Arquivo do Autor: Marcelo

Dízimo – é ou não bíblico?

Afinal, é ou não bíblico pagar o dízimo?

Gostaria de explicar de uma vez por todas esta história do dízimo para que todos compreendam à luz das escrituras.

A lei mosaica foi dada aos Israelitas, como uma constituinte, um código de conduta para a nação de Israel.

Este povo recebeu (conquistou) uma terra. Terra esta que foi prometida a Abraão (a famosa terra prometida), Canaã. Esta terra quando conquistada em definitivo deveria ter sido dividida entre as 12 tribos de Israel. No entanto, uma das tribos, a tribo de Levi não recebeu nenhuma porção de terra, pois de acordo com a lei mosaica, caberia a estes, aos Levitas, cuidar das coisas espirituais de toda a nação.

Os levitas eram os sacerdotes da nação de Israel. Estudavam e se preparavam para isso. Além disso eram eles os responsáveis por todos os rituais, sacrifícios e tinham que cuidar de toda a parte espiritual da nação de Israel. Como eram muitas coisas, muitos rituais onde precisavam dedicar muito tempo e por isso, não teriam tempo para poder buscar seu próprio sustento de modo a cuidar das suas necessidades físicas e de suas famílias. Por conta disso dividiram Canaã em apenas 11 partes e não em 12 (o número de tribos) e desta forma, a tribo de Levi não recebeu nenhuma porção de terra.

Como eles então viveriam? Por conta desta circunstância foi criada a lei de que 10% de tudo o que fosse colhido, fosse dado aos sacerdotes, aos da tribo de Levi, em outras palavras, nasceu assim o dizimo. Assim sendo uma décima parte de tudo o que era colhido, era dedicado “à casa de Deus” ou aos Sacerdotes ou aos Levitas.

A lei do dízimo foi dada e pode ser lida hoje em Levítico 27:30-32: “Também todas as décimas partes do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor; santas são ao Senhor. Porém, se alguém das suas décimas partes resgatar alguma coisa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela. No tocante a todas as décimas partes do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao Senhor.”

A lei mosaica trazia juntamente com esta lei muitas outras, tais como guardar o sábado, não comer carne de animais que ruminem e tenham a pata fendada, como o porco por exemplo, ser circuncidado no oitavo dia, dentre várias outras leis. As leis começaram com as famosas 10 primeiras leis, os 10 mandamentos, mas ao todo foram 613 leis que tinham como propósito regular e reger toda a nação de Israel.

Tudo isso estava em harmonia com a promessa que Deus fez para com os descendentes de Abraão, conforme registrado em Gênesis 12: 1-3

“E Deus passou a dizer a Abrão: “Sai da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei; e farei de ti uma grande nação e te abençoarei, e hei de engrandecer o teu nome; e mostra-te uma bênção. E hei de abençoar os que te abençoarem e amaldiçoarei aquele que invocar o mal sobre ti, e todas as famílias do solo certamente abençoarão a si mesmas por meio de ti.”

As leis, dentre outras coisas, eram mais uma benção de Deus para a nação de Israel, uma vez que estes eram os descendentes de Abraão. Lembrando a genealogia: Abraão, pai de Isaque, pai de Jacó. Jacó tem seu nome convertido para Israel e foi pai de doze filhos: Rubem, Simeão, Levi e Judá, Dã, Naftali, Gade e Azer, Issacar, Zebulão, José e Benjamin. Por isso que se diz as 12 tribos de Israel. Seria o mesmo que dizer as 12 tribos de Jacó.

Muito bem, ai está à explicação da lei que instituiu o dízimo e os motivos do porque ele foi criado.

Surgem então as perguntas: É então bíblico pagar o dízimo? Será então que isso deixa claro que o dízimo deve ser pago por quem quer seguir a Deus? Será que isso se aplica aos cristãos de hoje? Devem os cristãos hoje pagar o dízimo?

Bem, temos claramente dois momentos na Bíblia, um até Jesus e outro depois de Jesus. Jesus quando surge, sendo ele um Judeu (alguém da tribo de Judá), deveria cumprir as leis e como homem perfeito que era, deveria cumprir a lei integralmente, sem erro nem falha.

Conseguiu Jesus cumprir a lei corretamente? Jesus pecou?

As próprias escrituras dizem em vários lugares que não! Jesus não pecou!

Veja por exemplo 2ª Coríntios 5:18-21: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo … Aquele que não conheceu pecado, …”

Por ter sido fiel seguidor de todos os mandamentos e por vários outros motivos, Jesus conquistou uma posição que deu a ele direito sobre a lei.

Por este motivo, dentre outros, Jesus é fim da lei e o fim daquele pacto que Deus fez com Abraão, lá no passado e que regeu toda a nação de Israel.

Paulo isso deixa claro em Gálatas 4:21-31 que Jesus foi a semente que cumpriu na plenitude este pacto e que com a presença de Jesus este pacto estava totalmente cumprido e finalizado

Paulo repete isso em Colossenses 2:13 e 14
“Outrossim, embora estivésseis mortos nas vossas falhas e no estado incircunciso da vossa carne, [Deus] vos vivificou junto com ele. Ele nos perdoou bondosamente todas as nossas falhas e apagou o documento manuscrito [que era] contra nós, que consistia em decretos e que estava em oposição a nós; e Ele o tirou do caminho por pregá-lo na estaca de tortura.”

E novamente em Romanos 10:4: Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.”

Por isso que na sua última refeição, ou dita de uma forma mais conhecida, na última ceia, Jesus estabelece um novo pacto com seus apóstolos, conforme descrito em Mateus 26:17-30, Marcos 14:12-26, Lucas 22:7-39 e João 13:1 até João 17:26

Este novo pacto colocava fim no pacto anterior, feito entre Deus e Abraão e com toda a sua descendência (a nação de Israel como um todo).

Aliás, eles estavam ali comemorando a Páscoa e esta foi a celebração da última páscoa para aqueles apóstolos e para todos aqueles que desejaram seguir a Cristo. Por isso também que cristão que é cristão não comemora a Páscoa! Páscoa é uma festa que está instituída dentro daquelas 613 leis, é uma lei mosaica (escrita por Moisés) e que dizia respeito aos Israelitas e Judeus.

Aquela foi a última celebração da páscoa e quem aceita Jesus como seu salvador, sai de debaixo da lei mosaica e entra numa nova lei onde não se comemora a páscoa.

Eu já falei sobre isso aqui: https://www.marcelo.com.br/pascoa

Jesus também deixou claro quais seriam os mandamentos que o cristão deveria seguir, conforme descrito em Mateus 22: 34-40

“Tendo os fariseus ouvido que ele silenciara os saduceus, ajuntaram-se num só grupo. E um deles, versado na Lei, perguntou para prová-lo: “Instrutor, qual é o maior mandamento na Lei?” Disse-lhe: “‘Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.’ Este é o maior e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’ Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.”

Assim sendo, após a sua morte e após a instituição do novo pacto, quem desejasse fazer a vontade de Deus, não precisava mais seguir às leis, não precisava mais estar debaixo daquelas 613 leis.

Bem, imagine como deve ter sido difícil para os Judeus daquela época, de repente não precisarem mais fazer tudo aquilo que vinham fazendo. Imagine como não deve ter sido fácil para eles abandonarem costumes e tradições que faziam até então. Leis e tradições que até aquele momento distinguiam quem servia a Deus de quem não servia, de quem fazia a vontade de Deus, de quem não fazia.

Com certeza não foi nada fácil fazer esta mudança de postura e comportamento!

Por isso começaram a haver discussões entre eles sobre o que então era correto ainda a ser feito e o que não era mais correto.

Devemos continuar guardando o sábado? Devemos continuar circuncidando nossos filhos? Podemos comer carne de porco? Temos ainda que comemorar a Páscoa, bem como várias outras festas? Etc, etc, etc…

Neste momento, os apóstolos se reuniram e, inspirados pelo Espírito Santo, concluíram o que está escrito em Atos 15: 28 e 29

“Pois, pareceu bem ao espírito santo e a nós mesmos não vos acrescentar nenhum fardo adicional, exceto as seguintes coisas necessárias: de persistirdes em abster-vos de coisas sacrificadas a ídolos, e de sangue, e de coisas estranguladas, e de fornicação. Se vos guardardes cuidadosamente destas coisas, prosperareis. Boa saúde para vós!”

Muito bem, desta forma fica então claramente delineada a resposta sobre a questão do dízimo:

a) O dízimo era uma lei mosaica, dada ao povo de Israel sob uma circunstância específica e com um propósito específco;

b) A lei do dízimo fazia parte do pacto Abraãmico, juntamente com várias outras leis, 613 e a vinda de um novo ungido, um messias;

c) Jesus veio em cumprimento disso e foi o cumprimento final deste pacto;

d) Jesus foi também o fim da lei mosaica;

e) Jesus deixa apenas dois grandes mandamentos:

  1. a. Amar a Deus sobre todas as coisas e
  2. b. Amar ao próximo como a ti mesmo

f) Quando os cristãos do primeiro século tiveram dúvidas sobre o que ainda deveria ser guardado ,os apóstolos, inspirados pelo Espírito Santo deixaram claro o que deveria ser guardado e a lei e o dízimo não estava dentre os pontos mencionados.

Desta forma fica claro, transparente, cristalino que pagar o dízimo nos dias de hoje não é algo que tem fundamento bíblico.

Ele FOI uma lei de Deus mas HOJE NÃO É MAIS.

Portanto, quem deixa de pagar o dízimo não está pecando!

Além disso tudo, poderia ainda concluir com outros raciocínios à base das escrituras:

Como Jesus reagiu quando percebeu que homens estavam usando a casa de Deus para comércio? Quando pessoas tidas como autoridades religiosas estavam se aproveitando de ocasiões religiosas para lucrar ou para realizar deveres pastorais? Será que Jesus via isso com bons olhos? Não! A Bíblia até mesmo conta que ele “derramou as moedas dos cambistas e derrubou as suas mesas”. Ele disse: “Parai de fazer da casa de meu Pai uma casa de comércio!”, conforme escrito em João 2:14-16.

