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Nasce o Bing.com! Enquanto isso, a Google prepara seu “Wave”

Hoje sem dúvida é um dia muito importante para a web, nasceu o Bing (http://www.bing.com), o novo search engine (buscador) da Microsoft, que vem para concorrer com o Google.

 

Minhas primeiras impressões foram as melhores possíveis. Muito rápido e assertivo. Sem dúvida já tomou um lugar na minha mente na hora em que eu pensar em buscar algo na web.

 

A proposta do Bing não é apenas ser um  buscador, mas um serviço que ajudará na tomada de decisão, tipo:

 

·         Quer saber onde comer?

·         O melhor preço de algum produto?

·         Onde encontrá-lo?

 

Enfim… o Bing parece que será uma união de Google + Mercado Livre + Buscapé + Outros…

 

É uma proposta audaciosa. Agora vamos acompanhar e ver se pega.

 

Mas enquanto a Microsoft lança o Bing, do outro lado, a Google apresentou na semana passada seu novo serviço que pretende substituir não só os atuais correios eletrônicos, mas também quase todas as outras formas de comunicação online.

 

O Google Wave, um serviço que tem como objetivo mudar forma como usamos e-mails e todas as formas de comunicação na web (o que poderá vir a ser um grande golpe no Outlook e Messenger da Microsoft).

 

 

O “Google Wave” combina e-mail, chat, troca de fotos e vídeos, feeds e muitos mais em um mesmo ambiente colaborativo. Aliás, o ambiente colaborativo é um dos principais pontos fortes do serviço, pois a interatividade que o Google Wave oferece é algo nunca visto na web.

 

No novo produto, uma “wave” (onda) inclui lado a lado partes de “conversas” e documentos, permitindo que as pessoas se comuniquem e interajam enquanto trocam arquivos como textos, fotos, vídeos, mapas, etc. Tudo no mesmo ambiente.

 

A idéia por trás do Wave é unificar todos esses modelos em um contínuo, da forma mais simples possível; e tirar proveito das atuais capacidades dos computadores (e da web), em vez de imitar as formas não-eletrônicas.

 

Mas como funciona? O primeiro passo é criar uma “Wave” e convidar pessoas para participarem dela. Todos que estão na mesma “onda” podem incluir textos, fotos, wikis, links, etc. Cada item da “onda” pode ser comentado ou editado e as modificações são vistas por todos em tempo real. Segundo o Google, a latência é medida em poucos milissegundos. E se você perde alguma parte da conversa, é possível reprisar todo o processo, para entender como ele evoluiu.

 

O Google Wave só deverá estar disponível para o público em alguns meses. Se você quiser ser avisado sobre o lançamento, basta se inscrever em http://wave.google.com, onde tem um vídeo que vale a pena ser visto (se você tiver tempo).

Curriculum Busca: conseqüência da evolução tecnológica


Em fevereiro de 1946 surge o primeiro computador, o Eniac. Seu surgimento não ocorreu no ambiente empresarial, mas no meio acadêmico, mais precisamente na Universidade da Pensilvânia.

No entanto, nos anos 60 e 70, o poder do processamento e da informática chegava às empresas, que por sua vez começam a processar dados e informações em mainframes.

Esta foi a Era IBM.

Já nas décadas de 80 e 90, vimos o poder do processamento ir além do núcleo das empresas, invadindo as estações de trabalho de cada funcionário com micro-computadores, oferecendo a eles mais desempenho na produção de textos com editores de texto e velocidade em números com planilhas eletrônicas. Ao mesmo tempo, os micro-computadores chegavam também aos lares das pessoas.

Esta foi a Era Microsoft.

No início dos anos 90, Tim Barners Lee cria o protocolo HTTP e a linguagem HTML. Com isso, Marc Andersen cria o Netscape. Está criada a World Wide Web, que é o lado colorido e interativo da Internet.

Como conseqüência, explode a difusão do uso da Internet. Paralelamente assistimos a uma enorme expansão da utilização da micro-informática, com os computadores chegando aos lares das pessoas. Com tudo isso, o início do século XXI é marcado pela inclusão digital e o poder do processamento ao alcance dos cidadãos comuns.

Esta é a Era Google.

Uma vez que o poder de processamento estava disseminado entre as pessoas comuns, ocorre uma verdadeira revolução. Alguns cidadãos, até então apenas consumidores passivos, tornam-se ativos, produtores de conteúdo. Com isso nascem os blogs e as Wikipedias.

Esta é a Era Web 2.0.

No entanto, todas estas inovações trouxeram para todos nós um momento único, em que tanto as empresas quanto as pessoas estão agora interligadas, tendo ao seu alcance o poder do processamento, podendo gerar conteúdo.

Portanto, como última etapa deste processo, agora todos os cidadãos podem gerar e divulgar via web o conteúdo que considero o mais importante para cada ser humano: seu próprio currículo.

