que nesta área está a ONG inglesa Surviving, do Príncipe Phillip, o marido da Rainha Elizabeth II?

6. Sabia também que a multinacional Molycorp, a companhia que exporta 95% do Nióbio que é retirado do Brasil (e é a maior exportadora deste metal no mundo) é financiadora dos projetos de cidadania e do Instituto Cidadania e do Fome Zero?

7. Sabia também que, em 2004, o Governo Lula foi o único da América do Sul que assinou o tratado da ONU que aceita que povos indígenas decretem-se nações independentes, desde que tenham apoio internacional?

Tá bom, já falei demais. Tem muito mais coisa rolando por aí, mas não vou me aprofundar mais neste assunto, porque sei que isso é terreno perigoso. Também vale ressaltar que não estou dizendo nada de novo. Tudo o que você leu aqui está espalhado por aí, pela Internet.

Dá pra tirar várias conclusões de tudo isso, né?

Mas a mais rasa de todas elas é que agora, quando você ouvir aquela velha conversa sobre salvar a Amazônia, o pulmão do mundo, não pose mais de inocente nesta história toda, achando que as pessoas estão querendo apenas salvar a nossa floresta e querendo preservar nossa fauna e flora tão rica. Mesmo porque muitos destes lugares que eles estão querendo “salvar” nem sequer florestas são. Isto é, não são mais: agora são cerrado baixo.

Sem dúvida há muitos interesses econômicos e financeiros em tudo isso, e o fato é que só agora eu percebi que há muito mais Avatar rolando aqui do que eu poderia imaginar, debaixo dos nossos narizes, no nosso Brasil!

😐

Don’t Worry Be Happy

Don’t Worry Be Happy

Quem me conhece sabe dos meus estudos em busca de algumas respostas sobre a vida:

  • De onde viemos?
  • Para onde vamos?
  • Por que estamos aqui?
  • O que acontece quando morremos?
  • Deus existe?
  • Qual o propósito disso tudo?
  • Evolução ou Criação?
  • Várias outras

Já estudei muito a Bíblia, muito mesmo (não é brincadeira, é muito mesmo… rsrsrs), no entanto, justamente em decorrência deste fato, por ter me aprofundado muito nos estudos bíblicos e também por ter mantido valores como integridade, coerência e honestidade, fui obrigado a abandonar minhas crenças, pois muitas delas desabaram totalmente.

Também sempre gostei muito de filosofia, física e matemática e me considero um pensador nato. Procuro sempre concluir meus pensamentos agregando visões de vários pontos de vistas.

Posteriormente, graças a uma pessoa que passou pela minha vida, percebi que realmente “há mais coisas entre o céu e a terra que a nossa vã filosofia é capaz de explicar” e que, além disso, tais coisas não eram necessariamente relacionadas ao “demônio”… rsrsrs

Bem, nesta época busquei compreender algumas destas coisas, mas percebi quanta desinformação e crença infundada existe dentre estes que porventura, conectam “algo a mais”.

Recentemente tive o privilégio de conhecer uma pessoa bastante especial e de fazer parte de um grupo que estuda todo este lado B da vida de uma maneira muito séria e correta. É realmente muito legal começar a analisar as coisas por outros pontos de vista, desmitificar alguns tabus que antes estavam fortemente arraigados e perceber como as coisas podem ser diferentes.

Bem, mas eu estou escrevendo tudo isso porque tem sido frequente que algumas pessoas me perguntem coisas sobre todos estes assuntos, e é muito engraçado quando eu falo que não sei nada a respeito… rsrsrs

Em geral elas dizem:

– Mas como você não sabe nada? Você já estudou tanto, já leu tanto, já pensou tanto, já aprendeu tanto, como pode dizer que não sabe nada?

Então, minha resposta a elas tem sido a seguinte:

Imagine que você está diante de duas portas. Nesta hora, você vai pensar que há apenas dois caminhos, certo? Aliás, esta é uma frase bíblica. Então, se permanecer do lado de fora, continuará com esta impressão de que existem apenas dois caminhos.

No entanto, se você se permitir entrar por uma destas portas, encontrará numa nova sala, desta vez com quatro portas. Talvez nesta hora possa pensar que existam apenas mais quatro caminhos diferentes. Mas então você escolhe uma nova porta, entra por ela e vê-se outra vez numa nova sala, desta vez com seis novas portas. Se então escolher adentrar por uma destas, estará numa nova sala, desta vez com oito portas, e assim por diante.