Mas além da questão do dízimo, hoje, muitas religiões usam as mesmas táticas gananciosas, transformando seus lugares de adoração em ‘casas de comércio’. De fato, as organizações religiosas como um todo praticam comércio, geralmente lucrando bastante com a venda de imagens e de muitos outros produtos.

Além disso, quando comissionou seus apóstolos a pregar as boas novas, curar doentes e até mesmo ressuscitar mortos, Jesus disse: “De graça recebestes, de graça dai.” (Mateus 10:7, 8) De fato, os seguidores de Jesus não deviam cobrar por seus serviços. Além disso, o próprio Jesus deu o exemplo por servir aos outros sem cobrar nada.

Seguindo o modelo deixado por Jesus, o apóstolo Paulo realizou o ministério dele “sem custo” (1 Coríntios 9:18) Quando precisava de dinheiro, ele trabalhava fabricando tendas. (Atos 18:1-3) Assim, ele podia dizer a respeito de si mesmo e de seus colegas missionários: “Não somos vendedores ambulantes da palavra de Deus, assim como muitos homens são.” (2 Coríntios 2:17)

No entanto, não se consegue erguer uma Igreja sem dinheiro, nem tão pouco mantê-la. Há necessidades físicas que precisam ser cobertas e devidamente pagas. Como então resolver isso?

As escrituras deixam a linha de raciocínio que todo verdadeiro cristão deve seguir por simplesmente aplicar o princípio deixado em 2 Coríntios 9:7: “Faça cada um conforme tem resolvido no seu coração, não de modo ressentido, nem sob compulsão, pois Deus ama o dador animado.”

Nesta hora, não importa o quanto está sendo dado, mas a inclinação de coração, com que desejo isso foi feito. Jesus deixa isso claro numa linda passagem descrita em Lucas 21:1-4

“Erguendo então os olhos, viu os ricos lançarem suas dádivas nos cofres do tesouro. Viu então certa viúva necessitada lançar neles duas pequenas moedas de muito pouco valor e disse: ‘Eu vos digo verazmente: Esta viúva, embora pobre, lançou neles mais do que todos eles. Porque todos estes lançaram neles dádivas do que lhes sobrava, mas esta mulher, de sua carência, lançou neles todo o seu meio de vida.’”

Portanto, compreenda definitivamente que qualquer que se diga ungido de Deus, pastor, ou líder religioso e que defenda o pagamento do dízimo, não ensina à luz das escrituras mas sim de acordo com seus próprios desejos egoístas e claramente está defendendo interesses pessoais e seus próprios desejos nesta história.

O verdadeiro cristão, aquele que segue a Cristo e que deseja agradar a Deus nos dias de hoje não está sob a lei do dízimo, lei esta dada apenas à nação de Israel dentro de um contexto específico e deve apenas contribuir para a obra do Senhor conforme tem resolvido em seu coração.

NOTA: Este texto não diz respeito sobre quais são as minhas crenças, mas tem apenas a intenção de deixar claro e esclarecer que, à luz das escrituras, o dízimo ou qualquer valor financeiro não pode ser exigido e/ou cobrado nos dias de hoje, como sendo algo bíblico ou como sendo a vontade de Deus.

BRASIL, JUNHO DE 2013, PASSEATAS, PROTESTOS, O QUE ESTÁ ACONTECENDO, O QUE FAZER E AS POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS!

Já faz um bom tempo que estou para escrever, afinal, há muito o que dizer sobre tudo isso, mas acho que faltava um empurrão. Empurrão que eu recebi hoje.

Acabei de chegar de um evento do IEA da USP que tinha como objetivo tratar do assunto das manifestações nas ruas.

http://www.iea.usp.br/noticias/iea-debate-manifestacoes-nas-ruas

Lá estavam reunidos alguns da elite intelectual da Universidade de São Paulo.

Antes de cada um falar, eram gastos alguns bons segundos falando sobre o currículo de cada um, e não eram pequenos.

Você, então, a princípio, sente-se um privilegiado por estar no meio de pessoas tão eruditas e aparentemente capazes de compreender o cenário atual.

Bem, começam a falar…

Sinceram.ente, não ouvi praticamente nada de novo e, dessa laranja, que a princípio parecia ser tão suculenta, muito pouco suco saiu, e me decepcionei.

Tirando as boas e lúcidas palavras de alguns, como Alexey Magnavita, além da participação de um senhor via Internet (pois estava no Rio de Janeiro), um uruguaio que está no Brasil há mais de 50 anos, um representante dos jovens que estão nas ruas e algumas boas palavras de um ou outro, na essência, com todo respeito, achei um encontro vazio e sonso, principalmente por ser coordenado pelos Cientistas Sociais da USP.

Sem dúvida deixo aqui meus parabéns para os realizadores do encontro. Uma atitude sábia e correta diante da situação. Mas entendo que erraram feio em não chamar jovens engajados e que vivem tudo isso.

Infelizmente muitos se demonstraram totalmente perdidos, em ideias, em conclusões e perdidos até para articular melhor sobre o tema, mas sem deixar de se autodenominar a elite intelectual das Ciências Sociais.

Não foi incomum relatarem fatos da história longínqua, traçando paralelos com este e aquele movimento, mas o fato é que a grande maioria ali estava totalmente perdida e, por mais que desejassem, não entendi que conseguiram fazer nenhum link razoável com qualquer fato histórico passado.

Mas por que estes homens de cabelos brancos, muitos tidos como intelectuais, estão tão perdidos?

Infelizmente, diferentemente de qualquer outro momento histórico da humanidade, parece que a lucidez, hoje, é inversamente proporcional ao número de cabelos brancos que uma pessoa tem na cabeça. Lógico que isso é apenas uma generalização. Há muitos de cabelos brancos bem lúcidos.

Mas infelizmente parece que quanto mais cabelos brancos na cabeça, menos uso de Internet e de mídias sociais, mais deboche destas ferramentas e menor percepção do mundo atual e como elas estão mudando e moldando nosso mundo.

Pasmem: não ouvi ninguém falar neste encontro sobre Internet e mídias sociais!

É por isso que não estão compreendendo nada. Porque o que está acontecendo não está em nenhum livro de história e não tem nenhum paralelo direto com nada que já aconteceu em algum passado longínquo, mas talvez uma análise de um passado bem recente, de apenas alguns anos atrás e do presente, ajudaria.

Hoje em dia, os ditos cientistas sociais precisariam viver dentro do Facebook, do Twitter, do YouTube, do Instagram , nos Blogs, etc. Afinal, estes são os fornos que moldam a nova sociedade.

Pensei até na hipótese de mudarem o nome da IEA – Instituto de Estudos Avançados para IEP – Instituto de Estudos do Passado.
:-p

Todos muito eruditos, sem dúvida, mas uma pena que esta “elite” do pensamento da USP esteja tão desatualizada e nitidamente longe dos meios que moldam nossa realidade (com algumas exceções).

Convido você a visitar a página e assistir ao vídeo para compreender melhor o que estou dizendo.
http://goo.gl/dkCax

Frustrações à parte e parte da minha catarse realizada, acho que já consigo agora falar um pouco sobre o tema que proponho: O QUE ESTÁ ACONTECENDO!

Bem, é relativamente simples compreender o que está acontecendo com o nosso Brasil. Mas para isso vou utilizar alguns exemplos e paralelos para ajudar a compreensão.

Todos nós conhecemos uma panela de pressão e sabemos como ela funciona. Uma panela praticamente hermeticamente fechada que, levada ao fogo, começa a aquecer os ingredientes que nela se encontram. O aquecimento expande estes ingredientes e libera gases que, não tendo por onde sair, acabam criando uma pressão interna. Com a pressão e a continuidade do aquecimento, a expansão e a liberação de gases continua e se acelera, e a pressão interna vai aumentando cada vez mais. Como esse processo é continuo e até mesmo retroalimentado, por que a panela não explode? Porque há uma válvula que permite que essa pressão escape, uma válvula que dá vasão a parte dessa pressão. Se não houvesse essa válvula, a panela com certeza explodiria, como sabemos que muitas já explodiram por defeitos nesta valiosa, fundamental e preciosa válvula de escape.

Bem, com esta ilustração em mente, vamos agora falar do Brasil.

Depois das “Diretas Já”, o Brasil sempre teve uma válvula de escape, e ela se chama PT. O PT, quando atuava como oposição, agia como porta-voz do povo. Através do PT, o povo se sentia representado. Isso sem dúvida funcionava como válvula de escape, dava vazão a muitas coisas e diminuía a “pressão interna”.  Ou seja, vemos aqui uma panela de pressão sem válvula.

Some-se a isso outro fator que precisa ser levado em consideração que é a ampla forma de tomarmos contato com a informação que temos hoje. Além da televisão abranger mais lares e de haver muito mais canais que informam, temos também o enorme poder disseminador de informação que é a Internet e os inúmeros meios digitais pelos quais as notícias chegam. Através de telefones celulares, que fazem muito mais coisas do que apenas ligar, tablets, computadores e outros dispositivos até mesmo em elevadores, hoje a informação é amplamente disseminada, e povo acaba sendo informado muito rapidamente dos fatos e acontecimentos, de uma forma como nunca aconteceu. Com tudo isso, muito menos coisas passam despercebidas atualmente. Entendo que podemos comparar isso ao fogo da nossa ilustração. A ampla forma de comunicação esquenta nossa panela de pressão.