Além de serem gerados, agora estes currículos podem ser propagados eletronicamente para as empresas através de um sistema que, com uma interface simples, faz com que sejam encontrados da mesma forma com que o Google nos oferece páginas da web: o Curriculum Busca.

Por toda sua história focada no currículo, por continuar desenvolvendo sistemas que administram currículos por mais de 8 anos, por seu modelo de negócio baseado na gratuidade do cadastramento do currículo e da vaga e, principalmente, pelo contínuo reconhecimento do mercado, a Curriculum.com.br estruturou-se de forma inigualável para poder oferecer agora esta ferramenta ímpar.

De maneira simples e rápida, o Curriculum Busca encontra e organiza currículos, exibindo-os em seus resultados conforme sua relevância, como nenhuma ferramenta jamais fez.

Assim como o Google identifica e organiza as páginas web de maneira inteligente para que rapidamente possamos encontrar o que procuramos na Internet, o Curriculum Busca faz o mesmo, porém com outro item: o currículo.

Durante 8 anos a Curriculum.com.br reúne e organiza currículos de forma inteligente para agora oferecer às empresas toda esta grande base, acessível por meio de uma interface tão simples e fácil de ser utilizada como a do próprio Google.

Se no Google você encontra páginas web, no Curriclum Busca você encontra currículos.

Enquanto sabemos que toda empresa, por menor que seja, em algum momento irá contratar do outro lado, todas as pessoas também irão, em algum momento da sua vida, pensar em sua carreira e procurar um emprego.

O Curriculum Busca veio para facilitar o encontro entre o candidato e a empresa.

O Dicionário Merriam-Webster Online já aponta “Google” como uma palavra do vocabulário inglês, que significa “buscar/procurar na Internet”. Então não é errado dizer que:

Enquanto pessoas buscam empresas no Google, empresas googlam pessoas no Busca.

O verbo “to google”, já incluído no dicionário mencionado, equivale a “googlar” numa adaptação coloquial em português. Tomei então a liberdade de fazer uma brincadeira com esta nova palavra, que significa “procurar na Internet”.

Marcelo Abrileri no lançamento oficial do Curriculum Busca no dia 7 de Novembro de 2007.

A “realidade” do Second Life

Tenho lido e ouvido falar muito sobre o Second Life. Vejo que grandes e respeitadas empresas têm aderido aos encantos deste novo serviço, e profissionais de destaque, em excelentes posições, têm investido polpudos recursos e defendendo que este é o futuro e que ele veio para ficar.

Sem dúvida, eu admiro o trabalho que os profissionais do Second Life estão fazendo. A proposta é interessante, bem como todo o trabalho de tecnologia envolvido, e sem dúvida admiro principalmente o trabalho do pessoal de marketing e comunicação deles. Sem dúvida, estes estão de parabéns!

Digo isso porque, diferentemente destas grandes e respeitadas empresas e seus renomados profissionais, que vêm se envolvendo e divulgando o Second Life, com todo o respeito, não concordo com todo este barulho, com todo este encantamento que a mídia vem dando e, principalmente, com o timing do Second Life.

Acho extramente duvidoso apostar no Second Life, hoje.

Falo isso porque primeiramente não vejo a Internet como um fim, mas quase sempre, como um meio. As pessoas vão para a Internet para buscar informações, procurar empregos ou profissionais, comprar e vender coisas, encontrar conhecidos ou até mesmo conhecer novas pessoas para sair, interagir e namorar.

Em segundo lugar, quando utilizamos a Internet para interagir com outras pessoas (via e-mail, Messenger, Skype e similares), queremos fazê-lo do modo mais objetivo e prático possível, porque a finalidade neste caso é poder se expressar e receber de volta o que a outra pessoa escreve ou fala. Perceba então que, novamente, o foco está no conteúdo, e não o meio em si.

Ou seja, em praticamente qualquer caso, a Internet é quase sempre um meio, que ajuda as pessoas a viverem melhor suas vidas aqui fora, no First Life.

A meu ver, o que queremos é sentir o calor do sol, ouvir o barulhinho da chuva, os sons dos passarinhos, saborear uma boa comida, admirar uma flor ou uma bela paisagem, namorar, amar, ou seja, viver a vida como ela é, com todos os nossos sentidos, vendo, ouvindo, cheirando, tocando e experimentando, tudo do nosso velho e bom jeito de viver.

É fato que vamos, sim, utilizar cada vez mais a Internet, mas como meio, como ferramenta, para encontrar o que fazer aqui fora, no mundo real.

Há, no entanto, uma ressalva importante a se fazer, uma exceção nesta história. Infelizmente existem pessoas que não estão bem momentaneamente ou que não estão bem adaptadas à vida real.

