Don’t Worry Be Happy

Don’t Worry Be Happy

Quem me conhece sabe dos meus estudos em busca de algumas respostas sobre a vida:

  • De onde viemos?
  • Para onde vamos?
  • Por que estamos aqui?
  • O que acontece quando morremos?
  • Deus existe?
  • Qual o propósito disso tudo?
  • Evolução ou Criação?
  • Várias outras

Já estudei muito a Bíblia, muito mesmo (não é brincadeira, é muito mesmo… rsrsrs), no entanto, justamente em decorrência deste fato, por ter me aprofundado muito nos estudos bíblicos e também por ter mantido valores como integridade, coerência e honestidade, fui obrigado a abandonar minhas crenças, pois muitas delas desabaram totalmente.

Também sempre gostei muito de filosofia, física e matemática e me considero um pensador nato. Procuro sempre concluir meus pensamentos agregando visões de vários pontos de vistas.

Posteriormente, graças a uma pessoa que passou pela minha vida, percebi que realmente “há mais coisas entre o céu e a terra que a nossa vã filosofia é capaz de explicar” e que, além disso, tais coisas não eram necessariamente relacionadas ao “demônio”… rsrsrs

Bem, nesta época busquei compreender algumas destas coisas, mas percebi quanta desinformação e crença infundada existe dentre estes que porventura, conectam “algo a mais”.

Recentemente tive o privilégio de conhecer uma pessoa bastante especial e de fazer parte de um grupo que estuda todo este lado B da vida de uma maneira muito séria e correta. É realmente muito legal começar a analisar as coisas por outros pontos de vista, desmitificar alguns tabus que antes estavam fortemente arraigados e perceber como as coisas podem ser diferentes.

Bem, mas eu estou escrevendo tudo isso porque tem sido frequente que algumas pessoas me perguntem coisas sobre todos estes assuntos, e é muito engraçado quando eu falo que não sei nada a respeito… rsrsrs

Em geral elas dizem:

– Mas como você não sabe nada? Você já estudou tanto, já leu tanto, já pensou tanto, já aprendeu tanto, como pode dizer que não sabe nada?

Então, minha resposta a elas tem sido a seguinte:

Imagine que você está diante de duas portas. Nesta hora, você vai pensar que há apenas dois caminhos, certo? Aliás, esta é uma frase bíblica. Então, se permanecer do lado de fora, continuará com esta impressão de que existem apenas dois caminhos.

No entanto, se você se permitir entrar por uma destas portas, encontrará numa nova sala, desta vez com quatro portas. Talvez nesta hora possa pensar que existam apenas mais quatro caminhos diferentes. Mas então você escolhe uma nova porta, entra por ela e vê-se outra vez numa nova sala, desta vez com seis novas portas. Se então escolher adentrar por uma destas, estará numa nova sala, desta vez com oito portas, e assim por diante.

Se voltar tudo para trás, lá no início, e entrar pela outra porta, perceberá uma dinâmica muito parecida, sempre com novas salas e cada vez com mais portas.

Bem, só nesta rápida ilustração já estamos com cerca de 384 caminhos diferentes (2 x 4 x 6 x 8).

Pense agora se você tivesse feito este caminho e tivesse conhecido algumas destas portas e salas. Você teria descoberto o que há por trás de quatro portas e conhecido algumas salas. Sem dúvida já sabe mais do que aquele que está parado lá no início, vendo apenas as duas portas iniciais, correto?  Correto!

Mas se aqui nesta ilustração existem 384 portas e você abriu apenas quatro, sabe também que existem outras 380 portas que não foram abertas e que não sabe nada sobre o que há por trás de cada uma destas.

Ou seja, aquele que está parado, acha que são apenas dois caminhos, mas você, que já andou um pouco, já percebe que são no mínimo 384 e que, muito embora tenha conhecido quatro, ainda falta conhecer outros 380, fora as novas possibilidades que cada um poderá abrir.

Por isso, quem ainda não começou a trilhar este caminho se ilude, pois acredita que só há dois caminhos e imagina que é relativamente fácil a compreensão das coisas. No entanto, quem já o está trilhando por algum tempo, já abriu várias portas e entendeu um pouco da dinâmica das coisas, muito embora tenha visto muito mais do que aquele que está parado, sabe também que há muito mais informação não compreendida do que compreendida.

Isso é apenas uma ilustração bastante simplória, pois na realidade, estes caminhos se abrem e se multiplicam muito mais, apresentando muito mais opções do que as mencionadas.

Em resumo, quanto mais você aprende, mais você percebe que menos sabe.

E olha só, não é que me veio novamente um texto bíblico à mente:

Salmos 92: 5

“Quão grandes são os trabalhos do Criador e quão profundos são os seus pensamentos.”

É, não tem jeito, é o velho hábito… rsrsrs

Me lembro também de uma visão que tive quando era mais jovem. Eu estava na praia, sentado, olhando para o horizonte e observava o mar. Certa hora eu me levantei e nesta hora percebi que havia um navio ao fundo, que eu não via enquanto estava sentado. Voltei a sentar e o navio desapareceu. Então, eu deitei e olhando para o mesmo horizonte, percebi que sequer era capaz de ver o mar, devido a uma ondulação que existia na areia, próxima a mim.