Por fim, some-se a isso também toda a forma corrupta de atuação dos nossos governantes, todo o descaso deles com o povo, todos os desvios de dinheiro público, os escândalos do mensalão, dentre outros, o empossamento de pessoas claramente corruptas para cargos de liderança nacional, enormes quantias de dinheiro sendo gastas em estádios, enquanto que a educação, a saúde e a segurança sofrem, mencionando apenas os casos já mais conhecidos, enquanto o povo vive esmagado em transportes de baixíssima qualidade, mal atendido na saúde, via os governantes ganhando cada vez mais, aumentando seus salários e, para espanto nacional, tentando até mesmo mudar as leis de forma a não serem punidos por seus erros. Em minha ilustração, considero o poder político como os ingredientes, que por estarem podres e em estado de decomposição, liberam ainda mais gases, aumentando enormemente a pressão interna de nossa panela.

Temos então uma panela de pressão com ingredientes podres, sendo superaquecida pelos meios de comunicação e sem válvula de escape. O que será que vai acontecer?

Faço minhas as palavras de um dos lúcidos palestrantes de hoje: fico espantado com o espanto de todos quanto aos acontecimentos! Sim, pois era óbvio e notório que isso iria acontecer.

Mas e os vinte centavos, onde entram na história?

Valendo-me de outra ilustração, imagine uma bexiga parcialmente cheia. E imagine você puxando essa bexiga pela sua casa, arrastando-a pelo chão enquanto você anda. Ela bate nos móveis, nos objetos e não estoura porque está apenas parcialmente cheia.

Mas agora imagine-a cheia, muito cheia mesmo, tal qual nossa panela de pressão. Agora ande com esta bexiga muito, muito cheia pela casa, arrastando-a pelo chão e deixando-a bater na quina dos móveis e dos objetos. O que vai acontecer?

Sim, ela vai estourar!

Talvez tenha estourado porque bateu na quina da mesa, mas se não fosse a quina da mesa, seria o enfeite, seria a quina de outro móvel ou qualquer coisa que propiciasse o estouro.

Portanto, os vinte centavos foram, sim, o detonador do estado atual, mas essa “quina” só estourou a “bexiga” porque ela estava muito cheia, a ponto de explodir, tal qual a panela de pressão.

Há de se ressaltar fortemente dois fatores recentes que alteraram muito o mundo em que vivemos: a enorme capacidade de capturar os fatos com fotos e vídeos graças aos nossos supercelulares e a forma extremamente rápida de divulgação que a Internet e as mídias sociais possibilitam.

Considero isso como se várias chamas estivessem aquecendo aquela nossa panela de pressão e precipitando tudo com uma velocidade gigantesca. Sobre este ponto, há de se analisar os movimentos “de manada” que a Internet propicia.

Eu poderia mencionar vários casos dos últimos 18 anos de Internet, mas vou me focar em apenas alguns mais significativos. Vimos em 1996 a rápida ascensão da Netscape, mas já logo no ano seguinte a tomada deste mercado pela Microsoft com o Internet Explorer. Vimos depois o Yahoo despontar como líder dos buscadores, mas também, da mesma forma, perder totalmente seu posto para o recém-nascido Google. Mais recentemente, vimos o nascimento e crescimento do Orkut, mas, da mesma forma, a migração em massa para o Facebook, enquanto o Twitter e o YouTube, paralelamente, também se consolidam como instrumentos de massa.

O ponto que quero dizer é que a Internet propicia o efeito manada e também o efeito agregador.

Estamos vendo agora esses efeitos acontecerem exatamente neste momento! As lideranças do Movimento Passe Livre utilizaram estas ferramentas e conseguiram organizar seus movimentos por meio das mídias sociais.

Ao irem às ruas, conseguiram a adesão de muitos outros, já insatisfeitos com a situação, que engrossaram o caldo. Não sendo compreendidos e tendo seus direitos desrespeitados, sofrendo ataques físicos amplamente fotografados, filmados e disseminados pela Internet e pelas mídias sociais, acabaram por sensibilizar ainda mais uma população já cansada dos governantes e que, não tendo uma válvula de escape, sentia-se oprimida, esmagada.

Como uma pequena rachadura num dique, num reservatório de água, que é suficiente para abalar toda a estrutura, as primeiras tentativas de dissipar e desmoralizar a manifestação tiveram efeito contrário e serviram apenas para pressionar ainda mais um povo já oprimido. A estrutura não resistiu e uma avalanche de pessoas veio às ruas, expondo todas as mazelas dos nossos governantes e fazendo inúmeras reivindicações lícitas e corretas.

E o Brasil inteiro acordou!

Bem, mas e agora? O que fazer diante desse caos?

Nossos líderes talvez estejam procurando a liderança política deste movimento para negociar (comprar), mas eles têm que perceber que não há uma liderança política, há apenas a quina do móvel que estourou a bexiga (os vinte centavos) que foi o Movimento Passe Livre. Mas agora, a bexiga já estourou e o povo todo está nas ruas. Ou seja, eles terão que negociar sim, mas com 200 milhões de brasileiros, e não mais com um ou meia dúzia, como o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva está acostumado a fazer.

Além disso, também devem estar procurando qual meio de comunicação devem aliciar ou chantagear, de modo a manobrar todo esse povo, como costumeiramente sempre fizeram. O fato é que agora não há uma emissora capaz de manobrar o povo, pois o grande alimentador de informação é a Internet e as mídias sociais. A Globo pode até cobrir, mas quem está formando mesmo a opinião são as mídias sociais na Internet.

Esse é um quadro totalmente novo com que, acredito, nenhum intelectual social ou político está preparado para lidar!

Mas o povo está inquieto, impaciente. Como acalmar o povo para que os governantes e as estruturas não desapareçam? Afinal, o povo descontente do jeito que está poderá, sim, destruir a estrutura toda e acabar com os governantes e com o estado.

Não podemos esquecer que precisamos deles, dos governantes e da estrutura de estado, para que as melhorias ocorram e não nos encontremos numa situação ainda pior do que a atual.

O que fazer, então?

Bem, a meu ver, o que deve ser feito agora é que nossos governantes primeiramente compreendam claramente porque tudo isso aconteceu. Eles precisam se conscientizar de que o povo não é mais desinformado e facilmente manipulado, está vendo o que eles estão fazendo e o que não estão fazendo, e não podem mais agir com a imprudência e com a falta de respeito para com o povo e o dinheiro público, como sempre fizeram.

Não se deve esquecer também que o tal “efeito manada” serve para os dois lados e, ao mesmo tempo em que por um lado ele inflama, ele tem também o poder de esfriar, mas desde que utilizado corretamente.

Portanto, nossos governantes precisam mudar definitivamente sua forma de agir e enxergar que não há mais espaço para coisas como a PEC 37 e os conchavos políticos que colocaram e mantém o Renan Calheiros no poder, por exemplo. Nossos governantes precisam acordar também e perceber que aquele mundo em que eles viveram até a semana passada ACABOU! Se eles não se conscientizarem disso RÁPIDO, e continuarem com posturas inadequadas, tudo pode realmente ruir, sem contar que eles poderão desaparecer de vez da face da Terra.

Os ingredientes PRECISAM PARAR DE EXALAR MAL ODORES!

Esta é o primeiro passo que precisa acontecer: A CONSCIENTIZAÇÃO DO NOVO MOMENTO POR PARTE DOS NOSSOS GOVERNANTES!

Se isso acontecer, entendo que o próximo passo é produzir AÇÕES QUE DEMONSTREM ISSO!

Quais?

Sabemos claramente que uma das principais reivindicações do povo é justiça e podemos compreender como justiça, por exemplo, colocar quem rouba na cadeia, certo?

Podemos entender também como justiça a aplicação correta do dinheiro público. Podemos entender também como justiça não se preocupar em ser julgado. Podemos entender também como justiça agir com transparência, dentre outras coisas.

Entendo, então, que se nossos governantes realmente tiverem se conscientizado do novo momento, o próximo passo seria agir em harmonia com o novo momento, com energia e com ações como:

– Acabar em definitivo com a tal PEC 37;

– Retirar o Renan Calheiros da Presidência do Senado (e, por que não, aproveitar e retirar também o Marco Feliciano da comissão dos Direitos Humanos);

– Colocar os mensaleiros atrás das grades.

Entendo que se apenas estas três ou quatro atitudes forem tomadas, O POVO ACALMARÁ MUITO! E o efeito-manada acontecerá igualmente, só que desta vez tirando o povo das ruas e dando aos nossos governantes UM VOTO DE CONFIANÇA!

Não há omeletes sem quebrar ovos, portanto, sabendo disso, que se quebrem logo os ovos! Aí, com a paz relativamente reconquistada, podemos continuar com nossas reinvindicações e continuando a limpar o nosso Brasil.

Mas há de ficar muito claro para nossos governantes que o Brasil nunca mais será o mesmo e que se daqui pra frente não agirem com transparência, zelo com o dinheiro público e dignidade para com a nação, tudo acontecerá novamente, só que dessa vez não terão mais nenhum voto de confiança.

Se isso acontecer, quero crer que teremos dado início a um novo Brasil e a Copa poderá até acontecer. Mas se isso não acontecer, não acho que o povo irá se acalmar e também acho que o povo desejará quebrar os ovos com as próprias mãos e aí poderá acabar quebrando toda a cozinha.

Sim, pois duvido que o povo perceba o que realmente signifique estar à beira de uma guerra civil, com a possível dizimação dos governantes, do estado e com o caos instaurado. E, pior, estamos totalmente sem liderança! Esse cenário poderá significar um momento realmente muito triste para a nação, colocando tudo a perder.

Algo parecido aconteceu na Espanha recentemente, onde um governo ultraliberal assumiu o poder após revoltas populares e jogou o país na merda, deixando a Espanha com altos índices de desemprego. Só que com uma grande diferença: não temos uma União Europeia com Alemanha e França para pagar nossas contas. Aqui o risco Brasil explodiria, juntamente com o dólar e a volta da inflação, e estaríamos em condições ainda piores do que as de hoje.

Por isso, ambos os lados precisam tomar muito cuidado!