Algumas pessoas têm problemas em se mostrar por qualquer que seja o motivo, ou porque não estão bem com sua aparência ou porque têm dificuldades em se relacionar, ou qualquer outra coisa do gênero. Estes, sim, provavelmente desejarão viver no virtual, no Second Life, onde poderão contornar suas inconformidades, criando personagens virtuais do jeito que não são na realidade.

Tirando este universo de pessoas, eu não consigo imaginar por que alguém deixaria de viver o First Life para gastar seu tempo no Second Life.

Mesmo assim, fui ver tudo de perto. Baixei o software, instalei, fiz meu login, construí meu avatar (o bonequinho do Second Life) e interagi com o sistema. Não há dúvida que a proposta é muito interessante, mas como disse, não consegui perceber que há apelo suficiente para me tirar daqui da minha vida real. Depois que tive este primeiro contato, voltei mais uma ou duas vezes, e a vontade de continuar lá foi se esvaindo. A curiosidade e o apelo de conhecer podem até existir, mas compreendo que o apelo para continuar é muito, muito fraco.

Vale dizer ainda que eu trabalho com tecnologia, acredito que tenho mente aberta e estou cercado de pessoas abertas, que vivem tecnologia no seu dia-a-dia e que em geral compram fácil todas estas novidades.

Pois mesmo estando inserido neste universo de pessoas, não conheço ninguém que está lá, no Second Life. Alguns até já interagiram e também fizeram seu avatar, mas ninguém continuou lá.

Então, não tenho como não concluir que, infelizmente, o que está acontecendo é o velho efeito “Maria vai com as outras”.

Ironizando: afinal, se a Empresa X entrou, então deve ser bom. Se o Beltrano da Empresa Y e o Ciclano da Empresa Z estão lá, ou estão falando bem do assunto, então deve ser algo bom e deve ter futuro!

:-\

Não quero dizer com tudo isso que a idéia não seja interessante, ou mesmo que não tenha lá o seu apelo. Mas a meu ver, o barulho que está sendo feito é muito, muito maior do que o Second Life é capaz de nos oferecer de fato.

No entanto, lá na frente, bem lá na frente, no futuro, que eu diria ainda estar um pouco distante, quando pudermos usar nossos sentidos reais para interagir com o mundo virtual (paladar, olfato, audição, tato e visão), como se estivéssemos no mundo real, aí sim, a meu ver, o Second Life terá todos os méritos que ele está recebendo hoje, e eu mesmo o indicaria para que bons investimentos fossem feitos nele.

Portanto, não consigo deixar de concluir que se o Second Life resistir aos dias de hoje, estarão nele praticamente aqueles que não conseguiram ter êxito aqui no mundo real e foram buscar uma via alternativa, uma válvula de escape, pois para mim, quem é bom da cabeça e saudável vai querer continuar a curtir as delícias da vida real, que estão aqui fora, no First Life.

Marcelo Abrileri, 6 de Julho de 2007 – 22:00

Second Life Enviroment

O que afinal é a Web 2.0?

Muito embora Web 2.0 seja apenas um conceito, um buzz de marketing, não podemos deixar de perceber que ela traz consigo uma tendência muito forte e revolucionária, que promete mudar o cenário atual sobre como nos relacionamos com softwares e com a web.

Em poucas palavras, Web 2.0 é uma nova geração de sites que propiciam ao usuário uma nova experiência de navegação pela Internet, experiência esta que só é possível graças às novas tecnologias que dão ao browser poderes que este antes não tinha.

Nesta linha, o AJAX – acrônimo em língua inglesa de Asynchronous Javascript and XML – é o principal responsável pelo surgimento dela. Trata-se simplesmente de um conjunto de tecnologias que, quando utilizadas em conjunto, propiciam o surgimento de novas interfaces e, principalmente, de novas experiências para os usuários que nelas navegam.

Com a utilização destas novas tecnologias, é possível criar interfaces na web e oferecer uma interatividade que antes só eram possíveis de serem conseguidas por meio de softwares.

O software confere muito poder, e praticamente toda e qualquer experiência de interatividade com o sistema é possível quando você instala um software em seu computador. Você pode ter tanto um editor de texto como um Word, um software de editoração de imagem, como um Photoshop, ou um jogo em três dimensões como o Age of Empires. No entanto, você precisa instalar o software, e toda vez que você faz uma instalação, o programa fica armazenado no seu HD. Caso surja um up-date ou uma versão nova, você precisa instalar tudo de novo. Isso é software!

quando você navega em páginas da web, você não instala nada. Você entra na página, e ela é automaticamente carregada no seu browser, no momento do acesso. No entanto, até pouco tempo atrás, você estava sujeito às grandes barreiras e limitações da linguagem HTML.