Se voltar tudo para trás, lá no início, e entrar pela outra porta, perceberá uma dinâmica muito parecida, sempre com novas salas e cada vez com mais portas.

Bem, só nesta rápida ilustração já estamos com cerca de 384 caminhos diferentes (2 x 4 x 6 x 8).

Pense agora se você tivesse feito este caminho e tivesse conhecido algumas destas portas e salas. Você teria descoberto o que há por trás de quatro portas e conhecido algumas salas. Sem dúvida já sabe mais do que aquele que está parado lá no início, vendo apenas as duas portas iniciais, correto?  Correto!

Mas se aqui nesta ilustração existem 384 portas e você abriu apenas quatro, sabe também que existem outras 380 portas que não foram abertas e que não sabe nada sobre o que há por trás de cada uma destas.

Ou seja, aquele que está parado, acha que são apenas dois caminhos, mas você, que já andou um pouco, já percebe que são no mínimo 384 e que, muito embora tenha conhecido quatro, ainda falta conhecer outros 380, fora as novas possibilidades que cada um poderá abrir.

Por isso, quem ainda não começou a trilhar este caminho se ilude, pois acredita que só há dois caminhos e imagina que é relativamente fácil a compreensão das coisas. No entanto, quem já o está trilhando por algum tempo, já abriu várias portas e entendeu um pouco da dinâmica das coisas, muito embora tenha visto muito mais do que aquele que está parado, sabe também que há muito mais informação não compreendida do que compreendida.

Isso é apenas uma ilustração bastante simplória, pois na realidade, estes caminhos se abrem e se multiplicam muito mais, apresentando muito mais opções do que as mencionadas.

Em resumo, quanto mais você aprende, mais você percebe que menos sabe.

E olha só, não é que me veio novamente um texto bíblico à mente:

Salmos 92: 5

“Quão grandes são os trabalhos do Criador e quão profundos são os seus pensamentos.”

É, não tem jeito, é o velho hábito… rsrsrs

Me lembro também de uma visão que tive quando era mais jovem. Eu estava na praia, sentado, olhando para o horizonte e observava o mar. Certa hora eu me levantei e nesta hora percebi que havia um navio ao fundo, que eu não via enquanto estava sentado. Voltei a sentar e o navio desapareceu. Então, eu deitei e olhando para o mesmo horizonte, percebi que sequer era capaz de ver o mar, devido a uma ondulação que existia na areia, próxima a mim.

No entanto, deitado eu era capaz de ver tudo o que estava a minha volta, meus horizontes eram próximos e totalmente finitos e minha visão de mundo bastante limitada. Se aquele fosse o meu tamanho eu acharia que era capaz de ver e compreender TUDO o que estava a minha volta. Sentado, eu tinha uma visão maior, mas mesmo assim ainda conseguia compreender tudo o que minha vista alcaçava. Mas se ficasse de pé, meu horizonte ficava bastante expandido e eu já não era capaz de compreender corretamente tudo o que minha vista era capaz de visualizar. Imaginei então se eu subisse numa escada, como meus horizontes se ampliariam e como eu aumentaria a quantidade de coisas que eu não entenderia.

Percebi então que a ilusão de que se é capaz de compreender tudo, só existe quando você está muito baixo. Conforme você sobe, sua visão aumenta e você vai se dando conta de quanta coisa existe e de como é impossível entender e compreender tudo.

Ou seja, só pensa que sabe tudo, aquele quem tem seus horizontes muito limitados por estar ainda muito baixo.

Percebi também que quanto mais eu sei, mais eu sei, que menos eu sei!

🙁

Então, diante de tudo isto, o que fazer?

Bem, meu primeiro conselho é:

Cuide da sua conduta, pois não importa que portas eu tenha aberto, eu sempre vi algo em comum em todas elas: a importância da conduta e do caráter.

Mas, tendo feito isso, aí vai o segundo conselho: curta a vida!

Sim, pois se cada vez mais percebemos que a compreensão e as resposta para todas estas coisas estão tão longe, então preocupe-se menos, seja feliz e curta a vida!

A vida é uma viagem constante e sem local de chegada. Então cuide da sua conduta, não se preocupe tanto e seja feliz!

E para terminar, aí vai um vídeo inspirador:

Don’t Worry, be Happy!

🙂