Concluindo, o cenário é realmente muito crítico e delicado. De um lado temos um povo oprimido, gritando por dias melhores e aparentemente buscando isso a qualquer custo; do outro, temos governantes totalmente despreparados para suas posições, que só souberam promover seus próprios interesses.

Aí estão minhas opiniões sobre o que está acontecendo e o porquê de estarmos aqui, bem como também o que eu acho que pode ser feito para amenizar os ânimos e as possíveis consequências.

Mas fato é que realmente não sabemos como será o amanhã, pois ele depende totalmente de como cada um dos lados agirá.

 

Elegância

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara:

A elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.

Nas pessoas que escutam mais do que falam, e quando falam, suas palavras são melhores do que o silêncio e passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir às pessoas simples que trabalham como garçons, atendentes ou frentistas.

Elegância é possível de ser detectada também nas pessoas pontuais, que levam em consideração o tempo dos outros.

Elegância está presente também nas pessoas que evitam os assuntos constrangedores porque não sentem prazer algum em humilhar o seu próximo.

A elegância está presente também em apreciar a intenção e o sentimento, na elevação em que se articula, quando ouvimos alguma frase imperfeitamente burilada na voz de pessoa amiga, sem anotar-lhe o desalinho gramatical.

A elegância está presente também na hora de não registrar pontos inconvenientes em torno de acontecimentos e pessoas que vivem à nossa volta, ou ainda, que tenhamos suficiente coragem de simplesmente acomodá-las no arquivo do silêncio.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece.

Elegante é quem também presenteia fora das datas festivas.

Elegante é aquele que cumpre o que promete.

É elegante, ao receber uma ligação, não recomendar à secretária que pergunte antes quem está falando para só depois dizer se pode ou não atender.

É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o quanto você teve que se arrebentar para fazê-lo.

Oferecer flores é sempre elegante.

É elegante não ficar espaçoso demais.

É elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

“É elegante o silêncio, diante de uma rejeição…”.

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

A gentileza é elegante. Atitudes gentis falam mais que mil imagens.

Abrir a porta para alguém, dar o lugar para alguém sentar, procurar sorrir, oferecer ajuda, olhar nos olhos ao cumprimentar e ao conversar, sempre é muito elegante e faz muito bem a alma de quem recebe e de quem faz.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação e empenho sincero, mas tentar imitá-la falsamente é improdutivo.

A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social.

Vamos então definitivamente pedir licença para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras” e procurarmos sermos sempre Elegantes.

Afinal, quem, senão quem está mais próximo, merece toda nossa cordialidade e Elegância?

Ou será que serão os desconhecidos e os desafetos que irão desfrutá-la?

Elegância é buscar sempre pela boa Educação.

É elegante cultivar sempre uma bela personalidade.

É elegante ter amigos elegantes.

Elegância enferruja por falta de uso e definitivamente, elegância não é frescura.

Sejamos sempre elegantes

IPO do Facebook

E se o IPO do Facebook de amanhã ficar nos US$ 100 BI o Zuckerberg já terá uma pequena fortuna de US$ 28.4 BI e já será a 8ª pessoa mais rica do mundo, atrás do brasileiro Eike Batista.

Mas uma valorização de apenas 10% nas ações já fará sua fortuna passar da casa dos US$ 30 BI e o colocará em 6ª lugar atrás de Larry Ellison da ORACLE.

Interessante ver também que o Facebook já nascerá maior que o Ebay e o Yahoo! e que com apenas 1% de valorização, já valerá mais que a Amazon.

Eu particularmene acredito que a valorização das ações do Facebook será maior do que 10% e enquanto o crescimento da rede continuar, o valor desta ação continuará a subir. No entanto, se o crescimento do Facebook diminuir ou sofrer algum arranhão, as ações cairão rapidamente e, uma vez que este processo continue elas poderão virar pó na mesma velocidade que nasceram e subiram.

No entanto, por outro lado, uma volorização de 150% (algo nada difícil de acontecer nos próximos meses) fará com o Facebook atinja um valor de mercado de US$ 250 BI, nesta hora o Zuckerberg será dono de uma fortuna de US$ 71 BI o que fará dele o homem mais rico do mundo. E sinceramente, não será nenhuma grande surpresa para mim se até o final deste ano de 2012 ele já não estiver listado como o homem mais rico do mundo.

É, a Internet realmente mudou a cara do nosso mundo e a velocidade com que as coisas acontecem!

Agora é acompanhar e ver o que acontece…

Páscoa

passover 9
Muitos me perguntam:
Marcelo, o que é a Páscoa, afinal?

Resolvi então fazer este texto para responder a essa pergunta de uma vez por todas.

Bem, para compreendermos a Páscoa, precisamos compreender melhor a história contada pela Bíblia.

Tudo começa quando os israelitas estavam presos lá no antigo Egito. Lembrando que eles foram para lá a convite de José, filho de Jacó (ou Israel), por ocasião dos 7 anos de fartura e 7 anos de fome, conforme previsto pelo próprio José ao interpretar o sonho do Faraó. Nesta época, toda a casa de Israel (Jacó, seus filhos, noras e escravos) foram morar em Gózen, um terra concedida pelo próprio, Faraó à família de Jose.

No entanto, passaram-se mais de 400 anos desde que isso aconteceu e agora os Israelitas (todos os filhos de Israel – Jacó) estão escravizados e trabalhando duro para os egípcios.

No entanto, eles não se esqueceram de uma promessa de Deus, que havia sido feita a Abraão, onde Ele dizia que a descendência de Abraão seria numerosa, como os grãos de areia do mar e como as estrelas do céu e que viveriam numa terra rica e próspera. Isso foi uma promessa, sim Deus prometeu uma terra à descendência de Abraão e agora você sabe da onde vem o termo ”terra prometida”.

Bem, mas eles viviam agora como escravos e corria entre eles uma história que viria um libertador, que os libertaria das garras do então Faraó e do Egito.

Inclusive, esse rumor tomou tanta expressão dentro do Egito que o Faraó mandou matar todos os bebes recém nascidos da casa de Israel. Neste momento, uma mulher de nome Yochabel (ou Joquebede segundo algumas traduções), havia dado à luz a um bebê e, com medo de que os soldados egípcios o matasse, o colocou num cesto e o lançou no Nilo, na esperança de que ele fosse salvo. E de fato foi! Este bebê foi encontrado pela filha do Faraó, que não podia ter filhos e aceitou o bebê como sendo um presente do Nilo e o criou como seu próprio filho, dentro do Egito, ao lado do próprio Faraó. Deu a este menino o nome de Moisés, que significa “tirado das águas”.

Quando Moisés cresce e se torna adulto, ele descobre que não era egípcio, mas sim um Levita Israelita. Um tanto quanto perturbado com tudo isso, se mete numa briga com um egípcio e o mata. O filho do Faraó, alguém como primo irmão de Moisés, com que cresceu, mas de quem tinha grande ciúmes, fica sabendo e pressiona Faraó a tomar uma atitude. Faraó então bane Moisés do Egito e o manda ao ermo (deserto) para morrer ou quem sabe, se salvar.

Moisés se salva e é acolhido por Jetro, que tem Zípora como filha, com quem constrói uma família.

40 anos depois disso, Moisés estava pastoreando ovelhas no monte Sinai, quando vê uma sarça pegando fogo, mas não sendo consumida, chamado por algumas traduções como ardente. Ali Deus fala com Moisés e manda que ele volte ao Egito para resgatar os filhos de Israel, para libertá-los.

Moisés obedece e sob a orientação de Deus, volta para libertar os israelitas. Só que nesse momento, diz a Bíblia, Deus endureceu o coração do Faraó, que negou durante muito tempo a libertação do povo hebreu que estava sob seu domínio.

Por isso, sobre ele e sobre todo o Egito caíram 10 pragas (maldições) sendo que a última delas foi a morte dos primogênitos. Nessa hora, o Faraó não suportou mais a pressão e ordenou que todo o povo fosse libertado.

É por causa também desta última praga que existe a páscoa, mas vamos conhecer um pouco mais da história bíblica.
Muito importante também explicar aqui como é que os israelitas contam os dias, como é que eles determinam o início e o fim de um dia. Eles não contam como nós. O dia, para eles, não termina no meio da noite, à meia-noite, mas com o por do sol. Então, se com o pôr do sol finda um dia, consequentemente o outro dia nasce ali, naquele exato momento, que irá terminar novamente com um novo por do sol. Portanto no dia deles sempre há primeiro um período inteiro de noite (escuridão) seguido de um período inteiro de dia (luz). É assim que eles marcam os dias.

Qual foi mesmo a décima praga? A morte dos primogênitos. E em que dia esta 10º praga recaiu sobre o Egito? Na noite do dia 14 do mês de Nisã (que naquela época era chamado de Abibe), do calendário judaico, provavelmente do ano de 1.447 AC (ou 1.513 AC por outro cálculo), mas o ano exato não interfere na compreensão neste momento.

E o que mais aconteceu neste dia? A libertação de todo o povo de Israel do Egito. Sim, Faraó decretou a liberdade dele ainda de noite e no exato instante que Faraó autoriza o livramento, o povo começou a sair do Egito e saíram durante toda a noite e durante todo o dia.

Mas espere, ocorreu algo muito importante antes de tudo isso, nesta mesma noite. O que?

Sabendo de que o “anjo de Deus” viria matar todos os primogênitos, os israelitas foram orientados a passar o sangue de um cordeiro nas ombreiras (batentes) das suas portas para que o anjo de Deus pulasse, ou “passasse por alto”, as casas que tivessem respeitado esta ordem. O anjo que matou os primogênitos pulou as casas cujas ombreiras estavam manchadas com o sangue de um cordeiro.

Os israelitas obedeceram a ordem, os egípcios não!