Mas com a linguagem Java Script (o J do AJAX), você “ensina” o que quiser ao seu browser, suavemente, sem que o usuário sequer perceba, no momento em que o acesso da página se inicia, e o continua alimentando com novos dados posteriormente com uma conexão Assíncrona em XML (o AAX do AJAX) transformando o browser, por exemplo, num interpretador de uma linguagem de programação e alimentando-o na sequencia com tantos dados quantos forem necessário, sem a necessidade de se fazer nenhum “refresh” na página, fornecendo na sequencia ao browser (nesta altura ele já é muito mais do que isso), códigos de programação que até então ele era totalmente incapaz de compreender. Desta forma, surge no browser, instantaneamente, uma interface similar a de um software, como um editor de texto, uma planilha eletrônica, um editor de imagens ou mesmo um jogo.

Sites que utilizam estes recursos oferecem uma nova experiência ao usuário no simples ato navegar, uma interatividade que antes era impossível para a “primeira web”, mas que agora não é mais. Isso é Web 2.0! Esta possibilidade de ter interfaces “like a software” e instanciar programas, no simples ato de navegar, oferecendo um poder de interatividade ao usuário, no browser (ou navegador), nunca antes imaginados para a web.

Perceba agora os desdobramentos e o alcance disso! Com a possibilidade de você transformar o seu browser num interpretador de qualquer linguagem, não é difícil vislumbrar uma nova era, onde não será mais necessário instalar (tão pouco comprar) nenhum software.

Se pensarmos que daqui a alguns poucos anos as conexões estarão ainda mais poderosas, com alta taxa de transmissão de dados e somadas a processadores bem muito poderosos, não é difícil perceber que poderá estar decretado, em breve, o fim de poderosas empresas que hoje sobrevivem às custas da venda de softwares, tais como a Microsoft, Corel, Adobe, dentre muitas outras.

Lembra-se como foi o início da microinformática? Foi exatamente assim, com o surgimento de um editor de texto (Wordstar) e duma planilha eletrônica (Lotus). Não é muito interessante ver como se inicia agora, a Web 2.0? De maneira idêntica!

Portanto, não duvide que, em breve, outras aplicações também estarão disponíveis na web, e você terá acesso a elas simplesmente navegando com seu browser por entre as páginas e mais, muito provavelmente de forma gratuíta!

Diante de tudo isso, percebemos que existem desdobramentos de grande impacto na industria e nem precisa ser um grande jogador de xadrez para perceber os próximos movimentos do mercado, tais como o Google desenvolver um sistema operacional básico, bom o suficiente para reconhecer os periféricos da máquina e deixá-la “up”, administrando uma conexão com a Internet e contendo apenas um web browser para então, a partir deste, navegar em páginas da Web 2.0 para ver seus e-mails, redigir documentos, planilhar suas contas, comunicar-se via chat, voz e, se além de tudo isso, você ainda puder armazenar seus arquivos remotamente, então nem do HD você vai precisar.

Isso é a Web 2.0! A possibilidade de se ter no browser os recursos e a navegabilidade que antes só eram possível num software, sem a necessidade de instalar nada em seu HD, ao ponto de não haver sequer a necessidade de se tê-lo em sua máquina.

Por isso a Web 2.0 depende tanto de tecnologias como AJAX, ATLAS (da Microsoft) ou outras similares, pois só elas são capazes de dar tamanho poder ao browser.

Eliminando ruídos, a Web 2.0 não é o simples aumento da interatividade do usuário na web, ou ainda, a web em que o usuário faz o conteúdo. Tudo isso já existia bem antes do surgimento do Buzz da Web 2.0. Blogs existem a muito tempo (tempo de Internet, lógico), idem para a Wikipedia e outros serviços que permitem posts e que não necessitaram da tecnologia que a Web 2.0 trouxe.

No entanto, é fato que a Web 2.0 propicia, sim, o aumento da interatividade na web, mas este não é o ponto que a diferencia.

O mesmo se aplica a serviços como o Second Life por exemplo. Eles não fazem parte da Web 2.0, pois necessitam da instalação de um software para utilizar o serviço, e no conceito puro da Web 2.0, você não deve precisar de nada além do browser e uma conexão Internet para ter acesso a serviços que oferecem todo a interatividade que até então só o software instalado era capaz de fornecer.

Portanto, da mesma forma, Google Earth não é Web 2.0, já o Google Maps é.

Sem dúvida a Web 2.0 traz novas possibilidades e uma tendência irreversível, que irá mudar o cenário de tecnologia no mundo.

Entendeu agora por que o Google anda comprando todo mundo?

O futuro próximo da web estará fortemente construído na Web 2.0.

Marcelo Abrileri, 27 de Junho de 2007 – 22:00

Veezux

O Veezux, da Curriculum.com.br, foi totalmente desenvolvido utilizando as tecnologias disponíveis da Web 2.0.