No entanto, deitado eu era capaz de ver tudo o que estava a minha volta, meus horizontes eram próximos e totalmente finitos e minha visão de mundo bastante limitada. Se aquele fosse o meu tamanho eu acharia que era capaz de ver e compreender TUDO o que estava a minha volta. Sentado, eu tinha uma visão maior, mas mesmo assim ainda conseguia compreender tudo o que minha vista alcaçava. Mas se ficasse de pé, meu horizonte ficava bastante expandido e eu já não era capaz de compreender corretamente tudo o que minha vista era capaz de visualizar. Imaginei então se eu subisse numa escada, como meus horizontes se ampliariam e como eu aumentaria a quantidade de coisas que eu não entenderia.

Percebi então que a ilusão de que se é capaz de compreender tudo, só existe quando você está muito baixo. Conforme você sobe, sua visão aumenta e você vai se dando conta de quanta coisa existe e de como é impossível entender e compreender tudo.

Ou seja, só pensa que sabe tudo, aquele quem tem seus horizontes muito limitados por estar ainda muito baixo.

Percebi também que quanto mais eu sei, mais eu sei, que menos eu sei!

🙁

Então, diante de tudo isto, o que fazer?

Bem, meu primeiro conselho é:

Cuide da sua conduta, pois não importa que portas eu tenha aberto, eu sempre vi algo em comum em todas elas: a importância da conduta e do caráter.

Mas, tendo feito isso, aí vai o segundo conselho: curta a vida!

Sim, pois se cada vez mais percebemos que a compreensão e as resposta para todas estas coisas estão tão longe, então preocupe-se menos, seja feliz e curta a vida!

A vida é uma viagem constante e sem local de chegada. Então cuide da sua conduta, não se preocupe tanto e seja feliz!

E para terminar, aí vai um vídeo inspirador:

Don’t Worry, be Happy!

🙂

11 pensou em “Don’t Worry Be Happy

  1. Paixao

    Nossa adorei!! Pra que ficar se preocupando com essas perguntas? Sempre existiram, es ai milhares de anos … e não é em 40 anos nem em 100 q vc vai achar a resposta…. por isso digo Don’t Worry Be Happy. Apertamos a busina FODA SE as vezes e bom. Saltamos livre e profundamente no escuro da vida.

    bjsss Ma

  2. Paixao

    Nunca me preocupei em saber se tem luz no fim do túnel.
    Quando entro nele, já acendo a minha..

    uma frase do meu amigo Edson Marques

  3. Nina Brazan

    É o velho ditado “Só sei que nada sei”. Quanto mais aprendemos, mais vemos que menos sabemos! O bom mesmo é continuar aprendendo e abrindo portas, saber que há sim novas possibilidades e caminhos, mas sem se preocupar em querer conhecer todos eles de uma só vez!
    Mto bom o texto!

  4. Cá Sakihara

    Realmente.. Não adianta ficar procurando respostas para as perguntas que surgem. Pois a cada dia que passa, tanto as perguntas quanto as respostas mudam de uma tal maneira impressionante! Só precisamos aderir mais conhecimentos para agregar no que já existe e tentarmos encaixar para seguirmos em frente.
    Adorei o post 😉

    Beijo Má

  5. Beatriz

    Mais um texto que leio seu, em que você consegue passar exatamente e claramente seus pensamentos em suas palavras. Eu voto, por você fazer uma coletânea desses textos e deixar isso registrado em um livro. É muito leve todos os seus textos, e porisso tenho certeza que um livro com eles seria muito gostoso de ler, porque no final de cada texto eles nos deixam refletindo, mesmo até sem querer…. mas nos fazem refletir….
    Parabéns por mais esse texto!

  6. Marcos Litterio

    Marcelo my friend, que insônia hein !??? Seu texto me remeteu a uma frase memorável do filme Matrix – “A ignorância é uma bênção” (Ignorance is a Bliss – Cypher) ! Abs, Marcos

  7. Fabrício Nunes

    Genial o texto!

    ” … Sim, pois se cada vez mais percebemos que a compreensão e as resposta para todas estas coisas estão tão longe, então preocupe-se menos, seja feliz e curta a vida .. ”

    Muitoo bom!!

  8. Emerson Bezerra

    Grande Marcelo.
    Só me resta aplaudir !

    Precisamos tomar um café, qualquer hora destas, quando pode ?

    Abraços e Sucesso

    Emerson Bezerra

  9. Dri

    Ai que texto lindo!
    Lembrei-me de uma frase de Mario Quintana:
    Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente, e não a gente a ele.
    Esse texto parece que lê o “ser ou não ser eis a questão” que existe dentro de cada um de nós.
    E uma coisa é realmente certa, quanto mais aprendemos, mais percebemos que menos sabemos.
    É assim que sinto toda vez que aprendo ou começo a me envolver com algo novo, que não sei nada e que tenho muito mais pra aprender, muito, muito, que ainda assim não vou saber nada e que ainda vai faltar muito por aprender, isso quando olho pra frente, mas também quando olho para trás vejo que não sabia muitas coisas que hoje eu sei e fui capaz de aprender, mas o ideal mesmo é curtir a vida e viver o presente, sem se preocupar muito com o que falta aprender, pois sabemos que só nessa vida e por mais anos que tenhamos pela frente não vamos aprender tudo o que falta.

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