Resultado? O anjo de Deus desceu e passou por alto a casa de todos os israelitas obedientes (aqueles que não obedeceram também tiveram seus primogênitos mortos), mas não poupou os primogênitos das casas daqueles que não fizeram isso, praticamente a casa de quase todos os egípcios (sim, pois se algum egípcio cingiu os batentes da porta com o sangue de um cordeiro, também teve seus primogênitos poupados e ficaram livres da mão do anjo de Deus).
Faraó se achando superior ao Deus Hebreu, não cingiu sua porta com o sangue de um cordeiro e por isso tive seu primogênito morto e, com isso, cansado de tudo, ordenou que os israelitas fossem libertados.

Relembrando, quando então os israelitas foram libertados? Nessa mesma noite, ou neste mesmo dia. Começaram a partir do Egito mais de 600.000 homens (fora mulheres e crianças, calcula-se que, ao todo, foram de 2 a 3 milhões de pessoas) saíram do Egito naquele dia 14 do mês de Nisã.

Veja uma parte disso descrito na Bíblia no livro de Êxodo, capítulo 12, versículos de 40 a 45:
“E a morada dos filhos de Israel, que haviam morado no Egito, foi de quatrocentos e trinta anos. E sucedeu, ao fim dos quatrocentos e trinta anos, sim, sucedeu naquele mesmo dia que todos os exércitos de Deus saíram da terra do Egito. É uma noite de observância com respeito ao Senhor, por tê-los feito sair da terra do Egito. Com respeito ao Senhor, esta noite é uma de observância da parte de todos os filhos de Israel nas suas gerações. E Deus prosseguiu, dizendo a Moisés e a Arão: “Este é o estatuto da Páscoa: nenhum estrangeiro pode comer dela…”

Muito tempo depois, enquanto eles ainda estavam no deserto, por outros motivos que não vêm ao caso agora, mas já próximos de adentrar à terra prometida, Moisés começa a escrever a Bíblia e inicia escrevendo os cinco primeiros livros: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. E é no livro de Êxodo que ele conta toda essa história sobre a saída dos israelitas do Egito. Mas Moisés não estava só contando histórias do passado, mas estava, inspirado por Deus, escrevendo novas leis, ou em outras palavras, estava construindo a “constituinte” da nação de Israel e ali ele escreveu todas as 613 leis que serviram de base da nação de Israel durante séculos.

Estas leis começam com os famosos10 mandamentos, mas depois continuam, até o número de 613 leis e dentre elas, há a seguinte ordem:
“E tereis de guardar esta observância como regulamento para ti e para os teus filhos por tempo indefinido. E terá de acontecer que, quando entrardes na terra que Deus vos dará, assim como declarou, então tereis de cuidar deste serviço. E terá de acontecer que, quando os vossos filhos vos disserem: ‘Que significa para vós este serviço?’ então tereis de dizer: ‘É o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou por alto as casas dos filhos de Israel no Egito quando feriu os egípcios, mas livrou as nossas casas.’” e isso está escrito no livro de Êxodo, capitulo 24, versículo 27.

Em Hebraico o nome dessa celebração é Pessach, que significa “passagem” e em inglês recebeu o nome de Passover, que significa “passar por alto”. Note que ambas fazem referência e relembram o momento em que o anjo de Deus passou direto, ou passou por alto, a casa dos israelitas, poupou assim seus primogênitos.

Este termo Pessah em Hebraico é chamado de Páskha em Grego, da qual originou a palavra Páscoa em português.

Assim sendo a Páscoa comemora tanto a libertação dos israelitas do Egito mas também (e principalmente) o fato deles terem tido seus primogênitos poupados quando o anjo de Deus “passou por alto” suas casa.

E em que dia então os israelitas deveriam comemorar a Páscoa? Sempre no dia 14 do mês de Nisã, no mesmo dia (noite) em que os primogênitos foram poupados (que o anjo passou por alto a casa deles), que é também o mesmo dia em que saíram do Egito.

A Páscoa era seguida da Festividade dos Pães Não Fermentados, que durava 7 dias, de 15 a 21 de Nisã, e esse sempre foi um período de festas para os israelitas, mas isso não vem ao caso agora.

Me perdoem a extensão do artigo, mas ainda é muito importante compreendermos também outra parte da história para compreendermos melhor toda essa história da Páscoa. Os israelitas tiveram reis durante um bom período. E como eles eram instituídos? Através de unção, com o derramamento de óleo sagrado sobre sua cabeça. O sumo-sacerdote (a pessoa com o mais alto cargo espiritual da nação) ungia um dos israelitas para ser o rei da nação. Ele fazia isso orientado por Deus. O primeiro rei da nação de Israel foi Saul. No entanto, Saul começou a desobedecer a Deus e Samuel (o sumo-sacerdote da época) ungiu Davi, destituindo Saul do cargo de Rei. Depois, foi Salomão e assim por diante e a linhagem continuaria por descendente, mas mesmo assim, mesmo sendo filho de um rei, havia de ser ungido pelo sumo-sacerdote da época para se tornar Rei.

Em dado momento, os filhos de Salomão, Roboão e Jeroboão, disputaram o reino e nesse momento, a nação de Israel se dividiu em duas partes, sendo que, de um lado, ficaram as tribos de Judá e Benjamin, e do outro, as outras 10 tribos. Nesta divisão, Deus disse que se manteria com a casa de Judá (como a tribo de Benjamin era bem pequena, passou então a ser chamada apenas de Judá), e é desta tribo que vem os judeus.

A partir de então, apenas os judeus permaneceram cumprindo as leis e celebrando a Páscoa, e isso continuou assim por muitos anos.

No entanto, até mesmo a nação de Judá (os judeus) se desviou da “adoração verdadeira” e se perdeu na adoração de “deuses falsos”. Nessa hora, Deus tirou deles o direito de ter um rei ungido e disse que se passariam 7 tempos sem que houvesse um rei ungido, ou em outras palavras, abençoado e que governasse orientado por Deus.

Isso foi dito através de um sonho que o rei Nabucodonosor teve, conforme narrado pelo profeta Daniel em seu livro, Daniel, capítulo 4, dos versículos de 10 a 17:
“Ora, aconteceu que eu estava vendo as visões da minha cabeça, sobre a minha cama, e eis que havia uma árvore no meio da terra, sendo enorme a sua altura. A árvore tornou-se grande e ficou forte, e a própria altura dela por fim atingiu os céus, e ela era visível até a extremidade da terra inteira. Sua folhagem era bela e seu fruto abundante, e havia nela alimento para todos. Debaixo dela os animais do campo procuravam sombra e nos seus galhos habitavam as aves dos céus, e toda a carne se alimentava dela. Eu continuei a ver nas visões da minha cabeça, sobre a minha cama, e eis que havia um vigilante, sim, um santo, descendo dos próprios céus. Ele clamava em alta [voz] e dizia o seguinte: “Derrubai a árvore e cortai-lhe os galhos. Sacudi a sua folhagem e espalhai os seus frutos. Fujam os animais de debaixo dela e as aves dos seus galhos. Todavia, deixai-lhe o próprio toco na terra, sim, com banda de ferro e de cobre, entre a relva do campo; e seja molhado pelo orvalho dos céus e seja seu quinhão entre a vegetação da terra. Mude-se-lhe o coração daquele do gênero humano e dê-se-lhe um coração de animal, e passem sobre ele sete tempos. A coisa é por decreto dos vigilantes e o pedido é [pela] declaração dos santos, para que os viventes saibam que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser, e estabelece nele até mesmo o mais humilde da humanidade.”

Este sonho teve dupla aplicação, tanto para o próprio Rei Nabucodonosor, mas também para a nação de Judá, que aqui estava sendo representada por esta grande árvore que foi cortada e que caiu e que permaneceria assim, sem crescer mais, por 7 tempos. O último rei ungido dos Judeus foi Zedequias, que reinou por 11 anos apenas até o ano de 618 AC. Desde esta data os Judeus ficaram sem rei, Jerusalém caiu, os judeus foram levados cativos para Babilônia e depois tomado pelos persas, ficaram novamente sem terra e aguardavam ansiosamente o fim daqueles 7 tempos e voltaram a aguardar os dias em que teriam novamente um rei ungido, que devolveria toda a glória que estes já tiveram um dia.
Muito bem, o que os judeus estavam esperando mesmo? Um rei ungido, certo? Veja, eles esperavam (e ainda esperam) o UNGIDO. Como se fala ungido em hebraico? Ma-shi-ahh, ou Messias. E como se fala ungido em Grego? Khri-stós, ou Cristo. Sim, Cristo, Messias e Ungido, são palavras que significam a mesma coisa. Ungir é untar com óleo e receber uma bênção especial, mas o que quer dizer mesmo aqui neste caso é receber a unção de Deus para o exercício de uma função específica, aqui no caso, a de governar a nação de Judá, ou de ser o rei de Judá, ou de ser o rei dos judeus.
E agora, por fim, vamos agora compreender o último ponto desta história bíblica: Jesus.

Muito tempo depois de tudo isso, nasce Jesus, que, como um bom judeu, respeitava as leis e comemorava a Páscoa.
Jesus, para muitos, foi apontado como o Messias, o Ungido, ou o Cristo (todas essas palavras significam a mesma coisa). No entanto, para os judeus, isso nunca foi aceito. Por vários motivos e eles não reconheciam na pessoa de Jesus o rei tão esperado, que traria a eles novamente a glória da nação da época de Salomão? Como poderia Jesus ser o seu novo governante, ou o rei dos judeus, vindo ele de Nazaré (um lugar bem pobre) e sendo filho de um carpinteiro, dentre outras coisas tão simples?

Compreende melhor agora por que Pilatos perguntou para Jesus: “És tu o rei dos judeus?”

Este era o grande problema que estava em questão nos dias de Jesus, se ele era ou não o rei dos judeus, o Ungido, o Messias, o Cristo!

Bem, o fato é que alguns acreditavam que sim, mas outros dizem que não.

Não vou entrar no mérito de quem está com a razão aqui. O fato é que Jesus foi, sim, reconhecido por muitos como o tão esperado rei ungido, e aqueles que o reconheceram como rei passaram a segui-lo e se tornaram seus seguidores, os cristãos (aqueles que seguem a Cristo).

Jesus comemorou todas as Páscoas por todos os anos até que, quando tinha 33 anos e meio, reúne-se com seus apóstolos para celebrar a sua última Páscoa, no exato dia 14 do mês de Nisã, como de costume. Só que naquele dia, após ter celebrado a Páscoa, comendo os pães não fermentados e as ervas amargas, que relembravam como havia sido a vida dos israelitas no Egito, Jesus faz algo bem diferente. Vejamos isso nas palavras da própria Bíblia, no livro de Mateus, capítulo 26, versículos de 26 a 30:
Ao continuarem a comer, Jesus tomou um pão, e, depois de proferir uma bênção, partiu-o, e, dando-o aos discípulos, disse: “Tomai, comei. Isto significa meu corpo.” Tomou também um copo, e, tendo dado graças, deu-lhes, dizendo: “Bebei dele, todos vós; pois isto significa meu ‘sangue do pacto’, que há de ser derramado em benefício de muitos, para o perdão de pecados. Eu vos digo, porém: doravante, de modo algum beberei deste produto da videira, até o dia em que o beberei novo, convosco, no reino de meu Pai.” Por fim, depois de cantarem louvores, saíram para o Monte das Oliveiras.
Veja essa mesma passagem, como foi relatada por Lucas em seu livro, no capítulo 22 nos versículos de 14 a 20:
“Por fim, quando chegou a hora, recostou-se à mesa, e os apóstolos com ele. E ele lhes disse: ‘Desejei muito comer esta páscoa convosco antes de eu sofrer; pois, eu vos digo: Não a comerei de novo até que se cumpra no reino de Deus.’ E, aceitando um copo, deu graças e disse: ‘Tomai isto e passai-o de um para outro entre vós; 18 pois, eu vos digo: doravante não beberei mais do produto da videira até que chegue o reino de Deus.’ Tomou também um pão, deu graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: ‘Isto significa meu corpo que há de ser dado em vosso benefício. Persisti em fazer isso em memória de mim.’ Do mesmo modo também o copo, depois de terem [tomado] a refeição noturna, dizendo: ‘Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue, que há de ser derramado em vosso benefício.”

Veja depois como continua nos versículos de 28 a 30:
“No entanto, vós sois os que ficastes comigo nas minhas provações; e eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino, a fim de que comais e bebais à minha mesa, no meu reino, e vos senteis em tronos para julgar as doze tribos de Israel.”
Bem, percebam aqui que Jesus fez aqui um novo pacto com estes apóstolos, um pacto maior do que havia sido feito anteriormente com Abraão, com a sequência da saída do Egito (todos eles envolvendo sangue, pois pacto envolve sangue) e agora novamente com o derramamento de sangue, desta vez dele próprio, “o cordeiro que tira o pecado do mundo”, mas sem entrar no mérito deste ponto aqui, o fato que ele instituiu aqui um novo pacto, uma nova celebração, e ainda pediu: “Persisti em fazer isso em memória de mim.” E disse também: “Desejei muito comer esta páscoa convosco antes de eu sofrer; pois, eu vos digo: não a comerei de novo até que se cumpra no reino de Deus.”

Por isso é que esta ceia, ou esta comemoração pascal, é reconhecida como a última ceia, pois segundo as palavras do próprio Jesus, a Páscoa não deveria mais ser celebrada.
E assim se deu com todos os que o obedeceram e seguiram suas orientações e mandamentos. Mas e aqueles que não aceitaram Jesus como ungido como o rei, como o Messias, como o Cristo e não se tornou Cristão? Estes, não deram importância às suas ordens e continuaram a comemorando a Páscoa.

No entanto, aqueles que aceitaram Jesus como rei, como Ungido, como Messias, como Cristo, e o seguiram, seguiram suas ordens, copiaram sua conduta e seus mandamentos e pararam de comemorar a Páscoa, uma festa judaica. Esses cristãos do primeiro século começaram a celebrar o novo pacto, instituído naquela noite do dia 14 do mês de Nisã, que é a celebração da morte de Cristo, conforme descrito em 1 Corinthios 11:24:
“Depois de ter dado graças, partiu [o pão] e disse: ‘Isto significa meu corpo em vosso benefício. Persisti em fazer isso em memória de mim.’”

E porque Jesus disse isso? Porque o sangue do cordeiro foi substituído pelo sangue DELE. Porque assim como o sangue do cordeiro salvou os primogênitos no Egito, o sangue dele também salvará, só que não apenas os primogênitos, mas todos que forem obedientes.

O que isso significa? A compreensão desta parte é que uma nova celebração deveria ser feita pelos cristãos, onde se comesse pão não fermentando, representando o corpo de cristo e que vinho fosse tomado, representando o seu sangue. Ou seja, esta deveria ter sido a última celebração de Páscoa pelos seguidores de Cristo e, a partir deste momento, a celebração seria diferente, colocando para trás a celebração que enaltecia o sangue do cordeiro e colocando agora em evidência, a celebração cristã, que enalteceria o sangue de
Cristo, sua morte, com os emblemáticos pão sem fermento e vinho.

Não se esqueçam então do que é a celebração da Páscoa (ou passover) e que ela é uma celebração judaica e não cristã, e quem a comemora são os judeus, e não os cristãos.

Importante perceber que Jesus comemorou a Páscoa, sim, porque era judeu e estava sob as leis judaicas, mas, no último dia da sua vida, instituiu uma nova celebração, uma nova comemoração que aboliu (por que não dizer proibiu?) a comemoração da Páscoa, uma festa tipicamente judaica, que existia por um propósito que terminou com a sua morte.

Isso está apoiado e relacionado com o que Paulo escreveu aos romanos, no capítulo 10 versículo 4, que diz que Jesus foi o fim da Lei: “Porque Cristo é o fim da Lei, para que todo aquele que exercer fé possa ter justiça.”

Os cristãos não estão debaixo de todas aquelas 613 leis dadas aos israelitas e, por isso não precisam guardar o sábado, não precisam ser circuncidados, podem comer carne de porco, não precisam pagar o dízimo, dentre outras coisas e inclusive, não precisam comemorar a Páscoa, festa de ordenação judaica, e não cristã.

Jesus comemorou a última Páscoa e pôs fim a ela e ali institui um novo pacto com seus seguidores, ao passar o vinho e o pão e em seguida selou este pacto com a sua morte e com o derramamento de seu sangue.

Portanto, cristão nunca deveria comemorar a Páscoa, visto que comemorar a Páscoa é não reconhecer o novo pacto e se igualar aos judeus que não aceitaram Jesus como rei, como Ungido, como Messias, como Cristo e se submeter novamente às leis e tradições judaicas.

Em resumo:
1) Pessah, Passover ou Páscoa é a celebração do dia em que o povo Israleita (e os judeus estavam entre eles) saíram do Egito, bem como o dia em que os primogênitos foram poupados, porque o anjo de Deus passou por alto a casa deles;
2) O que protegeu os primogênitos da morte foi o sangue de um cordeiro, passado no batente da porta;
3) Através de uma lei mosaica, a Páscoa foi instituído como uma festa do calendário do povo de Israel;
4) A Páscoa é uma festa judaica e não cristã;
5) Jesus celebrou a última Páscoa;
6) A celebridade da Páscoa foi substituída por Jesus por uma refeição noturna, onde se comeria o pão sem fermento, que representou seu corpo e o vinho, que representou seu sangue;
7) Os cristãos portanto, por terem aceito Jesus não deveriam mais comemorar a Páscoa, uma vez que a celebração Páscoa significa o não reconhecimento do novo pacto feito com o sangue de Cristo, em substituição do antigo pacto, feito com o sangue do cordeiro;

8) No entanto, é verdade que hoje, eles celebram tanto a morte como a ressureição de Cristo. Bonito que lembram deste momento tão importante da vida de Jesus, no entanto importante deixar claro que a comemoração atual é um tanto bagunçada, visto que:

  1. a) Ainda a nomeiam como Páscoa (passar por alto), termo que não tem nada a ver com a comemoração que fazem, mas faz alusão à festividade judaico;
  2. b) Não utilizam os emblemas que Jesus orientou que fossem utilizados, o pão não fermentado e o vinho;
  3. c) Não respeitam a data de 14 de Nisã, a data da morte de cristo;
  4. d) Comemoram a sua ressurreição. Ok, bonitinho, mas não foi esse o mandamento deixado pelo próprio Cristo. Ele sabia que seria ressuscitado e não pediu para que comemorassem sua ressurreição. O ponto que deveria ser comemorado era a sua morte, com o derramamento do seu sangue, que substituiu o sangue do cordeiro e instituiu um novo pacto.

OBS: Essa história do pacto é mais complexa e posso explicar noutro momento, mas é justamente neste pacto que reside toda a salvação da humanidade, para quem acredita na Bíblia. É importantíssimo compreender este novo pacto, que surge em substituição ao pacto feito com Abraão, lá no passado. Ele que dá as bases para a salvação de não judeus.

Segundo a minha compreensão, ai está toda a explicação da Páscoa à luz da Bíblia.

Mas antes de terminar, duas perguntas normalmente feitas:

  1. Porque não se come carne vermelha na Páscoa?

Na verdade a orientação original é para que se jejuasse na “sexta-feira santa”. O jejum ajuda a desconecta o ser humano do plano carnal e o “eleva”. Numa explicação mais objetiva, a digestão de alimentos consome energia e rouba o sangue para o aparelho digestivo, deixando aquele que comeu mais letárgico. Além disso, há o prazer relacionado a comer. O jejum tanto priva a pessoa de prazeres como deixa o sangue em livre circulação, desconectando desta forma o ser da “carne” e elevando este, deixando mais propício a meditações e reflexões. Depois, com o passar do tempo, como muitos não seguiam esta regra, liberaram o jejum, mas permaneceram com a carne, que por ser de digestão lenta e por estar relacionada também a prazeres, ficou como resquício de se fazer algum sacrifício em prol de se elevar um pouco o espírito, nesta data.

 

  1. E da onde vieram os coelhos e os ovos de chocolate?

Os ovos e o coelho, vem de uma festividade pagã europeia. Nesta época do ano eles homenageavam Ostera, a deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade (por causa da primavera), pulando alegremente em redor de seus pés nus.

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Easter é a palavra utilizada em Inglês para denominar a Páscoa, que surgiu da palavra Ostera, esta festividade pagã. Ou seja, nos EUA, o nome que eles dão a esta data é de origem pagã.

E antes de terminar, talvez ache legal saber como se calcula o dia 14 de Nisã e qual dia corresponde em nosso calendário. Então aí vai mais uma explicação.

Os judeus viviam sob um calendário lunar, de 13 meses de 28 dias. Todos os meses começam com uma lua nova. Para se saber quando começava o mês de Nisã, basta encontrar o equinócio da primavera do hemisfério setentrional (hemisfério norte). Bem, talvez você pergunte: o que é equinócio?
Equinócio vem do latim (só pra variar… rsrsr) aequusnox e quer dizer aequus = “igual” nox = “noite”, ou, em outras palavras, o dia do ano em que o período a noite é igual ao dia, 12 horas exatas. Isso acontece apenas duas vezes ao ano e marca o início da primavera e o início do outono. Quando o equinócio marca o início da primavera (ou o fim do inverno) no hemisfério norte, esse mesmo dia marca o início do outono (ou o fim do verão) no hemisfério sul e vice-versa. Se quiser saber mais a respeito, a Wikipedia tem uma explicação muito boa para o equinócio: http://pt.wikipedia.org/wiki/Equin%C3%B3cio
Muito bem, encontra-se então o equinócio da primavera do hemisfério setentrional (norte) e a partir de então procura-se a primeira lua nova. Pronto! Esse dia marca o início do mês de Nisã. A partir de então, contam-se 14 dias e chega-se à data da Páscoa, que é dia 14 do mês de Nisã. Não é então por acaso que esse sempre será um dia de lua cheia.

Por fim, quero terminar dizendo que eu não estou entrando aqui no mérito de se isso é verdade ou não, ou ainda, se eu acredito ou não em toda essa história e tampouco sobre o que eu penso sobre todo esse assunto. Eu apenas fiz uma explanação, sobre o que é a Páscoa à luz da Bíblia, que tanto instituiu a Páscoa no seu Antigo Testamento, como a desmontou no Novo Testamento e da nova celebração que foi ordenada, segundo as palavras do próprio Jesus.

Este é apenas um texto elucidativo e não tem a intenção de refletir minhas crenças.

Curriculum lança nova busca de vagas

A procura pelo emprego agora está tão rápida como a resposta no buscador Google, além de diversos filtros para facilitar a busca pela oportunidade ideal

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Como a resposta é praticamente instantânea, ele obtém um constante preview do resultado obtido, de acordo com os filtros montados. Quando desejar obter mais informações sobre as oportunidades de trabalho disponíveis, ele poderá clicar nas vagas que interessaram.

Novo Modulo de Vagas da Curriculum

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Esse novo módulo de vagas traz a simplicidade, a objetividade e a rapidez que desejávamos. O tempo de resposta é tão rápido quanto uma consulta no Google, deixando tudo muito fácil e intuitivo, resultando numa plataforma poderosa e profissional, que oferece a melhor experiência para os usuários na hora de buscar vagas de emprego na Internet.

Além disso, os anúncios foram organizados para facilitar ainda mais a compreensão de seus conteúdos para todos.

Tudo isso significa também uma grande melhoria no serviço que prestamos para nossas empresas, pois elas contam agora com uma excelente plataforma para expor as vagas delas, o que sem dúvida trará resultados ainda melhores para os processos seletivos que elas realizam.

Aproveitem!

🙂

Nasce a Gentis Panel

É com bastante satisfação que anuncio o nascimento da Gentis Panel

A Gentis Panel é uma empresa de painel. Talvez você pergunte: o que é uma empresa de painel? É uma empresa de pesquisa de mercado que detém uma base própria de respondentes, ou seja, um banco de dados com pessoas que poderão responder às pesquisas.

E há aqui uma diferença muito grande a ser percebida e explicada. Empresas de pesquisa normalmente não possuem uma base própria de respondentes. Quando possuem, são uma empresa de painel e, muitas vezes, nestes casos, não é difícil encontrarem pessoas que se tornam “respondentes profissionais”, ou seja, que respondem a várias pesquisas, sendo que algumas até mesmo vivem disso. Não é incomum também nestes casos que tais pessoas criem perfis falsos e respondam por mais de uma vez à mesma pesquisa, assumindo identidades diferentes.

Isso começou a ser bastante malvisto, pois em muitos casos distorcem o resultado das pesquisas.

A Gentis Panel não sofre deste mal, pois as pessoas não se cadastraram para responder a pesquisas num painel de respondentes. A Gentis Panel utiliza a base de candidatos da Curriculum para buscar pessoas dentro de um perfil específico (de acordo com o que a pesquisa pede) conforme as necessidades de quem irá colher opiniões e compreender mercados.

Agora, os usuários da Curriculum que aceitam receber pesquisas poderão ser convidados para opinar sobre diversos assuntos e responder a algumas pesquisas. Como a quantidade de pessoas na base é bastante significativa, mesmo que muitos recusem o convite, muitos responderão e o farão de maneira fiel, proporcionando um resultado verdadeiro e preciso.

A Visão da Gentis Panel é que num mundo altamente competitivo e com consumidores cada vez mais influentes, é vital que as empresas conheçam cada vez melhor e mais rápido seus mercados, obtendo informações de maneira rápida, objetiva e precisa, conquistando o melhor retorno para seus investimentos.

A Missão da Gentis Panel  é expandir rapidamente a visão de seus clientes com informações qualificadas, obtidas através de tomada de opinião pública segmentada, gerando conhecimento relevante.

A Gentis Panel oferecerá os serviços CATI (pesquisa por telefone), CAWI (pesquisa por e-mail), e Pulse e IVR (pesquisas por SMS) e contará com todo o know-how em pesquisa da QuestManager para a estruturação e desenho de questionários, construindo a melhor alternativa para cada situação e para cada cliente.

A Gentis Panel é uma joint venture entre a QuestManager e a Curriculum e já nasce grande, já sendo provavelmente a maior empresa de painel da América Latina.

        

O silencioso trabalho de Vivian Maier

Sem dúvida estamos diante de um raro momento

Principalmente se você, assim como eu, for um amante da fotografia.

Quem poderia imaginar que em pleno século XXI veríamos algo deste tipo?

Estou falando da descoberta do trabalho de uma fotógrafa de uma sensibilidade incrível, capaz de tirar fotos espetaculares que tocam nossa alma, realizando seu trabalho durante toda a sua vida, quieta e totalmente sozinha.

Mas mais do que isso, estou falando de uma história fascinante e, do meu ponto de vista, ainda mais interessante pelo fato de que estamos bem no meio dela, e ninguém sabe ainda ao certo o que nos espera em seu final.

Afinal, como poderíamos conhecer o trabalho de Vivian Maier, se ela mesmo, muitas vezes, sequer revelava seus filmes?

Teria sido talvez por pura falta de dinheiro?

Vivian Maier nasceu em Nova York em 1926, mas cresceu entre a França e os Estados Unidos até seus 25 anos, quando se mudou definitivamente para os Estados Unidos. Com 30 anos, em 1956 mudou-se para Chicago e durante 40 anos trabalhou como babá, morrendo recentemente em 20 de abril de 2009, aos 83 anos.

Muito embora tenha nascido em Nova York, Vivian não era exatamente uma americana. Seus pais eram franceses e austríacos, ela cresceu na França e mesmo depois de muito tempo morando na América ainda falava com sotaque francês.

Segundo parentes e conhecidos, Vivian Maier possuía um espírito livre que magicamente tocava a todos que a conheciam. Era uma pessoa sempre pronta para dar conselhos e opiniões. Era sempre uma mão amiga e as crianças das quais cuidou dizem que ela era como a Mary Poppins: excêntrica, metódica, firme, amorosa e deliciosa.

Embora trabalhasse como babá, era uma crítica de cinema, tinha uma personalidade forte e vivia com sua câmera fotográfica nas mãos. Agora, podemos saber que ela também era, sem dúvida, uma excepcional fotógrafa.

Vivian fotografava o cotidiano, o dia a dia, e praticamente todas as suas fotos são de rua. Vivian não mostrava suas fotos para ninguém e muitas vezes nem ela mesma sequer viu o que fotografou.

Tudo indica que Vivian nunca fez nenhum curso de fotografia e seu trabalho era fruto da sua intuição, da maneira como via o mundo, da sua sensibilidade e do seu olhar.

Sem dúvida seu olhar e a maneira como compunha as fotos foram seus pontos fortes, e isso, somado a uma incrível sensibilidade, resultou num trabalho excepcional.

Recém-descoberto e ainda muito pouco explorado, seu trabalho já está sendo considerado por alguns dentre os Top 5 sob o tema “arte de rua”.

Acho que podemos comparar o trabalho de Vivian Maier com o de Emily Dickinson, uma espécie de gênia introvertida cujo trabalho só foi descoberto depois da sua morte.

Mas como ela foi descoberta?

Recentemente, há menos de dois anos, em 2009, o agente imobiliário John Maloof estava fazendo uma pesquisa para documentar a história do principal parque de Chicago, o Portage Park, e comprou em um leilão, uma caixa cheia de negativos de fotos do cotidiano da cidade de Chicago por meros US$ 400.

Quando começou a digitalizar os negativos percebeu que, mesmo não entendendo muito sobre fotografia, as fotos pareciam ser trabalho de um profissional. Postou então algumas destas fotos no Flickr e pediu a opinião de quem entendia. Qual não foi a sua surpresa, quando começou a receber centenas de e-mails perguntando de quem eram aquelas fotos.

Foi então que John Maloof se deu conta que estava diante de um tesouro e talvez uma das mais impressionantes descobertas no mundo da fotografia. Estava diante de uma obra-prima e de um trabalho raro.

Quem era então aquela mulher? Mesmo vendo algumas fotos que ela tirou dela mesma, John não sabia até aquele momento quem era esta fotógrafa, sua história, seu nome.

Até que encontrou o nome dela, Vivian Maier, em uma das caixas. Correu no Google e qual não foi sua surpresa quando descobriu que ela tinha falecido há apenas poucos dias.


VIVIAN MAIER


Vivian Maier, proud native of France and Chicago resident for the last 50 years died peacefully on Monday. Second mother to John, Lane and Matthew. A free and kindred spirit who magically touched the lives of all who knew her. Always ready to give her advice, opinion or a helping hand. Movie critic and photographer extraordinaire. A truly special person who will be sorely missed but whose long and wonderful life we all celebrate and will always remember. Memorial donations can be given to the Native American Heritage Association, P.O. Box 512, Rapid City, SD 57709.
Published in the Chicago Tribune on 4/23/2009

Infelizmente Vivian Maier sequer soube que seu trabalho foi achado e que está sendo tão reconhecido, e John nunca poderia imaginar que aqueles negativos que lhe custaram apenas US$ 400 poderão vir a valer algumas centenas, ou quem sabe até mesmo, alguns milhões de dólares e que todos nós teríamos acesso a um trabalho e um legado tão belo.

Mas há ainda mais para se descobrir e falar sobre Vivian Maier. Afinal dos mais de 100.000 negativos, John viu até este momento cerca de apenas 1/3 de todo o trabalho dela e segundo ele, ainda levará alguns anos para terminar todo o trabalho de digitalização das fotos.

Sem contar que há caixas de rolos de filmes que sequer foram revelados!

Sem dúvida uma história rara e impressionante.

Além do que, como já disse, uma das coisas mais interessante é que estamos bem no meio desta história.

Vivian viajou o mundo com sua máquina e fotografou vários lugares. Podemos imaginar então quanta coisa bonita ainda está por vir de todo este maravilhoso legado que ela nos deixou.

Um trabalho fantástico, sensível, tocante que em boa parte, nem a ela própria teve a oportunidade e o privilégio de ver.

Veja agora alguns comentários do próprio John Maloof, em seu blog:

There’s still a good 90,000 negatives to scan and a few hundred B&W rolls to develop. Not to mention about 600 undeveloped color rolls. I’ve also safely archived over 3000 of her prints.Há ainda algo como 90.000 negativos para digitalizar e algumas centenas de rolos de filmes preto e branco para serem revelados. Para não mencionar a cerca de 600 rolos de filmes coloridos que também precisam ser revelados. Eu já arquivei com segurança mais de 3.000 fotos dela.

Over the course of scanning her work I’ve discovered that Vivian traveled the world in 1959. She visited and photographed places like Egypt, Bangkok, Thailand, Taiwan, Vietnam, France, Italy, Indonesia…the list goes on. Something also notable is that she traveled alone.

Ao longo do trabalho de digitalização do trabalho dela eu descobri que Vivian viajou o mundo em 1959. Ela visitou e fotografou lugares como Egito, Bancok, Tailândia, Taiwan, Vietnã, França, Itália, Indonésia … a lista continua. Algo também notável é que ela viajou sozinha.

I’ll update the blog with more info as things progress.

Irei atualizando o blog com mais informações conforme as coisas forem acontecendo.
As a final note, again, I want to thank everyone for their support and encouraging emails. There’s a lot of weight on my shoulders and I hope I’m doing the right thing for Vivian’s legacy.

Como comentário final, mais uma vez, quero agradecer a todos pelo apoio e e-mails encorajadores.

Há um enorme peso em meus ombros e eu espero que esteja fazendo a coisa certa para o legado de Vivian.

Assim como uma fotografia, o trabalho de Vivian Maier sai de uma câmara escura e está sendo revelado ao mundo, somente depois do período em que ela viveu.

No ano passado houve a primeira exibição dos seus trabalhos no Chicago Cultural Center.

Outras exposições estão acontecendo e teremos outra agora em Janeiro de 2012, no dia 28, no Howard Greeberg Gallery em Nova York.

Na Amazon já está à venda seu primeiro livro com uma parte do material dela. Eu já comprei um!

 

 

 

 

 

 

 

 

Conheça agora um pouco  do trabalho de Vivian Maier:

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 

 

Conheça agora a fotógrafa Vivan Mayer, através de suas próprias lentes:

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 
 

 

 

Termino este post com uma foto que resume bem seu trabalho e, na minha opinião, fala mais do que mil palavras:

Vivian Maier *1926 +2009

 

Saiba mais sobre ela em:

http://www.vivianmaier.com

http://vivianmaier.blogspot.com

Veja uma reportagem sobre ela feita pelo programa americano Chicago Tonight:

 

E aqui, outro vídeo com uma coletânea de algumas de suas fotos.

Muito bonito!

 

Por último, para quem desejar, clique aqui e tenha acesso a mais algumas fotos de Vivian Maier

 

2011: ano de vários recordes no AmigoSecreto.com.br

Tá certo que eu sou suspeito, mas é realmente muito gratificante ver uma ideia se transformar em realidade! Sem dúvida essa é uma das maiores alegrias de quem empreende.

Até alguns anos atrás, eu ouvia de pessoas muito próximas, inclusive de algumas envolvidas no projeto, que o AmigoSecreto.com.br nunca decolaria, que era uma ideia que não iria pegar, sem sustentabilidade e várias outras coisas parecidas.

É… Realmente não é fácil transformar uma ideia em realidade, e é normal apanhar muito antes de ver a coisa dar certo. Além disso, é necessária muita observação, adequações, repensar o projeto várias vezes, rever a ideia de outros pontos de vista, compreender o que o público realmente quer e o que ele não quer enquanto ainda nem sabe dizer, ter coragem de fazer grandes mudanças usando muito o feeling para apostar no que você acredita que vai dar certo e arriscar.

Não foi diferente com o AmigoSecreto! O site nasceu despretensiosamente em 2002.

Pelo fato de funcionar apenas dois meses por ano, quando percebíamos que precisávamos corrigir algo, já era tarde demais, e a questão só poderia ser resolvida no ano seguinte. E assim foi acontecendo por todos os anos. No entanto, no ano passado caíram várias fichas e eu enxerguei que muitas coisas tinham que ser diferentes.

Primeiramente apostei em uma interface nova bem mais interativa, com foco quase total na troca de mensagens. No início houve certa resistência interna, mas depois todos compraram a ideia e assim fizemos.

Felizmente conto com uma equipe com muito know-how em todos os sentidos. Ela conseguiu executar tudo com muita competência, desde o layout até a parte mais técnica, e tudo deu muito certo.

Esse foi um ano de vitória e de consagração para o site do AmigoSecreto.

Chegamos a ter 50 mil novos cadastros em um único dia! Isso sem dúvida é um número bastante significativo. Além disso, atingimos em alguns momentos mais de 10 mil usuários utilizando o site simultaneamente. Nosso banco de dados ultrapassou 3 mil transações por segundo.

Hoje, já próximo do meio do mês de dezembro, o site já teve ao todo mais de 8 milhões de visitas de mais de 2,4 milhões de visitantes únicos e mais de 100 milhões de page views.

Hoje, quase 45 dias depois do lançamento deste ano, ultrapassamos a casa de 1 milhão de usuários em mais de 100 mil grupos sendo que estes já trocaram entre si mais de 5 milhões de mensagens!

Acreditamos que vamos ultrapassar a marca de 1,2 milhão de participantes neste ano e que todos esses números vão crescer ainda mais.

O Brasil inteiro já está brincando! Percebemos, por meio de nossas análises, que pessoas de vários outros países também estão participando, pois nessa hora, a maior parte é formada por brasileiros que estão no exterior e que conseguem ficar mais perto de entes queridos nos finais de ano graças a esta brincadeira tão gostosa.

Além da nova interface do site, neste ano também tivemos o aplicativo no iPhone – que fez bastante sucesso -, a lista dos 50 presentes mais pedidos e várias outras novidades que deixaram todos mais felizes.

É muito legal ver o site cuidando da administração da brincadeira e deixando para os participantes apenas a parte boa da história: brincar!

Sem dúvida é uma consagração!

É muito bom também ver que, a cada ano, o site se consolida como o local oficial da brincadeira!

O AmigoSecreto é uma rede social sazonal, com data de início e término. E não vou negar que fiquei muito feliz com os comentários de alguns dos usuários da nossa página no Facebook. Eles revelaram um sentimento que nos animou muito, dizendo que o AmigoSecreto é mais legal até mesmo que o próprio Facebook.

Então me desculpem, mas tenho que comemorar!

Vídeo do Momento Ímpar Brasileiro

Apesar de estarmos diante de tantos escândalos mas, reconhecendo a melhora da economia do Brasil dos últimos anos, seu crescimento, bem como a contínua geração de empregos, mesmo diante da crise Americana de 2009 e da atual crise na Europa, me inspirei e escrevi um texto que chamei de Momento Ímpar Brasileiro que publiquei em Abril deste ano.

https://www.marcelo.com.br/momento-impar-brasileiro

Demorou um pouco mas este texto  acabou virando um vídeo.

Espero que curta e que ele o anime para se manter esperançoso quanto ao futuro de nosso país.